ADAS

Além da valentia, Jeep Commander tem muito conforto e tecnologia

Há mais de 30 anos, li um artigo de um veterano jornalista automotivo inglês ensinando, pela sua longa experiência, outros jornalistas automotivos a fazer as avaliações. E a maior dica é que o veículo de avaliação tem que ser usado por um período e utilizado normalmente. Ou seja, como o proprietário faz no dia-a-dia. E é isso que fazemos e fizemos com o Jeep Commander Overland 2,2 litros turbodiesel. O modelo, um dos mais vendidos do segmento, surpreende pelo conforto, espaço interno e desempenho. Por que tamanha surpresa? O modelo testado não é o topo de linha — que é a versão Blackhawk — e o Overland fica exatamente abaixo. Se esse surpreende, imagine o topo.

Realmente o conjunto mecânico é muito bom e faz toda a diferença. Com uma motorização de 2,2 litros, turbodiesel de quatro cilindros, o propulsor oferece 200 cavalos de potência máxima a 3.500 rpm e torque máximo de 45,9 m·kgf já a 1.500 rpm. Isso garante o bom desempenho que já ressaltamos. A velocidade máxima é de 205 quilômetros por hora e a aceleração de 0 a 100 quilômetros por hora em 9,7 segundos.

A transmissão é automática de nove marchas e a tração tem a opção de 4X4 com reduzida. As trocas são muito eficientes e suaves. O modelo tem a possibilidade de trocas manuais, mas, de verdade, é perda de tempo.

No uso urbano, o Overland consumiu em média 10,6 quilômetros por litro e no rodoviário fez em média 13,7 quilômetros por litro. Na estrada, numa velocidade de 100 quilômetros por hora, o SUV fez incríveis 15,9 quilômetros por litro. Isso pesando quase duas toneladas. Agora, se o condutor quiser andar em velocidades mais elevadas, o consumo cai drasticamente, mas não é essa a finalidade do modelo. Esses números são muito bons para um modelo pesado e de sete lugares.

O que também chamou a atenção foi a acústica. Tradicionalmente, os motores a diesel são mais barulhentos do que os à combustão flex. Não é o caso. O Commander Overland é muito silencioso, mesmo em acelerações mais agressivas.

Como tem a opção de 4X4, fizemos uma aventura pelas estradas de terra, algumas com aclives bem íngremes, onde tivemos que usar a tração. E o Jeep enfrentou todas com muita facilidade e disposição. Só uma vez, e por precaução, pois passaria apenas com a tração no 4X4 normal, usamos o sistema no Low e o bloqueio do diferencial.

A suspensão é independente nas quatro rodas, com 213 mm de altura mínima do solo, ângulos de entrada e saída generosos e pneus de uso misto 235/50 R19. Proporciona conforto em todos os terrenos.

Conforto e acabamento

Por dentro, o acabamento é muito bom, com bancos, laterais das portas e painel em couro de excelente qualidade. Tirando a terceira fileira, onde acomoda crianças ou adultos por trechos pequenos, nas demais todos ficam muito confortáveis e seguros.

O SUV tem um quadro de instrumentos digital de 10,25”, customizavel, mas que precisa de um bom tempo para conseguir utilizá-lo na totalidade. Quem não é expert em tecnologia “apanha” um pouco. No centro, uma boa e muito completa tela de multimídia com 10,1” e Alexa integrada, permitindo que os ocupantes consultem diversas funções por meio de comando de voz. O modelo também oferece Wi-Fi Hotspot. O som é sofisticado.

O Commander Overland está equipado ainda com tecnologia de direção autônoma ADAS de nível 2, que inclui alerta de colisão com frenagem automática, detecção de ponto cego e de tráfego cruzado, alerta de mudança de faixa, frenagem de emergência para pedestres, ciclistas ou motociclistas, detector de fadiga do motorista, reconhecimento de placas de velocidade, comutação automática de faróis, piloto automático adaptativo e detecção de mãos fora do volante.

