alumínio

Após ofensiva de Trump, Brasil reforça uso de moeda local no Brics

Em meio à ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brics, a presidência do Brasil do bloco se comprometeu a desenvolver uma plataforma que permita aos países-membros usarem suas próprias moedas para o comércio entre eles, o que poderia abrir caminho para substituir, em parte, o dólar como moeda do comércio internacional.

“De forma a cumprir o mandato estabelecido pelos líderes do Brics na Cúpula de Johanesburgo em 2023, a presidência do Brasil dará continuidade aos esforços de cooperação para desenvolver instrumentos de pagamento locais que facilitem o comércio e o investimento, aproveitando sistemas de pagamento mais acessíveis, transparentes, seguros e inclusivos”, informa o documento.

A medida contraria os interesses dos Estados Unidos, que iniciaram uma guerra comercial com a elevação de tarifas para alguns mercados e produtos, incluindo o aço e alumínio, mercadorias que o Brasil exporta para o país norte-americano.

Nessa quinta-feira (13), antes de se reunir com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, que faz parte do Brics, o presidente Trump disse que o bloco estaria “morto” depois das ameaças que fez de taxar em 100% as importações dos países que substituam o dólar.

Por sua vez, o documento da presidência brasileira do Brics afirma que o “recurso insensato ao unilateralismo e a ascensão do extremismo em várias partes do mundo ameaçam a estabilidade global e aprofundam as desigualdades”.

O documento completa dizendo que “o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem destacado o potencial do Brics como espaço para construção das soluções de que o mundo tanto precisa. Mais do que nunca, a capacidade coletiva de negociar e superar conflitos por meio da diplomacia se mostra crucial. Nosso agrupamento dialoga com todos e está na vanguarda dos que defendem a reforma da governança global”. (Texto e fotos Agência Brasil)

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Presidente dos Estados Unidos taxa em 25% a importação de aço e alumínio

A taxação de 25% sobre as importações de aço e alumínio assinada ontem pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impacta a produção desses setores no Brasil, avaliaram especialistas em comércio exterior consultados pela reportagem.

O país da América do Norte é o maior comprador do aço brasileiro. Segundo dados do Instituto Aço Brasil, em 2022, os EUA compraram 49% do total do aço exportado pelo país. Em 2024, apenas o Canadá superou o Brasil na venda de aço aos Estados Unidos.

No caso do alumínio, a dependência dos EUA é menor. O país foi o destino de 15% das exportações de alumínio do Brasil em 2023. O principal comprador do alumínio brasileiro é o Canadá, que absorveu 28% das exportações desse produto naquele ano. Os dados são da Associação Brasileira do Alumínio (Abal).

O professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Luiz Carlos Delorme Prado afirmou que a taxação deve ter impacto nos setores atingidos, mas não deve causar maiores problemas para o conjunto da economia.

“Embora a taxação seja muito importante para essas indústrias, para o conjunto da economia brasileira o impacto não é tão grande assim. O Brasil vai ter que redirecionar essas exportações, ou então, o que eu acho mais importante, tentar aumentar o consumo doméstico de aço. O Brasil tem alternativas. É diferente do México e do Canadá, que são muito mais dependentes do mercado americano”, explicou Prado.

O especialista acrescentou que o impacto será menor para o setor do alumínio. “O setor pode sofrer indiretamente porque as exportações de produtos de alumínio do Canadá para os Estados Unidos podem cair, isso pode afetar as exportações brasileiras para o Canadá. Mas, de qualquer maneira, o impacto é menor”, completou.

Caso a taxação resulte em queda na produção desses produtos no Brasil, haverá perda econômica, de produtividade e de empregos nesses setores e nas demais áreas interligadas ao aço e ao alumínio, avaliou o economista, doutor em relações internacionais e CEO da Amero Consulting, Igor Lucena.

“No Brasil, você vai ter uma diminuição da fornalha, diminuição da cadeia produtiva e essa diminuição termina gerando queda da produção, que significa dispensa dos funcionários, queda do faturamento e até mesmo impacto na nossa balança comercial, com reflexos sobre o PIB”, comentou.

Protecionismo

Os analistas avaliam que a medida pode ser uma tentativa do governo Trump de favorecer o mercado de aço dos Estados Unidos ao encarecer o produto comprado no exterior. Porém, o economista Igor Lucena ponderou que haverá efeitos negativos para os estadunidenses.

