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Campinas perde o apresentador e cozinheiro Fernando Kassab

Morreu hoje, aos 64 anos, Fernando Kassab. Jornalista, apresentador e cozinheiro estava internado no hospital da PUC-Campinas com problemas cardíacos e renais.

Nascido na cidade de São Paulo, veio para Campinas ainda criança. Trabalhou por mais de 20 anos na EPTV (afiliada da TV Globo), onde apresentou os quadros de culinária e gastronomia, “Histórias e Sabores”, “Segredos da Cozinha” e “Prato Fácil”.

Foi autor do livro “Prato Fácil: 10 anos”, que reuniu 300 receitas. Kassab tinha no gamão o seu hobby favorito, paixão herdada de seu avô. O velório será amanhã no Cemitério Flamboyant e o enterro as 16 horas no Cemitério Parque das Aleias.

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Apaixonados por trens têm encontro aos sábados na Estação Cultura

Por trás de trilhos em miniatura, paisagens detalhadas e locomotivas em escala reduzida, há um universo de paixão, paciência e memória afetiva. É assim que se define o ferromodelismo, hobby que atrai pessoas de todas as idades e vem crescendo em Campinas com força total.

“Meu pai era ferroviário. É importante manter essa tradição. O ferromodelismo conta a história do desenvolvimento de uma cidade”, afirma Fernando Aparecido Ruzene, que se dedica à prática desde 2013. Para ele, o interesse surgiu em casa, e com o tempo virou mais do que lazer — virou compromisso com a preservação da memória ferroviária. “Pra quem quer começar no hobby, pesquise tudo antes. Tem que gostar e ter calma”, orienta.

Já Agnaldo Corsi, ferromodelista desde 2007, destaca o valor emocional. “Meu avô e meus tios eram ferroviários. É um hobby que mexe com boas recordações. O Natal, por exemplo, por causa das viagens especiais de fim de ano, tem muito vínculo com ferromodelismo”, explica.

Campinas é hoje uma das cidades que mais valorizam o tema. Prova disso é o Encontro de Ferromodelistas, realizado há 11 anos na cidade (com exceção de dois anos parados durante a pandemia). O evento reúne apaixonados pelo hobby, visitantes curiosos e maquetes vindas de vários cantos do país.

“Começamos sem pretensão, e hoje o evento é um sucesso. É um programa familiar, que atrai gerações. Muitas vezes o avô traz o neto e passa a tradição adiante. Nisso a gente começa a angariar outras pessoas”, conta Foster Móz, organizador do encontro.

Além de exibir as miniaturas, o evento ajuda a renovar o público. “Tem visitantes que vêm só olhar e acabam voltando no ano seguinte já trazendo sua própria maquete. Isso mostra que o ferromodelismo segue vivo”, diz Foster.

Paulo Costa, diretor presidente da AMFEC (Associação de Modelismo Ferroviário de Campinas), explica que o hábito de colecionar os objetos ferroviários também cultiva novos públicos e alimenta a história. “Aqui temos pessoas que, além do gosto de ver o trem, gostam de cultivar a história e prezam pela preservação das ferrovias”.

Como começar?

Apesar da aparência complexa, começar no ferromodelismo é mais simples do que parece. Há kits básicos para iniciantes com uma locomotiva e três vagões, que custam entre R$ 350 e R$ 400. A partir daí, cada ferromodelista pode expandir sua maquete conforme o interesse, montando paisagens, estações, trilhos e cidades inteiras.

Mais do que um hobby, o ferromodelismo é uma forma de contar histórias — de famílias, de ferrovias, de cidades inteiras. É o passado que segue circulando em miniatura, impulsionado por motores e lembranças.

Visitação

A AMFEC, localizada na Estação Cultura, abre suas portas para visitação aos sábados, das 9h às 12h e das 13h às 15h. É uma ótima oportunidade para conhecer o espaço, ver de perto as maquetes e conversar com os ferromodelistas.

 

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Filhos herdam a paixão dos pais por carros antigos

A paixão por carros antigos foi o que motivou um grupo de amigos a criarem o “Califórnia Volks Brothers”, que chega a sua 12ª edição em 2024. O evento, realizado em Ribeirão Preto no próximo dia 14 de julho, deverá reunir cerca de mil automóveis clássicos, especialmente o Fusca, além de mais de 10 mil visitantes apaixonados pelo antigomobilismo, nome dado à prática de colecionar automóveis clássicos.

A prática, inclusive, é passada de pai para filho, que veem no antigomobilismo uma oportunidade para passar mais tempo juntos e viver novas experiências em família.