Preço
Jeep Commander Overland R$ 308.490,00

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Bonito e divertido, Fastback Abarth é uma excelente opção de esportivo

Sucesso de vendas, o Fastback é um dos modelos mais elegantes do mercado brasileiro. E o seu design combina como poucos com uma versão esportiva, segmento que a Fiat sabe desenvolver como poucas.
Depois de muitos anos “adormecida”, a Fiat, detentora da marca Abarth, voltou a utilizar a marca para definir os seus modelos esportivos. E olha que a marca italiana sempre teve o dom para versões desportivas derivados de modelos “normais”. Só no Brasil foram vários ícones, como: 147 Rally, o Unos 1.5 e 1.6R, o Uno Turbo, a Marea e Tempra Turbo, etc. Mais recentemente o Stilo, 500 e Pulse Abarth. Todos muito divertidos. Mas o Fastback Abarth é diferenciado. pelo design esportivo e elegante.

A Abarth era uma oficina de preparação de automóveis de competição, que utilizava automóveis de várias marcas. Fundada em 1947, a empresa de Carlo Abarth se destacou nas competições e em 1971, a Fiat comprou a preparadora. Nascido em 15 de novembro, o italiano adotou como símbolo, o escorpião, seu signo.

Totalmente desenhado no Brasil, Fastback Abarth mantém as linhas harmoniosas de um SUV Coupé, mas com um toque de esportividade muito legal.
A versão 2026 do modelo vem muito bem equipado e de série conta com escapamento duplo esportivo, central multimídia de 10,1″ com serviços conectados, paddle shifters, ADAS (sistemas avançados de assistência à direção), freio de mão eletrônico com Auto Hold e wireless charger (carregador por indução).

Performance 

O Fastback realmente foi picado pelo escorpião. Ao ligar, o forte ronco já estimula a vontade de acelerar. Equipado com o motor 270 Turbo, o modelo oferece 185 cavalos e torque máximo de 270 Nm. O esportivo acelera de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos e atinge a velocidade máxima de 219 km/h. O modelo oferece uma relação de peso-potência de 7,0 kg por cavalo. A transmissão automática é seis marchas e três modos de condução. O “casamento” com o motor é muito equilibrado, com trocas muito eficientes e rápidas.

Mas sem dúvida, além do design e outras coisinhas mais, o destaque foi o acerto que a Fiat conseguiu nas suspensões, garantindo uma boa estabilidade e dirigibilidade, com menor rolagem e menor altura de solo. Os 5 mm a menos em relação ao Fiat Fastback normal, podia ser maior e  umas rodas também maiores, de 19 ou 20 polegadas, iriam deixar o carro ainda mais agressivo. Mas aí encarecia o produto.
As molas ficaram mais rígidas e os amortecedores até 21% mais estáveis. Já a suspensão dianteira ganhou nova geometria, o que garantiu uma melhor dirigibilidade. Para melhorar o conjunto, as rodas 18 polegadas estão calçadas com pneus 215/45 R18 mais aderentes.

Também houve alterações no sistema de exaustão, com escape duplo bilateral e ronco muito esportivo e marcante, típico de um autêntico Abarth. Para garantir mais esportividade, no volante o modelo Abarth conta com o botão vermelho Posion (veneno). Com ele, aumenta o endurecimento da direção, vetoriza de torque, recalibra o câmbio, permitindo trocas mais rápidas e redução automática das marchas em frenagem, para auxiliar com freio motor e antecipar o engate da marcha mais apropriada para retomar a aceleração.

Os controles de tração e estabilidade se tornam menos intrusivos, oferecendo uma direção ainda mais esportiva. Aliás, os freios a disco na frente e tambor não é compatível com um esportivo. Apesar de pararem em espaços bem aceitáveis e serem seguros, por ser um esportivo, merecia freios a disco nas quatro rodas.

Cockpit

Muito confortável por dentro, o Fastback Abarth oferece uma plataforma de serviços conectados, Connect Me, que oferece mais de 30 funcionalidades para tornar a experiência de condução ainda mais completa e interativa.

