Fusca

Volkswagen cria exclusivo Virtus conversível para Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou na ultima sexta-feira (02), a linha de produção da Volkswagen, em São Bernardo do Campo-SP. Na oportunidade a Volkswagen anunciou uma ampliação dos investimentos no Brasil. Durante a visita á maior fábrica da marca na América Latina, o presidente desfilou, pela terceira vez, em um modelo conversível, repetindo um ato do ex-presidente Juscelino Kubistchek, em 18 de novembro de 1959 durante a inauguração da linha de produção. Depois de JK, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso também tiveram a honra de fazer esse desfile histórico.

Conversível

Mas o que mais chamou á atenção dos aficionados por automóveis foi o modelo utilizado para o evento: um Virtus conversível. O sedã foi projetado e transformado dentro da própria planta fabril da Anchieta. A base, foi um Virtus de série.


Cerca de trinta profissionais da área de Desenvolvimento do Produto, com suporte da área de Qualidade, tiveram seis semanas para a entrega do veículo. O tempo, aliás, foi um dos principais desafios do time. “Tínhamos de proporcionar um bom espaço traseiro para os ocupantes, garantindo segurança e conforto para o propósito de uso do veículo. Também foi preciso garantir resistência e rigidez estrutural suficientemente boas. Tudo num período extremamente curto”, detalha Antonio Carnielli Jr., diretor de Desenvolvimento Técnico da VW.

O modelo exclusivo pintado na cor azul Biscay, tinha rodas 18 polegadas com acabamento escurecido, interior com bancos, painel e apliques das portas em couro preto e motor 250 TSI atrelado ao câmbio automático de seis marchas.
Para a criação do carro-conceito foi feita a remoção do conjunto do teto.

A partir daí, com a ausência das continuações das colunas B e C, foi preciso reforçar outros pontos do veículo, no sentido de alcançar uma boa rigidez. Já para proporcionar um espaço mais amplo entre os bancos dianteiro e traseiro, o assoalho foi alongado promovendo modificações inclusive no tamanho do tanque de combustível alojado na parte inferior do assoalho.

Além disso, o banco traseiro também sofreu modificações com um design exclusivo para este modelo especial. “A cada etapa de construção do veículo crescia o entusiasmo do time em ver a obra de arte concluída“, relembra Carnielli.

Foram desenvolvidas novas peças de acabamento externo, como partes de fechamento das colunas e portas, bancos e tanque de combustível. Também foi acrescentada uma barra transversal na região da coluna B, para que os ocupantes traseiros, quando de pé, tivessem apoio e segurança. Por fim, foram modificados alguns sistemas eletrônicos de gerenciamento do veículo.

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Coluna Fernando Calmon — Passado, presente e futuro em 70 anos da VW no Brasil

Coluna Fernando Calmon nº 1.258 — 4/7/23

Passado, presente e futuro em 70 anos da VW no Brasil

Ao comemorar sete décadas de atuação no Brasil a VW relembrou o início modestíssimo, em 23 de março de 1953. Apenas 12 funcionários montavam carros importados da Alemanha num galpão na rua do Manifesto, bairro paulistano do Ipiranga.

Em quatro anos produziram apenas 2.268 Fuscas e 552 Kombis. A fábrica em São Bernardo do Campo (SP) que iria se tornar a maior do Brasil em um só terreno, começou a produzir a Kombi com 50% de índice de localização em 2 de setembro de 1957. Foi a primeira instalação fabril da marca fora do país de origem.

Em 3 de janeiro de 1959 o Fusca começou a ser produzido à margem da Via Anchieta. Até 1986 foram 3,1 milhões de unidades, o que nenhum modelo no País havia alcançado até então.

Depois, mais três unidades: Taubaté (SP), em 14 de janeiro de 1976; São Carlos (SP) exclusiva para motores, em 12 de outubro de 1996 e São José dos Pinhais (PR), em 18 de janeiro de 1999. Até maio passado a VW produziu 25 milhões de unidades, das quais vendeu internamente 21 milhões e exportou 4 milhões.

