doença

Mortes por câncer colorretal devem aumentar quase 3 vezes até 2030

O número de mortes por câncer colorretal no Brasil deve aumentar quase três vezes no período de 2026 a 2030, em comparação com dados de 2001 a 2005. Pesquisadores de instituições brasileiras e do exterior estimam que cerca de 127 mil pessoas vão morrer por causa da doença ao longo desses cinco anos, contra 57,6 mil óbitos ocorridos no período de comparação.

Os dados foram publicados em artigo na revista The Lancet Regional Health Americas e mostram ainda que o aumento deve ser de 181% entre os homens e 165% entre as mulheres. Considerando todo o período, de 2001 a 2030, as mortes pela doença devem ultrapassar 635 mil.

A pesquisadora do Instituto Nacional do Câncer (Inca) Marianna Cancela explica que esse aumento da mortalidade acompanha a alta de casos da doença.O câncer colorretal é o segundo tipo de câncer mais incidente e o terceiro mais mortal no país. De acordo com Marianna Cancela, isso se deve ao envelhecimento da população, mas também a alguns hábitos nocivos.

A pesquisadora aponta o consumo excessivo de ultraprocessados e a falta de atividade física como fatores de risco importantes para a doença.

“E esse é um risco que tem iniciado cada vez mais cedo, já desde criança. Com isso, a gente vê não só o aumento dos casos de câncer colorretal, como também o aumento de casos em pacientes mais jovens”.


Outro fator que contribui para a alta mortalidade por esse tipo de câncer, de acordo com Marianna Cancela, é que cerca de 65% dos casos só são diagnosticados em estágios avançados, o que dificulta o tratamento. Isso se deve a características da doença, que não costuma manifestar sintomas no início, mas também a dificuldades de receber assistência adequada, especialmente na regiões mais remotas e menos desenvolvidas do país.

Por isso, os pesquisadores defendem a redução dessas desigualdades e a adoção gradual de um programa de rastreamento, com a realização de exames preventivos que detectem a doença ou sinais de alerta antes do início dos sintomas. O grupo também ressalta a importância do diagnóstico precoce em casos sintomáticos e do tratamento adequado. (Agência Brasil)

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Rede Mário Gatti vai doar perucas para pacientes com câncer

Numa iniciativa do hospital Mário Gatti em parceria com a ONG Cabelegria, vai sewr entregues na próxima sexta-feira (20),  perucas para pacientes em tratamento contra o câncer. As perucas são confecionadas pelo Projeto Cabelegria  com cabelos doados pela população. A ação ocorre por meio de uma parceria entre a Unidade de Alta Complexidade em Oncologia  e o Setor de Humanização da  instituição.

A entrega vai acontecer no Banco de Perucas Móvel, que é uma van customizada, equipada internamente com um camarim, onde as mulheres podem escolher suas perucas em um ambiente acolhedor e especial. O veículo ficará estacionado em frente à Oncologia do Mário Gatti, das 9h às 15h. Pacientes que desejam participar devem procurar a enfermagem da unidade.

“Trata-se de um momento muito significativo, no qual as pacientes têm a oportunidade de se reconhecer novamente com seus cabelos, muitas vezes perdidos em decorrência do tratamento contra o câncer, promovendo autoestima, acolhimento e empoderamento durante essa fase tão delicada do tratamento”, explica Lucimeire Graziela Martini, coordenadora do setor de Humanização da Rede Mário Gatti.

Como doar

O setor de Humanização do Mário Gatti é um ponto de coleta de cabelos em Campinas. O material doado é posteriormente enviado à Cabelegria para a confecção de perucas. Quem quiser doar pode entrar em contato pelo telefone (19) 3772-5880 para tirar dúvidas ou fazer a entrega diretamente no setor de Humanização, das 9h às 16h.

O cabelo pode ter química, precisa ter no mínimo 15 centímetros, estar amarrado com elástico e seco. No dia 20 de março, durante a entrega de perucas, também será possível levar o cabelo cortado para realizar a doação.

Serviço
Entrega de perucas pelo Projeto Cabelegria
Dia: 20 de março, sexta-feira
Horário: 9h às 15h
Local: em frente à Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital Municipal Mário Gatti – Av. Pref. Faria Lima, 340 – Parque Itália, em Campinas.

