Chuva

Chuvas voltam a alagar as ruas e destelham casas no Rio Grande do Sul

Várias regiões do Rio Grande do Sul voltaram a sofrer com fortes chuvas nesta semana. A Defesa Civil do estado fez um novo alerta à população do estado na manhã desta quarta-feira (25). Municípios estão sofrendo com tempestades isoladas, chuvas persistentes, rajadas de vento intensas, granizo, raios e alagamentos.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho de grande perigo para chuvas no centro-sul do estado. A previsão é de chuva superior a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia. Há risco de grandes alagamentos e transbordamentos de rios e grandes deslizamentos de encostas em cidades com tais áreas de risco.

Dentre os municípios incluídos na região de grande perigo estão Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Pelotas e Bagé. Segundo a Defesa Civil estadual, na cidade de Camaquã os volumes de chuva já ultrapassaram os 207 milímetros acumulados em 72 horas. Casas foram destelhadas e pessoas estão desabrigadas. (Agência Brasil)

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Com cuidados por causa dos incêncdios, Mata de Santa Genebra reabre visitações

A Mata de Santa Genebra, que está fechada para a visitação desde o dia 3 de setembro, devido ao crescente risco de incêndios florestais, reabrirá para parte das visitas. Os incêndios colocam em perigo tanto os visitantes quanto a área de preservação. Nesta terça-feira, 24 de setembro, será reaberta a trilha que leva ao Mini Pantanal Sanã; e a partir desta quinta-feira, 26 de setembro, serão reabertas as trilhas autoguiadas.

Os roteiros que voltam a funcionar são os próximos à sede da Fundação José Pedro de Oliveira, gestora da Mata de Santa Genebra. Os passeios em roteiros mais distantes da sede, como a Trilha dos Canxins (5km) e o contorno da floresta (8km) serão mantidos fechados. A sede da Fundação fica na Rua Mata Atlântica, 447, Bosque de Barão, Campinas.

As medidas são tomadas em virtude da previsão contínua de altas temperaturas e baixa umidade, e do consequente risco de incêndios florestais e tornam contraindicadas a realização de atividades físicas intensas. As restrições visam garantir a segurança e o conforto dos visitantes, que percorrerão apenas pequenas distâncias, em áreas sombreadas e próximas a pontos de hidratação.

A medida também assegura a disponibilidade da equipe de técnicos e brigadistas na unidade de conservação para atuação em caso de ocorrências na Mata de Santa Genebra e sua Zona de Amortecimento.

“Por conta das condições climáticas de calor extremo e tempo seco, que favorecem a ocorrência de incêndios, a equipe da Mata de Santa Genebra decidiu manter alguns passeios e roteiros fechados”, diz Marcelo Polieri, presidente da FJPO. “A medida é temporária mas necessária para proteger a biodiversidade e garantir a segurança das pessoas”.

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Incêndios podem ter afetado mais de 11 milhões de pessoas no Brasil

A CNM – Confederação Nacional dos Municípios estima que 11,2 milhões de pessoas já foram diretamente afetadas por incêndios florestais nas cidades brasileiras desde o início deste ano. Os números constam de levantamento feito pela entidade, que calcula os prejuízos econômicos com as queimadas em R$ 1,1 bilhão.

A estimativa foi feita com dados de 2024, que mostram que, até a última segunda-feira (16), 538 municípios decretaram situação de emergência por conta dos incêndios. “O crescimento é alarmante quando é feita a comparação com o ano passado, com 3.800 pessoas afetadas e apenas 23 municípios tendo decretado situação de emergência”, disse a CNM.

O levantamento também traz informações sobre os decretos de emergência por seca/estiagem nos municípios brasileiros neste ano e diz que o Brasil teve 9,3 milhões de pessoas afetadas e mais de R$ 43 bilhões em prejuízos econômicos.

No mesmo período do ano passado, a população afetada por incêndios florestais era de 630,7 mil pessoas, em 120 municípios.

