Polícia Militar

Dirigentes de empresas de ônibus são presos em São Paulo

Diretores de duas empresas de ônibus que operam na cidade de São Paulo – Transwolff e Upbus – foram presos nesta manhã na capital em uma operação do Ministério Público de São Paulo. Há suspeita de ligação dessas pessoas com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Neste momento, estão sendo cumpridos em cidades da Região Metropolitana paulistana e em cidades do interior 52 mandados de busca e apreensão. São alvo as garagens dessas transportadoras, residências e escritórios dos envolvidos. Em um imóvel já foram encontrados fuzis, revólveres, dinheiro em espécie e joias.

A operação tem a participação da Receita Federal, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Polícia Militar.

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a SPtrans, empresa municipal que administra o transporte coletivo na cidade assuma imediatamente a operação das linhas, que transportam mensalmente cerca de 15 milhões de pessoas. A Transwolff opera na zona sul e a Upbus na zona leste da capital. (Agência Brasil)

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Policial agride mulher em estação de metrô em São Paulo

Uma mulher foi agredida e acuada por um policial militar fardado, na Estação da Luz, em São Paulo, no último sábado (6). Vídeos que mostram o ataque têm circulado pelas redes sociais, sobretudo em perfis de entidades e militantes da causa LGBTQIA+, desde a madrugada desta segunda-feira (8).

Nas imagens, é possível ver a jovem no chão da plataforma da linha azul, encolhida, diante do policial. O agente, que permanece de pé diante dela, desfere um tapa em seu rosto.

“Baixa o tom [de voz]. Baixa o tom”, ordenou o policial à vítima.
“Vá para fora”, acrescentou ele, que olha para a câmera que flagrou a agressão, enquanto passa diante dela para seguir seu caminho na plataforma.
“Precisa bater nas pessoas?”, indaga a vítima, após a violência.

De acordo com boletim de ocorrência, o policial ainda a golpeou com tapas na cabeça. A vítima também alega ter levado um chute na região da costela e que estava sentada quando o policial a abordou. 

Procurado o Metrô afirmou que quem responde pelo episódio é apenas a Secretaria da Segurança Pública (SSP). A pasta disse que “lamenta o ocorrido” e que o policial foi identificado e afastado de sua função.

“A Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias dos fatos”, adicionou o órgão na nota encaminhada. A SSP não prestou esclarecimentos sobre questões apresentadas pela reportagem, como o cargo do policial -, já que pode ter patente -, o tempo em que o agente está em atividade e se já foi punido anteriormente por conduta semelhante.

A ativista Jacqueline Chanel, que está à frente do projeto Séfora’s, de acolhimento de pessoas trans e travestis, denunciou o caso à Coordenação de Políticas para LGBTI. A coordenação é subordinada à prefeitura de São Paulo.

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Carnaval de Rua em Campinas começa oficialmente hoje

O Carnaval de Rua em Campinas começa nesta sexta-feira (9), e vai até a terça-feira, 13, com o desfile dos blocos carnavalescos. O folião tem mais de 30 blocos para escolher nesses cinco dias de festa. Tem bloco para todo tipo de perfil: temáticos, de comunidades e bairros, adultos, pessoas acima dos 50, para crianças, os mais tradicionais, os das marchinhas, LGBTQIAPN+, enfim, uma variedade de opções pelas ruas da cidade.

O Carnaval de Campinas é organizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, integrada aos órgãos de segurança – Guarda Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Samu, Setec, Emdec, Sanasa, Serviços Públicos e Urbanismo, entre outros.

Por meio do Mapeamento de Intenção de Blocos Carnavalescos, a Secretaria de Cultura e Turismo identificou todas as iniciativas carnavalescas dos grupos culturais da cidade. Com essas informações foi possível dialogar com cada comunidade para otimizar trajetos, juntar iniciativas, organizar horários e prever as estruturas necessárias para garantir a segurança e condições sanitárias.

Este mapeamento também permitiu o planejamento dos órgãos de segurança, de trânsito, fiscalização de ambulantes, limpeza pública etc. Este ano, 55 blocos se credenciaram para o Carnaval, e parte deles já fizeram a festa nos últimos dois fins de semana.

“Campinas quer um Carnaval que consolide essa vocação dos bloquinhos e mostre a união de forças entre poder público, blocos, segurança pública, que vão fazer seu melhor para um Carnaval que leve alegria com planejamento e segurança. A descentralização vai permitir que mais pessoas consigam aproveitar a folia”, destaca a secretária de Cultura, Alexandra Caprioli.

