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Tablet permite que crianças internadas na UTI do Mário Gattinho assistam filmes

Para aliviar o sofrimento, as crianças internadas na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica, da unidade pediátrica Mário Gattinho, estão assistindo desenhos animados em tablets infantis fixados nos leitos. São quatro equipamentos disponibilizados às crianças, que proporcionam diversão durante a internação e ajudam a humanizar o atendimento hospitalar.

O uso de tablets, segundo a enfermeira coordenadora da UTI pediátrica, Mariana Brusco Silva, tem demonstrado impacto positivo na recuperação das crianças. “Essa tecnologia contribui para a criação de um ambiente mais leve e agradável, permitindo que as crianças se entretenham em um espaço que, por sua natureza, é marcado por ruídos constantes e movimentação intensa. Essa abordagem também promove um efeito calmante para os acompanhantes”, afirma.

Os conteúdos, como desenhos e músicas, foram gravados por Leonardo Manfrinatti da Silva, marido de Mariana, e levaram em conta a faixa etária de cada criança. De acordo com a coordenadora, os filmes são transmitidos continuamente, com o objetivo de tornar o ambiente da UTI mais lúdico. “Essa iniciativa visa proporcionar uma experiência de recuperação menos traumática tanto para as crianças quanto para suas famílias”, diz.

Pais

A novidade está sendo aprovada pelos pais. Robert César de Oliveira, pai do menino Hugo César Rodrigues de Oliveira, de um ano e sete meses, que está internado na UTI há 20 dias, disse que sente que o filho fica mais calmo quando está vendo um desenho animado. “Muito bom, porque acalma as crianças, que costumam ficar agitadas quando não estão bem. E os pais também”, afirmou.

A mãe de Cauã Marques Lima, de dois anos, Franciele Estevam, sentiu que o filho fica mais tranquilo assistindo os desenhos animados no tablet. “Muito bacana o hospital disponibilizar os equipamentos, porque as crianças ficam mais calmas. Meu filho até dorme quando está vendo os desenhos”, disse. Os quatro tablets foram doados ao Mário Gattinho por uma concessionária automotiva de Campinas.

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Campinas Decor 2025 vai recuperar um convento histórico de 1940

A organização da Campinas Decor promoveu nesta quarta-feira, 7 de agosto, o lançamento oficial da edição 2025 da principal mostra de arquitetura, decoração e paisagismo do interior paulista. Tendo como cenário a Casa de Nossa Senhora, prédio da década de 1940 conhecido por ter abrigado o antigo convento das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, o evento será realizado de 11 de abril a 1º de junho e mais uma vez deixará como legado a recuperação de um edifício histórico do município.

Com mais de 6.200 metros quadrados de terreno e 3.600 metros quadrados de área construída, o imóvel localizado na Rua Bernardo de Souza Campos, 42, Praça Dom Barreto, no Bairro Ponte Preta, irá abrigar cerca de 50 ambientes internos e externos, que serão preparados por renomados profissionais do setor na cidade e região, mostrando as tendências e novidades em artigos para decoração e construção, revestimentos, mobiliário, luminotécnica, automação residencial e tudo o que envolve esse universo.

Os expositores poderão soltar a criatividade em diversas salas, suítes, lofts, corredores, varandas e banheiros, além de jardins e espaços comerciais e de uso dos visitantes, como brinquedoteca, restaurante, bar, café, casa de chá e loja, distribuídos em três pisos e com fácil acessibilidade.

O projeto trará alguns diferenciais, como um portal de entrada e um cinema. Assim como na edição 2024, concluída no dia 26 de maio no Prédio do Relógio, contará ainda com um amplo espaço para a realização de eventos paralelos, como coquetéis e exposições de arte.

Outra peculiaridade é que, por possuir uma ampla área livre, alguns dos ambientes serão erguidos do zero, permitindo assim a utilização de métodos construtivos modernos e eficientes. A organização também reservou dois espaços da edição 2025 para o projeto Novos Talentos, visando valorizar os profissionais que estão há pouco tempo no mercado, com até três anos de formados.