“Um aço mais caro para os Estados Unidos ou uma falta de aço vai impactar negativamente a economia americana. Não há dúvida em relação a isso”, afirmou, acrescentando que o anúncio desse tarifaço pode ser uma tática para conseguir arrancar concessões dos países em negociações em outros áreas.

O professor Luiz Carlos Prado destacou que essa tática de negociação é prejudicial ao funcionamento da economia internacional. “Isso leva a ondas de choques, leva à redução de investimentos, leva a retaliações, porque, óbvio, o Brasil deve retaliar. Se o Brasil não reage, ele fica muito mais vulnerável a esse tipo de pressão”, comentou.

Durante o seu primeiro mandato, Trump impôs tarifas sobre o aço e o alumínio, mas concedeu depois cotas de isenção para parceiros, incluindo Canadá, México e Brasil, que são os principais fornecedores desses produtos. (Agência Brasil)

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Campinas recebe a primeira loja da luxuosa Franccino do interior paulista

Sinônimo de requinte, elegância e inovação no design brasileiro de mobiliário, a Franccino chega a Campinas. Em um importante movimento de expansão, a marca mineira, que há 23 anos se destaca pelo trabalho artesanal aliado à tecnologia na criação de peças para ambientes internos e externos, inaugura no dia 2 de outubro sua primeira loja exclusiva na cidade e no interior paulista.

Localizado na Rua General Osório, no Cambuí, o novo showroom é fruto do empreendedorismo do casal Claudia Almeida e Cláudio Silveira, convidados pela Franccino a serem os primeiros franqueados da marca, iniciando um novo modelo de negócios para a empresa.

“Estamos muito entusiasmados com a inauguração da nova loja Franccino em Campinas, uma cidade que sempre vimos como um polo de grande potencial e crescimento. Acreditamos que o público daqui merece uma experiência exclusiva e à altura de suas expectativas, e não poderíamos estar mais confiantes em ter nossos parceiros, Claudia e Cláudio, como proprietários da unidade, liderando esta nova jornada de sucesso conosco”, afirma Isaac Francino, CEO e um dos fundadores da empresa.

A Franccino busca transformar os ambientes por meio de móveis que unem tecnologia de ponta à tradição artesanal, em criações que nascem de um processo minucioso e sustentável. Preza pelo respeito ao ser humano e à natureza, utilizando matérias-primas de plantios renováveis e promovendo a reciclagem de insumos do processo produtivo.

Cada peça é fruto de produção própria, em colaboração com designers de renome, resultando em coleções que expressam autenticidade e sofisticação. Mais do que móveis, a empresa busca criar experiências que celebrem o design em sua forma mais pura. Uma mistura única na qual madeira certificada, aço, alumínio, fibras, estofados e outros materiais transformam móvel em arte.

Com uma área total de 1.150 metros quadrados, a Franccino Campinas propiciará uma experiência imersiva em diversos ambientes personalizados, divididos entre térreo e mezanino. Além de móveis exclusivos de fabricação própria para áreas internas e externas, irá comercializar tapetes e outros itens de decoração.

O showroom irá trabalhar com o catálogo completo, incluindo a nova coleção Gerais, assinada por Marina Linhares, inspirada em Minas, que será lançada oficialmente em outubro.

“Iremos oferecer toda a excelência característica da Franccino e nossas expectativas são as melhores possíveis. Campinas e os municípios vizinhos possuem inúmeros condomínios de alto padrão, tanto horizontais como verticais, além de hotéis e outros empreendimentos corporativos aos quais pretendemos atender. Em termos de vendas, acredito que possamos ter um desempenho muito próximo ao das unidades paulistanas da marca”, conta Cláudio Silveira, diretor financeiro e de operações da Franccino Campinas.

Segundo o empresário, já existem planos de expansão das atividades, com a inclusão de outras linhas de negócios que ainda estão sendo delineadas e serão anunciadas em breve.

Claudia Almeida, diretora comercial e de marketing, acrescenta que uma das intenções é desenvolver parcerias com arquitetos e com a comunidade. “Uma das ações que já estão definidas é trazermos para cá o projeto da Franccino que promove a doação de sobras de materiais da fábrica para ONGs, que poderão aproveitar essa matéria-prima na produção de itens a serem comercializados por elas”, exemplifica.

