econômico

Muito atraente e econômico, Peugeot 208 híbrido é uma ótima opção

O Peugeot 208 é, sem dúvida, o hatch compacto mais harmonioso de sua categoria. O modelo conta com linhas marcantes, esportivas e com identidade visual muito especial. E agora mais moderno e atual com a motorização semi-hibrida de 12 volts. É um sistema híbrido leve e que apenas auxilia o motor a combustão, ou seja, nunca se move apenas com a motorização elétrica.

Qual a diferença? Um modelo híbrido é acionado com dois motores: um a combustão e outro elétrico. No sistema utilizado em vários modelos da Stellantis, o motor elétrico é um gerador de corrente alternada, que nada mais é que um alternador. Apesar do sistema utilizado pelo 208 ser bem atual, é um sistema já utilizado desde a década de 50.

O alternador substituiu o dínamo, um gerador de corrente contínua logo abandonado pela indústria automobilística mundial devido à superioridade absoluta do alternador em todos os aspectos, especialmente eficiência em baixa rotação do motor, insensibilidade a altas rotações e durabilidade.

Por volta de 2003, uma fabricante francesa de autopeças, desenvolveu um alternador reversível, pois era motor também. A Citroën adotou num C3 versão Start&Stop de desligamento automático do motor nas paradas visando diminuir consumo e emissões. A nova partida era feita ao pisar no acelerador, era imediata e sem o desagradável ruído produzido pelos motores de partida convencionais, uma vez que o engrenamento para virar o motor a combustão já era por correia poli-V.

A evolução natural desse sistema, pela própria fabricante, foi o alternador funcionar como motor de modo a adicionar potência ao motor a combustão, e ampliar a função de gerador nas frenagens e ao levantar o pé do acelerador, a chamada frenagem regenerativa.

O auxílio do motor elétrico é pequeno, apenas 4 cavalos, mas que é notado em situações como sair da imobilidade. Aliás, é a maior virtude desde sistema, pois “alivia” o motor a combustão e assim economiza combustível.

O gerador-motor elétrico é alimentado por uma bateria de íons de lítio de 12 V posicionada sob o banco, atua por correia, funcionando como motor de partida, alternador e suporte de torque em baixa rotação.
Motorização

O 208 utiliza o motor GSE Turbo 200, que equipa outros modelos da própria Peugeot, Fiat, Jeep e Citroen. O motor de 1,0 litro, três cilindros, turbo, bloco e cabeçote de alumínio, injeção direta, controle das válvulas de admissão através do sistema MultiAir III e das válvulas de escapamento por comando no cabeçote com corrente, desenvolve 125 (gasolina) e 130 (etanol) cavalos de potência máxima a 5.750 rpm e torque máximo de 20,4 m·kgf a 1.750 rpm. Esses números rendem um bom desempenho para o modelo. A velocidade máxima é de 205 quilômetros por hora e acelerou de 0 a 100 quilômetros por hora em 8,4 segundos.

Por conta do motor elétrico, o 208 ficou mais econômico na cidade. No percurso urbano o 208 Hibrido fez 13,4 km/l com gasolina e 9,5 com etanol. Já no percurso rodoviário o consumo foi de 14,1 com gasolina e de 9,8 com etanol. Uma melhora de mais de 10% em relação ao modelo não hibrido.

A estabilidade é muito boa e os freios param o GT Hybrid em espaços corretos e sem desvios. No todo, o conjunto é muito bom, gostoso de dirigir e transmite confiança ao motorista.

Interior

O interior é muito agradável e confortável, principalmente para os passageiros dos bancos dianteiros. Porém, para os passageiros do banco traseiro o espaço para as pernas é limitado. Como um todo, o acabamento é muito bom, ainda mais, para um modelo da sua categoria.

O bonito e atraente i-Cockpit, com volante compacto ovalizado com excelente empunhadura e painel elevado, cria uma posição de condução envolvente, mas que merece uma certa adaptação.

O quadro de instrumentos digital 3D específico para a versão híbrida entrega informações claras sobre fluxo de energia e estado do sistema, enquanto a central multimídia de 10,3” cumpre bem sua função, sem distrações desnecessárias, e conta com pareamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay.