Diante desse cenário, a CNM defende a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 31/2024, que institui o Conselho Nacional de Mudança Climática, a Autoridade Climática Nacional e o Fundo Nacional de Mudança Climática.

O conselho deverá ser composto pelos presidentes da República, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Pela proposta, também participarão do colegiado um ministro de Estado, três governadores de Estado, eleitos entre si; três representantes dos municípios, escolhidos pelo conjunto dos chefes do Poder Executivo municipal; e a Autoridade Climática Nacional.

A Autoridade Climática Nacional será nomeada pelo Presidente da República dentre os membros de lista tríplice elaborada pelo Conselho Nacional de Mudança Climática, para exercício em período coincidente com o mandato de deputado federal, com direitos e deveres de ministro de Estado.

Caberá à Autoridade Climática subsidiar a execução e implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima; regular e monitorar a implementação das ações e metas setoriais de mitigação, de adaptação e de promoção da resiliência às mudanças do clima; e realizar articulação interministerial das políticas climáticas, entre outras atribuições.

A proposta destina ainda 3% da arrecadação dos Impostos de Renda e sobre Produtos Industrializados (IPI), ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima.

“A Confederação justifica essa medida porque o modelo tradicional de aplicação de recursos públicos não tem produzido resultados adequados na promoção de medidas efetivas que possam prevenir e enfrentar as consequências da mudança climática”, diz a instituição. (Agência Brasil)

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São Paulo prorroga até sábado alerta de risco elevado para incêndios

A Defesa Civil do estado de São Paulo prorrogou o alerta de risco elevado para incêndios até o próximo sábado (14). O litoral paulista esteve de fora dos últimos alertas e é a única região do estado sem grande risco para incêndios florestais. Os alertas estão vigentes desde o começo de setembro.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) estadual, as temperaturas podem chegar a 39 graus Celsius (°C), e a umidade relativa do ar (URA), a 20% em algumas regiões. Os prejuízos à agricultura atingem principalmente as lavouras de cana no centro e no norte do estado. O aviso reafirma que, nos próximos dias, São Paulo será dominado por um clima seco e estável, e que, sem previsão de chuvas, haverá elevação gradual das temperaturas, que trarão uma sensação de calor e um ambiente abafado em todo o território paulista.

As temperaturas podem chegar aos 33 °C na região metropolitana da capital, no período mais quente do dia. No último final de semana, termômetros chegaram a marcar até 38 °C nas ruas, por volta das 13h. A umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 35%. Ao menos duas comunidades, uma em Osasco e outra ao sul da capital, registraram incêndios hoje, com confirmação de 13 moradias destruídas. Não houve vítimas.

Para as regiões de São José do Rio Preto e Araçatuba, as temperaturas devem ficar na casa dos 38 °C, com umidade relativa do ar abaixo dos 20%. Em Presidente Prudente e Marília, os termômetros podem registrar temperaturas máximas de 39 ºC, com URA abaixo dos 25%. Nas regiões de Campinas, Sorocaba, Araraquara e Bauru, temperaturas máximas de 34 °C com URA abaixo dos 25%. Em Franca, Barretos e Ribeirão Preto, onde se concentraram a maior parte dos focos de queimadas desde a segunda quinzena de agosto, as temperaturas máximas podem atingir os 36 °C, com umidade abaixo dos 25%.

A Defesa Civil e a Secretaria de Saúde recomendam cuidados que incluem hidratação constante, o uso de soro nos olhos e nariz e de proteção dos raios solares, e desaconselham a prática de atividades físicas ao ar livre nos horários mais críticos do dia. Em regiões de queimadas, como proteção adicional, os dois órgãos sugerem o uso de máscaras do tipo N95, PFF2 ou P100, que podem reduzir a inalação de partículas, em ambientes externos. As recomendações são voltadas principalmente para os grupos de risco, como crianças com menos de 5 anos, gestantes, portadores de comorbidades e idosos.