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Revolucionário e inovador, Citroën CX 2000 foi uma referência em sua época

Apresentado no Salão de Paris de 1955, o Citroën DS foi a sensação daquele evento. Após a apresentação, em menos de 24 horas, a marca francesa recebeu 12 mil encomendas. Além de linhas futurísticas e muito conforto interno, o modelo tinha coisas raríssimas para aquela época, como direção hidráulica, freios a disco dianteiros, o capô em alumínio, teto em fibra de vidro. Mas a maior novidade era a espetacular suspensão hidropneumática nas quatro rodas, que dispensava o conjunto mola e amortecedor.

O sistema utilizado no DS tinha com principio o lançado no Citroën 2 CV em 1944, mas foi muito evoluída. Criada pelo engenheiro francês Paul Mèges, a suspensão tinha como base circuito hidráulico com óleo mineral e nitrogênio pressurizado, eliminando as molas e amortecedores e no lugar esferas acumuladoras, contendo gás e o fluido hidráulico.

O gás é o elemento elástico da suspensão, comprimindo-se e expandindo-se de acordo com as irregularidades da superfície. O fluido hidráulico dá a sustentação, que através de uma bomba, faz que regule a altura da suspensão. Um manete no perto do banco do motorista, era possível inclusive, escolher uma das três regulagens na altura do DS.  Assim como o 2 CV, o DS podia andar até com três rodas numa emergência. O mesmo fluido usado na suspensão, também era usado na embreagem e nos freios.

O modelo foi vendido por mais de 20 anos. E para substituir esse modelo icônico, a Citroën tinha o desafio de desenvolver um modelo mais eficiente e atraente que o DS. E conseguiram, ao criar o CX, lançado em 1974. Em 17 anos de produção, o novo modelo mostrou qualidades excepcionais e que até hoje são uma referência.

Seu estilo exclusivo lhe confere uma identidade aerodinâmica, elegante e de baixa inclinação, que é imediatamente reconhecível. O CX foi substituído no verão europeu de 1989 pelo XM. No entanto, suas versões de propriedade continuaram a ser produzidas até o segundo semestre de 1991. Considerando todos os modelos, um total de 1.042.460 CXs foram produzidos entre 1974 e 1991.

Progresso

O CX foi lançado oficialmente em 26 de agosto de 1974, mas foi no Salão de Paris em outubro daquele ano, que o novo CX 2000 atraiu muita atenção no evento. A estrela do estande da Citroën e do salão foi imediatamente reconhecida como um carro inovador. Dos seus antecessores, ele pegou a tração dianteira, a suspensão hidropneumática e os freios a disco assistidos. Mas o recém-chegado também apresenta uma série de inovações originais. O motor transversal de quatro cilindros é posicionado no balanço dianteiro e inclinado para frente para otimizar ainda mais a distribuição de peso e a aderência.

Para um conforto excepcional, a carroceria monobloco adota dezesseis elos elásticos nas longarinas que filtram ruídos e vibrações dos eixos dianteiro e traseiro, bem como do motor e da caixa de câmbio.

Esteticamente, além de suas linhas particularmente aerodinâmicas, conforme destacado pelo nome CX (sigla usada para mensurar o coeficiente aerodinâmico), todo o layout do interior foi objeto de um estudo muito detalhado. A característica mais emblemática é, sem dúvida, o famoso painel de instrumentos arredondado. A ergonomia e a segurança passiva não foram esquecidas. Em primeiro lugar, todos os controles usuais essenciais para a direção, como faróis, indicadores, limpador de para-brisa e buzina, estão acessíveis na ponta dos dedos, sem que as mãos deixem o volante. Todos os componentes do acabamento e do interior não têm saliências agressivas e seus materiais foram projetados para serem tão resistentes quanto os órgãos do corpo humano. Outra inovação em 1974 foram os cintos de segurança dianteiros retráteis.

Obviamente, suas muitas qualidades não passaram despercebidas e, em 29 de janeiro de 1975, ele foi premiado com o Troféu Car of the Year de 1975 pela imprensa automotiva europeia. A partir de julho de 1975, o CX também recebeu o famoso sistema de direção servo-assistida Diravi, da SM. Esse novo tipo de direção hidráulica, com sua dureza dependente da velocidade, garantiu uma direção excepcional em todas as condições, seja no seco, no molhado ou na neve, e em todas as velocidades. Inicialmente disponível como opcional, ele seria posteriormente instalado como padrão em toda a linha.

