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Campinas perde o apresentador e cozinheiro Fernando Kassab

Morreu hoje, aos 64 anos, Fernando Kassab. Jornalista, apresentador e cozinheiro estava internado no hospital da PUC-Campinas com problemas cardíacos e renais.

Nascido na cidade de São Paulo, veio para Campinas ainda criança. Trabalhou por mais de 20 anos na EPTV (afiliada da TV Globo), onde apresentou os quadros de culinária e gastronomia, “Histórias e Sabores”, “Segredos da Cozinha” e “Prato Fácil”.

Foi autor do livro “Prato Fácil: 10 anos”, que reuniu 300 receitas. Kassab tinha no gamão o seu hobby favorito, paixão herdada de seu avô. O velório será amanhã no Cemitério Flamboyant e o enterro as 16 horas no Cemitério Parque das Aleias.

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Deputada Erika Hilton processa Ratinho por discurso transfóbico

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) está processando o apresentador Ratinho por falas transfóbicas ditas na noite desta quarta-feira (11) em seu programa no SBT.

“Sim, estou processando o apresentador Ratinho. Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência. Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim. Ratinho interrompeu seu programa pra dizer que mulheres trans não são mulheres, que mulheres que não menstruam não são mulheres, que mulheres que não têm útero não são mulheres e que mulheres que não têm filhos não são mulheres”, escreveu a deputada em seu perfil na rede social X.

Ratinho, em seu programa, comentou o fato de Hilton ter sido eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.  “Não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? A Erika Hilton. Ela não é mulher, ela é trans”, disse o apresentador no auditório de seu programa.

Ratinho continuou e declarou que não tem nada contra pessoas trans, mas que não concorda com a decisão tomada na Câmara. “Se tem outras mulheres lá, mulher mesmo… Mulher para ser mulher tem que ser mulher, gente! Eu respeito todo mundo que tem comportamento diferente. Tá tudo certo! Agora, mulher tem que ter útero, tem que menstruar, tem que ficar chata três quatro dias”.

O apresentador terminou seu monólogo falando “ser contra” a indicação da deputada para o cargo. “Acho que devia deixar uma mulher ser presidente da comissão das mulheres”.

Em seu post nas redes, Erika escreveu ainda que “este ataque de Ratinho foi contra todas as mulheres trans e contra todas as mulheres cis que não menstruam mais ou nunca menstruaram. Foi contra todas as mulheres cis que nunca tiveram útero ou, por condições de saúde, como o câncer, precisaram removê-lo”.

Para a deputada, o discurso do apresentador do SBT “foi sim para me atacar e atacar as pessoas trans”.

Erika, em seu texto, informou ainda que tanto Ratinho quanto o SBT “pagarão pelos seus atos na esfera cível e criminal”. Ela finalizou afirmando que “eu sou e sempre serei uma mulher. Este apresentador é, e sempre será, um rato”.

Nota

O SBT, que é citado pela deputada, se manifestou através de nota sobre as declarações de seu apresentador.

“O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores”. (Agência Brasil)

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Morre aos 97 anos Cid Moreira, a voz do Jornal Nacional por 26 anos

Faleceu nesta quinta-feira (03) aos 97 anos, o jornalista, locutor e apresentador Cid Moreira.  Famoso pelo “Boa noite”, que diariamente dizia no começo do Jornal Nacional, Moreira estava internado em um hospital de Petrópolis – RJ, com pneumonia.

Por 26 anos e mais de 8 mil edições Cid Moreira apresentou o Jornal Nacional. O locutor começou na Rede Globo em setembro de 1969. O programa foi o primeiro telejornal transmitido em rede nacional no Brasil.

Cid Moreira começou a carreira como locutor em uma rádio de Taubaté, sua cidade natal. Transferiu-se para São Paulo em 1949 e foi trabalhar na Rádio Bandeirantes. Em 1951 mudou-se para o Rio de Janeiro para trabalhar na Rádio Mayrink Veiga.

Um dos pioneiros do jornalismo televisivo no Brasil, sempre costumava lembrar que, na época de ouro do rádio, ninguém acreditava muito no futuro da TV. Mas apesar disso, Cid passou a apresentar comerciais ao vivo na extinta TV Rio. Em 1963 tornou-se locutor do “Jornal da Vanguarda”. O locutor passou pelas emissoras, Tupi, Globo, Excelsior e Continental.

