Voluntariado é peça-chave dos 45 anos do Centro Infantil Boldrini

São 45 anos de história e 9.502 pacientes diagnosticados com diferentes tipos de câncer neste período, sendo mais de 6.536 curados (dados referentes ao período de 1978 a 2021). O Centro Infantil Boldrini, referência na América Latina, no tratamento de doenças onco-hematológicas em crianças, adolescentes e jovens adultos, celebra mais um aniversário no dia 25 de janeiro.

Ao longo de toda a trajetória, a instituição conta com o apoio da sociedade, além do envolvimento de pessoas que são peças-chave para a continuidade do trabalho diário, como, por exemplo, os mais de 500 voluntários, que se dividem entre os setores de acompanhamento escolar, ludoteca, terapias complementares, recreação e artes, capelania, entre outros.

“O Boldrini é uma instituição que não tem proprietários. Pertence à sociedade de Campinas. Fundado pelo Clube das Ladies de Campinas em 1978, o Boldrini traduziu uma perfeita simbiose entre o saber científico e tecnológico da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e a solidariedade da população da cidade. Esta estreita cooperação catalisou diversas ações públicas e privadas, permitindo mudar a realidade da luta contra o câncer da criança e do adolescente”, ressalta Dra. Sílvia Brandalise, presidente do hospital.

A vontade de se dedicar a quem precisa se fortalecer diariamente diante de tantas batalhas, não tem idade e desconhece o passar dos anos. Dona Amália Monteiro, conhecida carinhosamente como Dona Nena, é a voluntária mais antiga do Boldrini e começou os trabalhos logo após sua fundação. Participante do Grupo de Artesanato e Costura, ela, junto às demais voluntárias, confeccionam todo o enxoval do hospital. “Quero continuar ajudando até quando Deus permitir, porque me sinto útil, me sinto muito bem. Aqui, no hospital, tenho uma segunda família”, diz.

Toda essa dedicação acompanha o Boldrini desde sua fundação e continua mostrando, ao longo do tempo, que o amor é capaz de atravessar gerações em busca da cura. Exemplo disso é o envolvimento de jovens como Leandro Augusto Pessagno Miranda, de apenas 22 anos que, junto com sua mãe Fabiana, iniciou o trabalho voluntário na instituição há quase cinco anos. Ele fez parte do Projeto Força Jovem – setor do voluntariado que desenvolve campanhas de arrecadação de materiais em escolas e universidades – até 2019 e, atualmente, atua direto com as famílias e pacientes na ala de internação.

“O sorriso que nós compartilhamos em cada visita, cada conversa com as crianças, seus pais ou familiares, recebemos em dobro. Estar ali, vivenciar cada história e poder confortar um pouco dos momentos mais difíceis, nos faz sairmos dali pessoas melhores. E ter essa experiência ao lado da minha mãe é muito gratificante, afinal, nós aprendemos muito”, conta Leandro.

Por falar em internação, Ana Vitória Gobatti, voluntária desde 2015, foi paciente do hospital e conta que, após receber tanta força e carinho, sentiu uma “vontade imensa de retornar como voluntária, como uma forma de retribuir tudo o que fizeram por ela”.

Em cada história, há um único propósito: agir em benefício do próximo.

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