Inovação

Ao longo dos anos, o CX também continuou a evoluir, recebendo inovações e soluções técnicas que, em sua maioria, se tornaram normas meio século depois. Isso inclui, por exemplo:

  • Em 1975: ar-condicionado, vidros elétricos nas quatro portas, dois espelhos retrovisores externos com controle interno, lanternas de neblina;
  • Em 1976: câmbio semiautomático;
  • Em 1977: injeção eletrônica de gasolina, câmbio de cinco marchas, teto solar elétrico, faróis de neblina, ignição eletrônica transistorizada e rodas de liga leve;
  • 1978: cintos de segurança nos bancos traseiros e travas eletromagnéticas automáticas nas portas;
  • Em 1979: indicador de nível de óleo no painel de instrumentos;
  • Em 1980: sistema de lavador do para-brisa integrado às palhetas, econômetro e câmbio automático;
  • 1981: pneus de perfil baixo e controlador de velocidade;
  • Em 1982: sistema de travamento central da tampa do porta-malas e tampa do bocal de abastecimento de combustível;
  • 1983: motor turbodiesel e ar-condicionado automático;
  • 1984: motor turbo com injeção eletrônica de gasolina;
  • Em 1985: frenagem com sistema de freios antibloqueio (ABS), detector de gelo, indicador de lâmpada defeituosa, sinal de abertura de porta, espelhos retrovisores externos aquecidos com controle elétrico e vidro fumê, aviso sonoro quando as luzes estão acesas e travamento central por controle remoto infravermelho com ativação sincronizada da ignição interna;
  • Em 1986: desembaçador automático do vidro traseiro;
  • Em 1987: motor turbodiesel com intercooler e um imobilizador codificado.

Destaque

Ao longo de sua carreira, o CX foi objeto de uma gama particularmente ampla e rica, com uma grande variedade de motores. Alguns desses modelos causaram uma impressão particularmente forte, tanto por sua personalidade quanto por sua exclusividade e excelência.

O CX 2000 foi o primeiro de todos os modelos. Ele era movido por um motor de quatro cilindros, 1.985 cm³ com 102 cavalos. Apoiado pelo CX 2200 a partir de janeiro de 1975 e pelo CX 2400 a partir de julho de 1976, ele saiu de cena em julho de 1979 com o lançamento do CX Reflex e do CX Athena, equipados com um novo motor 2 litros com eixo de comando de válvulas no cabeçote.

CX Prestige

Assim como o Traction e o DS antes dele, o CX rapidamente se estabeleceu como o carro das figuras políticas. Prefeitos, senadores, deputados, ministros e figuras políticas apreciavam sua elegância, conforto e segurança. É claro que o Primeiro Ministro e o Presidente da República da França não ficaram para trás. A Citroën logo decidiu dar atenção especial a essa importante clientela e, em fevereiro de 1976, apresentou o CX Prestige.

Além de um acabamento topo de linha particularmente elegante, com teto de vinil e acabamento em aço inoxidável, o modelo também contava com maior espaço no banco traseiro, o que foi possível graças a uma carroceria 25 cm mais longa na distância entre-eixos. Em setembro de 1978, seu espaço interno foi melhorado ainda mais com a adoção de um teto elevado em quatro centímetros. Embora tenha sido equipado com os motores a gasolina mais potentes, em novembro de 1979, ele deu origem a uma versão com motor a diesel, o CX Limousine, com um acabamento aprimorado do CX Super.

CX Diesel e CX Turbo Diesel

Em dezembro de 1975, a Citroën confirmou sua intenção de desenvolver uma linha genuína baseada no CX e lançou uma versão a diesel do CX 2200. A partir de então, o CX, tanto na versão sedã quanto na versão perua, foi o carro francês por excelência que daria ao motor diesel suas cartas de nobreza. Equipado com um turbocompressor em abril de 1983, a apoteose foi alcançada em março de 1987 com o CX 25 TRD Turbo 2, que recebeu um novo motor de 2.500 cm³ com 120 cv em vez de 95, e uma velocidade máxima de cerca de 195 km/h!

Perua CX Break

Modelo principal da linha CX, a perua foi lançada em janeiro de 1976. Com um volume interno de 2,03 m³ quando os bancos traseiros eram rebatidos, ela oferecia todo o conforto, aderência à estrada e qualidades de frenagem de um sedã. A partir de outubro de 1976, uma versão familiar com dois assentos traseiros foi oferecida, fornecendo nada menos que oito assentos.

