Organização Mundial de Saúde

Umidade do ar cai para 11,7% e Campinas entra em Estado de Emergência

O forte calor e a falta de chuvas colocaram o município de Campinas em Estado de Emergência nesta quarta-feira (4), às 15h30, com o índice de Umidade Relativa do Ar caindo a 11,7%. Hoje a temperatura chegou a 35°C, às 12h40. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o ideal para a saúde é que a Umidade Relativa do Ar esteja em 60%.

A Defesa Civil de Campinas recomenda que a população interrompa qualquer exercício ao ar livre entre 10h e 16h, bem como atividades com aglomeração de pessoas. No período da tarde, também recomenda-se manter com umidade os ambientes internos, principalmente quartos de crianças e de hospitais.

Com a umidade do ar baixa é muito importante manter-se hidratado, tomando bastante água. Outra orientação é permanecer em locais protegidos do sol, usar vaporizadores, recipientes com água para umidificar os ambientes e usar soro fisiológico para umidificar olhos e narinas.

“É importante que a população adote essas recomendações para que essa baixa na umidade do ar não cause prejuízos para a saúde. É uma situação bastante grave”, reforçou o coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado.

Suspensão da educação física 

A Secretaria Municipal de Educação também recomendou suspender as aulas de Educação Física. As equipes gestoras das escolas e os professores de Educação Física foram orientados a evitarem atividades físicas com os alunos principalmente nas quadras esportivas descobertas.

As aulas devem ser feitas em espaços cobertos e arejados. Entre as sugestões estão realizar atividades lúdicas em sala de aula, como xadrez, dama, entre outras. Deve-se evitar a exposição dos alunos ao sol, orientá-los a tomarem água com mais frequência e usarem roupas leves.

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Instituição Os Seareiros oferece curso para formação de cuidadores de idosos

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil conta com aproximadamente 18 milhões de idosos (cerca de 10% da população nacional), e a projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que, no ano de 2025, o País terá mais de 32 milhões de idosos. Com base nesses índices, a instituição espírita de Campinas (SP) Os Seareiros, em parceria com a Universidade Paulista (Unip), realizam, entre 5 de setembro e 21 de novembro, um curso gratuito para formação de cuidadores de idosos.

“O curso visa o desenvolvimento do cuidador de forma global, assistindo tanto os pacientes idosos em domicílios quanto seus familiares, capacitando o aluno para a realização de avaliação, planejamento e desenvolvimento de ações do cuidar”, diz Suly Coimbra, voluntária de Os Seareiros e coordenadora da área de Saúde de uma das unidades da instituição, o Núcleo Mãe Maria.

O público-alvo são maiores de 18 anos que tenham o ensino fundamental completo e que desejam adquirir conhecimentos relacionados aos cuidados de pessoas idosas. As inscrições para as 15 vagas do curso, que soma 50 horas, já estão abertas e podem ser feitas no Núcleo Mãe Maria, localizado à Rua Francisco Mesquita, 335, na Vila Brandina, em Campinas, das 8 às 14 horas, junto à assistente social. Basta levar um documento de identidade.

As aulas teóricas serão realizadas na sala 21 do Núcleo Mãe Maria e as práticas no laboratório de Enfermagem da Unip Campinas e em uma instituição de longa permanência do município a ser definida, sempre às quintas-feiras, das 8 às 11 horas. “Nas aulas teóricas, por exemplo, abordaremos os cuidados no domicílio para idosos acamados ou com limitações físicas, enquanto nas aulas práticas serão ensinados desde cuidados com a medicação até a forma correta de dar banho no idoso”, explica Suly.

Conforme a coordenadora de Saúde do Núcleo Mãe Maria, a instituição espírita já havia realizado outros seis cursos de formação de cuidadores de idosos antes da pandemia e agora a meta é realizar um a cada semestre, sempre em parceria com a Unip Campinas. “As aulas têm como instrutores as alunas do 7º e 8º semestre do curso de graduação de Enfermagem da Unip Campinas, sob supervisão de professoras”, ressalta.

Serviço
Curso informal de cuidados do idoso em domicílio
Período: entre 05/09/2024 e 21/11/2024
Carga horária: 30 horas teóricas e 20 horas práticas
Horário das aulas teóricas e práticas: às quintas-feiras, das 8 às 11 horas
Locais das aulas: Núcleo Mãe Maria (Rua Francisco Mesquita, 335, Vila Brandina, Campinas), laboratório de enfermagem da Unip (Avenida Comendador Enzo Ferrari, 280, Swift, Campinas) e Instituição de Longa Permanência para Idosos (a definir)
Público-alvo: maiores de 18 anos com ensino fundamental completo
Número de vagas: 15
Instrutores: alunas do 7º e 8º semestre do curso de graduação de Enfermagem da Unip Campinas
Inscrições: no Núcleo Mãe Maria, das 8 às 14 horas, levando um documento de identidade
Informações adicionais pelos telefones do Núcleo Mãe Maria: (19) 3254-1481 ou 3253-2646, com a assistente social Rosely Muller.

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Teste para HTLV passa a ser indicado para gestantes durante pré-natal

O Ministério da Saúde ampliou o uso de testes para diagnóstico do vírus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV) na rede pública. A tecnologia, a partir de agora, passa a ser utilizada também em gestantes, durante o pré-natal.

A incorporação do teste para gestantes foi recomendada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A proposta é reduzir a transmissão vertical (de mãe para filho) do vírus durante a amamentação.

A comissão considerou que o procedimento, feito por meio de exame de sangue, é eficaz e seguro e que a implementação no Sistema Único de Saúde (SUS) utilizaria recursos já disponíveis, uma vez que os testes já são realizados fora do programa de triagem pré-natal.