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Anvisa libera medicamentos para diabetes, câncer de mama e angioedema

A Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou novos medicamentos para o tratamento do diabetes tipo 1, para o câncer de mama e para o angioedema hereditário. Os registros foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) na última segunda-feira (9).

A agência aprovou o Tzield® (teplizumabe), indicado para retardar o início do diabetes tipo 1, estágio 3, em pacientes adultos e pediátricos com 8 anos de idade ou mais que já estejam no estágio 2. O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune grave e de longa duração, que costuma se manifestar na infância e pode gerar aumento de complicações, como doenças cardíacas, renais e oculares.

Também foi aprovado o Datroway®, indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama irressecável ou metastático, com receptor hormonal positivo e HER2 negativo, que já tenham se submetido a terapia endócrina e a pelo menos uma linha de quimioterapia para doença irressecável (que não pode ser removida completamente por cirurgia) ou metastática (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).

O Andembry® (garadacimabe) também teve o registro aprovado. O medicamento é indicado para prevenção do angioedema hereditário (AEH). A doença genética é considerada rara e causa inchaços (edemas) repentinos e dolorosos em diversas partes do corpo, que podem afetar de forma recorrente a pele, as mucosas e os órgãos internos. (Agência Brasil)

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Entidades se unem pela equidade do acesso a testes genéticos

A personalização de tratamentos e novos medicamentos elevam a eficácia das respostas e trazem melhor qualidade de vida aos pacientes com câncer. Ainda assim, a prevenção continua a alternativa mais eficiente para superar a doença. Quanto mais cedo o câncer é descoberto e tratado, melhor é o prognóstico. A luta mais recente é para incorporação pelo SUS (Sistema Único de Saúde) do Sequenciamento de Nova Geração (NGS, na sigla em inglês), análise genética que identifica mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 associados ao risco hereditário de câncer de mama e de ovário.

A data que celebra o Dia Mundial do Câncer, 4 de fevereiro, é também um marco da luta para que exames e testes genéticos sejam acessíveis à população. A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) defende a inclusão no SUS do NGS, exame capaz de identificar centenas de doenças genéticas de forma rápida e simples e essencial à saúde preventiva.

“Mutações em genes como BRCA1 e BRCA2 aumentam o risco em até 72% para portadoras. E cerca de 10% a 25% dos casos de câncer de ovário estão associados a mutações genéticas hereditárias, com destaque para os genes BRCA1 e BRCA2”, detalha o oncologista Fernando Medina, diretor do Centro de Oncologia Campinas.

O risco de desenvolver câncer de ovário é até 46% maior para portadoras de mutação BRCA1 e até 27% mais elevado para BRCA2, contra 1,4% na população geral.

A partir da identificação da mutação genética, medidas redutoras de risco, como mastectomia e salpingo-ooforectomia (retirada das trompas e dos ovários), impactam significativamente a redução das chances de desenvolver a doença e aumentam de forma expressiva a expectativa de vida de pacientes.

Medina participou da consulta pública aberta pela SBM, e encerrada na última segunda-feira (2), sobre a inclusão do teste genético para câncer de mama no SUS. O oncologista justifica que a prevenção interfere positivamente nos números do tratamento no Brasil.

“Estamos falando, acima de tudo, de salvar mais vidas, mas também em oferecer condições iguais de rastreio a quem não usufrui da saúde complementar e em economia de custos na saúde, a partir de tratamentos mais assertivos e curtos”, analisou.

Hoje, o tratamento contra a doença possui importantes aliados conquistados a partir de análises genéticas, porém, boa parte desses procedimentos não é acessível à maioria da população.

“O sequenciamento de nova geração (NGS) possibilita análise simultânea de múltiplos genes. Painéis específicos para diferentes tipos de câncer identificam mutações acionáveis.  Biomarcadores moleculares como MSI, TMB e assinaturas genéticas orientam decisões terapêuticas”, esclarece o oncologista sobre a prevenção e detecção precoce das doenças. “A questão é que essas tecnologias não estão disponíveis a todos”.

