Cultura

Jovem escritora lança em Campinas livro sobre a verdadeira história de dona aranha

Obra apresenta caprichado projeto gráfico e ilustrações que dialogam com uma personagem persistente e corajosa

Crédito das fotos: Júlia Moretzsohn

Inspirado no conto A Infinita Fiandeira, do escritor moçambicano Mia Couto, que conta a história de uma aranha-artista, e na cantiga popular A Dona Aranha, que traz a personagem como teimosa e desobediente, a jovem escritora Fernanda Nunes, radicada em Campinas, decidiu apresentar sua versão da protagonista no livro “A verdadeira história da Dona Aranha”. O lançamento em Campinas acontece no dia 19 de agosto, às 16h, no Espaço  Garatuja, com show do coletivo Patuscanto, apresentando canções brincantes que passeiam por diferentes gêneros tradicionais brasileiros, como a bossa-nova, maracatu, frevo e arrasta-pé.

Com edição caprichada, o livro de 24 páginas, em formato canoa, tem costura como acabamento, para remeter às linhas das teias da Dona Aranha. Além disso, possui um pôster com curiosidades de outras espécies de aranhas. As ilustrações são de Giovanna Poletto, e o projeto gráfico de Laís Blanco. O projeto foi contemplado no ProAC 22/2022 – Literatura/Realização e Publicação de Obra Infanto-Juvenil Inédita.

O livro, segundo a autora, tem como principal relevância a valorização da infância e da narrativa oral, reconhecendo as potências do entretenimento infantil. Foi escrito em 2020 a partir das inquietações provocadas pela música da cantiga popular brasileira A Dona Aranha. “As canções infantis e cantigas populares são muito importantes para o desenvolvimento das crianças, pois, por meio delas, é possível trabalhar vários conteúdos e ao mesmo tempo desenvolver habilidades como motricidade, ritmo e expressão corporal e artística. Reforçando essa importância, o livro propõe uma outra perspectiva da música, baseando-se também no conto “A infinita fiadeira” do autor moçambicano Mia Couto”, destaca Fernanda Nunes.

Outro aspecto importante da criação está no diálogo da narrativa com o universo infantil por meio da ilustração e do projeto gráfico, disponibilizando ferramentas imagéticas que influenciam na expressividade do público.

“No projeto, tento ilustrar o universo da dona aranha, brincando um pouco com a sua perspectiva. A ideia foi inserir com as ilustrações, outras pequenas narrativas que complementam o texto. As cores utilizadas foram inspiradas nas próprias cores das aranhas. Já nos traços, feitos de forma digital, usei um pincel que lembra um lápis de desenho para mostrar a própria questão do ser artista que a dona aranha apresenta. No livro, às vezes, as coisas estão ampliadas para mostrar que algo que para nós é pequeno, para os aracnídeos e insetos pode ser uma imensa montanha. Assim, entramos em contato com outros universos e pontos de vista”, detalha Giovanna Poletto.

“Após muitos encontros regados a boas referências, imaginação e citações científicas sobre aracnídeos, recebi as ilustrações para compor o texto que já conhecia. Diagramar este projeto foi prazeroso pois envolveu muito afeto nas relações que estabelecemos de trabalho, feito linha de teia, sempre em conexão”, complementa Laís Blanco, designer e diagramadora do projeto gráfico.

A verdadeira história de Dona Aranha será distribuído às escolas públicas e particulares. Cada exemplar também será vendido a R$ 20,00.

Quem é quem

Fernanda Nunes é atriz, produtora e arte-educadora formada pela Unicamp. Escreve desde 2016 como curiosa, arriscando imaginários. Desde 2020 trabalha com o olhar mais atento para as infâncias a partir da narratividade, do teatro e da contação de histórias.

Giovanna Poletto é ilustradora, formada em Artes Visuais pela Unicamp. Atua na intersecção entre arte, educação e produção cultural. Além da área de publicações, realizou animações em stop motion para a Semana Mundial do Brincar no Sesc Jundiaí (2020), projetos de identidade visual e murais de ilustração.

