ano letivo

Transporte escolar clandestino ameaça a segurança dos estudantes

Com o início do ano letivo, milhares de crianças e adolescentes voltam a depender do transporte escolar em todo o Brasil. No entanto, a falta de fiscalização e a contratação de serviços irregulares expõem os estudantes a sérios riscos. Acidentes recentes envolvendo veículos escolares clandestinos reforçam a necessidade de maior atenção por parte dos pais, prefeituras e órgãos reguladores.

A Fenive – Federação Nacional da Inspeção Veicular alerta que, além do cumprimento das exigências do CTB – Código de Trânsito Brasileiro, é essencial que os veículos sigam as normas técnicas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, como a NBR 14040 e a NBR 17075, que estabelecem padrões rigorosos de inspeção veicular para o transporte escolar.

Casos recentes reforçam a importância da atenção a essas normas. Em 2024, um ônibus escolar caiu em uma ribanceira em União dos Palmares (AL), causando 18 mortes e 28 feridos. Em Carapicuíba (SP), uma van escolar colidiu contra um poste, deixando 19 estudantes feridos. Já em Campo Magro (PR), cinco crianças caíram de um ônibus escolar em movimento após a alavanca de emergência ser acionada. Em Santa Luzia (MG), um escolar perdeu o freio e tombou ao lado da pista, ferindo diversas pessoas. Situações como essas poderiam ser evitadas com fiscalização rigorosa e o cumprimento das regras de segurança.

Regulamentação

Embora não haja uma regulamentação federal específica para a inspeção de veículos escolares, alguns estados adotaram normas próprias para reforçar a segurança. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, o Detran/MS exige inspeção semestral detalhada e fiscalização rigorosa dos veículos.

Em Santa Catarina, apenas entidades certificadas na norma ABNT NBR ISO 17020 podem realizar inspeções, garantindo um alto padrão de avaliação. Em Minas Gerais, o Detran/MG estabelece critérios específicos para autorização e fiscalização de veículos escolares, apesar dos grandes desafios para garantir implantação das regras no Estado. Estados como o Espírito Santo, São Paulo e o Paraná seguem regulamentações estaduais e municipais rigorosas, com inspeções semestrais obrigatórias, cursos especializados para condutores e a exigência de identificação adequada dos veículos escolares.

Desafios 

O diretor executivo da Fenive, Daniel Bassoli, reforça que os pais devem exigir comprovação da regularidade do transporte escolar, evitando serviços clandestinos. Prefeituras também têm papel fundamental ao contratar frotas regulamentadas e realizar fiscalizações rigorosas. “Nos casos de acidentes, a responsabilidade sobre qualquer irregularidade pode recair sobre os gestores municipais. Fiscalizar a frota e impedir serviços clandestinos é essencial”, alerta.

Bassoli também destaca que os serviços clandestinos são um dos principais responsáveis por acidentes envolvendo estudantes no Brasil. “Muitos desses sinistros acabam registrados como acidentes comuns de trânsito, sem uma estatística confiável sobre o impacto real do transporte irregular”, acrescenta.

Segurança 

A Fenive recomenda que os pais observem os seguintes pontos ao contratar um serviço de transporte escolar:

  • Verifique os dados do motorista: O condutor deve ter mais de 21 anos, CNH na categoria D e curso de Formação de Condutor de Transporte Escolar, além de estar regularizado no Detran.
  • Exija a autorização do Detran: Veículos devem ter permissão oficial e essa documentação deve estar afixada em local visível no interior do carro.
  • Certifique-se de que o veículo passou por inspeção: A regularização estadual e municipal deve estar em dia, de acordo com as normas ABNT NBR 14040 e NBR 17075.
  • Acompanhe o serviço diariamente: Esteja atento ao comportamento da criança, faça perguntas e fique de olho em sinais de negligência ou problemas mecânicos.

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Programa “Ceasa Saúde, Escola Saudável” retoma atividades

O programa “Ceasa Saúde, Escola Saudável” retoma o ano letivo nesta quinta-feira, dia 4 de abril, com dois grupos de crianças, sendo 30 alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Dr. João Alves dos Santos, localizada no bairro Boa Vista, no período da manhã, e 35 alunos do Centro de Educação Infantil (CEI) Nair Valente Cunha, localizado no Jardim Santa Lúcia, no período da tarde.

A atividade é promovida pela Ceasa – Centrais Abastecimento de Campinas para desenvolver hábitos alimentares saudáveis e conscientizar os pequenos sobre os benefícios do consumo de alimentos naturais.

As crianças são recepcionadas por uma nutricionista na Cozinha Escola do Departamento de Alimentação Escolar, passam por uma dinâmica sobre educação alimentar e, em seguida, visitam o Mercado de Hortifrutigranjeiros.

O projeto “Ceasa Saúde, Escola Saudável” é voltado para alunos dos Centros de Educação Infantil (CEI) e das Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emef) com idades entre 5 e 16 anos. A atividade acontece nos períodos da manhã e da tarde todas as quintas-feiras.

Na Cozinha Escola as crianças recebem explicações sobre alimentação saudável e consomem um lanche coletivo. Na sequência, a nutricionista faz uma dinâmica com a apresentação de uma maquete composta de réplicas de produtos ultraprocessados como refrigerantes, biscoitos, embutidos e de alimentos saudáveis como frutas, verduras, legumes e alimentos integrais. Nesta atividade as crianças recebem informações sobre a composição dos alimentos e os efeitos no organismo.

Júlia Amorim, gerente do Departamento de Alimentação Escolar da Ceasa frisa que a ideia do programa é mostrar de forma lúdica e interativa o conceito de alimentos saudáveis e alimentos ultraprocessados. “O importante é conscientizar os alunos sobre o consumo de alimentos saudáveis e as vantagens para a saúde”, afirma a nutricionista.

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Escolas de Campinas retomam as atividades hoje

As escolas municipais retomam suas atividades hoje (5). A rede conta com 64 mil alunos matriculados em 208 unidades de Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e nos cursos técnicos do Centro de Educação Profissional de Campinas (Ceprocamp). Este ano, as escolas municipais abordarão neste ano, como tema transversal das disciplinas, a Educação Antirracista.

De acordo com a Secretaria de Educação, para o primeiro dia do ano letivo, algumas escolas se organizaram para receber os alunos e outras farão o acolhimento das famílias – e das crianças – e reuniões com os pais. O retorno de 100% dos alunos para as salas de aula acontecerá na terça-feira, dia 6.

Durante o período de férias, as escolas passaram por manutenção. Foram realizadas recuperação de telhados, troca de pisos, construção de muros, entre outros reparos. Todas as unidades receberam revisão nas partes hidráulicas e elétricas.

A Prefeitura investiu R$ 20 milhões na aquisição dos uniformes. Os alunos, a partir dos 2 anos de idade, já receberam um kit com duas camisetas de manga curta, duas camisetas de manga longa, duas calças, duas jaquetas e duas bermudas. Os estudantes da EJA recebem uma jaqueta e três camisetas.

São oferecidos aos alunos kits com material didático, chromebooks, leitor digital de livros para os estudantes levarem para casa, alimentação escolar e transporte escolar. As salas de aula contam com telas interativas.

Para os estudantes da Educação Especial há cuidadores, professores de referência e transporte adaptado.

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