Nesta terça-feira (10) o CGE contabiliza dez  focos de incêndio em todo o território paulista. Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb)  um número elevado de estações apontou qualidade do ar classificada como “muito ruim” e “ruim”, em decorrência de altas concentrações de partículas inaláveis finas (poeira, fuligem e fumaça que ficam suspensas na atmosfera em função do seu pequeno tamanho). O órgão suspendeu temporariamente as autorizações de queima no estado para a despalha de cana, queima fitossanitária ou para manejo. As duas únicas exceções são para a implantação de aceiros que evitem a propagação do fogo e para casos de finalidade fitossanitária solicitados diretamente pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento. (Agência Brasil)

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DAEE realiza operação para aumentar a circulação da água no rio Pinheiros

O Governo do Estado, por meio do órgão regulador de recursos hídricos do Estado (DAEE), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) iniciaram nesta terça-feira (10 de setembro), às 18h, uma operação de bombeamento de água para melhorar a circulação de água do rio Pinheiros, contribuindo assim para a melhoria do canal, inclusive em relação às algas presentes no curso d’água.

O bombeamento será feito do Canal Inferior para o Canal Superior no rio Pinheiros, durante o período noturno. “A medida tem como objetivo movimentar a água e melhorar a sua qualidade a partir disso. O Pinheiros é um canal nivelado, e, por causa da pouca declividade, a água se move lentamente. A chuva é essencial para o funcionamento do rio e, como não há chuva, o rio se encontra nesta situação crítica”, explicou o superintendente do DAEE, Anderson Esteves.

O rio Pinheiros é dividido em dois canais. O primeiro, chamado de Superior, começa na Usina de Pedreira, próximo à represa Billings, e vai até a Usina São Paulo (antiga Usina da Traição), que fica ao lado da estação Vila Olímpia de trem e no encontro da avenida dos Bandeirantes com a marginal Pinheiros. Já o canal Inferior vai exatamente da Usina São Paulo até o encontro com o rio Tietê, na Estrutura de Retiro (junto ao acesso para a rodovia Castello Branco).

A operação a ser realizada vai bombear a água do lado inferior do Pinheiros para o canal superior. A água será circulada entre os dois canais, resultando em uma movimentação das águas.

O estado de São Paulo vive um forte período de estiagem. Desta forma, a vazão que chega ao Pinheiros pelos rios afluentes diminuiu significativamente, favorecendo a eutrofização no canal do rio, ou seja, a proliferação de algas devido às concentrações de nutrientes em relação à falta de circulação de água no rio.

 

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Sul do país deve ter frio intenso e geada no fim de semana

A partir desta sexta-feira (28) e no próximo domingo (30), a região Sul do país deve receber uma nova massa de ar polar que derruba as temperaturas e deve provocar geada forte no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e na região sul do Paraná.

Deve contribuir para o frio ainda a intensidade dos ventos. A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As temperaturas devem ficar entre 0º e 5º Celsius já na madrugada deste sábado (29). O frio deverá se repetir até a madrugada de segunda-feira (1º).

Há possibilidade de temperaturas negativas entre 0°C e -5°C em áreas da campanha e, principalmente, serras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, informa o instituto.

Apesar da massa de ar ser fria e seca, sua passagem pode causar chuvas no norte do Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina, que ainda acumulam bastante umidade. Ventos soprando no litoral gaúcho, na direção oeste a sul, também devem contribuir para represar o lago Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre, segundo o Inmet.

Geada

A geada na região Sul deve ser ampla, com intensidade de moderada a muito forte, informou a Meteorologia. No domingo (30), o fenômeno será de intensidade forte a muito forte entre as serras do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, extremo sul do Paraná e na Região Campanha, no oeste gaúcho.

O fenômeno deverá ocorrer nas próximas três madrugadas, sendo que o Inmet não descarta que a geada possa se repetir na terça-feira (2) e quarta-feira (3).