Finalmente, o CX Enterprise apareceu no primeiro semestre de 1984, a última e única versão comercial do CX Estate. Embora tivesse apenas dois assentos e duas portas dianteiras, ele oferecia um comprimento recorde e volume utilizável de 2,03 m e 2,17 m³, respectivamente. Disponível com motores a gasolina ou diesel, o CX Estate rapidamente se tornou uma referência.

CX esportivo

Era óbvio que o CX seria um sucessor digno do DS 23 IE e seu motor de injeção eletrônica. Isso foi alcançado em maio de 1977 com o lançamento do CX GTI equipado com um motor de injeção a gasolina Jetronic L-Type de 2.347 cm³. Desenvolvendo 128 cv e acoplado a uma caixa de câmbio de cinco marchas, ele alcançava uma velocidade máxima de 189 km/h. Por fora, o CX GTI se distinguia não apenas por seu emblema especial, mas também por guarnições de janelas pretas foscas, rodas de liga leve (inicialmente disponíveis como opcional), faróis de neblina e um defletor de ar dianteiro. Em outubro de 1984, um motor turboalimentado de 2.500 cm³ com 168 cv foi adicionado à linha, transformando-o em um CX GTI Turbo e permitindo que ele atingisse uma velocidade máxima de 220 km/h! Finalmente, em julho de 1986, o carro foi renomeado para CX GTI Turbo 2 com a adição de um intercooler, que não apenas aumentou sua velocidade máxima para 223 km/h, mas também reduziu significativamente o consumo de combustível.

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BNDES recebe projetos de descarbonização do setor automotivo

A partir de hoje (12) o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social  estará recebendo os projetos de desenvolvimento industrial e tecnológico do setor automotivo, que tenham como objetivo a descarbonização da mobilidade e da logística. A ação integra o programa Rota 2030, com orçamento total de R$ 200 milhões nos próximos cinco anos.

Para 2024, estão disponíveis R$ 40 milhões em recursos não reembolsáveis, a serem investidos em projetos que contemplem, ao menos, um dos temas a seguir: baterias e powertrains (trens de força) de baixa emissão, com foco em híbridos (elétricos + biocombustíveis), incluindo seus componentes e insumos críticos e as soluções para infraestrutura de recarga; descarbonização dos processos produtivos de veículos, componentes, insumos críticos e materiais estratégicos (a exemplo de aço verde, alumínio e novas ligas especiais); e biocombustíveis e suas aplicações em veículos leves e pesados e em máquinas agrícolas (com destaque para as soluções de biometano, incluindo projetos-piloto de sua utilização).

“O BNDES Rota 2030 tem como finalidade ampliar a competitividade da indústria automobilística brasileira. Vamos estimular a inovação tecnológica, a capacitação da mão-de-obra e a geração de empregos qualificados, em linha com as prioridades de desenvolvimento definidas pelo governo do presidente Lula”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

“Vamos apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento, inovação, engenharia, estudos, testes, pilotos e certificações que, dentre outras ações, estimulem fontes de energia, produtos e processos que minimizem a emissão de CO2”, explica o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do Banco, José Luís Gordon.

Em outubro do ano passado, BNDES e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) assinaram um acordo de cooperação técnica que habilitou o Banco a captar R$ 40 milhões ao ano para serem utilizados em projetos da cadeia de fornecedores do setor automotivo. Com o acordo, o Banco passou a operar recursos dos fundos dos Programas Prioritários do Rota 2030, que provêm, principalmente, da contrapartida de empresas beneficiadas por isenção de impostos na importação de peças e insumos não fabricados no Brasil, mas necessários à melhoria da eficiência energética da frota.


Critérios

Os projetos a serem apresentados devem ser destinados a plataformas veiculares elegíveis, que são: máquinas agrícolas (biometano e outros biocombustíveis alternativos); pesados urbanos (elétricos e a GNV/biometano); leves (híbridos a etanol, elétricos e células de combustível); e pesados rodoviários (GNV/biometano, biodiesel e células de combustível).

Os projetos devem ser propostos por instituições de pesquisa, que podem contar com a parceria de empresas intervenientes, e devem ter valor mínimo de R$ 10 milhões por operação. Em projetos com a participação de montadoras, será obrigatória a participação de pelo menos uma empresa da cadeia de fornecimento de componentes e insumos críticos. O Banco terá participação máxima de até 80% do valor dos itens financiáveis; e de até 90% para projetos ou empresas sediadas nas regiões Norte e Nordeste.

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