Paralelamente desenvolve um trabalho como educadora em exposições e realiza uma pesquisa de Mestrado pela Universidade do Porto sobre acessibilidade em espaços culturais.

Laís Blanco é artista visual, designer e atelierista, graduada em Licenciatura e Bacharelado pela Unicamp. Estudou fotografia e escultura na Universidade de Évora, em Portugal. Tem como pesquisa a fotografia analógica, processos laboratoriais de impressão, o designer gráfico de publicações impressas e estuda a linguagem gráfica da criança.

Ficha técnica do projeto

Texto: Fernanda Nunes

Ilustrações: Giovanna Poletto

Criação e concepção: Fernanda Nunes, Giovanna Poletto e Laís Blanco

Projeto gráfico e Diagramação: Laís Blanco

Revisão: Ana Julia Carvalheiro Costa

Audiodescrição e narração: Isadora Ifanger

Consultoria de audiodescrição: Ana da Hora

Biólogo consultor: Lucas Liezack

Fotografia: Júlia Moretzsohn

Assessoria de imprensa: Boas Histórias Comunicação

Assistência de Produção: Vitoria Oliveira

Coordenação de produção: Fernanda Nunes

Serviço

Lançamento do livro em Campinas e show do Coletivo Patuscanto, formado por Analu Geraldini, Clarice Ariela, Mariana Talamini, Paula Lins

Quando: 19 de agosto de 2023, às 16h

Onde: Espaço Garatuja (Rua São Miguel Arcanjo, 1520, Jardim Nova Europa, Campinas).

Entrada gratuita

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Morre no Rio de Janeiro, aos 83 anos, a atriz Aracy Balabanian

A atriz Aracy Balabanian morreu na manhã desta segunda-feira (7), no Rio de Janeiro, aos 83 anos. A confirmação foi feita pela Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul da cidade. A causa da morte não foi revelada.

“A Clínica São Vicente lamenta a morte da paciente Aracy Balabanian e se solidariza com a família e amigos por essa irreparável perda”, diz o hospital, ao informar não ter autorização da família para divulgar mais detalhes.

A artista é dona de uma carreira de cerca de 50 anos, com participação em mais de 30 novelas e peças de teatro. Além disso, ficou marcada pelo programa Sai de Baixo, da TV Globo.

Filha de uma família de origem armênia, Aracy Balabanian nasceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em 22 de fevereiro de 1940. Na adolescência, cultivava o sonho de ser atriz. Ainda na época de escola, quando morava em São Paulo, entrou para o Teatro Paulista do Estudante.

Aos, 18 anos, Balabanian passou para duas faculdades, Escola de Arte Dramática de São Paulo e Ciências Sociais, na Universidade de São Paulo (USP). Mas deu razão à vocação e terminou apenas a de Arte Dramática, mesmo contrariando pai, que não queria que ela se tornasse a atriz.

A partir de 1963, aos 23 anos, iniciou a participação de espetáculos do Teatro Brasileiro de Comédia, entre eles, Os Ossos do Barão. Ainda na década de 50, começou a trajetória na TV. Em 1965, trabalhou em Marcados pelo Amor, na TV Record. Em seguida, fez novelas na extinta TV Tupi.

Nos anos 70, Aracy Balabanian estreou na TV Globo. A primeira novela foi O Primeiro Amor, em 1972. No ano seguinte, trabalhou no programa infantil Vila Sésamo.

A maior parte da trajetória artística dela foi na emissora carioca, ao mesmo tempo em que se apresentava também em peças teatrais. Entre 1986 e 1988 trabalhou na TV Manchete, voltando à Globo, em 1989, para fazer Que Rei Sou Eu.

Dona Armênia

O sotaque e alguns costumes da família de origem armênia ajudaram a forjar a personalidade de dona Armênia, papel de destaque de Balabanian na novela Rainha da Sucata (1990). A aceitação do público foi tão grande que a personagem voltou na novela Deus nos Acuda (1992).