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Amanhã vai ter o Treinamento Prático de Extremos Climáticos

Amanhã (22) das 9h30 às 12h, será realizado o Treinamento Prático de Extremos Climáticos, no Largo do Rosário. A ação contempla técnicas de enfrentamento a diversas situações cotidianas relacionadas ao clima.

O evento é organizado pelo Orçamento Cidadão e pela Defesa Civil de Campinas com apoio do Corpo de Bombeiros, Sanasa, CPFL e Secretarias do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade; Saúde; e Serviços Públicos. O treinamento é um desdobramento da Capacitação de Líderes Comunitários para Enfrentamento de Extremos Climáticos, que foi realizada nas cinco regiões de Campinas entre os meses de março e maio.

Mais de 60 pessoas já estão confirmadas no treinamento. Entre elas, há líderes comunitários, conselheiros do Orçamento Cidadão e mais pessoas que participaram das primeiras edições teóricas. Quem quiser se inscrever antecipadamente para o treinamento pode fazê-lo por meio do link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdbeg6zDV3N4S4tbUZWr7zV8wfg3dye_PZbYAcjzQaeg5mZJA/viewform?usp=sf_link.

Prática

A iniciativa é uma oportunidade para que todos que participaram das primeiras edições possam vivenciar situações que podem encontrar no dia a dia. O Corpo de Bombeiros, por exemplo, vai ensinar como sair de um carro energizado e a Secretaria de Serviços Públicos como proceder com relação a galhos de árvores que possam ter caído sob a fiação.

Também será trabalhado o tema da pessoa com deficiência, com atividades que simulam os desafios que PCDs enfrentam em seu cotidiano e  em situações de emergência.

Em outra frente, a Defesa Civil vai mostrar como medir quantidade de chuva com pluviômetro e ensinar como se cadastrar para receber os alertas por SMS com informações de risco e autoproteção enviando mensagem com o CEP para o 40199.

Prevenção 

A Secretaria de Saúde estará com equipe no evento para oferecer orientações de prevenção contra a dengue e a febre maculosa. Quem participar também vai aprender como tirar um carrapato da melhor forma e como recolher um morcego morto. Será uma oportunidade também para ver como registrar fotografias no SISS-Geo, plataforma da Fiocruz, que ajuda a identificar possíveis riscos à saúde pública a partir do registro de imagens de animais mortos.

Participação também da Sanasa que vai levar o furgão que simula uma residência para identificar vazamentos. A Sanasa vai ensinar ainda como vedar a caixa d’água para evitar que o local se torne criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, febre amarela chikungunya e Zika vírus.

Serviço
Treinamento Prático de Extremos Climáticos
Data: 22/06/2024 (sábado)
Horário: 9h30 às 12h
Onde: Largo do Rosário, Centro
Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdbeg6zDV3N4S4tbUZWr7zV8wfg3dye_PZbYAcjzQaeg5mZJA/viewform?usp=sf_link

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Decreto endurece regras para concessões de distribuidoras de energia

Decreto do Ministério de Minas e Energia publicado nesta sexta-feira (21) no Diário Oficial da União define regras mais rígidas para concessões de distribuição de energia elétrica. O texto cita diretrizes a serem cumpridas em novos contratos. Para contratos vigentes, as distribuidoras têm a opção de se adequar ou não às novas regras para renovação da concessão.

“A licitação ou a prorrogação deverá ser realizada com compromisso imediato de atendimento de metas de qualidade e eficiência na recomposição do serviço com critérios mais rígidos, de forma isonômica em toda a área de concessão, em benefício dos usuários de energia elétrica”, destaca a publicação.

Entre as regras estão metas obrigatórias para a retomada de serviços em caso de eventos climáticos extremos, evitando que os consumidores fiquem sem luz por longos períodos em razão de chuvas, vendavais e quedas de árvores nas redes.