Preço
Peugeot 208 GT Hybrid – R$ 149.990,00

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Confortável e econômico, o Nissan Sentra é melhor que o concorrente

Apesar de, lamentavelmente, cada vez ter menos sedas no nosso mercado, o segmento continua tendo um consumidor fiel. Entre os poucos modelos disponíveis, uma boa opção é o Nissan Sentra. Na sua oitava geração, o modelo surgiu em 1982, o Sentra fez um breve facelift na linha 2025, ficando em “pé” de igualdade com o líder, Toyota Corolla. E com algumas vantagens: é mais barato e mais equipado.

Bem equipado

O modelo avaliado, o Exclusive, vem com faróis automáticos inteligentes, travamento e destravamento das portas em caso de acidentes, ar-condicionado automático de duas zonas, banco do motorista com ajuste elétrico, indicador de pressão dos pneus, partida remota do motor, teto solar, som Bose, retrovisor interno eletrocrômico, retrovisores externos rebatíveis, piloto automático e câmera 360°, alertas de ponto cego, tráfego cruzado traseiro e mudança de faixa. Ou seja, muito completo.

Na versão que andamos o interior era muito luxuoso e com bom acabamento. Em couro de tom caramelo, que divide opiniões, o modelo oferece muito bom espaço interno tano para os passageiros da frente como os do banco de trás.


Com uma tecnologia desenvolvida pela Nasa, chamada de “Zero Gravity”, os bancos têm ergonomia que aliviam a tensão nas costas.
O sedã japonês vem com painel de instrumentos com mostradores analógicos e uma pequena tela digital no centro, que oferece as principais  informações necessárias ao motorista.

A central multimídia tem 8 polegadas, tem poucos recursos, mas atende seu público alvo, não muito ávido em tecnologias de ponta ou telas enormes. Mas duas coisas destoam de um carro desse segmento: a conexão com Apple CarPlay e Android Auto é feita apenas através de um cabo e não tem saída de ar-condicionado para os passageiros do banco traseiro.

Outro detalhe lamentável é o freio de estacionamento no pedal, e que, ainda fica quase acima do pedal do freio. Difícil acesso e muito antiquado.

Elegante

Apesar da idade, o Sentra tem um design agradável e levemente esportivo. Agrada bastante, principalmente, em relação ao seu concorrente direto, o Toyota Corolla.

A motorização é um dois litros a gasolina (não tem flex), tem injeção direta de combustível e desenvolve 151 cavalos e 20 kgfm de torque. Não é nada de especial, mas como o objetivo é o conforto e não o desempenho, o Sentra vai bem. A transmissão é uma CVT que simula oito marchas. Em retomadas e ultrapassagens o “ronco” do motor no interior é muito elevado. Andando tranquilo na estrada, quase não tem barulhos em seu interior.

A aceleração de 0 a 100 km/h é conseguida em 9,4 segundos e a velocidade máxima é de 199 quilômetros por hora. O consumo é muito bom. O Sentra consumiu 11,7 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada.

Rodando

O consumidor que normalmente compra modelos nesse segmento, certamente ficará feliz com o conjunto. A dirigibilidade é boa, e transmite confiança e estabilidade. Em pisos regulares, o modelo é muito agradável, porém, devido a opção por um modelo mais confortável, em vias esburacadas ele sente muito as irregularidades. Mas não é nada de absurdo.  Os freios são a disco nas quatro rodas e param o carro em espaços normais e sem desvios, auxiliados pelo ABS e EBD – sistema de distribuição eletrônica de frenagem.

A conclusão é que, para quem quer um sedã confiável, seguro, confortável e com um excelente custo/benefício, o Sentra Exclusive é uma ótima opção.

Preço
Nissan Sentra Exclusive R$ 178.390,00

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Renault Kwid ganha novidades visuais na linha 2026

O carro mais barato do mercado nacional, o Renault Kwid, ganhou pequenas mudanças visuais na linha 2026. Agora o compacto conta com quatro versões: Zen, Intense, Iconic e Outsider. A nova versão Iconic ganhou detalhes externos na cor amarelo Citron e rodas de liga leve de 14 polegadas escurecidas. Todas as versões ganham mais dois alto falantes na coluna C e mais uma entrada USB tipo C no lugar da tomada de 12V.


O propulsor continua o mesmo, um 1,0 litro SCe (Smart Control Efficiency), com três cilindros, 12 válvulas, duplo comando de válvulas (DOHC) e bloco em alumínio, rende 71 cavalos de potência com etanol no tanque e 68 cavalos com gasolina.