Estudos recentes, segundo a SBM, mostram que os casos de câncer associados a causas hereditárias representam até 10% do total dos cânceres. Dependendo da abrangência do painel, o exame de sequenciamento de nova geração (NGS) pode custar até R$ 9 mil. Painéis Genéticos (NGS) menos complexos têm preço médio de R$ 2,5 mil.

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Palestra sobre plantas medicinais será realizada na Mata de Santa Genebra

A Mata de Santa Genebra recebe neste sábado, 29 de novembro, das 9h às 11h, apresentação sobre plantas medicinais, com alunos da graduação e pós-graduação da Unicamp. Aberta ao público, a atividade tem o objetivo de orientar a população sobre a identificação correta das espécies e suas formas adequadas de preparo, garantindo um uso seguro e eficaz.

Durante o encontro, os participantes poderão conhecer melhor os benefícios das duas plantas amplamente utilizadas, a melissa e a erva-cidreira-brasileira. Não é necessária inscrição prévia — basta chegar com 10 minutos de antecedência na Mata de Santa Genebra, localizada na rua Mata Atlântica, 447, Bosque de Barão Geraldo, Campinas.
Após o bate-papo, os interessados poderão participar de uma caminhada até o Borboletário. A prática é uma parceria entre a Fundação José Pedro de Oliveira (FJPO), gestora da Mata de Santa Genebra, e a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp.

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Falta de acesso a mamógrafos limita prevenção do câncer de mama

No mês de conscientização sobre o câncer de mama, um relatório destaca a importância de acesso igualitário ao rastreamento e tratamento da doença. Segundo o Atlas da Radiologia no Brasil, do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), o acesso aos mamógrafos ainda é um desafio.

O país tem 6.826 equipamentos registrados, sendo 96% em funcionamento. Metade deles está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), responsável por atender 75% da população. Isso equivale a 2,13 mamógrafos por 100 mil habitantes dependentes do SUS.

Na saúde suplementar, que cobre 25% da população, o cenário é mais favorável: 6,54 aparelhos por 100 mil beneficiárias, quase o triplo da rede pública. O Acre exemplifica essa disparidade — são 35,38 mamógrafos por 100 mil habitantes na rede privada, contra 0,84 no SUS.

Há disparidades regionais. Roraima tem a menor proporção (1,53 por 100 mil), seguida do Ceará (2,23) e Pará (2,25). A Paraíba lidera o ranking (4,32), à frente do Distrito Federal (4,26) e do Rio de Janeiro (3,93).

Segundo a coordenadora da Comissão Nacional de Mamografia do CBR, Ivie Braga de Paula, todos os estados têm número suficiente de aparelhos para o exame. Mas um conjunto de gargalos dificultam o acesso e geram subutilização.

“Há problemas de informação, de comunicação, de acesso e logística, principalmente na Região Norte. Por exemplo, os mamógrafos ficam nas cidades mais centrais e a população ribeirinha não consegue chegar. Às vezes, tem que andar seis a sete horas de barco para fazer uma mamografia. Até nos grandes centros, as pacientes da periferia não têm informação suficiente e enfrentamdificuldades para marcar e chegar em um local com mamógrafo”, diz Ivie.

O Brasil tem uma cobertura muito baixa de mamografias: 24%. O ideal recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de 70%. Mesmo em lugares como o estado de São Paulo, que tem a maior concentração de mamógrafos do país, a taxa gira em torno de 26%.

Em setembro, o Ministério da Saúde ampliou as diretrizes de rastreamento, recomendando que mulheres entre 40 e 49 anos realizem mamografias, mesmo sem sintomas. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Imca), mais de 73 mil mulheres recebem o diagnóstico de câncer de mama anualmente no Brasil.

“O que é efetivo na redução da mortalidade é você descobrir o tumor antes de ter sintoma clínico. Quanto menor o tumor, melhor para a gente descobrir o tratamento e maior a chance de cura. E a gente só consegue fazer isso com exames de imagem”, diz Ivie.

Ela explica que no caso de diagnóstico de um câncer de mama com menos de 1 cm, a chance de cura é de 95% em cinco anos, independentemente se ele é do tipo mais agressivo. “E esses tumores só vão ser detectados na mamografia. Essas pessoas que têm que ir fazer mamografia são mulheres saudáveis. Não são mulheres doentes”, acrescenta.