“O Carnaval de Campinas está num momento muito bom. A gente está vendo que não há um crescimento no número de blocos. Há blocos em cada vez mais regiões da cidade permitindo que as pessoas tenham diversão e encontros em seus bairros, em suas comunidades. Por não haver crescimento, a gente consegue garantir mais qualidade, para que haja melhores condições para quem vai se divertir e que a cidade esteja em ordem após as brincadeiras”, destaca o diretor de Cultura, Gabriel Rapassi.

Abre Alas

Nesta sexta-feira, 9, saem dois blocos: um na Vila Costa e Silva e outro em Barão Geraldo, ambos das 17h às 22h. O Abre Alas terá a apresentação de três blocos locais: o Bloco dos DJs, o Bloco do Maracatucá e o Berra Vaca. A apresentação tem o apoio de outros blocos da região e os feirantes de artesanato do distrito a fim de fortalecer a economia criativa e local. Este ano o bloco conta também com a parceria das cervejarias locais.

Samba 90 Graus + Estrela D’Alva 

A Vila Costa e Silva, reduto do samba e do pagode em Campinas, recebe o show Samba 90 Graus. O projeto é composto por três dos maiores expoentes do gênero nos anos 1990 e 2000 – Netinho de Paula, Chrigor e Márcio Art. O evento contará ainda com a participação especial da Escola de Samba Estrela D’Alva – original do Costa e Silva e a mais tradicional e antiga da cidade – e também da banda Vakaloka.

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Secretaria divulga a programação do Carnaval de rua

A Secretaria de Cultura e Turismo divulgou a programação dos blocos de rua do Carnaval de Campinas de 2024. O pré-carnaval começa neste sábado, 27 de janeiro, das 10h às 19h, com o Bloco Vô Jajá, que levará um trio elétrico da região do Parque Prado até o bairro Nova Europa, na avenida Baden Powell.

No domingo, 28 de janeiro, a festa fica por conta do Bloco Donatella, das 11h às 20h, na rua Egas Moniz, 45, Taquaral; e da Escola de Samba Estrela D’Alva, a mais antiga de Campinas, que será das 12h às 22h na rua dos Camaiurás, na Vila Costa e Silva.

A programação de pré-carnaval continua no fim de semana dos dias 3 e 4 de fevereiro e ganha força na sexta-feira de Carnaval, 9 de fevereiro, e continua repleta de desfiles pelas ruas ou com os blocos fixos até a noite de terça-feira, 13 de fevereiro, quando a festa se encerra. Serão 55 blocos pelas ruas da cidade. Para conferir a programação completa com a agenda dos blocos.

“O Carnaval deste ano mostra que houve uma consolidação no número de blocos, o que permite que a Prefeitura garanta mais qualidade na folia e na brincadeira para todo mundo. Ao mesmo tempo, algumas iniciativas vão se descentralizando dos locais que estavam; temos algumas iniciativas novas em locais diferentes, mais periféricos; o que é importante porque o Carnaval tem que atingir todas as camadas da sociedade e estar próximo das pessoas e suas comunidades. Por isso é muito positivo o fato de ter este aumento de blocos em algumas comunidades, porque existe esta autenticidade de um Carnaval de comunidade”, diz a secretária de Cultura e Turismo, Alexandra Caprioli.

 

 

De acordo com a secretária, todo o planejamento garantiu uma integração dos órgãos de segurança – Guarda Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Samu – e os blocos. “Você ter o folião se divertindo junto com a estrutura desses órgãos de segurança é uma prioridade para a gente”, disse Alexandra.

“Entre as novidades de 2024, a gente tem o bloco do mamaço – que é das mães e seus bebês e fala da conscientização do aleitamento materno –; terá um bloco novo de uma comunidade católica da Vila Georgina com marchinhas e chorinhos. No mesmo bairro terá o bloco Afoxé Ilê Ogum, que traz para o samba e para a brincadeira as religiões afrobrasileiras. Há também bloquinhos pequenos como Donatela”, disse o diretor de Cultura, Gabriel Rapassi.