O torque é de 10,0 kgfm com etanol e 9,4 kgfm com gasolina, garantindo boas acelerações e retomadas. Segundo a marca, o Kwid faz com gasolina 15,5 km/l na estrada e 14,6 km/l na cidade. A direção elétrica é de série em todas as versões.

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Hyundai HB 20 é muito bem equipado e econômico

Sucesso desde o seu lançamento, muito em virtude do trabalho produzido pela importadora da marca coreana, o HB 20 ganhou no ano passado uma nova geração. O modelo avaliado foi o topo de gama, a versão Platinum hatch, que ficou mais elitizada, bem equipada e com motorização 1,0 litro turbo.

Equipado

O destaque desta versão é o conteúdo, principalmente nos itens conforto e segurança. O modelo tem itens muitas vezes só encontrados em automóveis de valor bem maior, como o ADAS – Advanced Driver Assistance System (Sistemas avançados de assistência ao motorista), denominado no HB 20S Platinum de SmartSense.

Ele conta com frenagem autônoma de emergência, permanência e centralização em faixa com correção ativa, alerta de saída segura para abertura de portas, detector de fadiga do motorista, alerta de tráfego transversal à retaguarda ao sair de vaga perpendicular, alerta de objeto no banco traseiro, farol alto automático, monitoramento de pressão de pneus e alerta de ponto cego nos retrovisores externos.

O conforto é acentuado com o ar-condicionado com controle digital e automático, central multimídia de 8 polegadas com pareamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, carregador de celular por indução e computador de bordo pelo qual o motorista pode se informar e configurar o veículo. Mas falta espelho retrovisor interno com escurecimento automático, que é muito útil à noite.

O painel de instrumentos é bem fácil de visualização, discreto, mas agradável.
Os bancos revestidos em tecido e imitação de couro são confortáveis e seguram adequadamente o motorista em curvas mais acentuadas.

Design

A nova geração se destaca por um design mais atual, mas discreto na dianteira, com nova grade e faróis mais finos. Já na traseira, uma barra de acrílico une as duas lanternas. O visual é agradável. Para ser sincero, essa adoção deixa o sedan mais atraente.

O que é grave são as setas, que foram colocadas na parte inferior do para-choques, dificultando muito a visualização dos veículos que vêm atrás.

Desempenho

O HB 20 2023 ganhou uma nova calibração na motorização, visando atender às determinações de emissões de poluentes do Proconve L7. O motor, ainda bem atual, tem três cilindros com bloco, cabeçote e cárter parcial em alumínio, duplo comando de válvulas acionado por corrente com variação de fase na admissão e escapamento.

São quatro válvulas por cilindro e o sistema de injeção direta é otimizado pela presença de sensor de álcool na linha de combustível. Conta ainda com recurso de temperatura diferenciada no cabeçote e bloco para melhor eficiência térmica. Essa motorização faz com que o motor ofereça 120 cavalos a 6.000 rpm de potência máxima e 17,5 m·kgf a 1.500 rpm de torque. Isso, já que é flex, com qualquer combustível.

A transmissão é automática com seis velocidades com trocas bem programadas e eficientes. Para o uso “manual”, de uso questionável, o modelo vem com borboletas atrás do volante.

A dirigibilidade do HB 20 Platinum é boa e a nova calibragem do motor deixou a motorização mais esperta e eficiente, sem o efeito do turbo lag ou hesitação nas acelerações e retomadas de velocidade. O peso do hatch, de 1.137 quilos, ajuda nesse bom desempenho.

A aceleração de 0 a 100 km/h foi de 10,7 segundos e a velocidade máxima atingiu 191 km/h. Com a nova recalibração para atender o Proconve 7, que muitas vezes deixa os automóveis mais beberrões, o modelo da Hyundai nacional fez na média entre cidade e estrada, 8,9 km/l com  etanol e 12,3 km/l com gasolina. São números um pouco mais elevados que a geração anterior, mas compatíveis com o segmento.

Comportamento

No modelo topo de linha, a marca coreana adotou rodas de liga leve com 16 polegadas e pneus 195/55R16. Isso fez que fosse necessária uma recalibração e a marca optou por deixar os amortecedores, tanto na frente como na traseira, mais “moles”, visando também aumentar o conforto.