“Eu aprendi a ler e a escrever, e declamava em armênio, porque começaram a fazer isso comigo [ensinar] muito cedo. Meu pai e minha mãe me ensinavam poemas, que eu declamava”, lembrou a atriz em entrevista ao Programa Sem Censura, TV Brasil, em 2015.

No programa, ela lembrou que recitava os poemas em festas que reuniam outras famílias de origem armênia. “Aí os velhos choravam, então eu percebi que fazia as pessoas se comoverem, bem pequenininha”, contou. “Isso eu fui cobrar meu pai mais tarde, ele me incentivou [na carreira artística]”, brincou.

O sucesso mais duradouro de Aracy Balabanian é a socialite Cassandra, do humorístico Sai de Baixo (1996-2002). O programa de TV era gravado no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, com a presença de plateia, o que fazia com que os artistas levassem ao ar cenas repletas de improvisação. Muitas vezes, a atriz não segurava o riso no meio dos diálogos.

O último trabalho na televisão foi em 2019, no especial de fim de ano Juntos a Magia Acontece.

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Feira de discos em Barão terá discotecagem, brechó, cerveja e food truck

Quinta edição do evento acontece neste domingo, dia 6 de agosto, das 10h às 22h, na Cervejaria Blacaman, com entrada gratuita

Crédito: Divulgação

Boa dica de programa para o fim de semana: neste domingo, dia 6 de agosto, será realizada a quinta edição da Feira de Discos de Barão, das 10h às 22h, na Cervejaria Blacaman, no distrito de Barão Geraldo, em Campinas, com entrada gratuita. Vários expositores de discos e CDs estarão presentes no evento, que terá também feira de brechó, food truck, cerveja e apresentação de DJs que usam os vinis para discotecagem.

“A feira de discos tem a proposta de reunir não só colecionadores de vinil, que terão a oportunidade de conseguir aquele disco que está faltando em suas coleções ou trazer seus discos antigos para trocar, mas também é um espaço para aprender e compartilhar informações e conhecimento musical”, afirma Renato Oliveira, um dos organizadores do evento.

Estarão expostos milhares de discos, de clássicos do rock, jazz e blues a raridades da MPB, entre outros gêneros musicais. Para animar a festa, 12 DJs farão apresentações das 10h até 22h, sem intervalo, com som 100% vinil nos mais variados estilos.

No mesmo espaço, em defesa da sustentabilidade e para difundir a economia criativa, acontece a Feira Pavê, um encontro de brechós com roupas vintage, acessórios, artigos de decoração, livros e zines dos mais diferentes gêneros para todos os bolsos e gostos.

A Blacaman, que sedia o evento, oferece 10 tipos de cerveja artesanal com estilos variados de IPAs, lagers e belgas. Para comer, food truck garante o cardápio.

“Estamos muito felizes em realizarmos novamente essa feira aqui na Blacaman e reunir boa música e arte acessível. É um momento em que todos podem curtir com a família e amigos. E os pets também são muito bem-vindos”, diz Lucas Guerra, sócio da Cervejaria Blacaman.

Para obter mais informações sobre a feira, é só acessar o Instagram @feira_discos_barao ou entrar em contato pelo Whats (19) 99628-1130

Programação – Apresentações de DJs
10h – Hélio – black

11h- Daniel Etê – funk

12h – Aline – música brasileira

13h – Cass – bossa nova

14h – Sueyla – samba rock e hip hop

15h – MS Jay – brasilidades e hip hop

16h – Alf – swing tropical

17h – Boneco – black, grooves e rocking hits

18h – Teco – skafunkrastapunk

19h – Cigarrão – grooves lado Z

20h – Tonetti – black e funk

21h – Hugo – samba rock, funk e soul

Serviço

Feira de Discos de Barão

Onde: Cervejaria Blacaman
Avenida Santa Isabel, 493, em Barão Geraldo, Campinas

Quando: 6 de agosto (domingo)

Horário: das 10h às 22h

Entrada gratuita

Pet friendly

 

 

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Orquesta de Campinas se apresenta no Santuário de N.S. de Guadalupe nesta 6ª

A Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas apresenta na sexta-feira, dia 4 de agosto, às 20h, no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, uma das mais importantes e emblemáticas obras de Wolfgang Amadeus Mozart: o Réquiem em ré menor (K. 626).

