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Daniela Suniga lança livro que transforma cicatriz em caminho em cura

A educadora, escritora e mentora Daniela Suniga lança seu primeiro livro solo, “Audácia de Ser Feliz”, uma obra profunda, sensível e transformadora que nasce de sua própria travessia emocional e espiritual. Mais do que uma autobiografia, o livro é um convite ao reencontro com a essência e à coragem de escolher a felicidade.

Nascida com fissura palatina, Daniela enfrentou desde a infância os desafios da exclusão, da dor silenciosa e do sentimento de não pertencimento. Foram anos de cirurgias, sessões de fonoaudiologia e uma trajetória marcada pela busca por aceitação e expressão. “Enquanto outras crianças corriam para fora, eu mergulhava para dentro”, relembra.

Mas foi justamente dessa experiência que surgiu sua maior força: a escuta profunda, a empatia e a escrita como caminho de cura. “Eu não invento personagens. Eu acolho vivências. Escrevo para lembrar que é possível ser feliz com tudo o que somos, inclusive com o que doeu”, afirma.

“Audácia de Ser Feliz” surgiu como título ainda antes da escrita, durante uma meditação. O livro se desenrolou a partir de um chamado interno que Daniela já ouvia há anos — o desejo de transformar sua história em instrumento de cura para outras pessoas. “Se eu consegui atravessar o silêncio e escolher a felicidade, outros também podem”, diz. A obra passeia por temas como autoestima, pertencimento, espiritualidade prática, relações afetivas, superação de traumas e o resgate da própria voz. Com linguagem sensível e acessível, Daniela oferece não apenas reflexões, mas também presença, acolhimento e identificação.

O livro se conecta diretamente com outros projetos da autora, como o podcast “Diálogos com Dani”, criado em 2023 e atualmente na terceira temporada e mais de 84 entrevistados, e o Projeto Aurora, iniciativa criada em 2023 com mentoria voltada a pessoas em busca de reconexão com a própria essência. “A mentoria ajuda na construção de uma ‘bússola interior’, identificação de padrões limitantes e desenvolvimento de habilidades emocionais, unindo psicologia humanista, espiritualidade, educação emocional e terapias vibracionais em uma abordagem que integra corpo, mente e espírito”, explica.

Daniela se define como uma porta-voz do “direito de ser inteiro” e carrega essa bandeira através de sua história, sua escrita e sua missão de inspirar autenticidade e leveza, especialmente em mulheres que se silenciaram ao longo da vida.

“A dor não era um fim — era o início de uma jornada. Eu precisei atravessar o ‘não posso’ para descobrir a coragem de dizer ‘posso sim’, mesmo com tudo isso”.

Ao terminar a leitura, Daniela espera que o leitor sinta um suspiro — não de alívio, mas de reencontro. “Audácia de Ser Feliz” é para quem já se perguntou “será que um dia eu vou ser feliz de verdade?” e está pronto para transformar essa pergunta em escolha.

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Rebeca é ouro no solo e vira maior medalhista olímpica do Brasil

A despedida de Rebeca Andrade da Olimpíada de Paris não poderia ser melhor. Nesta segunda-feira (5), a paulista conquistou a medalha de ouro na prova de solo, alcançando seu quarto pódio na capital francesa. Foi a sexta medalha olímpica dela, que se isolou como atleta brasileira mais laureada na história do evento, superando os velejadores Robert Scheidt e Torben Grael, com quem a ginasta estava empatada.

Rebeca obteve 14.166 de nota em sua exibição, superando a favorita Simone Biles. A estadunidense – que, mais cedo, ficou fora do pódio da trave, assim como a brasileira – alcançou 14.133, sofrendo duas penalidades por pisar fora do tablado de competição. Mesmo assim, conseguiu a medalha de prata. O pódio foi completado por Jordan Chiles, também dos Estados Unidos, com 13.766.

A brasileira foi a segunda a se apresentar, ao som de uma combinação das músicas “End of Time”, de Beyonce, e “Movimento da Sanfoninha”, de Anitta. Ela recebeu 8.266 pela execução da série e mais 5.900 da nota de dificuldade das acrobacias. A comissão técnica pediu revisão desta última nota, sem sucesso. A pontuação total (14.166) de Rebeca foi melhor que as do individual geral (14.033) e da classificatória (13.900), mas inferior ao que atingiu na disputa por equipes (14.200).

As atenções, então, voltaram-se para Biles. Ela realizou a série mais complexa da final, com 6.900 de nota de dificuldade. No entanto, em duas acrobacias, pisou com os dois pés fora do tablado, o que diminuiu a nota de execução (7.833) e causou uma penalidade de 0.6. Rebeca ainda teve de aguardar as apresentações da romena Sabrina Maneca-Voinea e de Jordan Chiles para comemorar, emocionada, a vitória no solo. (Agência Brasil)

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