Foram 34 modelos em quatro décadas, em ordem cronológica: Kombi; Fusca, VW 1600, Variant, VW 1600 TL, SP 1/SP 2, Brasília, Passat, Variant II, Gol, Voyage, Parati, Saveiro, Santana, Quantum, Apollo, Logus, Pointer, Golf (nacional), Polo, Polo Sedã, Fox, CrossFox, SpaceFox, up!, Saveiro Cabine Dupla, cross up!, Jetta (por breve tempo), Polo II, Virtus, T‑Cross, Golf GTE (importado), Nivus e Taos. Serão lançados 15 produtos (incluindo versões de modelos existentes, híbridos flex e elétricos) até 2025, dos quais sete já estão nas ruas.

A marca foi uma das primeiras a ter engenharia própria no Brasil, seguida pelo centro de desenvolvimento, pesquisa e design (1965), além de laboratórios de segurança veicular (1971), de emissões (1977), de realidade virtual e aumentada (2018). O presente está ligado ao Way to Zero Center (Centro Rumo ao Zero de emissões), inaugurado ano passado e focado em tecnologias de baixa emissão de CO2 como híbridos flex e plugáveis e mais para frente, elétricos.

O futuro começou a se delinear agora. Na festa dos 70 anos no Ginásio do Ibirapuera, na capital paulista, apresentou os elétricos SUV ID.4 e monovolume ID. Buzz inspirado no furgão Kombi original. Serão comercializados ainda neste trimestre apenas por meio de assinaturas e preços a anunciar.

A VW, na Alemanha, traçou uma meta de aumentar as vendas em 40% no Brasil até 2027. Já a penetração total de mercado dos veículos elétricos a bateria (VEB) aqui foi estimada pela matriz em cerca de 4% em 2033, o que me pareceu previsão cautelosa, mas realista. No entanto, a filial brasileira pretende crescer aqui mais rápido do que o mercado no segmento de VEB.

BYD faz aposta de peso no mercado brasileiro

 

Depois de algum mistério alimentado por vários meses, a BYD confirmou investimento de R$ 3 bilhões no município baiano de Camaçari. Os planos contemplam a produção de automóveis híbridos, numa primeira fase, e depois elétricos a bateria (data em aberto). A capacidade inicial será de 150.000 unidades ao ano (fala-se em 30.000 apenas, no primeiro ano). As primeiras unidades deixarão a linha de montagem até o final de 2024. Índice de localização deverá ser muito baixo: pouco mais do que uma operação CKD, a partir de veículos desmontados.

Persiste, no entanto, a dúvida se a BYD comprará ou não a fábrica que pertence à Ford, onde produziram-se EcoSport e Ka até janeiro de 2021. Desde o início das tratativas comentei que o acordo não tinha sido fechado e o cenário continua o mesmo. A matriz da Ford, nos EUA, é que tomará a decisão e isso implica, possivelmente, um jogo com nuances de geopolítica.

A marca chinesa, claro, tem a opção de construir novas instalações no mesmo município a partir de um greenfield (terreno desocupado). O cronograma ficaria apertado, mas podemos lembrar que a Honda construiu a fábrica de Itirapina (SP) em um ano com capacidade nominal de 120.000 unidades/ano em dois turnos. Para facilitar, o governo da Bahia cedeu o porto marítimo de Aratu, também já usado pela Ford.

Os planos do mais novo fabricante a se instalar no Brasil incluem produção de chassis para ônibus e caminhões elétricos. E ainda uma unidade para processamento de lítio e ferro fosfato, matéria-prima para baterias que atenderá o mercado externo. Nada adiantou sobre produção local de baterias.

 

Vendas em junho reagiram graças aos incentivos fiscais

 

Para o presidente da Fenabrave, José Andreta Jr, o programa de incentivos fiscais (R$ 500 milhões) da MP 1.175, que vigorou em junho e agora estendido, foi um sucesso e possibilitou às concessionárias reduzir seus estoques. “Fez bater os corações” com os clientes voltando aos salões de exposição, ele disse. Apesar dos estoques nas fábricas ainda estarem elevados, as vendas de automóveis e comerciais leves de 179.691 unidades no mês passado, representou aumento de 8% em relação a maio deste ano.

Quanto ao acumulado do primeiro semestre houve aumento de 9,76% em relação ao do ano passado. Se considerados também caminhões e ônibus o avanço sobre 2022 recua um pouco para 8,76%. Andreta também acredita que o mercado deve se manter aquecido em julho. Segundo ele, o mês pode ter quebra de recorde com o adicional de R$ 300 milhões em incentivos para automóveis de até R$ 120.000, além da liberação para compras por parte das locadoras.