Este concerto é em homenagem aos 30 anos do Santuário, localizado em Campinas. O evento é gratuito mas, quem quiser, pode participar da entrada solidária com a doação de um quilo de alimento não perecível, que será doado às entidades assistenciais.

A regência do concerto é do maestro Carlos Prazeres e conta com a presença do Coro Lírico Municipal de São Paulo e dos solistas Lina Mendes (soprano), Luisa Francesconi (mezzo soprano), Anderson Barbosa (baixo) e Daniel Umbelino (tenor).

O Réquiem em ré menor (K. 626) é uma missa fúnebre de Mozart, de 1791. Um Réquiem ou Missa de Réquiem, também conhecida como “Missa para os fiéis defuntos” é uma missa da Igreja Católica oferecida para o repouso da alma ou alma de uma ou mais pessoas falecidas, usando uma forma particular do Missal Romano.

É frequentemente, mas não necessariamente, celebrada no contexto de um funeral. O termo também é usado para cerimônias semelhantes além da Igreja Católica Romana, especialmente no ramo anglo-católico do Anglicanismo e em certas igrejas luteranas. Um serviço similar, com uma forma de ritual e textos totalmente diferente, existe também na Igreja Ortodoxa e Igrejas Católicas orientais bem como na Igreja Metodista.

Sobre o Coro Lírico Municipal de SP

O Coro Lírico foi criado em 1939 e  tem como regente principal o maestro Mário Zaccaro. Seus cantores  se apresentam regularmente como solistas nos principais teatros do país. Atua nas montagens de óperas das temporadas do Theatro Municipal, em concertos com a Orquestra Sinfônica Municipal de SP, com o Balé da Cidade e em apresentações próprias.

Sobre o Santuário

Foi o Cardeal Dom Agnelo Rossi quem idealizou a construção do Santuário, como gratidão à Virgem pelo restabelecimento de sua saúde. Nascido em Campinas, foi Cardeal Arcebispo de São Paulo e depois, em Roma, atuou na Sagrada Congregação para a Evangelização dos Povos. De volta para o Brasil, faleceu em 1995, no mês de maio, um ano depois da inauguração, e se encontra sepultado no Santuário.

O Santuário foi inaugurado no dia 12 de dezembro de 1993, em missa presidida pelo Legado Papal Cardeal Bernardin Gantin. A Paróquia abrange os bairros Vila Castelo Branco, Jardim Garcia, Vila Padre Manoel da Nóbrega, parte do Jardim Londres, o Condomínio Parque dos Eucaliptos, e o bairro Recanto dos Pássaros.

Solistas

Lina Mendes
É considerada uma das principais sopranos brasileiras da atualidade. Na Itália, integrou a Accademia Teatro Alla Scala, na Espanha, integrou o Centre de Perfeccionament del Palau de les Arts e na Alemanha, participou do Schleswig Hostein Musik Festival. Também tem tido grande destaque no cenário lírico, atuando em óperas e concertos nas mais importantes salas de concerto e teatro de ópera do Brasil e do exterior.

Luisa Francesconi
Eleita a melhor cantora lírica do ano pela mídia especializada em 2022 e 2018. É uma das artistas mais completas de sua geração, possuindo vasta experiência em palcos latino-americanos e europeus e praticamente todos os mais importantes teatros e salas de concerto brasileiros. Compromissos para 2023 incluem seu debut como Jayne Seymour em Anna Bolena no 25º Festival Amazonas de Ópera e o papel-título em Carmen, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Anderson Barbosa
Citado pela revista italiana L’Opera pela beleza musical e interpretativa de sua performance de Herman Landgrave em Tannhäuser, o baixo Anderson Barbosa tem sido requisitado com frequência pelos mais importantes teatros de ópera e salas de concertos do Brasil. Foi solista em obras como Missa da Paz de Almeida Prado e Kantate BWV 235 de J. S. Bach, sob regência de Naomi Munakata e Samuel Kerr.

