Bebês

Outubro Rosa ganha o apoio da Primeira Infância Campineira

Entre as várias ações para chamar á atenção do Outubro Rosa, o PIC – Primeira Infância Campineira, também vai se engajar e apoiar eventos e ações, não só  mobilizando a comunidade pela conscientização da prevenção do câncer de mama, mas também incentivando o aleitamento materno.

O Outubro Rosa é um movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure.

De acordo com um estudo publicado na Revista Cancer Medicine, o aleitamento materno pode reduzir o risco de câncer de mama em até 4,3% a cada 12 meses de amamentação. Com isso, a intenção é promover a saúde e o bem-estar de mães e bebês, destacando a importância desse ato para a saúde feminina.

“As ações do PIC incentivam e estimulam a amamentação, que é fundamental para o desenvolvimento da criança, além de ser um estímulo preventivo ao câncer de mama. As políticas públicas, ações e campanhas de prevenção do câncer de mama estão diretamente relacionadas à primeira infância”, destaca o coordenador do PIC, Thiago Ferrari.

No último domingo, 13 de outubro, ocorreu a Caminhada do Outubro Rosa no espaço Afrânio Ferreira Júnior, antigo kartódromo da Lagoa do Taquaral. O evento promovido pela Prefeitura de Campinas, com o apoio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer e o Plano Primeira Infância Campineira (PIC), mobilizou a comunidade em prol da conscientização sobre a prevenção do câncer de mama.

Além da tradicional caminhada, o PIC promoveu uma programação que incluiu atividades recreativas para as crianças presentes na Lagoa do Taquaral, por meio de parcerias. O projeto Brincalizar – Educação Musical ofereceu uma oficina de musicalização para o público infantil, enquanto o Circo Além da Lona promoveu uma oficina circense. O Plano também levou a oficina de musicalização para uma ação da Emdec na última terça-feira, 15 de outubro.

As ações do Outubro Rosa iniciaram no dia 28 de setembro e se encerram em 19 de outubro nos espaços públicos, mas parceiros do Outubro Rosa realizarão suas atividades até o fim do mês. As ações incluem atividades artísticas, esportivas e serviços de saúde como o agendamento de mamografias gratuitas. A Prefeitura conta com o apoio de setores municipais como a Sanasa; Emdec; Rede Mário Gatti; e PIC, além das Secretarias Municipais de Educação; Esportes e Lazer; Cultura e Turismo; e Saúde.

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Campanha de combate ao fumo alerta para riscos em grávidas e bebês

A publicitária Laura Jimovskei, 22 anos de idade, sempre quis ter filhos. Ainda assim, a primeira gestação, em 2022, veio de repente e exigiu da jovem um grande esforço: parar de fumar praticamente do dia para a noite, para que pudesse proteger o bebê que estava a caminho. “Eu decidi de uma vez. Não vou fumar mesmo. Minha mãe fumou durante a minha gravidez e eu tenho problema respiratório. Então, quando descobri que estava grávida, foi muito tranquilo decidir parar de fumar”, revelou.

Apesar da determinação, Laura chegou a sentir sintomas de abstinência em razão da interrupção do consumo de tabaco. “Ficava bastante irritadiça, mas também podia ser porque estava grávida. Havia todas essas influências externas, mas não cheguei a sentir nenhuma abstinência ou reação forte”.

O filho Antônio, hoje com 2 anos, nasceu saudável e permanece uma criança esperta e com ótimo desenvolvimento. A interrupção do hábito também trouxe benefícios para a própria publicitária.

“Notei mudanças, tanto fisicamente como emocionalmente. Não tenho mais pigarro. Antes, eu pigarreava muito, inclusive por causa do meu problema respiratório prévio, que tinha piorado com o consumo de cigarro. Também passei a me alimentar mais e melhor. Antes, eu descontava toda a ansiedade que sentia no cigarro, então, não comia tão bem. Além disso, mentalmente, hoje me sinto mais focada e com mais energia”, resumiu a publicitária.

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, lembrado nesta quinta-feira (29), o Instituto Nacional do Câncer (Inca) promove a campanha Tabagismo: os danos para a gestante e para o bebê. A proposta é proteger gerações presentes e futuras, além de garantir o declínio contínuo do tabagismo no Brasil. A entidade alerta para os malefícios não apenas do tabagismo como também do chamado tabagismo passivo.

De acordo com o Inca, a fumaça do tabaco contém mais de 7 mil compostos e substâncias químicas. Estudos indicam que pelo menos 69 delas provocam câncer. A campanha deste ano, destaca que monitorar o uso do tabaco durante a gravidez é fundamental, inclusive, para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para as próximas gerações.

“O tabagismo apresenta várias ameaças à saúde, pois afeta negativamente o feto e a mãe que fuma durante a gravidez, além de recém-nascidos, crianças, adolescentes e jovens que convivam no mesmo ambiente, expostos ao fumo passivo, aumentando a probabilidade de iniciação ao tabagismo”, explica o instituto.

“A cessação do tabagismo em qualquer momento da gestação é benéfica para o feto e para a gestante. Muitas mulheres poderão ser motivadas a parar de fumar durante a gestação. Os profissionais de saúde devem aproveitar essa motivação, principalmente nas consultas de pré-natal, para reforçar o conhecimento de que a cessação do tabagismo irá reduzir os riscos à sua saúde e à do feto”, recomenda o Inca.

O protocolo clínico e as diretrizes terapêuticas do tabagismo, publicados em 2020, preveem que, no caso de gestantes e mulheres que amamentam, é indicado o aconselhamento estruturado, sem utilizar nenhum tipo de tratamento medicamentoso. (Agência Brasil)

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