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Pesquisas de cientistas brasileiros avançam no diagnóstico do Alzheimer

Estudos recentes feito por cientistas brasileiros confirmaram o potencial de um exame de sangue para o diagnóstico do Alzheimer. As análises apontam o bom desempenho da proteína p-tau217 como o principal biomarcador para distinguir, por meio desse exame, indivíduos saudáveis de pessoas com a doença. O objetivo das pesquisas, apoiadas pelo Instituto Serrapilheira, é levar os estudos para o Sistema Único de Saúde (SUS) para uso em larga escala.

Segundo Eduardo Zimmer, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apoiado pelo instituto, atualmente no Brasil existem dois exames capazes de identificar o Alzheimer: o exame de líquor, um procedimento invasivo no qual é feita uma punção lombar utilizando uma agulha bem fina; e o exame de imagem (tomografia). Antes disso, a única forma de detectar a possibilidade da doença era o exame clínico, normalmente feito por um neurologista que fazia diagnóstico baseado nos sintomas do paciente.

“Tanto o exame de líquor quanto a tomografia podem ser solicitados pelo médico para o diagnóstico da doença de Alzheimer assistido por biomarcadores. O problema é que quando pensamos num país como o Brasil, continental, com 160 milhões de pessoas que dependem do SUS, como vamos fazer esses exames em larga escala? Uma punção lombar necessita de infraestrutura, experiência e normalmente é o neurologista que faz. Já o exame de imagem é muito caro para usar no SUS em todo o país”, afirmou.

A pesquisa, assinada por 23 pesquisadores, incluindo oito brasileiros, analisou mais de 110 estudos sobre o tema com cerca de 30 mil pessoas, confirmando que o p-tau217 no sangue é o biomarcador mais promissor para identificar a doença de Alzheimer. Além de Zimmer, o estudo conta com Wagner Brum, aluno de doutorado e membro do grupo de pesquisa na UFRGS, como coautores.

Brasília (DF), 16/10/2025 - Eduardo Zimmer. Foto: Instituto Serrapilheira/Divulgação

Os resultados foram obtidos em análises de 59 pacientes e os testes foram comparados com o “padrão ouro”, o exame de líquor, apresentando alto nível de confiabilidade, acima de 90%, padrão recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo Zimmer, ao mesmo tempo um grupo de pesquisadores do Instituto D’Or, no Rio de Janeiro, e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), os professores Sérgio Ferreira, Fernanda De Felice e Fernanda Tovar-Moll, devolveram um estudo praticamente igual e com os mesmos resultados.

“São duas regiões diferentes do país, com genética e características socioculturais completamente diferente e o exame funcionou muito bem”, destacou.

Atualmente, o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer é considerado um dos principais desafios de saúde pública no mundo. De acordo com a OMS, aproximadamente 57 milhões de pessoas no mundo vivem com algum tipo de demência — dessas, pelo menos 60% têm o diagnóstico de Alzheimer. No Brasil, o Relatório Nacional sobre Demência, de 2024, estima cerca de 1,8 milhão de pessoas com a doença. A previsão é que o número pode triplicar até 2050.

Baixa escolaridade

No estudo, os cientistas identificaram que a baixa escolaridade parece acentuar mais a doença, reforçando a hipótese de que fatores socioeconômicos e educacionais impactam no envelhecimento do cérebro.

“A baixa escolaridade é um fator de risco muito importante para o declínio cognitivo, ficando acima de idade e sexo. Fizemos esse estudo no Brasil e o primeiro lugar disparado é a baixa escolaridade. No contexto biológico, a gente entende que o cérebro que é exposto a educação formal cria mais conexões. É como se a gente exercitasse o cérebro que fica mais resistente ao declínio cognitivo”, ressaltou o pesquisador. (Agência Brasil)

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COC realiza ação para detecção e conscientização de câncer de pele

O Centro de Oncologia Campinas promove no próxima segunda-feira, dia 16/6, uma campanha de conscientização sobre o câncer de pele. Médicos da instituição realizarão gratuitamente exames para detecção de lesões, das 9h às 16h, na sede em Barão Geraldo. A ação é aberta a pessoas de todas as idades e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas. Os casos suspeitos serão encaminhados pelo COC à rede municipal.