Daniel Umbelino
Considerado uma das grandes revelações líricas jovens do Brasil nos últimos anos, foi aluno da Accademia Rossiniana em Pesaro, estudando com Ernesto Palacio e Juan Diego Florez, e sucesso de crítica por seu Belfiore em “Il Viaggio a Reims” no Rossini Opera Festival 2019. É o vencedor do Primeiro Prêmio Masculino e Prêmio Personagem Alfredo Germont no 15º Concurso Maria Callas 2016.

 

 

Serviço

Concerto da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas
Dia: 04/08 (6ª feira)
Horário: 20h
Local: Santuário Nossa Senhora de Guadalupe
Endereço: Rua Sofia Valter Salgado, s/n – Vila Castelo Branco – Campinas
Entrada solidária – 1 kg de alimento não perecível

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Futurista, Santos Dumont importou o primeiro automóvel do Brasil

No último dia 20 de julho, o genial Santos Dumont comemoraria 150 anos do seu nascimento. Muito à frente do seu tempo, Santos Dumont foi realmente o pai da aviação e um criador de inventos. Em 1898, criou o primeiro dirigível da história. Com 25 metros de comprimento, era movido à gasolina.

Anos depois, pediu a Louis Cartier que desenvolvesse o relógio de pulso, com o objetivo de controlar o tempo dos seus voos. O brasileiro também criou o chuveiro de água quente a partir de um balde e o primeiro ultraleve, o Demoiselle, em 1907.

Porém, a maior invenção foi o 14 Bis. Com 10 metros de comprimento, 4 metros de altura, 12 metros de envergadura e 205 quilos, o 14-Bis impressionou quando em 1906 realizou o primeiro voo em Paris.

Em 23 de julho de 1932, aos 56 anos, Dumont se suicidou com esclerose múltipla e depressão.

Automóvel

Por ser usuário de automóveis na Europa, onde passava o seu maior tempo, foi responsável por trazer o primeiro veículo movido à combustão para o Brasil. Na época, os veículos da Peugeot e Citroën eram a sensação. E foi um Peugeot Type 3 Vis-à-Vis que ele importou.

“Minha experiência de automobilista serviu muito para as minhas aeronaves”, diz Alberto Santos Dumont na autobiografia “Os Meus Balões”. É nesse livro que o aviador conta seus sonhos e aventuras na terra e no ar.

A saga da marca Peugeot no mundo da mobilidade carrega mais de 150 anos. No Brasil, apesar de ter recentemente completado 30 anos de atuação oficial no setor automotivo, há registros bem mais antigos – a começar pelas bicicletas da empresa, que se tornaram famosas por aqui logo após o lançamento na Europa, no fim do século XIX.

Mas o assombro desembarcou sobre quatro rodas em 1891, quando Santos Dumont, então com 18 anos, viajou com a família para a França. Foi lá que conheceu as primeiras criações de Armand Peugeot (1849-1915.

“Os automóveis eram ainda raros em Paris em 1891. Tive de ir à fábrica de Valentigney para comprar minha primeira máquina, um Peugeot de estrada de três e meio cavalos de força”, conta o pai da aviação em seu livro.

O carro importado, um Peugeot Type 3 Vis-à-Vis, teve apenas 64 unidades produzidas entre 1891 e 1894.

“Era uma curiosidade. Nesse tempo não existia ainda nem licença de automóvel nem exame de motorista. Quando alguém dirigia a nova invenção pelas ruas da capital, era por sua própria conta e risco”, relata Santos Dumont sobre suas primeiras voltas de carro pela França.

A família do então jovem aviador foi uma das primeiras a receber o automóvel francês em novembro de 1891, vindo de navio e desembarcado no Porto de Santos, o que comprovava o prestígio daqueles que, na época, figuravam entre os maiores produtores de café do Brasil.

Conhecido na França como Voiturette, o Type 3 era movido à gasolina e tinha 3,5 cavalos de potência máxima. Essa configuração permitia ao carro alcançar os 18 km/h de velocidade máxima.

