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Ford Ranger XL é muito superior ás concorrentes Hilux e S10

A versão do modelo avaliado pelo DeFatoCampinas/Motor é uma velha conhecida do segmento de picapes médias, cuja a primeira geração começou a ser vendida no Brasil em 1995: a Ford Ranger XL. Teoricamente é uma versão de entrada, mas se comparada com as concorrentes, de entrada não tem nada. Se compararmos com as concorrentes Toyota Hilux e a Chevrolet S10, ela é muito superior, mais moderna e mais equipada.

Com bancos confortáveis revestidos de tecido (o acabamento em couro virou sinônimo de luxo, mas no verão ou no inverno, teste e veja como o tecido é muito mais agradável), a XL vem de série com sete airbags, piloto automático, multimídia SYNC 4 com tela de 10”, painel de instrumentos digital de 8”, conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, volante com ajuste de altura e profundidade, faróis com acendimento automático, painel de direção elétrica ativa, controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampas, controle automático em descidas, limitador de velocidade e luz de direção diurna.  Além de ar condicionado digital, travas e vidros elétricos e um bom sistema de áudio. Isso num veículo de trabalho. Ou seja, a Ranger XL tem muita mordomia e segurança.

Chama muito a atenção o design moderno e harmonioso da Ranger XL. Mas vale perder um tempo para admirar o belo conjunto dos faróis. Antes eram peças básicas e sem importância estética, hoje têm um trabalho cuidadoso de harmonização e se integram ao conjunto do veículo.

Para o “trabalho” rodas de aço de 16” com pneus 255/70 R16 All Terrain, muito mais resistentes do que as de liga leve. O chassi, feito com longarinas e travessas de aço especial, é 30% mais resistente a torções que o da geração anterior. A suspensão com curso 15 mm maior e amortecedores externos à longarina contribuem para a excelente capacidade e resistência da picape.

Durante a avaliação, andamos com a valente picape por terrenos não muito usuais para veículos desse segmento, mais interessantes para veículos off-road. O teste utilizando a tração 4×4 e o diferencial traseiro blocante foi excepcional. A Ranger XL se equipara a qualquer modelo fora-de-estrada sofisticado na hora de enfrentar terrenos difíceis.

Outro item que funciona muito bem na picape da Ford são os novos freios, que param o utilitário com facilidade e em espaços coerentes. Transmitem muita confiança. Outro detalhe que traz segurança e tranquilidade é a estabilidade. Mesmo sendo uma picape e 15 mm mais alta, em velocidades compatíveis, a XL se comporta muito bem.

O que também foi muito útil na avalição em terrenos mais acidentados e alagados foi a capacidade de imersão de 80 cm e os ângulos de ataque de 30º e de saída de 26º. Isso dá um “banho” nas concorrentes.

Bom motor

O desempenho foi outro ponto muito favorável na nossa avaliação.  A motorização de dois litros, turbo diesel, oferece 170 cavalos de potência e torque de 41,3 kgfm. E boa parte desse torque já aparece entre 1.000 e 2.500 rpm. Ou seja, mesmo em baixas rotações, o motorista tem um bom desempenho à disposição. Na verdade, o desempenho e o conforto são de um SUV.

A velocidade máxima (que neste caso pouco importa, mas apenas para informação) foi de 163 quilômetros por hora e a aceleração de 0 a 100 quilômetros por hora em 13,2 segundos. Na versão avaliada, a transmissão era manual de seis velocidades. Os engates são muito macios e precisos. Mas a embreagem, até por conta de ser um veículo de trabalho, é pesada.

O consumo é muito bom para uma picape: 10 quilômetros por litro no perímetro urbano e 11,4 quilômetros por litro nas rodovias. Com o tanque de 80 litros, é possível percorrer mais de 800 quilômetros. Não conseguimos medir a proporção de aditivo ARLA que foi consumido no teste.

Mesmo com o enorme tamanho (5,37 metros de comprimento, 3,27 metros de entre-eixos e largura superior a 2,10 metros), a picape é muito boa de andar na estrada ou na cidade. Claro, é necessário ter noção das suas dimensões, mas é muito fácil de andar. Melhor do que muitas das picapes de “luxo” da concorrência. Porém, dois detalhes são negativos: a falta de câmera de ré (até em veículos populares existe) e a falta do aviso sonoro no para-choques traseiro.

A transmissão manual permite uma maior capacidade de carga em relação à versão da XL automática e muito maior que as demais versões da Ranger: o volume de caçamba é de 1.230 litros ou capacidade de 1.097 quilos.

Muito útil

Outra exclusividade do modelo da Ford, que é uma “mão na roda” para quem a utiliza no trabalho, é o pacote de conectividade sem custo adicional, que permite o controle de desempenho e da manutenção de cada veículo em tempo real por meio do Ford Pro portal ou do aplicativo Ford App, uma avançada ferramenta de produtividade para os administradores de frota. O Acompanhamento Preventivo Inteligente é outro serviço exclusivo da Ford, que monitora o funcionamento do veículo e alerta o cliente caso seja detectada alguma anomalia que requeira manutenção.