Fernando Penteado Filho, diretor da mostra, conta que as expectativas em relação ao evento do próximo ano são as melhores possíveis. “A Casa de Nossa Senhora é um prédio de beleza ímpar e que, apesar de estar em plena área urbana e a poucos minutos do centro da cidade, é pouco conhecido pelos moradores de Campinas. Estamos muito felizes com o cenário escolhido e confiantes de que entregaremos mais uma linda Campinas Decor”, afirma.

“O trabalho de revitalização desse edifício repleto de história é mais um desafio assumido pela Campinas Decor e respeitará a essência do imóvel, valorizando e preservando seus detalhes arquitetônicos únicos”, acrescenta a diretora Hebe Fontenele. Ela relembra que, durante as obras, organização e expositores irão recuperar pisos e revestimentos, consertar telhados, portas e janelas e modernizar redes hidráulica e elétrica da propriedade.

As obras serão iniciadas no final de janeiro e durarão cerca de dois meses. Assim como nas edições anteriores, o processo irá envolver um verdadeiro exército de profissionais – arquitetos, paisagistas, engenheiros, artistas plásticos, pedreiros, pintores, jardineiros, carpinteiros e entregadores. Durante os trabalhos de revitalização do imóvel e preparação da mostra, serão gerados cerca de 1.500 empregos diretos e indiretos, fora outros 150 após a abertura do evento para o público.

A estimativa é de que a edição 2025 reúna cerca de R$ 7 milhões em investimentos, cotizados entre organização, expositores, patrocinadores e fornecedores, e receba público similar aos de anos anteriores, entre 30 mil e 35 mil visitantes.

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Setor de serviços avança 2,3% em 2023, revela o IBGE

Os serviços cresceram 2,3% em 2023 no terceiro ano seguido de expansão do setor. Em dezembro passado, o volume de serviços no Brasil avançou 0,3%, sendo o segundo resultado positivo consecutivo. O acumulado nos dois últimos meses do ano representou avanço de 1,2%, o que permitiu a recuperação de parte da perda de 2,1% anotada entre agosto e outubro.

Em relação a dezembro de 2022 os serviços apresentaram recuo de 2,0%, que é o mais intenso desde janeiro de 2021, quando houve queda de 5,0%. No acumulado dos últimos 12 meses, os serviços diminuíram o ritmo. Eles apresentaram recuo na magnitude de crescimento de 3,1% em novembro para 2,3% em dezembro de 2023. Os números fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta-feira (9), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A série histórica mostrou que, com a alta de 0,3% de dezembro, o setor de serviços ficou 11,7% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020, e 1,7% abaixo do ponto mais alto da série em dezembro de 2022.

Para o IBGE, a última vez que o setor de serviços registrou crescimento por três anos consecutivos foi entre 2012 e 2014. Naquele momento, houve ganho de 11,3%. No triênio atual – de 2021 a 2023 – a evolução foi ainda mais expressiva: avanço de 22,9%. O IBGE informou, também, que o crescimento de 2,3% registrado em 2023 foi o menos intenso da sequência. Em 2021, a alta ficou em 10,9% e em 8,3% em 2022.

Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, em 2021 e 2022 houve a construção de uma base de comparação elevada, que pode ser explicada tanto pela retomada do setor após o período de isolamento da pandemia de covid-19, como, sobretudo, por conta dos ganhos extraordinários dos segmentos de serviços de tecnologia da informação e o do transporte de cargas.

“Dessa forma, apresentar expansão sobre dois anos que cresceram substancialmente é algo relevante”, informou o IBGE.

Atividades

Quatro das cinco atividades da Pesquisa Mensal de Serviços tiveram taxas positivas em 2023. A pesquisa apontou ainda que 55,4% dos 166 tipos de serviços analisados tiveram crescimento. Os destaques ficaram por conta dos serviços de informação e comunicação (3,4%) e de profissionais, administrativos e complementares (3,7%).