O decreto também estabelece que os dividendos devem ser limitados em casos de descumprimento de indicadores de qualidade técnica, comercial e econômico-financeiros. A proposta do governo federal é evitar casos como o da Enel, que deixou milhares de moradores de São Paulo sem energia por dias após fortes chuvas na região metropolitana. (Agência Brasil)

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Enchentes no RS causaram prejuízos de R$ 3,32 bilhões ao varejo

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima perda diária de receitas na ordem de R$ 123 milhões, acumulando um prejuízo de R$ 3,32 bilhões no mês de maio com as enchentes no Rio Grande do Sul.

As consequências afetam também a infraestrutura e o abastecimento dos estabelecimentos comerciais, com queda abrupta de 28% no fluxo de veículos de carga nas estradas do estado, segundo dados preliminares da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

“O impacto das enchentes no Rio Grande do Sul é devastador, não só em termos de perdas humanas e financeiras, mas também no que diz respeito à infraestrutura vital para o funcionamento do comércio”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros. “A confederação, não apenas por meio das estruturas do Sesc e do Senac, mas as federações de comércio de todo o país, está dedicando todos os esforços possíveis para auxiliar o povo gaúcho na reconstrução de suas vidas”, acrescenta Tadros.

O Rio Grande do Sul é a quinta unidade da federação em termos de movimentação financeira anual. Em 2023, o comércio gaúcho movimentou R$ 203,3 bilhões, representando 7% do total do volume de vendas no varejo brasileiro. Conforme o economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes, as perdas impostas pela tragédia climática deverão trazer o volume de vendas local ao nível observado no primeiro semestre de 2021, prejudicando a recuperação econômica da região.

Até o início do segundo trimestre, o restante do Brasil mostrava sinais de recuperação no comércio varejista. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de vendas no comércio varejista brasileiro cresceu 0,9% em abril. O desempenho é o quarto avanço mensal consecutivo no ano. A última vez em que o comércio experimentou quatro meses de crescimento no começo do ano foi em 2012.

A redução das taxas de juros, que recuaram para 52,95% ao ano em abril de 2024, tem ajudado a aliviar o orçamento familiar. Com a taxa de desocupação no menor nível em 10 anos, a continuação da recuperação do varejo dependerá da trajetória dos juros e da inflação. Assim, a CNC mantém a expectativa de crescimento do volume de vendas em 2,1% para este ano. (Agência Brasil)

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Governo federal vai pagar dois meses de salários a trabalhadores do RS

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (6) um programa de manutenção do emprego que prevê o pagamento de dois meses de salário mínimo para 434.253 trabalhadores com carteira assinada de empresas do Rio Grande do Sul afetadas diretamente pelas enchentes de maio. O anúncio foi feito pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em Arroio do Meio, no Vale do Taquari, durante a quarta visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao estado.

A medida abrange, de acordo com o ministro, trabalhadores em regime CLT (326.086), estagiários (36.584), trabalhadores domésticos (40.363) e pescadores artesanais (27.220). O programa deve pagar diretamente o salário aos beneficiados e, como contrapartida, as empresas deverão manter os empregos por mais dois meses, totalizando uma estabilidade de quatro meses.

“Nós vamos oferecer duas parcelas de um salário mínimo a todos os trabalhadores formais do estado do Rio Grande do Sul que foram atingidos na mancha [de inundação]. Não são todos os CNPJ dos municípios em calamidade ou emergência, mas os atingidos pela mancha”, enfatizou o ministro, sobre o perfil das empresas que poderão aderir ao programa.

Para viabilizar a medida, o presidente Lula e o ministro do Trabalho assinaram uma Medida Provisória (MP), que entra em vigor de forma imediata, mas precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional.

O anúncio do governo federal ocorre um dia depois que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ter pedido ao presidente Lula a criação de um programa de manutenção de empregos e complementação do salário, durante uma reunião de ambos no Palácio do Planalto. (Agência Brasil)

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