A Ford Pro conta também com uma equipe técnica especializada para vendas dedicadas aos setores de governo e frotistas, que inclui serviços pós-venda e treinamento personalizado para cada tipo de aplicação, com foco na máxima eficiência e produtividade do cliente comercial. (Antônio Fraga)

Preço

Ford Ranger XL Cabine Dupla MT R$ 272.600,00

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Aion Y é uma excelente opção para quem quer um elétrico muito espaçoso

A GAC é mais uma fabricante chinesa que chegou para disputar o mercado brasileiro. E testamos o modelo de entrada da marca, o Aion Y Elite, numa cor nada discreta, mas não feia. Juntando a cor, o design e o estilo das lanternas e faróis, por onde passa o modelo chama muito a atenção.

Muito mais para uma minivan do que para um SUV, segmento quase sem opções no mercado nacional, o Aion impressiona pelo rodar suave, tecnologia e o enorme espaço interno. Quem andar no banco traseiro vai achar que está na sala de casa. E a sensação de espaço fica ainda maior com o teto solar panorâmico.

Anda bem

Com potência de 204 cavalos (150 kW) e torque declarado de 23 m·kgf, o desempenho é muito satisfatório. Como a maioria dos modelos do seu segmento, a velocidade máxima, ao contrário da aceleração, não é o forte. Mesmo assim, o GAC acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 8,5 segundos e atinge a velocidade máxima de 150 quilômetros por hora.

A bateria de fosfato de ferro e lítio (LFP) de 63,2 kW·h tem uma autonomia de 318 quilômetros, mas em nossa avaliação e andando moderadamente, no uso urbano, passou desse número fornecido pela importadora. Como em todo o carro elétrico, não existe câmbio e o movimento desejado é conseguido através de uma haste muito ergonômica atrás do volante. Ou seja, o motorista pode selecionar os tradicionais P, R, N e D.

A função i-Pedal, com níveis de regeneração configuráveis, é muito útil e permite uma maior regeneração, usando menos os freios e melhorando a eficiência. Há também a opção da função creeping, que simula o “rastejar” dos automáticos tradicionais, muito útil para manobra fina sem tocar no acelerador, apenas aliviando o pedal do freio.

Rodando, o chinês mostrou que tem uma suspensão, McPherson na dianteira e eixo de torção atrás, firme e equilibrada, mas sem prejudicar o conforto. Mesmo numa estrada sinuosa, a carroceria se mostrou firme e transmitindo segurança ao motorista. Porém, em pisos irregulares, “bate” um pouco.

Desenho limpo

O design, com o uso no dia a dia, passa a ser até agradável. As linhas limpas, arcos de roda definidos e faróis finos se associam à assinatura em formato de “asas de anjo”. Até de longe se identifica o modelo. A traseira é mais discreta, com uma barra luminosa que liga as duas lanternas, e, na parte superior da tampa, um pequeno defletor. O conjunto, no todo, é muito interessante e agradável. O porta-malas tem 361 litros e acesso bem fácil.

Por dentro, como já destacamos, o espaço é muito grande. Os bancos são muito confortáveis e em tecido sintético muito harmonioso. Os bancos contam com sistema de ventilação e ajuste elétrico na frente. Outra coisa muito legal, e que foge da mesmice, são as combinações de cor, que dão uma alegria ao interior.

O volante tem boa pega e tamanho bem adequado. Outra coisa positiva é a tela central de 10,2 polegadas com interface simples e funcional. As telas gigantes da maioria dos modelos chineses só servem para desviar a atenção e muitas vezes dificultam o uso. A câmera 360° é muito boa e oferece pré-seleções úteis. O ajuste dos espelhos externos é na tela, moderno, mas pouco prático.

O Aion não tem botão para ligar ou desligar. Ao entrar, é só “engatar” e sair acelerando. A minivan é bem equipada em termos de tecnologia: duas portas USB, uma dianteira e outra traseira e carregador por indução que funciona bem. Duas coisas chamam a atenção: Apple CarPlay opera somente com cabo e não tem Android Auto nativo, nem por cabo.

O sistema de som é competente, com seis alto-falantes, mas sentimos falta de mais ajustes e maior potência. Mais um detalhe interessante foi a agilidade no carregamento, tanto com wallbox, como na tomada 220 volts. Carregou a bateria na tomada em menos de 8 horas.

A conclusão é que, principalmente para quem tem família grande e deseja um modelo 100% elétrico, o Aion Y é uma excelente opção de compra.

Preço
GAC Aion Y Elite R$ 187.990,00

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Basalt chega com espaço generoso, motores competentes e design elegante

Na onda dos SUVs coupés, a Citroën lança um modelo bem interessante: o Basalt. Derivado da família C3, o veículo tem um design muito bonito, atraente e com um bom espaço interno.

O modelo chega em quatro versões: Feel, Feel Turbo 200, Shine Turbo 200 e a que marca o lançamento, a completa First Edition. A versão de entrada, a Feel, conta com motor de um litro, aspirado, com 75 cavalos com etanol e 71 a gasolina e torque de 10,5 e10 kgfm, respectivamente. O câmbio é manual de cinco marchas.

Já as demais versões têm motor de um litro turbo, com 130 cavalos quando abastecido com etanol e 125 com gasolina e 20,4 kgfm de torque. Nestas versões, a transmissão é CVT, que simula sete velocidades.

Preço
Citroën Basalt – R$ 89.990,00

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