Em 1996 foi substituído no Jornal Nacional por William Bonner e Lillian Witte Fibe e passou a fazer as locuções de reportagens especiais no “Fantástico”.  Os últimos trabalhos na Rede Globo foram durante a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

Faleceu nesta quinta-feira (03) aos 97 anos, o jornalista, locutor e apresentador Cid Moreira.  Famoso pelo “Boa noite”, que diariamente dizia no começo do Jornal Nacional, Moreira estava internado em um hospital de Petrópolis – RJ, com pneumonia.

Por 26 anos e mais de 8 mil edições Cid Moreira apresentou o Jornal Nacional. O locutor começou na Rede Globo em setembro de 1969. O programa foi o primeiro telejornal transmitido em rede nacional no Brasil.

Cid Moreira começou a carreira como locutor em uma rádio de Taubaté, sua cidade natal. Transferiu-se para São Paulo em 1949 e foi trabalhar na Rádio Bandeirantes. Em 1951 mudou-se para o Rio de Janeiro para trabalhar na Rádio Mayrink Veiga.

Um dos pioneiros do jornalismo televisivo no Brasil, sempre costumava lembrar que, na época de ouro do rádio, ninguém acreditava muito no futuro da TV. Mas apesar disso, Cid passou a apresentar comerciais ao vivo na extinta TV Rio. Em 1963 tornou-se locutor do “Jornal da Vanguarda”. O locutor passou pelas emissoras, Tupi, Globo, Excelsior e Continental.

Em 1996 foi substituído no Jornal Nacional por William Bonner e Lillian Witte Fibe e passou a fazer as locuções de reportagens especiais no “Fantástico”.  Os últimos trabalhos na Rede Globo foram durante a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

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Criador do Menino Maluquinho, Ziraldo morre aos 91 anos

O escritor Ziraldo morreu neste sábado (6) aos 91 anos. A morte foi confirmada pela família do desenhista. Em nota oficial divulgada pela família, ele morreu de causas naturais, no apartamento onde morava, no bairro da Lagoa, na zona sul do Rio de Janeiro, por volta das 14h30h. Ele tinha três filhos.

Aclamado pelo trabalho literário infantil, Ziraldo recebeu diferentes premiações, como o “Nobel” Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e também o prêmio Merghantealler, da imprensa livre da América Latina, ambos em 1969. Levou ainda o Prêmio Jabuti de Literatura, em 1980, com O Menino Maluquinho, e novamente em 2012, com Os Meninos do Espaço.

Mineiro

Ziraldo Alves Pinto, nasceu em Caratinga, Minas Gerais, em 1932. Aos 7 anos de idade, em 1939, Ziraldo apresentou seu primeiro desenho no jornal Folha de Minas. Em 1949, muda-se para o Rio de Janeiro, onde fez carreira.

Apesar da formação em Direito, pela Universidade Federal de Minas Gerais,  construiu uma carreira importante como desenhista, escritor, apresentador e jornalista. Na década de 1950, trabalhou em uma coluna de humor no jornal Folha da Manhã, atual Folha de São Paulo. Depois iria para a revista O Cruzeiro e para o Jornal do Brasil.

Na década de 1960, publicou a primeira revista em quadrinhos de sucesso, a Turma do Pererê, que seria cancelada pouco tempo depois do golpe militar de 1964. Voltaria ainda em edições pela Abril e Editora Primor nas décadas seguintes.

Política

Ziraldo se destacou por usar a arte como forma de resistência à ditadura militar. Ele fundou e dirigiu o famoso periódico O Pasquim, que fez oposição ao regime. O trabalho incomodaria os militares, a ponto de ele ter sido preso logo depois da promulgação do AI-5, documento pelo qual foi intensificada a censura e a repressão do governo aos opositores. Foi considerado um “elemento perigoso” pelo regime militar.

O desenhista continuaria atuante politicamente, sendo filiado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e depois ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Também declararia apoio a candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) em eleições presidenciais.



Personagem

Sua mais conhecida criação, o Menino Maluquinho, nasceu nos anos 1980 e foi inspirado no filho do escritor. O personagem deu origem ao livro infantil campeão de vendas e ao filme de grande sucesso nos cinemas do país. O livro foi traduzido para o inglês, espanhol, basco, alemão e o italiano e teve adaptações para o cinema, teatro e televisão. Outros livros de destaque foram Flicts (1969) e O Bichinho da Maçã (1982).

Com tantos personagens marcantes de histórias infantis, Ziraldo parou de produzir textos e desenhos em setembro de 2018, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Seu estúdio, onde trabalhou durante 70 anos, instalado no bairro da Lagoa, zona sul do Rio, está sendo transformado no Instituto Ziraldo. (Agência Brasil)

 

 

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