Depois do Type 3, Santos Dumont importou o Phaeton Type 15, datado de 1897. O modelo não possuía volante, apenas uma alavanca para virar à direita e à esquerda. Para garantir a combustão dentro do motor, possuía duas barras de metal na traseira que eram aquecidas até ficarem incandescentes.

“Daí em diante, tornei-me adepto fervoroso do automóvel. Entretive-me a estudar os seus diversos órgãos e a ação de cada um. Aprendi a tratar e consertar a máquina”, diz Santos Dumont em sua autobiografia.

 

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Morre aos 96 anos em Nova York “o melhor de todos” Tony Bennett

O cantor norte-americano Tony Bennett morreu hoje aos 96 anos, em sua casa em Nova York. O cantor, considerado até por Frank Sinatra o melhor de todos os interpretes, sofria de Alzheimer.

Tony Bennett ganhou ao longo de sua carreira 20 grammy, inclusive um pelo conjunto da obra.

O ultimo show do artista foi em agosto de 2021, no Radio City Music Hall.

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Estado do Amazonas passa a ter 17 línguas oficiais

A partir de agora, o estado do Amazonas tem 17 línguas oficiais. E o português é apenas uma delas. Dezesseis línguas indígenas foram incluídas como oficiais em ato realizado nessa quarta-feira (19), em São Gabriel da Cachoeira, que fica a 800 km de Manaus, e é considerada a cidade mais indígena do Brasil.

A sanção da Lei ocorreu após o lançamento da primeira Constituição Federal traduzida para o nheengatu, a única língua descendente do tupi antigo e ainda viva. Presente à solenidade, a presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministra Rosa Weber, destacou que o lançamento é um marco na história constitucional.

“Certa de que o dia de hoje é um marco na história constitucional do nosso país, o meu desejo é de que sigamos avançando para, juntos, concretizarmos o que a nossa constituição almeja. Ou seja, que possamos construir juntos um Brasil verdadeiramente inclusivo”.

Rosa Weber lembrou que muitas palavras da língua portuguesa, como “guri” e “guria”, comuns em seu estado de origem, o Rio Grande do Sul, também são de origem indígena. A ministra comentou essa mistura de expressões no evento que aconteceu na maloca da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro.

“Estamos hoje em uma maloca, que aprendi que significa ‘casa de gente’. Casa nossa, então, né? Diante disso, posso dizer que hoje estamos aqui, nesta maloca, onde vejo algumas crianças, guris e gurias, para tratar do futuro do Brasil. Do futuro da casa da nossa gente”.

Com a nova legislação estadual, as línguas oficiais do Amazonas passam a ser: Apurinã, Baniwa, Dessana, Kanamari, Marubo, Matis, Matses, Mawe, Mura, Nheengatu, Tariana, Tikuna, Tukano, Waiwai, Waimiri e Yanomami.

Também já está valendo a Política de Proteção das Línguas Indígenas, que inclui a garantia do direito ao pleno uso público da própria língua, dentro ou fora de terras indígenas. (Agência Brasil)

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Morre no Rio, aos 88 anos, o compositor João Donato

O cantor, compositor, multi-instrumentista e arranjador João Donato morreu, aos 88 anos de idade, na madrugada desta segunda-feira (17), no Rio de Janeiro. O artista tinha sido internado na semana passada por causa de infecção pulmonar.

O perfil de João Donato do Instagram informou sobre a sua morte em uma mensagem. “Hoje o céu dos compositores amanheceu mais feliz: João Donato foi para lá tocar suas lindas melodias. Agora, sua alegria e seus acordes permanecem eternos por todo o universo”.

O perfil informa ainda que o velório será realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em horário a ser divulgado brevemente. O corpo de Donato será cremado no Memorial do Carmo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva postou no seu perfil do Twitter que o país perdeu hoje um dos maiores e mais criativos compositores brasileiros.