Mesmo assim, a entidade mantém posição cautelosa e continua com previsão de resultados semelhantes ao do ano passado, no balanço final de 2023. Por isso não alterou as previsões feitas em janeiro deste ano. Andreta Jr não vê a elevada taxa de juros atual como um entrave forte às vendas, mas sim a redução do poder de compra dos clientes.

Para se ter um balanço mais exato, em minha opinião, é preciso ver o ritmo de queda dos juros a partir de agosto. Para manter a inflação sob controle ou pelo mesmo comportada, o Governo Federal precisa se sustentar dentro dos princípios de responsabilidade fiscal e esquecer de vez que “gasto é vida” sem controle.

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O automóvel queridinho de todos comemora hoje 77 anos

No dia 22 de junho de 1934, o ditador nazista Adolf Hitler determinou ao projetista Ferdinand Porsche a incumbência para que se desenvolve um veículo que fosse simples, barato e resistente, com foco nas classes mais populares da Alemanha e que pudesse andar até no deserto.

O projetista, juntamente com uma equipe de engenheiros, criou o Fusca que atendia exatamente ao que fora solicitado.

Lançado em 1938, o modelo popular foi ganhando muitas modificações ao longo dos 77 anos de existência e vendeu mais de 22 milhões de unidades em todo o mundo.

Brasil

Criado para ser barato, durável e com manutenção simples, o Fusca virou realmente sinônimo de carro do povo em dezenas de países. No Brasil, o valente foi fabricado de 1959 até 1996 e o modelo mais vendido por 23 anos. O sucesso era tanto, que chegou a ser mais de 30% da frota nacional.

De carro do povo, o Fusca virou celebridade em diversos filmes, o mais famoso o Herbie, da Disney, até carro da rebeldia dos jovens dos anos 70.

Em 1998 surgiu o Nem Beetle, uma modernização do Fusca, mas a produção já foi encerrada.

Nomes que o Fusca recebeu ao redor do mundo

Volla na África do Sul
Käfer ou Kugelporsche (“Porsche-bola”) na Alemanha
Coccinelle na BélgicaFrança e Haiti
Peta (“tartaruga”) na Bolívia
Sedan e depois Fusca (ou Fuca/Fuque) no Brasil
Косτенурка (Kostenurka, “tartaruga”) na Bulgária
Baratinha em Cabo Verde
Weevil no Canadá
Buba na Croácia
Boblen (bolha) na Dinamarca
Escarabajo ou Pichirilo no Equador
Chrobák na Eslováquia
Hrošč na Eslovênia
Escarabajo (escaravelho) na Espanha e parte da América Latina
Kakalardo no País BascoEspanha
Escarabat na CatalunhaEspanha
Bug ou Beetle nos Estados Unidos
Põrnikas na Estônia
Kotseng kuba (literalmente ‘”carro corcunda'”), Pagong (tartaruga), Ba-o (tartaruga em Cebuano), Boks nas Filipinas
Kuplavolkkari (kupla, bolha) na Finlândia
Σκαθάρι (“Skathári”, besouro) ou Σκαραβαίος (“Skaravéos”, escaravelho) na Grécia
Cucaracha ou Cucarachita (“Barata” e “Baratinha”) na Guatemala
Cucarachita (“Baratinha”) em Honduras
Bogár na Hungria
Kodok (“sapo“) na Indonésia
عقروقة (“Ag-ru-ga”) no Iraque
Bjalla na Islândia
חיפושית (“Hipushit”, Besouro) em Israel
Maggiolino na Itália. Também conhecido pelo apelido carinhoso de Maggiolone
Vabalas na Lituânia
Sedán ou Vocho no México
Boble (“bolha“) na Noruega
Kever (“besouro“) nos Países Baixos e na Bélgica
Foxi no Paquistão
Garbus (“corcunda”) na Polónia
Volky em Porto Rico
Carocha em Portugal
Brouk na República Checa
Cepillo (“Escova”) na República Dominicana
Broscalanu’ or Broscuţa (sapinho) na Romênia
Bagge (contração de skalbagge, besouro) ou bubbla (bolha) na Suécia
Mgongo wa Chura (“costas de sapo”) e Mwendo wa Kobe (“velocidade de tartaruga”) em Swahili na Tanzânia
Kaplumbağa ou tosbağa (“tartaruga”) ou vosvos na Turquia
Bhamba datya em Shona no Zimbabwe
Mbatsani (Amêijoa) ou Xifufu-n’hunu (Joaninha, Besouro) em Moçambique