A prevenção ao câncer de pele é duplamente lembrada ao longo deste mês. Junho Preto destaca a importância da detecção precoce do câncer de pele do tipo melanoma, enquanto o Dia Global de Conscientização sobre o Câncer de Pele Não Melanoma é celebrado em 13 de junho para reforçar a atenção à neoplasia mais incidente no mundo.

Os participantes da ação devem levar um documento de identificação e comprovante de endereço. Todos serão examinados em consultório pela dermatologista Eliane Moreno e o atendimento será por ordem de chegada. Além da identificação visual, o exame ocorrerá com auxílio de dermatoscópios, pequenos microscópios médicos projetados com sistema de luz direcionado ao diagnóstico de lesões na pele.

“A prevenção é altamente eficaz e deve ser enfatizada em campanhas educativas, especialmente para populações de risco. O acompanhamento dermatológico regular é crucial para detecção precoce, reduzindo a morbidade e a necessidade de tratamentos agressivos”, detalha o oncologista Fernando Medina, do Centro de Oncologia Campinas.

O oncologista aponta a população mais suscetível ao câncer de pele: pessoas pele clara; idosos – a incidência aumenta com a idade devido ao dano cumulativo da exposição solar; imunossuprimidos; trabalhadores com ocupações ao ar livre; e indivíduos com lesões pré-existentes – pessoas com queratoses actínicas, cicatrizes crônicas ou infecções por HPV.

Tipos de câncer

O câncer de pele não melanoma é o tipo mais comum de câncer de pele, caracterizado por crescimento anormal de células cutâneas, geralmente associado à exposição solar crônica. No Brasil, representa cerca de 30% de todos os cânceres diagnosticados.

“O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 220 mil novos casos de câncer de pele não melanoma por ano, no triênio 2023-2025. O Carcinoma Basocelular é o tipo mais comum e representa de 70% a 80% dos casos. Tem crescimento lento e raramente metastatiza”, detalha Medina. Metástase é quando o câncer se espalha para outros órgãos do corpo.

De 20% a 30% dos casos de câncer de pele não melanoma são Carcinomas Espinocelulares, que se originam nas células escamosas da epiderme, especifica Medina. “Esse é um tipo mais agressivo do que o Carcinoma Basocelular, com maior potencial de metástase, de 2% a 5%”, especifica.

O melanoma é agressivo e com alto risco de metástase. Por ano, são diagnosticados no Brasil 8.450 novos. Conforme o Inca, a doença responde por até 4% das neoplasias malignas de pele e tem origem nas células produtoras de melanina (substância que determina a cor da pele). O prognóstico positivo do melanoma está diretamente ligado à detecção precoce.

As lesões malignas de pele normalmente têm mais de 6mm de diâmetro. É motivo de alerta sinais como pequenas feridas que não cicatrizam; crescimento da mancha; ocorrência de vermelhidão, inchaço, coceira ou sensibilidade; e mudança do aspecto ou da cor.

Diagnóstico

A médica do Centro de Oncologia Campinas, Mary da Silva Thereza, explica que além da utilização do dermatoscópio nos exames que serão realizados nesta segunda-feira (16), a avaliação levará em consideração aspectos visuais das manchas e histórico do paciente. Para detecção de suspeita de melanoma, por exemplo, cinco questões são consideradas.

“Usamos a chamada regra ABCDE, que considera a assimetria (uma metade da mancha não é igual à outra); as bordas, se são regulares ou não; a cor das pintas, ou seja, se ela é uniforme ou tem cores diferentes; se existe coceira ou não; o diâmetro – lesões que passam de 6 mm são mais suspeitas – e a evolução relatada pelo paciente”, detalha. “Se a mancha apresentar um desses fatores não significa que pode ser câncer, o que prevalece é o conjunto, a combinação de todos”, esclarece a médica.

Não há áreas do corpo específicas para o surgimento do câncer de pele, explica a oncologista. As lesões podem aparecer em todas as partes, mas as regiões mais expostas ao sol, como rosto, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas, são mais suscetíveis à doença.