O Carnaval deste ano também terá a repetição de alguns blocos muito antigos e de escolas de samba. “As escolas de samba estão representadas por blocos dentro das suas comunidades. As quatro escolas que estão ativas são Rosa de Prata, que fica na Vila Bela; Shangai, na região do Ouro Verde; Leões da Padre Anchieta e a Estrela D’álva, que é a mais antiga de Campinas, da região do bairro Vila Costa e Silva”, disse Rapassi. O tradicional Bloco do Bob leva para as ruas tutores e seus pets, muitos deles fantasiados.

De acordo com Alexandra Caprioli, a consolidação do Carnaval de Campinas transforma uma pulverização de blocos que tem o perfil adequado para cada pessoa. “Então, tem blocos que são mais de jovens, blocos que são mais das pessoas acima dos 50, tem os mais tradicionais, tem os das marchinhas. O importante é que quem decida brincar encontre o bloco com a sua cara”, afirma a secretária de Cultura.

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Homicídios dolosos e roubos tem redução em Campinas

A cidade de Campinas apresentou uma queda nos índices criminais em 2023, se comparado ao ano de 2022, conforme apontam os dados divulgados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-SP), baseados nos registros de boletim de ocorrência para cada tipo de crime em todas as delegacias da cidade. Os números de 2023 foram divulgados ontem, quinta-feira, dia 25 de janeiro, pela SSP.

O principal indicador é a quantidade de homicídios dolosos. Segundo as estatísticas da Pasta estadual, houve um recuo de 15,51% neste índice. Em 2022, foram 116 homicídios contra 98 em 2023. O número de vítimas deste tipo de crime também apresentou um declínio de 17,35%, de 121 no ano retrasado para 100 no ano passado em números absolutos.

Importante ressaltar também que, segundo a SSP, o número de homicídios dolosos no ano passado foi o índice mais baixo desde 2001. O menor valor foi em 2021, quando foram registrados 107 homicídios. O ano de 2023 fechou com 98 casos.

Os resultados refletem o trabalho da segurança pública em Campinas. “As ações da Guarda Municipal são norteadas pela análise dos dados criminais. A partir destes números, a GM traça o plano de emprego operacional de forma eficiente, direcionando imediatamente o patrulhamento para os locais que precisam de um reforço no policiamento, o que reflete positivamente para inibir as atividades criminais”, analisa o secretário de Segurança Pública de Campinas, Christiano Biggi“.

Além disso, a GM também conta com importantes ferramentas de Inteligência, como os sistemas Córtex e Detecta para consulta de banco de dados criminais, além da tecnologia das câmeras OCR (leitores de placa de veículos)”, completa o secretário.

Biggi também acrescenta que a união com as outras forças de segurança, como as polícias Civil, Militar, Federal e a integração com guardas municipais das cidades vizinhas também colaboram com a eficácia nas ações de prevenção e repressão aos crimes.

Ainda conforme os dados da SSP, Campinas registrou um aumento de 5 para 7 latrocínios de 2022 para 2023. “Embora tivemos este aumento, todos os casos foram rapidamente solucionados, com uma pronta resposta da integração da Polícia Civil com o apoio do Setor de Inteligência da Guarda Municipal”, analisa Biggi.

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Prefeitura divulga programação dos blocos de rua

A Secretaria de Cultura e Turismo divulgou a programação dos blocos de rua do Carnaval de Campinas de 2024. O pré-carnaval começa neste sábado, 27 de janeiro, das 10h às 19h, com o Bloco Vô Jajá, que levará um trio elétrico da região do Parque Prado até o bairro Nova Europa, na avenida Baden Powell. No domingo, 28 de janeiro, a festa fica por conta do Bloco Donatella, das 11h às 20h, na rua Egas Moniz, 45, Taquaral; e da Escola de Samba Estrela D’Alva, a mais antiga de Campinas, que será das 12h às 22h na rua dos Camaiurás, na Vila Costa e Silva.

A programação de pré-carnaval continua no fim de semana dos dias 3 e 4 de fevereiro e ganha força na sexta-feira de Carnaval, 9 de fevereiro, e continua repleta de desfiles pelas ruas ou com os blocos fixos até a noite de terça-feira, 13 de fevereiro, quando a festa se encerra. Serão 55 blocos pelas ruas da cidade.