O painel de instrumentos com cluster digital de 7 polegadas é específico para a versão Abarth, com informações como pressão do turbo, força G e potência na tela principal. No meio, a central multimídia de 10.1 polegadas, tem diversas possibilidades de entretenimento e conectividade a bordo. Para completar, tem Android Auto e Apple Carplay. Além disso, o modelo conta ainda com um carregador de celular por indução e entradas USB-A e USB-C.

O novo SUV da Abarth também possui recursos de segurança, como os ADAS (sistemas avançados de assistência à direção) que incluem alerta de colisão frontal, frenagem autônoma de emergência, alerta de saída de faixa com correção ativa e comutação automática do farol alto. Esses itens são capazes de prevenir ou minimizar impactos em situações de risco, aumentando a segurança dos ocupantes do veículo.

Além disso, o carro conta com o ESP (Electronic Stability Program), que garante maior estabilidade e segurança na condução; sensor de chuva e luminosidade, que ajusta automaticamente os faróis e os limpadores de para-brisa de acordo com as condições climáticas. O ABS com EBD (Antilock Braking System com Electronic Brakeforce Distribution) é outro recurso que contribui para a segurança no veículo, garantindo uma frenagem mais eficiente e segura.

O Fastback Abarth conta ainda com ar-condicionado automático digital, faróis e lanternas full LED, keyless Entry’nGo com partida remota, freio de estacionamento eletrônico automático com Auto Hold e airbags frontais e laterais de tórax e cabeça para motorista e passageiros.

Preço
Fiat Fastback Abarth 2026 – R$ 179.490,00

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Coluna Fernando Calmon — Motoristas ainda não se sentem à vontade com automação ao dirigir

Coluna Fernando Calmon nº 1.273 — 17/10/23

Motoristas ainda não se sentem à vontade com automação ao dirigir

O alerta vem de uma grande pesquisa recente feita nos EUA pela J. D. Power. Na realidade, quem está ao volante nem sempre consegue dominar o significado exato de cada um dos Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista (ADAS, na sigla em inglês) e, portanto, não tira proveito destes recursos em sua totalidade ou sentem algum grau de insegurança no seu funcionamento.

De fato, constatou-se que os consumidores estão atrasados ​​na compreensão e preparação para níveis superiores de automação. Ou, por outra visão, a indústria automobilística está se adiantando ao oferecer muitos recursos, alguns até bem caros, sem que os clientes finais tenham absorvido o modo certo de entendê-los e operá-los. São muitas as siglas que descrevem até com palavras pomposas o que, de fato, oferecem.

Motoristas receptivos ao aprendizado são de gerações mais novas. A pesquisa apontou as fontes de informação: manual do proprietário (32%), pesquisa on-line (27%) e explicação na concessionária (26%). O restante procura se informar por conta própria e interação com o ADAS.

O resumo do sentimento de muito dos entrevistados aparece nessa declaração: “Não estou pronto para confiar minha vida a um veículo totalmente automatizado. Preciso de tempo para confiar nas capacidades do sistema.”

Segundo Bryan Reimer, cientista pesquisador do Centro de Transporte e Logística do instituto tecnológico MIT, alguns dos recursos altamente automatizados permanecem em fase de evolução e teste. Há problemas e limitações sendo encontrados – e corrigidos.

Para ele, “quanto mais cedo os consumidores reconhecerem que podem aproveitar hoje uma série de funcionalidades ADAS para ajudar o seu comportamento ao volante, mantendo ao mesmo tempo a responsabilidade ao guiar, rapidamente se chegará a um futuro em que daremos prioridade a escolhas de mobilidade segura, convenientes e sustentáveis proporcionadas por veículos altamente automatizados.”

Então, se você se considera um ser um pouco inferior por não compreender bem o funcionamento de algumas destas soluções, não se preocupe. Com o tempo a confiança aumentará e estará integrada a todo o ecossistema de segurança ativa que tem muito a oferecer.

