imobiliária

Escassez de profissionais abre vagas imediatas na construção civil

A construção civil segue entre os principais motores da geração de empregos em Campinas e região, mas enfrenta um desafio que tem se tornado cada vez mais evidente nos canteiros de obras: a dificuldade para encontrar profissionais qualificados. Funções como carpinteiro, eletricista, encanador e auxiliar de almoxarifado estão entre algumas das procuradas atualmente, levando empresas a ampliarem processos de contratação imediata e investirem em treinamentos para acelerar a formação de novos colaboradores.

O cenário reflete uma realidade observada em diversas regiões do país. Com novos empreendimentos em andamento e cronogramas de entrega cada vez mais rigorosos, construtoras têm adotado estratégias para reduzir os impactos do chamado apagão de mão de obra, fenômeno que afeta diferentes segmentos da economia, mas que encontra na construção civil um dos seus exemplos mais visíveis.

Além de representar oportunidades diretas de emprego, o setor possui forte capacidade de movimentar a economia local. Cada obra gera demanda para uma ampla cadeia produtiva que envolve fornecedores de materiais, marcenarias, lojas de móveis, empresas de acabamento, serviços de transporte, logística, arquitetura e comércio em geral, ampliando os reflexos econômicos muito além dos canteiros.

Na EBM Desenvolvimento Imobiliário, a busca por profissionais acompanha o ritmo das obras em andamento. Entre elas está o Wide Nova Campinas, empreendimento localizado no bairro Nova Campinas, em Campinas, com entrega prevista para o início de 2027. A empresa mantém oportunidades abertas para contratação imediata em diferentes áreas operacionais, reforçando a necessidade crescente de profissionais no segmento.

Segundo Marcos Túlio, diretor de operações da EBM, a modernização dos processos construtivos tem sido uma das alternativas para aumentar a produtividade sem abrir mão da qualidade e da segurança. “Hoje utilizamos soluções construtivas mais modernas, além de equipamentos e maquinários que contribuem para aumentar a eficiência, a segurança e a qualidade das obras. A tecnologia ajuda a minimizar os impactos da escassez de profissionais, mas não substitui a importância da mão de obra qualificada. Por isso, temos investido também em treinamentos e em processos mais ágeis de contratação para formar e integrar novos colaboradores às equipes. O mercado vive um momento em que muitas vagas são preenchidas rapidamente, justamente pela necessidade de manter o ritmo das obras e cumprir os cronogramas de entrega”, afirma.

De acordo com o executivo, o cenário atual é diferente do observado há alguns anos, quando as empresas encontravam mão de obra com maior facilidade. “A construção civil continua sendo uma das atividades que mais geram empregos e movimentam a economia. Quando um empreendimento avança, não é apenas a obra que cresce. Existe uma cadeia inteira de fornecedores e prestadores de serviço que também se beneficia desse movimento, ampliando a geração de renda e oportunidades”, destaca.

defaultLocalizado em uma das regiões mais valorizadas de Campinas, o Wide Nova Campinas integra esse movimento de expansão do mercado imobiliário local. Com apartamentos de 104 metros quadrados, três suítes, varanda gourmet e ambientes integrados, o empreendimento acompanha uma tendência crescente entre famílias que buscam unir conforto, funcionalidade e conveniência urbana. O residencial reúne ainda estrutura completa de lazer, com piscinas, espaço gourmet, salão de festas, brinquedoteca, playground, academia e coworking, características cada vez mais associadas aos novos hábitos de moradia e à valorização dos imóveis.

 

Para especialistas do setor, a continuidade dos investimentos imobiliários e a manutenção dos lançamentos devem manter aquecida a demanda por trabalhadores da construção civil nos próximos anos, reforçando o papel estratégico do segmento para a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico regional.

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Corretores da região de Campinas buscam nova fonte de renda

Crédito mais seletivo e vendas mais demoradas, corretores da região de Campinas passaram a buscar alternativas de renda além da comissão tradicional.  Com financiamento mais caro e critérios de aprovação mais rigorosos, o ciclo de vendas no mercado imobiliário ficou mais longo. Para muitos profissionais, isso significa maior oscilação no fluxo de caixa, especialmente em períodos de menor atividade.

Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) indicam que o volume de financiamento com recursos da poupança recuou em 2025, refletindo o ambiente de juros elevados. Mesmo com expectativa de redução gradual da taxa básica ao longo de 2026, o repasse ao crédito imobiliário tende a ocorrer de forma lenta.

Diante desse cenário, parte dos corretores passou a avaliar fontes de renda recorrente que não dependam exclusivamente do fechamento de uma venda. Entre as alternativas está a oferta de seguros patrimoniais e residenciais como complemento à atividade imobiliária.

A Megasegur, corretora com atuação nacional fundada pela empresária mineira Ângela de Paula, estruturou um modelo de microfranquia voltado especificamente a corretores e imobiliárias. A proposta combina seguros e consórcios como forma de criar receita contínua e reduzir a dependência exclusiva da comissão.

Em 2025, considerando sua operação geral, a empresa comercializou mais de R$ 60 milhões em seguros e R$ 50 milhões em consórcios.

Para Ângela, o modelo funciona como ferramenta de equilíbrio financeiro. “Quando o fechamento das vendas demora mais, o profissional sente diretamente no caixa. Ter uma fonte complementar ajuda a reduzir essa oscilação e dá mais previsibilidade ao negócio”, afirma.

Em Vinhedo, o corretor Ricardo Toni Oelmann Filho avalia que a alternativa pode fazer sentido principalmente para quem já possui carteira ativa. “A base de relacionamento do corretor é um ativo importante. Mas não é renda automática. Como qualquer franquia, exige gestão e dedicação. Pode ser uma estratégia interessante, sobretudo nos períodos em que o mercado desacelera”, diz.

Mesmo com a perspectiva de redução gradual dos juros, o crédito tende a permanecer seletivo no curto prazo. Para parte dos profissionais da região de Campinas, alternativas que gerem receita recorrente deixam de ser apenas complemento e passam a integrar o planejamento financeiro em um setor historicamente dependente do fechamento das vendas.

 

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