De pai para filho 

Cuidar e revitalizar carros antigos foi de hobby à paixão do ribeirão-pretano Bruno Zunfrilli. Influenciado pelo pai, Claudinei, o jovem, hoje com 25 anos, descobriu esse amor logo na infância. “Aos 12 anos de idade, meu pai começou a me ensinar ainda mais sobre carros, com um fusca que ele tinha”, relembra.

E como surge a paixão por esses autos? A resposta é quase unânime: é inexplicável. “Você não sabe como e nem porquê começa, mas quando se dá conta, está completamente envolvido”, explica Claudinei. “Quando eu era criança, não tinha muito contato com carros, e ninguém da família tinha esse interesse”, recorda.

Tudo mudou aos 14 anos de idade, quando passou a olhar carros e motos com outros olhos. “Surgiu o desejo e a ansiedade para fazer 18 anos e tirar logo a habilitação”, conta Claudinei.

Mas foi só depois do nascimento de Bruno que Claudinei começou a se dedicar aos clássicos. “Um dia resolvi comprar um Jeep Willys azul, de 1968. O carro não tinha acessórios e o conforto era zero. A partir daí, dei início ao ‘aprendizado’, procurei oficinas, mecânicos, peças e entrei de vez nessa arte de manter um carro antigo funcionando”, relata.

O primeiro fusca 

O “Jipão”, como era conhecido o carro, foi o que despertou o interesse de Bruno por automóveis clássicos. “Eu adorava toda essa experiência e participava de tudo o que eu podia”, conta Bruno, que lamentou o dia em que o pai vendeu o carro, “depois de tanto gasto e dor de cabeça”.

Mas não demorou até que Claudinei e Bruno sentissem falta de ter um auto para mexer. E foi aí que o fusca, um dos carros mais clássicos da história, entrou – de fato – para a família Zunfrilli.

“Desmontamos todo o fusquinha, ano 1973. Restauramos e mantivemos as características originais do carro, algo que nem era tão apreciado pelas pessoas, que preferiam carros equipados, mexidos e com cores e equipamentos mais modernos”, comenta Bruno, que ressalta, ainda que, na época, restaurar um fusca era um grande desafio, já que a internet não era o que é hoje, com facilidade e praticidade para encontrar informações. “Não havia tanta disponibilidade de peças de reprodução e o que tinha eram estoques antigos e muitas peças usadas encontradas em desmanches, mas a custa de muita procura”, complementa.

Foi com esse fusca, inclusive, que Bruno e o irmão, Victor, aprenderam a dirigir, orientados por Claudinei. “Ainda fazíamos nossas travessuras a bordo do ‘fusquinha 73’, mas não podíamos abusar, porque meu pai era ciumento com o carro”, ressalta Bruno.

Aumento da coleção

Depois do “Jipão” e do “Fusquinha 73”, a paixão aumentou, assim como a coleção, “para o desespero da minha mãe”, ressalta Bruno. Hoje, a família tem dois fuscas ano 73; uma Variant 71; um VW Zé do Caixão ano 1969; um XR3 ano 84; e uma moto XL 125. Isso sem contar nas três bicicletas Phillips – década 50, uma Caloi 10 e uma Cecí da década 80. “Meu carro de uso no dia a dia é um Honda Civic 1999, que chama atenção de quem conhece e logo já será considerado um antigo”, destaca Bruno.

Exposição

Há alguns anos, a família frequenta o California Volks Brothers, que em 2024 celebra sua 12ª edição. Formado por um grupo de amigos apaixonados por fuscas, o encontro, desde 2017, está entre os eventos oficiais de Ribeirão Preto. Neste ano, o evento será realizado no dia 14 de julho, das 08h às 17h, no campus do Centro Universitário Moura Lacerda.

O encontro é uma ótima opção de lazer para toda família, com ações para crianças e adultos, apaixonados – ou não – pelo antigomobilismo. Além disso, o California Volks Brothers contará com um mercado de antiguidades, estandes, música ao vivo, food trucks, sorteios e uma exposição dos aircooleds – carros em que o sistema usa o próprio ar para refrigerar o motor.

Bruno e Claudinei estarão no encontro expondo alguns carros da coleção, que deve aumentar em breve. “Estou muito feliz, mas ainda não satisfeito. Tenho vontade de seguir com essa paixão e, quem sabe, passar os mesmos valores aos filhos”, finaliza Bruno.

Serviço
Data:
14 de julho
Horário: Das 8h às 17h
Local: Centro Universitário Moura Lacerda Campus – Av. Dr. Oscar de Moura Lacerda, 1520 – Independência, Ribeirão Preto
Ingressos: https://acessoingressos.com.br/CaliforniaVolksBrothers
Valores 1º lote:
Expositores:
R$ 20,00 + 2kg alimento por veículo
Visitante: R$ 5,00 + 2kg alimento por veículo
Fura-Fila: R$ 150,00 + 2kg alimento por veículo

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