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Volkswagen comemora os 50 anos da inovadora Brasília

A menos de um mês para comemorar os seus 70 anos de sucesso no Brasil, a Volkswagen já está em festa por conta de outra data importante: os 50 anos do lançamento da Brasília.

O modelo, que homenageava a Capital Federal, chegou ao mercado como uma revolução graças ao espaço interno, design moderno e motor resistente.

Com a mensagem publicitaria, “Uma nova tendência estilística para o automóvel brasileiro”, nascia a Brasília em junho de 1953. Nascia também um modelo icônico para a indústria nacional e que popularizou o segmento de hatches por aqui.
No bonito museu que a marca alemã guardada algumas preciosidades no interior da fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo, a Brasília tem um lugar de destaque.

1982 a última

No museu, onde tem modelos raros e valiosos, a Volkswagen do Brasil mantém uma unidade: uma Brasília 1982. A unidade foi uma das últimas produzidas antes do fim do modelo, saiu diretamente da linha de produção para as salas da engenharia da Volkswagen. Nunca emplacado, o modelo mantém toda sua originalidade e tem exatos 460 quilômetros marcados em seu hodômetro. Seu motor é um 1,6 litro a gasolina e carburação dupla.

Entre os destaques da unidade, pintada na cor metalizada Verde Mármore, estão o interior com revestimento vinílico nas portas e laterais de bancos, os detalhes em madeira no painel e até um simpático relógio do lado esquerdo do quadro de instrumentos. A versão LS também ostenta acendedor, bancos dianteiros com encosto para a cabeça e desembaçador traseiro.

Primeiro hatch

Em quase 10 anos de produção, o Brasília atingiu a marca de 1 milhão de unidades fabricadas em seu sétimo ano de mercado. Foi o segundo veículo a conquistar tal feito – o primeiro foi o Fusca.

Seu projeto começou ainda no início da década de 1970, com estudos e testes. O ponto de partida foi a plataforma mecânica da linha VW-1600, mas sua diretriz era clara: o mercado precisava de um veículo totalmente novo em estilo, em desempenho e de preço competitivo.

O primeiro passo foi a definição preliminar do estilo do veículo, sendo aprovado pelo então presidente da Volkswagen, Rudolf Leiding, e fruto do traço do designer Marcio Piancastelli.

O veículo concebido tinha o seu ponto marcante no tamanho do para-brisa dianteiro, de dimensões realmente incomuns para a época. Fato curioso é que os técnicos chegaram às primeiras medidas visando o estabelecimento das dimensões aproximadas que o veículo teria, adotando como padrão de medida um boneco com o tamanho exato de um brasileiro médio.

Vale ressaltar também que, absolutamente todo o processo de desenvolvimento do veículo, desde o projeto de estilo da carroçaria aos protótipos, esteve a cargo de engenheiros e técnicos brasileiros.

De linhas retas e equilibradas, a Brasília inaugurava uma nova tendência estilística para o automóvel brasileiro. Sua concepção obedeceu ao mais atualizado e racional design da indústria automobilística europeia da época.

Ainda seduzia amantes das viagens pelo grande porta-malas dianteiro de 135 litros e pelo bagageiro interno, que possuía 273 litros com a possibilidade de alcançar até 970 litros.

O responsável por fazer mover a Brasília era o motor 1.600 cm³ de 60 cavalos. Em 1975 veio a versão com dois carburadores, elevando a potência para 65 cavalos.

O modelo já trazia recursos de segurança como painel acolchoado, freios a disco na dianteira, trava especial no capô dianteiro e estrutura já desenvolvida para absorver a energia cinética em caso de colisão, preservando o habitáculo e a segurança dos ocupantes.

Foi exportado para mais de 25 países, incluindo México, Venezuela, Portugal e Nigéria, seus principais mercados. Saiu de cena em março de 1982.

 

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