“O Carnaval deste ano mostra que houve uma consolidação no número de blocos, o que permite que a Prefeitura garanta mais qualidade na folia e na brincadeira para todo mundo. Ao mesmo tempo, algumas iniciativas vão se descentralizando dos locais que estavam; temos algumas iniciativas novas em locais diferentes, mais periféricos; o que é importante porque o Carnaval tem que atingir todas as camadas da sociedade e estar próximo das pessoas e suas comunidades. Por isso é muito positivo o fato de ter este aumento de blocos em algumas comunidades, porque existe esta autenticidade de um Carnaval de comunidade”, diz a secretária de Cultura e Turismo, Alexandra Caprioli.

De acordo com a secretária, todo o planejamento garantiu uma integração dos órgãos de segurança – Guarda Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Samu – e os blocos. “Você ter o folião se divertindo junto com a estrutura desses órgãos de segurança é uma prioridade para a gente”, disse Alexandra.

“Entre as novidades de 2024, a gente tem o bloco do mamaço – que é das mães e seus bebês e fala da conscientização do aleitamento materno –; terá um bloco novo de uma comunidade católica da Vila Georgina com marchinhas e chorinhos. No mesmo bairro terá o bloco Afoxé Ilê Ogum, que traz para o samba e para a brincadeira as religiões afrobrasileiras. Há também bloquinhos pequenos como Donatela”, disse o diretor de Cultura, Gabriel Rapassi.

O Carnaval deste ano também terá a repetição de alguns blocos muito antigos e de escolas de samba. “As escolas de samba estão representadas por blocos dentro das suas comunidades. As quatro escolas que estão ativas são Rosa de Prata, que fica na Vila Bela; Shangai, na região do Ouro Verde; Leões da Padre Anchieta e a Estrela D’álva, que é a mais antiga de Campinas, da região do bairro Vila Costa e Silva”, disse Rapassi. O tradicional Bloco do Bob leva para as ruas tutores e seus pets, muitos deles fantasiados.

De acordo com Alexandra Caprioli, a consolidação do Cranaval de Campinas transforma uma pulverização de blocos que tem o perfil adequado para cada pessoa. “Então, tem blocos que são mais de jovens, blocos que são mais das pessoas acima dos 50, tem os mais tradicionais, tem os das marchinhas. O importante é que quem decida brincar encontre o bloco com a sua cara”, afirma a secretária de Cultura.

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Comércios de celulares são fiscalizados, mas apenas uma pessoa é presa

A Operação Check Imei, realizada na região central de Campinas na manhã desta quinta-feira, 18 de janeiro, vistoriou 28 estabelecimentos de venda e manutenção de celulares e resultou na prisão em flagrante de um comerciante, que tinha em sua loja um telefone celular que foi roubado na rodoviária em setembro do ano passado. Durante a ação, 62 pessoas foram abordadas.

O trabalho integrado reuniu Guarda Municipal, Polícia Civil, Polícia Militar e Secretaria de Urbanismo da Prefeitura de Campinas com o objetivo de  coibir os crimes de roubo, furto e receptação de celulares e também para fiscalizar estabelecimentos que comercializam e consertam estes aparelhos.

“O foco é combater os receptadores. Se não tem receptador, também não tem criminosos que praticam os furtos e os roubos”, destaca o delegado do Departamento de Investigações Criminais (DEIC), José Carlos Fernandes.

Entre os 28 locais vistoriados, 16 foram intimados pela Secretaria Municipal de Urbanismo a regularizar a documentação, sendo que quatro não tinham alvará e nem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e foram notificados a encerrar as atividades.

“Os responsáveis têm um prazo de cinco dias para entrar com o recurso na Secretaria de Urbanismo. Caso não o façam, os locais serão lacrados”, explica o coordenador de fiscalização da pasta, Emílio Carlos Albieri.

A comandante da Guarda Municipal de Campinas, Maria de Lourdes Soares, dá um conselho para a população: “Não adquira celular sem procedência, ou de origem duvidosa, com preços muito abaixo do mercado, que esta mercadoria pode ser de origem criminosa”. “Inclusive, o fato de adquirir um produto que seja fruto de roubo ou de furto também é um crime”, alerta.
A Operação Check Imei envolveu 72 policiais e 41 viaturas.

 

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Pai de atirador em escola é indiciado por posse irregular de arma

O pai do atirador da escola de Sapopemba, na zona leste da capital paulista, foi indiciado com base nos artigos 12 e 13 do Estatuto do Desarmamento, que tratam de posse irregular de armas e falta de cautela no armazenamento para impedir acesso por menores de 18 anos. As informações são da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

No ataque a tiros na escola, no último dia 23, uma aluna morreu e três estudantes ficaram feridos. A Polícia Militar prendeu o autor dos disparos e a arma usada no crime. Os nomes das vítimas e do autor dos disparos não foram divulgados.