“No primeiro, os principais impactos foram do aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de telecomunicações; desenvolvimento e licenciamento de softwares; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet; e portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet”, detalhou o IBGE.

A expansão de locação de automóveis; de serviços de engenharia; de cobranças e informações cadastrais; de atividades de intermediação de negócios em geral; e de agências de viagens favoreceu o resultado dos serviços profissionais, administrativos e complementares.

“Atividades que se fortaleceram no contexto do pós-pandemia colocaram o setor de serviços em patamares elevados. Houve, por exemplo, aumentos consideráveis nos serviços voltados às empresas, notadamente os serviços de TI [tecnologia da informação]”, observou o gerente.

Neste contexto, ele ressaltou o transporte rodoviário de carga, que influenciou o avanço de 1,5% nas atividades de serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e Correios. “É um segmento que cresceu, num primeiro momento na esteira do aumento do comércio eletrônico e que ganhou novos impulsos com a expansão da produção agrícola, na medida em que se cria a necessidade de transporte de insumos, como adubos e fertilizantes, além de operar o próprio escoamento da colheita”, explicou.

Famílias

Os serviços prestados às famílias registraram alta de 4,7% e fecharam as atividades em expansão. Único a ter resultado negativo, o setor de outros serviços apresentou retração de 1,8%. O motivo foi a menor receita vinda de serviços financeiros auxiliares; administração de fundos por contrato ou comissão; corretoras de títulos e valores mobiliários; e administração de bolsas e mercados de balcão.

Para o pesquisador, o resultado de 2023 seguiu a tendência observada em 2022. “Com a retomada pós-isolamento da pandemia, há uma redistribuição da renda disponível das famílias, com redução das aplicações financeiras e aumento do consumo de bens e serviços, que estavam mais represados nos períodos de maior incerteza”, disse.

Estados

Das 27 unidades da federação, 25 tiveram elevação na receita real de serviços, sendo os resultados positivos em Minas Gerais (7,7%), Paraná (11,2%), Rio de Janeiro (3,3%), Mato Grosso (16,4%), Santa Catarina (8,0%) e Rio Grande do Sul (4,4%). As quedas foram anotadas em São Paulo (-1,8%) e Amapá (-2,2%).

Pela primeira vez, o setor de serviços prestados à família ultrapassou o patamar pré-pandemia em dezembro de 2023. Essa era a única atividade da pesquisa que ainda não havia conseguido esse desempenho. Em dezembro, houve alta de 3,5% e, com isso, os serviços prestados às famílias passaram a ficar no maior nível desde fevereiro de 2016.

“É um setor que veio, pouco a pouco, eliminando as perdas da pandemia. Houve uma mudança na configuração das atividades. Os serviços de aplicativos de entrega, por exemplo, acabaram se apropriando de uma parte das receitas dos restaurantes, havendo, assim, uma transferência de receita entre dois setores do setor de serviços”, exemplifica Lobo.

Apesar da retomada em bom ritmo da atividade turística, que auxilia a melhora do setor de alojamento e alimentação, fundamental para a atividade de serviços prestados às famílias, o retorno ainda gradativo ao trabalho presencial ou híbrido também explica o ritmo mais lento de retomada.

“Ainda há um grande contingente de pessoas trabalhando de maneira remota, o que ajuda a transferir receita dos serviços (restaurantes) para o comércio (supermercado), por exemplo”, relatou Lobo.

Alta nos transportes

Os setores de transportes também foram destaque com a alta de 1,3%. O resultado interrompe uma sequência de campos negativos seguidos, que resultou em perda acumulada de 5,4%. Em movimento contrário, com variação de 0,2%, a atividade de serviços de informação e comunicação teve a terceira taxa positiva seguida. O ganho acumulado ficou em 1,8%. As quedas foram notadas em serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,7%) e os outros serviços (-1,2%).