Serviço
Ação de Prevenção e Conscientização sobre o câncer de pele
Quando: Dia 16/6
Onde: Centro de Oncologia Campinas – Rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo
Horário: das 9h às 16h (atendimento por ordem de chegada)
O que levar: documento de identificação e comprovante de residência
Quanto: gratuito
Realização: Centro de Oncologia Campinas e Secretaria Municipal de Saúde de Campinas

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Hospital Mário Gatti distribui perucas para pacientes da oncologia

Uma peruca pode gerar um grande sorriso. Esse é o mote da ONG Cabelegria, que estará na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital Municipal Mário Gatti, em Campinas, na próxima quinta-feira, 24 de abril, das 9h às 16h. Durante a ação solidária, serão entregues perucas a pacientes em tratamento contra o câncer e também haverá corte de cabelo gratuito para doação, aberto a colaboradores do hospital e à comunidade. Para doar, é necessário ter no mínimo 15 centímetros de cabelo.

A entrega das perucas será feita no charmoso Banco de Perucas Móvel. A Cabelegria transformou um caminhão em um “mini salão” todo rosa, onde as perucas ficam expostas em prateleiras e os pacientes oncológicos recebem atendimento humanizado e exclusivo para escolherem suas perucas. Ao todo, 21 pacientes poderão escolher perucas e ter o atendimento especializado no local.

A parceria da ONG Cabelegria com a Unacon acontece desde 2021, com o apoio às pessoas que enfrentam o câncer, especialmente aquelas em processo de quimioterapia. O objetivo é resgatar a autoestima e o bem-estar dos pacientes durante o tratamento, visando a recuperação física e também a emocional.

A ONG Cabelegria existe desde 2013 e tem como objetivo levar autoestima e sorriso aos pacientes oncológicos e pessoas com patologias que tenham como sintoma a queda de cabelos. A instituição social já recebeu mais de 420 mil doações de cabelos e doou mais de 14 mil perucas. A ajuda pode ser feita de três maneiras: ajuda financeira (a cada R$100,00 doados, uma peruca é produzida e doada); doação de cabelos, além de apoio e patrocínio.

O setor de Humanização da Rede Mário Gatti é um ponto de coleta de cabelos em Campinas. O material doado é posteriormente enviado à Cabelegria para a confecção de perucas. Para quem se interessar na doação de cabelo, é só entrar em contato pelo telefone: (19) 3772 58 80, das 8h  às 16h, ou por e-mail: humanizacao@hmmg.sp.gov.br

Serviço
Entrega de Perucas e Corte de Cabelo
Dia: 24 de abril, quinta-feira
Horário: 9h às 16h
Local: Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital Municipal Mário Gatti  que fica na Avenida Pref. Faria Lima, 340 – Parque Itália, em Campinas.

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Médicos alertam para riscos da gripe em pessoas com mais de 60 anos

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou em 2024 um crescimento de 189% nas hospitalizações de idosos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza, em relação a 2023. Para chamar a atenção da população para os riscos da gripe em pessoas com mais de 60 anos, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), em parceria com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), realiza nesta quarta-feira (26) o encontro Além da Gripe – Um debate sensível à gravidade dos riscos e impactos provocados pelo vírus da influenza.

O objetivo do encontro é fazer um alerta sobre a sazonalidade da gripe, principalmente por conta dos baixos índices vacinais e dos riscos que este cenário pode causar para a população idosa. Segundo as entidades organizadoras, a sazonalidade está associada ao começo do outono e à mudança do clima em vários lugares do país, época em que as baixas temperaturas podem contribuir para que o vírus acabe circulando com mais intensidade, o que aumenta a necessidade de proteção e o risco de hospitalização.

De acordo com as entidades, a partir dos 40 anos, o risco de ataque cardíaco aumenta em dez vezes e o de AVC oito vezes nos primeiros três dias após uma infecção por influenza e idosos permanecem com risco elevado para AVC até dois meses depois de se contaminar pelo vírus, o que reflete nas admissões em UTI, que cresceram 187% e em 157% mais óbitos. (Agência Brasil)

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