Em nota, o ministério informou que as áreas técnicas terão prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta na rede pública.

Notificação compulsória

Desde fevereiro, infecções por HTLV em gestantes, parturientes, puérperas e crianças expostas ao risco de transmissão vertical passaram a ser de notificação compulsória no Brasil. Isso significa que profissionais de saúde de serviços público e privado devem comunicar obrigatoriamente os casos ao ministério.

À época, a pasta informou que a inclusão do HTLV na lista nacional de notificação compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública permite estimar o número de pessoas com o vírus e a quantidade de insumos necessários, além de qualificar a rede de atenção para atendimento dessa população.

Vírus

O HTLV, da mesma família do HIV, foi descoberto na década de 1980. O vírus infecta principalmente as células do sistema imunológico e possui a capacidade de fazer com que percam sua função de defender o organismo.

A infecção está associada a doenças inflamatórias crônicas como leucemia, linfoma de células T do adulto (ATLL) e mielopatia associada ao HTLV-1 (HAM). Outras manifestações como a dermatite infecciosa, uveíte, síndrome de sicca, ceratite intersticial, síndrome de Sjögren, tireoidite de Hashimoto, miosite e artrite, embora de menor gravidade, também são associadas ao vírus.

O tratamento é direcionado de acordo com a doença relacionada ao HTLV. O paciente deve ser acompanhado nos serviços de saúde e, quando necessário, receber seguimento em serviços especializados para diagnóstico e tratamento precoce de doenças associadas ao vírus.

Números

A estimativa do governo federal é que mais de 800 mil pessoas estejam infectadas pelo HTLV no Brasil. O vírus pode ser transmitido durante relações sexuais sem o uso de preservativo e pelo compartilhamento de seringas e agulhas.

O HTLV também pode ser transmitido verticalmente, de mãe para filho, sobretudo via amamentação e, de forma mais rara, durante a gestação e no momento do parto.

O ministério tem como meta eliminar a transmissão vertical do HTLV até 2030, objetivo alinhado às diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS), da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

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SUS incorpora teste para detecção de HPV em mulheres

O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) um teste para detecção de HPV em mulheres classificado pela própria pasta como inovador. A tecnologia utiliza testagem molecular para detecção do vírus e o rastreamento do câncer do colo do útero. A portaria foi publicada nesta sexta-feira (8) no Diário Oficial da União

Em nota, o ministério informou, em Brasília, ter investido R$ 18 milhões em um projeto piloto que utilizou o teste ao longo de 2023 em Pernambuco.

“A decisão de incorporar a estratégia para uso em todo o território nacional é um ganho para as mulheres, já que, além de ser uma tecnologia eficaz para detecção e diagnóstico precoce, traz a vantagem do aumento do intervalo de realização do exame”, explica a nota.

Segundo o Ministério da Saúde, enquanto a forma atual de rastreio do HPV, por meio do exame conhecido popularmente como Papanicolau, deve ser realizada a cada três anos e, em caso de detecção de alguma lesão, de forma anual, a testagem proposta pela tecnologia incorporada é recomendada para ser feita a cada cinco anos. “Essa mudança traz melhor adesão e facilita o acesso ao exame”.

Infecção

O HPV é considerado atualmente a infecção sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo e o principal causador do câncer de colo de útero. A estimativa do ministério é que cerca de 17 mil mulheres sejam diagnosticadas com a doença no Brasil todos os anos.

Apesar de se tratar de uma enfermidade que pode ser prevenida, ela segue como o quarto tipo de câncer mais comum e a quarta causa de morte por câncer em mulheres – sobretudo negras, pobres e com baixos níveis de educação formal.

“Embora sejam ofertadas alternativas para prevenção – tanto por meio da vacinação contra o HPV, do uso de preservativos nas relações sexuais e da realização do rastreio para diagnóstico precoce – a doença segue como uma das principais causas de morte de mulheres em idade fértil por câncer no Brasil. Na região Norte do país, por exemplo, essa é a principal causa de óbito entre as mulheres”, destaca a pasta.

Testagem

Recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a testagem de HPV é considerada padrão ouro para a detecção de casos de câncer de colo de útero e integra as estratégias propostas pela entidade para a eliminação da doença como problema de saúde pública até 2030.

A incorporação do teste na rede pública passou por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que considerou a tecnologia mais precisa que a atualmente ofertada no SUS. (Agência Brasil)

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Guerra na Faixa de Gaza pode ter uma “explosão de mortes”

A organização não governamental Save the Children alertou hoje que mais de um milhão de crianças podem morrer de fome na Faixa de Gaza. Segundo a organização, as crianças além da fome, enfrentam problemas com doenças e não á como mandar ajuda humanitária por falta de segurança, desde o começo da ofensiva militar em 07 de outubro.

Uma trabalhadora da organização, que está em Rafah, ao norte da Faixa de Gaza, contou que seus familiares estão tomando medidas desesperadoras para sobreviver. Os moradores da região estão se alimentando com restos de alimentos e até rações para animais.

A ONG comentou que todos os pedidos de ajuda humanitária foram negados pelas autoridades israelenses.
O PAM – Programa Alimentar Mundial comunicou na última terça-feira, que cancelou a ajuda na Faixa de Gaza por questões de segurança. Seus comboios com ajuda alimentar foram atacados por pessoas famintas.

Para a OMS – Organização Mundial de Saúde e a Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância, o alto índice de desnutrição de crianças, gravidas e lactantes podem levar a uma situação gravissíma e causar uma “explosão de mortes”. (Antônio Fraga/ Fotos Agência Brasil)

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