Mustang Mach-E acelera de verdade e como poucos

Primeiro modelo elétrico a bateria importado pela Ford, o Mustang Mach-E exibe alguns superlativos. O mais atraente é a aceleração de 0 a 100 km/ em apenas 3,7 s, apesar de sua massa em ordem de marcha de nada menos que 2.281 kg. Seus dois motores (um em cada eixo) entregam 487 cv e 87,7 kgf·m, com tração naturalmente integral. E, curiosamente, cada cv “custa” quase exatos R$ 1.000, totalizando R$ 486.000 para a versão única GT Performance.

Suas linhas são típicas de um crossover, mais precisamente um SUV cupê, com referências claras ao Mustang de motor a combustão como indicam o capô longo e o desenho das lanternas traseiras. Também chama atenção a ausência de maçanetas convencionais: basta apertar um botão para acessar o interior. Este se destaca pelo espaço interno (entre-eixos de confortáveis 2.984 mm), quadro de instrumentos de 10,2 pol., tela multimídia vertical de 15,3 pol. (com botão para controle de volume), seis portas USB tipos A e C, sistema premium de som (B&O) e freio de estacionamento eletromecânico com função de autoimobilização nas paradas.

Outros destaques são teto solar de grandes dimensões com revestimento termorreflexivo, nove airbags (um deles o providencial entre os bancos dianteiros para evitar que um ocupante lesione o que está ao lado num colisão lateral), quatro modos de condução e dois porta-malas (traseiro de 402 litros e o dianteiro de 140 litros, este lavável e drenável), rodas de 20 pol. com pneus 245/45 R 20, freios Brembo, amortecedores com variação de carga magnética, quatro modos de condução, perfeita distribuição de massa (50% em cada eixo) e vão livre do solo de 200 mm.

A bateria de 91 kW·h permite o alcance médio de 379 km no padrão Inmetro. Tempo de recarga entre 11 e 14 horas.

Japão e Coreia do Sul vão devagar com os elétricos

Outro dia recebi uma informação de uma empresa entusiasmada com a participação de carros elétricos no mercado brasileiro: “mais que tendência já é uma realidade”. Fico pensando sobre percepção elástica da realidade. Apesar de com frequência abordar este assunto, além de seguir de perto os lançamentos e avaliações ao volante, deve-se reconhecer que ainda falta muito para a tendência se transformar em vendas.

Razões são sobejamente conhecidas: preço muito alto que começa a cair com as ofertas de marcas chinesas, alcance limitado fora dos perímetros urbanos, tempos de recarga longos e uma rede incipiente de eletropostos. Também jogam contra o poder aquisitivo limitado dos brasileiros e a extensão territorial do País por exigir ampliação dos atuais e estimados 3.000 locais de recarregamento de baterias para no mínimo 80.000.

Por todos os motivos citados não chega a ser exatamente uma surpresa que a participação de modelos 100% elétricos no País representem apenas 0,6% das vendas de automóveis e veículos comerciais leves até o mês passado.

Porém, em nações de alto poder aquisitivo com ampla oferta de modelos de todos tipos e plenas condições de implantar uma malha de recarga por terem extensão territorial minúscula em comparação ao Brasil, essa participação poderia ser muito maior. Para ter certeza, solicitei à consultoria JATO Dynamics informações sobre Japão e Coreia do Sul.

No fundo, não me surpreendi pelos dados coletados de vendas entre janeiro e agosto deste ano. No Japão apenas 2,2% dos veículos leves eram 100% elétricos a bateria e outros 5,3% tinham tração elétrica, mas com motor a combustão como extensor de alcance. Modelos 100% a combustão representavam 51% e híbridos 41,5%. Números semelhantes na Coreia do Sul: apenas 7% eram elétricos, 67% a combustão e 26% híbridos.

Em proporção os percentuais frente ao Brasil podem ser até 10 vezes maiores, porém ainda muito distantes do cenário na China onde um quarto das vendas são de elétricos por razões estratégicas e forte suporte financeiro governamental.

Aliás, não canso de repetir sobre os elétricos: rumo certo, ritmo incerto.

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