Também em dezembro, 18 das 27 unidades da federação acusaram crescimento. “A alta mais importante veio de São Paulo (0,6%), seguido por Distrito Federal (2,8%), Santa Catarina (1,8%) e Paraná (0,8%). Em contrapartida, Rio de Janeiro (-2,6%), seguido por Minas Gerais (-1,4%), Mato Grosso (-2,6%) e Mato Grosso do Sul (-4,1%) foram as principais quedas”, informou o IBGE.

Na comparação de dezembro de 2023 com dezembro de 2022, a pesquisa mostrou evolução de 1,4%, sendo a 33ª taxa positiva seguida.

Indicadores

Para o IBGE, a Pesquisa Mensal de Serviços produz indicadores para o Brasil, o que permite acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços no país.

Nas análises, os pesquisadores investigam “a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação”. A próxima divulgação do estudo – referente a janeiro de 2024 – será feita no dia15 de março próximo.

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Em recuperação judicial, Gol tinha dívidas acima de R$ 20 bi em 2023

A empresa aérea Gol anunciou, nesta segunda-feira (29), que fechou o ano de 2023 com uma dívida de cerca de R$ 20,176 bilhões. O resultado, contudo, é preliminar, pois ainda não foi examinado por auditores externos, conforme informou a companhia em comunicado divulgado nesta manhã.

“As informações financeiras aqui fornecidas são preliminares e não auditadas, estando assim sujeitas a possíveis ajustes. A companhia aconselha os investidores a exercerem cautela e a não se basearem exclusivamente nas informações acima para tomar decisões de investimento”, alerta a Gol, cujo patrimônio líquido negativo chegou a R$ 23,35 bilhões. A divulgação dos resultados derrubou o valor das ações da empresa na Bolsa. Após chegar a 12,5%, o prejuízo diminuiu, chegando a 11,3% por volta das 13h15.

Toda empresa com capital aberto, ou seja, que tem ações negociadas em bolsa de valores, é legalmente obrigada a submeter suas contas a uma auditoria externa, contratada para garantir que as informações divulgadas correspondem à situação real.

A Gol tornou públicos os resultados financeiros preliminares e não auditados relativos ao quarto trimestre (outubro a dezembro) do ano passado após tê-los informado ao Tribunal de Falências dos Estados Unidos, onde, na última quinta-feira (25), a empresa ajuizou pedido de recuperação judicial.

Na ocasião, o diretor-executivo da companhia, Celso Ferrer, destacou que, no terceiro trimestre, o endividamento com empréstimos e financiamentos chegava a R$ 20,227 bilhões – valor 0,25% superior ao anunciado hoje. De acordo com Ferrer, a dívida se deve principalmente à crise econômica gerada pela pandemia da covid-19 e por atrasos no recebimento de aeronaves. Ferrer repetiu a estratégia já adotada em nota divulgada à imprensa horas antes, se negando a usar o termo recuperação judicial.

“Queria deixar claro que não é uma recuperação judicial”, destacou o executivo, enfatizando que a empresa tinha iniciado, em Nova York, os procedimentos para um chamado chapter 11 – recurso legal a que empresas de várias nacionalidades, incluindo do setor aéreo, como a brasileira Latam, já recorreram a fim de continuar operando comercialmente enquanto negociam as medidas necessárias para obter capital e se reorganizar financeiramente.

Paralelamente ao procedimento no Tribunal de Falências dos Estados Unidos, a Gol negocia com investidores um financiamento de US$ 950 milhões, aproximadamente R$ 4,6 bilhões. “A fim de cumprir determinadas obrigações contratuais necessárias à obtenção do compromisso de financiamento de US$ 950 milhões, na modalidade debtor in possession (DIP) […] a companhia disponibilizou em seu website apresentação contendo informações previamente compartilhadas com potenciais investidores”, acrescenta a empresa, no comunicado de hoje.

“O processo de chapter 11 é justamente para proteger a companhia de qualquer ação que possa ser tomada pelos arrendadores de aeronaves, com quem já vínhamos negociando”, comentou Ferrer, ao dizer que o procedimento de reestruturação financeira não afetará os voos, clientes e funcionários da empresa. (Agência Brasil)

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