“João Donato, pianista, acordeonista, cantor e compositor, foi um dos gênios da música brasileira. Perdemos hoje um de nossos maiores e mais criativos compositores. Nascido no Acre, foi no Rio de Janeiro que construiu sua trajetória e marcou a história da música em nosso país, com composições que correram o mundo. João Donato via música em tudo. Inovou, passou pelo samba, bossa nova, jazz, forró e na mistura de ritmos construiu algo único. Manteve-se criando e inovando até o fim. Que encontre a paz que tanto cantou. Sua música permanecerá conosco. Meus sentimentos aos familiares, amigos, músicos que nele se inspiraram e fãs no mundo todo”.

Também no Twitter, a ex-presidente Dilma Rousseff escreveu que a música popular brasileira está de luto. “A morte de João Donato deixa o Brasil e o mundo tristes. Ele era um gênio e um músico profundamente identificado com o país. Meus sentimentos a Ivone Belém e família. As melodias de João estarão para sempre na alma do povo brasileiro”.

No Instagram, o compositor e cantor Marcos Valle publicou uma mensagem. “Meu amigo. Boa viagem! Que você seja recebido com muita música e muitas cores. Vá em paz meu amigo, meu parceiro, meu ídolo”.

Donato nasceu no dia 17 de agosto de 1934, em Rio Branco, no Acre, e 11 anos depois se mudou com a família para o Rio de Janeiro. Talvez por influência do pai, que tocava bandolim, e da mãe, que cantava, a música surgiu cedo na vida dele e aos 5 anos de idade o menino já tocava acordeon.

Já no Rio de Janeiro, depois de participar de festas musicais em colégios da Tijuca, na zona norte da cidade, aos 15 anos começou a frequentar as jam sessions realizadas na casa do cantor Dick Farney e no Sinatra Farney Fã Club.

A primeira gravação em disco foi como músico da banda do flautista Altamiro Carrilho. Foi nessa época também que começaram os contatos com outros artistas importantes como Lúcio Alves e passou a ser conhecido além do Brasil inclusive por Chet Baker.

Nos anos 50, participou do programa de música nordestina Manhãs da Roça, comandado pelo cantor e compositor paraibano Zé do Norte, na Rádio Guanabara. Donato chegou a dizer que a carreira dele no rádio tinha começado com Zé do Norte.

Na mesma década, se mudou para os Estados Unidos e lá conseguiu desenvolver a área musical que mais o interessava, uma fusão do jazz com a música latina.

Autor de composições de sucesso como AmazonasA RãLugar ComumSimples Carinho e Nasci para Bailar, foi arranjador em discos de Gilberto Gil e Gal Costa.

Em 2016, o seu álbum Donato Elétrico foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Instrumental. O trabalho também foi eleito como 11º melhor álbum brasileiro do ano pela revista Rolling Stone Brasil.

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Volkswagen T-Cross ganha versão especial The Town

Muito comum na Europa para marcar ações especiais de marketing que apoia, a Volkswagen está lançando uma edição especial do T-Cross: a The Town. A edição faz alusão ao maior evento de música, cultura e arte de São Paulo.

Antes já tinha feito o Gol Rolling Stones e o Fox Rock In Rio. Depois de anunciar seu patrocínio à primeira edição do The Town, a Volkswagen do Brasil apresenta o carro do festival: o T-Cross The Town.

O T-Cross The Town, produzido na planta de São José dos Pinhais – PR é baseado na versão 200 TSI, equipada com motor até 128 cavalos e 20,4 kgfm de torque. O é câmbio automático de seis velocidades. Na versão especial, o modelo ganha itens de série somente encontrados nas configurações mais completas.

Do lado de fora, o SUV aparece com pintura bicolor – com coluna C e teto pintados na cor preto Ninja, assim como os retrovisores externos e o rack de teto. A versão pode ser adquirida em quatro opções de cores.

O modelo conta ainda com rodas de liga leve de 17”, com acabamento diamantado e pintadas na cor preta. O destaque externo fica para o badge exclusivo “The Town”, localizado próximo da linha de cintura, ligeiramente abaixo dos retrovisores, nas duas laterais do veículo.

Ainda do lado de fora, o T-Cross The Town vem faróis de neblina em LED e lanternas traseiras em LED, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e também câmera de ré.