Porém, isso aumentou o ruído interno, diminuiu a estabilidade em curvas mais fortes e algumas vezes bate no final do curso. Também em velocidades mais elevadas, juntamente com a direção elétrica, deixou o carro mais sensível.

Os freios, a disco ventilado na dianteira e tambor na traseira, transmitem segurança e param em espaços razoáveis.

Preço
Hyundai HB20S Platinum Plus Turbo aut. – R$ 123.790,00

 

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Fiat 500e é muito bem acabado e tem bom desempenho, mas a autonomia é pequena

A venda de veículos elétricos ainda é insignificante e o uso se restringe ao uso urbano. A falta de autonomia, pouquíssimos pontos de abastecimento e o preço são os responsáveis pela baixa demanda.

Apesar das dificuldades, para quem quer um city car muito divertido, com muito bom acabamento e sem poluir nada, o Fiat 500e é uma excelente opção. Depois que você tem contato com o pequeno da marca italiana, fica apaixonado.

O Fiat 500 é uma reestilização de um sucesso de vendas mundial dos anos 1950 e o foi lançado em 2007. Virou uma febre mundial. Compacta e muito atraente, a versão elétrica ganhou novas lanternas e faróis de LED, maçanetas embutidas e rodas de 17 polegadas muito elegantes. Em versão única, a Icon, topo de linha na Europa, tem acabamento muito sofisticado e uma generosa lista de equipamentos.

Entre alguns destaques estão o teto solar panorâmico, chave presencial, farol alto automático, ACC, retrovisores com desembaçador e freio de estacionamento elétrico.

Dentro

Por mais que tenha sido atualizado, ao entrar logo se identifica que está num 500. O espaço e o visual são muito semelhantes aos do 500 à combustão. O painel é muito agradável e completo. Além do quadro de instrumentos, o modelo tem mais uma tela de 7 polegadas com todos os ajustes necessários para agradar o motorista. Porta objetos, o pequeno tem bastantes, e como não tem câmbio, o meio fica mais livre.

Os confortáveis bancos dianteiros e a possibilidade de ajustar a altura contribuem para uma condução muito prazerosa. No banco traseiro cabem duas pessoas de estatura média.

Um detalhe muito interessante: para abrir a porta, tanto do lado de fora, como por dentro, basta apertar um botão. Muito legal e divertido.

Esperto

O Fiat 500e é muito ágil e ligeiro no trânsito urbano. Após apertar o botão que aciona o motor elétrico, é necessário apertar uma das três teclas do seletor do painel central. Esse tipo de seletor, muito mais prático, não é novidade, já era muito utilizado nos carrões norte-americanos dos anos 1950 e 1960. No uso do dia-a-dia, o certo é apertar o Normal.

O motor elétrico tem 118 cavalos e 22,4 kgfm de torque. Apesar de não ser muito potente, o 500e acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 8,9 segundos e atinge a máxima de 150 quilômetros por hora, limitada eletronicamente.

Com o seletor no modo Range, em que a regeneração é bem maior, é possível dirigir o Fiat 500e usando só o pedal do acelerador, já que a recuperação de energia freia o modelo.

Já o modo Sherpa deve ser utilizado quando se está com pouca bateria e precisa chegar a um ponto de abastecimento. Nesse modo, o 500e desliga o ar-condicionado e a velocidade fica limitada a 80 km/h. Vale lembrar que nos veículos elétricos, se a bateria chegar ao final, o carro para. E a única solução é rebocar.

Diferentemente do que é divulgado, a autonomia é de pouco mais de 220 quilômetros, lembrando que na estrada ele consome mais que na cidade e não tem regeneração dos freios com tanta frequência. Assim, tem que se planejar se for pegar uma estrada.

Para completar a bateria num eletroposto ultrarrápido, são mais ou menos 50 minutos, mas na energia caseira de 220 volts, a demora é de mais de 15 horas.

A estabilidade do pequeno italiano é muito boa e passa confiança mesmo em curvas mais ousadas. Os freios são outro ponto muito positivo, parando o modelo em espaços curtos e sem desvios.

Economia 

Como city car, o 500e é muito econômico e vale a pena. Levando em conta que uma pessoa roda menos de 40 quilômetros por dia numa grande cidade, é possível ficar uma semana sem abastecer. Hipoteticamente, uma recarga de energia ficaria em torno de R$ 30,00. A gasolina custaria cinco vezes mais.

Preço
R$ 225.000,00

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