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Ferretti Yachts 850 é destaque em evento náutico em Santa Catarina

Uma das atrações do último Marina Itajaí Boat Show, foi o renovado Ferretti Yachts 850. Lançado no Brasil em 2022, teve a popa redesenhada seguindo o mesmo design de outros modelos Ferretti Yachts, ganhando portal de vidro e ampliando o campo de visão.

O cockpit ganhou dois sofás voltados para o mar e uma mesa para 8 pessoas. O iate de 26 metros de comprimento e oferece acomodações luxuosas para até 9 convidados. São quatro suítes com banheiros e completos e closet.

O projeto inclui ainda opção de beach club com móveis soltos, eletrodomésticos integrados, sonorização, iluminação indireta e acabamentos em teca, além de chuveiro de conforto e tendalino de sombreamento.

No flybridge, a grua opcional garante mais segurança, agilidade e conforto na retirada de jet ski, bote e equipamentos, mantendo a plataforma sempre livre. A adaptação foi desenvolvida pelo estaleiro brasileiro Okean, representante da Ferretti Yachts no país.
Preço: R$ 35 milhões.

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Vida selvagem diminui 73% em 50 anos, diz relatório da WWF

Relatório da organização não governamental (ONG) World Wide Fund for Nature (WWF), divulgado nesta quinta-feira (10), alerta para o “declínio catastrófico” de 73%, nos últimos 50 anos, do tamanho médio das populações de vida selvagem. Só a América Latina e Caribe viram cair 95% dessas populações. A organização de preservação da natureza adverte que os próximos cinco anos vão determinar o futuro da vida na Terra.

Desde elefantes em florestas tropicais a tartarugas-de-pente na Grande Barreira de Corais, as populações estão diminuindo de forma “catastrófica”, afirma a ONG, que desde 1961 trabalha na área de preservação da natureza e redução do impacto humano no meio ambiente.

Os maiores declínios nas populações de vida selvagem foram registrados na América Latina e no Caribe, de 95%. A África tem menos 76% e a Ásia-Pacífico, menos 60%.

O relatório Planeta Vivo, da WWF, deixa claro que, à medida que a Terra se aproxima de pontos perigosos de inflexão de ameaça à humanidade, maior esforço coletivo será necessário para enfrentar as crises climáticas e naturais. Porém, a margem é curta para inverter a tendência. A análise afirma que o futuro da vida na Terra depende do que acontecer nos próximos cinco anos.

O Índice Planeta Vivo (LPI), fornecido pela Sociedade Zoológica de Londres, inclui quase 35 mil tendências populacionais de 5.495 espécies – aves, mamíferos, anfíbios, répteis e peixes – registradas entre 1970 e 2020. O declínio maior ocorre nos ecossistemas de água doce que apresentam redução de 85%, seguido pelos terrestres, que decresceram 69%. A vida marinha caiu 56%.

A perda e a degradação de habitats têm sido impulsionadas principalmente pelo sistema alimentar humano e é a ameaça à vida selvagem mais relatada, indica o relatório. A exploração desenfreada de recursos naturais, as espécies invasoras, a poluição e as doenças estão também identificadas como causa do declínio.

Mike Barrett, principal autor e consultor científico do WWF, disse que, devido à ação humana, “particularmente a maneira como produzimos e consumimos nossos alimentos, estamos cada vez mais perdendo o habitat natural”.

“O declínio nas populações de vida selvagem pode atuar como indicador de alerta precoce do aumento do risco de extinção e da perda potencial de ecossistemas saudáveis”, explica o documento.

Para Kirsten Schuijt, diretora-geral da WWF Internacional, “a natureza emite um pedido de socorro. As crises interligadas de perda da natureza e mudanças climáticas estão a empurrar a vida selvagem e os ecossistemas para além dos seus limites”.

Quando os ecossistemas são prejudicados, deixam de fornecer à comunidade humana os benefícios dos quais todos dependem – ar limpo, água e solos saudáveis para alimentação. E por estarem danificados, esses ecossistemas se tornarão mais vulneráveis a momentos de mudança.