O acabamento interno é exclusivo. Os bancos são revestidos de couro e possuem costura aparente em azul. Os apoia-braços dianteiros são acolchoados e parcialmente em vinil.

O modelo conta ainda com um brinde: um kit exclusivo com itens da edição limitada VW Collection The Town, composto por uma mochila dobrável com logo VW + The Town, squeeze de metal e boné.

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Espetáculo de dança “Tudo tem um jeito de começar…” terá apresentações gratuitas em Campinas

Grupo Dançaberta de Campinas, vinculado à Unicamp, convida o público a embarcar em uma jornada lúdica e poética sobre a origem das coisas

Crédito da foto: Kaluã Leone

O Grupo Dançaberta de Campinas, vinculado à Unicamp, traz para a cidade o espetáculo de dança “Tudo tem um jeito de começar…”. Indicadas para todas as idades, as apresentações que se propõem a “despertar a criança que há em cada um” são gratuitas e ocorrem em dois domingos de julho, sempre às 16h, em Centros de Artes e Esportes Unificados de Campinas. Neste domingo, dia 9, será no CEU Estação Cidadania, e no dia 23, no CEU Mestre Alceu, com a presença de intérprete de Libras em cada sessão.

Criado em 2019 e estreado em 2021 numa temporada online, a inspiração para a concepção do espetáculo surgiu de uma extensa pesquisa sobre o universo infantil e suas simbologias, explorando memórias, infância, hábitos e o desenvolvimento de cada indivíduo, um tema já aprofundado pelo Grupo Dançaberta ao longo de seus 22 anos de trajetória.

Com uma abordagem lúdica e poética, “Tudo tem um jeito de começar…” dá vida e movimento às imagens presentes nos textos da escritora Silvana Tavano, no livro “Como começa?” (indicado ao prêmio Jabuti e adotado em escolas públicas), e na história “Nem tudo se cutuca”, do livro “Histórias para pensar com a barriga” (vencedor do prêmio Jabuti em 1999), escrito por Marilia Pacheco Fiorillo.

A escolha dessas histórias abriu caminho para uma pesquisa corporal, resultando em uma combinação de materiais, como grandes bolas suíças, rolos de espuma, tecidos, com a criação de um cenário lúdico. Para cada história explorada, é criado um jogo cênico por meio de imagens e brincadeiras, utilizando a memória, os sentidos e a percepção na construção dos movimentos.

Com a participação ativa do elenco durante todo o processo criativo, produção e apresentação do trabalho, cada história se conecta por meio da dança, proporcionando momentos de encantamento e diversão. “A curiosidade desperta em cada um o desejo de saber e entender de onde as coisas vêm e onde elas começam: o misterioso vento pode surgir de repente trazendo a chuva, as letras se arrumam entre si para formarem as palavras, já o bocejo avisa que o sono chegou e o amigo engraçado faz surgir um montão de risadas”, relata Julia Ziviani, responsável pela concepção e direção do espetáculo.

O projeto “Tudo tem um jeito de começar…” é realizado com o patrocínio da Prefeitura Municipal de Campinas, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e do Fundo de Investimentos Culturais de Campinas – FICC 2022.

Grupo Dançaberta

O Dançaberta é um grupo de pesquisa em dança contemporânea e Educação Somática dirigido por Júlia Ziviani, professora colaboradora do Programa de Pós Graduação em Artes da Cena da UNICAMP. Em atividade desde 2000, realizou apresentações em escolas públicas, espaços culturais, SESCs e SESIs, levando a diversas cidades do interior paulista espetáculos e ações artístico-pedagógicas para o público adulto e infantil.

Serviço

Espetáculo de dança “Tudo tem um jeito de começar…”

Campinas – CEU Estação Cidadania

Dia 09/07, às 16h

Endereço: Rua Demerval da S Pereira, s/no – Lot. Vila Esperança

Campinas – CEU Mestre Alceu

Dia 23/07, às 16h

Endereço: Rua Lasar Segal, 110 – Jardim Florence

Entrada gratuita, sem a necessidade de retirar os ingressos antecipadamente

 

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