O pai do atirador prestou depoimento na quarta-feira (25) no 69º Distrito Policial e, de acordo com a Polícia Civil, o indiciamento foi enviado à Justiça e as investigações prosseguem. O adolescente foi encaminhado para a Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (Fundação Casa).

Em entrevista à Folha de S. Paulo, o pai do jovem disse que tinha comprado a arma em 1994, por estar, na época, em um emprego que tinha risco, mas que, posteriormente, queria se desfazer do revólver, mas não sabia qual o procedimento.

Procurado o advogado Antonio Edio, que representava a família do atirador, disse à reportagem que renunciou à defesa alegando motivos de foro íntimo. Um novo defensor ainda será registrado junto à Justiça.

Para se desfazer de armas de fogo legalizadas ou não, é possível acessar o site Ministério da Justiça e Segurança Pública, caso o sistema esteja indisponível, ou enviar e-mail solicitando informações. (Agência Brasil)

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Motoboys fazem paralisação por melhores condições em São Paulo

Motoboys e motoentregadores de São Paulo realizam paralisações pelos próximos 3 dias, a começar por esta sexta-feira (29), para reivindicar que os aplicativos para os quais trabalham, fazendo entregas, ofereçam melhores condições laborais e que reajustem os salários. Na capital paulista, a entidade à frente das articulações é o Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas do Estado de São Paulo (SindimotoSP), que organizou um ato na entrada da sede da IFood em Osasco, reunindo cerca de 200 pessoas.

A manifestação está sendo monitorada por aproximadamente dez agentes da Polícia Militar.

Ainda pela manhã, um comboio de trabalhadores partiu do antigo endereço da entidade até a sede da empresa de delivery. No início da tarde, os motoboys fizeram um almoço coletivo em frente ao local, como parte do protesto.

“Vocês acham justo a forma de escravidão que estão praticando com a gente?”, provocou uma liderança do movimento, usando alto-falante, em meio a faixas estendidas e motocicletas estacionadas.

Em entrevista, o presidente do sindicato, Gilberto Almeida, disse que a greve já conta com a adesão de trabalhadores da categoria em 12 estados, e que a quantidade de manifestantes poderia ser mais expressiva se os trabalhadores não corressem risco de serem bloqueados como punição por participar dos atos.

“É um protesto contra toda a precarização que a categoria vem vivendo e também pelo GT [grupo de trabalho] em que as empresas se negaram a construir um acordo coletivo com os sindicatos, o que traria segurança e benefícios para os trabalhadores”, destacou, referindo-se ao grupo de trabalho criado pelo governo federal, composto também por representantes das plataformas, a fim de tentar facilitar negociações entre as partes, e que se reuniu, pela primeira vez, em 5 de junho.

“A nossa principal bandeira é um reajuste nas horas trabalhadas, pois estamos há 7 anos sem receber nada de reajuste”.

Ainda segundo o diretor sindical, as empresas propuseram pagar aos trabalhadores entre R$ 12 e R$ 17 por cada hora trabalhada, mas a categoria pede que o valor fique em torno de R$ 35 por cada hora online, ao invés de o cálculo ser feito com base em hora trabalhada. “As empresas não querem entender [os direitos que a classe profissional reclama], não querem procurar entender, não querem aproximação com os sindicatos, justamente porque a gente é a parte organizada e bate de frente e leva a voz dos trabalhadores a lugares onde ele, sozinho, não consegue levar”, afirmou.

Na avaliação de Almeida, a falta de disposição das empresas é ainda maior no caso dos trabalhadores de base de São Paulo, e “o que importa para as plataformas é manter o olho no lucro e evitar tudo que supostamente as desvie de seu plano de negócios”.

Em nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) disse que respeita o direito de manifestação e informa que suas empresas associadas mantêm abertos seus canais de diálogo com motoristas e entregadores.

A Amobitec disse que tem participado de forma construtiva do GT criado pelo governo para propor uma regulação para o trabalho executado por intermédio de plataformas tecnológicas, e já apresentou diversos documentos e propostas.

“Reforçamos nosso interesse em continuar colaborando para a construção de um modelo regulatório equilibrado, que busque ampliar a proteção social dos entregadores e motoristas e garantir a segurança jurídica da atividade”, diz a associação. (Agência Brasil)

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