Essas alterações podem ser considerados pontos de inflexão e ocorrem quando um ecossistema é empurrado além de um limite crítico, resultando em mudanças substanciais e potencialmente irreversíveis.

A perda de espaços selvagens está “pondo muitos ecossistemas à beira do abismo”, reitera a diretora da WWF no Reino Unido, Tanya Steele, destacando que muitos habitats, da Amazónia aos recifes de corais, estão “à beira de pontos de inflexão muito perigosos”.

O potencial “colapso” da floresta amazónica, está em curso porque deixará de ter capacidade de reter o carbono que aquece o planeta e mitigar os impactos das alterações climáticas.

Em um dos exemplos do relatório, é apontado decréscimo de 60% dos botos cor-de-rosa ou golfinhos de rios da Amazônia devido à poluição e a outras ameaças, como a mineração.

Por sua vez, na Austrália, as tartarugas-de-pente estão em declínio, devido ao fato de as fêmeas nidificantes, no nordeste de Queensland, terem diminuído 57% em 28 anos.

O balanço da WWF é apresentado quando os incêndios na Amazônia atingiram, em setembro, o nível mais alto em 14 anos. Além disso, pela quarta vez, um evento global de branqueamento em massa de corais foi confirmado no início deste ano.

Caça ilegal 

O relatório aponta fortes evidências de que a caça ilegal para alimentar o comércio de marfim, no Gabão e em Camarões, coloca em perigo crítico a população de elefantes da floresta do Parque nacional em Minkébé. O declínio drástico já atingiu as famílias de elefantes da floresta, aniquilando metade da espécie.

Na Antártida, “o declínio nas colônias de pinguins-barbicha pode estar ligado ao degelo das calotas polares e à escassez de krill (pequenos crustáceos), razões que, por sua vez, resultam das alterações climáticas e do aumento da pesca desse mesmo krill”, diz o documento.

As condições mais quentes, associadas a níveis mais baixos de cobertura de gelo marinho, resultam em menos krill, sendo esses crustáceos (semelhantes aos camarões) a principal fonte de alimento dos pinguins. Essas comunidades acabam por gastar mais tempo à procura de comida, “o que pode aumentar o risco de falha reprodutiva”.

Mike Barrett lembra que não se deve ficar triste apenas pela perda da natureza. E avisa: “Estejam cientes de que esta é agora uma ameaça fundamental à humanidade e realmente precisamos fazer alguma coisa e tem de ser já”.

“Não é exagero dizer que o que acontecer nos próximos cinco anos vai determinar o futuro da vida na Terra”, alerta a WWF.

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Brasileiras são ouro e prata na natação em águas abertas

Asseguradas nos Jogos de Paris 2024, a baiana Ana Marcela Cunha e gaúcha Viviane Jungblut garantiram dobradinha de ouro e prata do país na prova de 10 quilômetros da etapa de Golfo Aranci (Itália) da Copa do Mundo de Águas Abertas.

Ana Marcela foi a primeira a concluir o percurso nesta sexta-feira (24), com o tempo de 2h0min00s70, seguida por Viviane (2h02min02s00). A alemã Leonie Beck (2h02min02s20), campeã mundial no ano passado, completou o pódio com o bronze.  Na disputa masculina, o representante brasileiro foi  Matheus Melecchi terminou na 22ª colocação.

Ana Marcela e Viviane já haviam subido ao pódio juntas ano passado, nos Jogos Pan-Americanos de Santiago (Chile), quando foram prata e bronze, respectivamente.

Com o ouro de hoje, Ana Marcela ampliou para 18 o total de medalhas em competições mundiais. A etapa italiana da Copa do Mundo é a segunda de um total de cinco. A etapa de abertura foi em Soma Bay (Egito), em março, Ana Marcela terminou na quinta posição. No mês seguinte, ela e Viviane carimbaram passaporte olímpico durante o Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos

As três etapas restantes da Copa do Mundo ocorrerão após os Jogos de Paris. (Agência Brasil)

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