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Professora Patrícia Adolf Lutz é a nova secretária da Educação de Campinas

O prefeito Dário Saadi nomeou mais uma mulher para o secretariado campineiro. A professora Patrícia Adolf Lutz é a nova secretária de Educação de Campinas, depois que José Tadeu Jorge  pediu exoneração. O professor deixou o cargo para se dedicar a questões familiares.

José Tadeu Jorge assumiu a secretaria em 2021, no início do primeiro governo de Dário Saadi. Ele já havia comandado a pasta entre 2009 e 2011.

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Campinas terá distrito para pesquisa e inovação tecnológica

A cidade de Campinas, no interior paulista, a cerca de 110 quilômetros da capital São Paulo, ganhará uma nova região dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico. Será o Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (Hids), uma área de 11,3 milhões de metros quadrados, onde as pessoas poderão residir e trabalhar em grandes empresas, startups, laboratórios e instituições de ciência, tecnologia e inovação.

De acordo com o reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Antonio José de Almeida Meirelles, o Hids será “um distrito de inovação, que tenha um conjunto de laboratórios e que possa criar, em escala razoável, experimentos associados à transição ecológica e à transição energética”, além de centro de pesquisa para produção agrícola, insumos da saúde e computação quântica.

“A ideia é criar um distrito de inovação que não seja apartado da vida cotidiana das pessoas, que as pessoas se organizem no local e tenham acesso a todas as facilidades da vida moderna, mas que esse local gire em torno da criação de conhecimento e da geração de inovação. Por trás disso, teremos diferentes estruturas universitárias, centros de pesquisa, empresas e o poder público também envolvido”, acrescenta Meirelles, que na semana participou da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), ocorrida em Brasília.

O distrito tecnológico abrangerá a Fazenda Argentina, de propriedade da Unicamp, e integrará áreas já em funcionamento como o Campus Zeferino Vaz da universidade, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) – onde está o acelerador de partícula Sirius, o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), o Instituto de Pesquisas Eldorado, o centro de inovação da Cargill Agrícola S.A., e condomínio Global Tech – onde estão instaladas empresas como a HP, Venturus, Hitts, Confidence e Braskem.

Excelência de Campinas

A disponibilidade de mão de obra de alta qualificação, a concentração de empresas e de instituições de pesquisa e geração de tecnologia em Campinas são condições “que existem em poucas regiões na América Latina com um tamanho envergadura”, destaca Eduardo Gurgel do Amaral, presidente da Fundação Fórum Campinas e membro da coordenadoria de implantação do Hids, ligada ao gabinete do reitor da Unicamp.

“O importante é entender que esse é um projeto que não é de Campinas, ele é um projeto de interesse nacional, que reposiciona o país na geração de conhecimento e aumenta nossas possibilidades de competição. Eu enxergo o Hids como um embrião, um processo catalisador de uma verdadeira revolução”, defende.

O Hids ainda não tem data para inauguração e para a construção de novas estruturas. A implementação depende de aprovação de legislação municipal – o que deverá acontecer depois das eleições de outubro ou mesmo no próximo ano, após a renovação da Câmara de Vereadores. O futuro distrito também ainda não tem cronograma de obras nem um orçamento final. Apenas a estrutura viária (grandes avenidas) tem o custo estimado em torno de R$ 200 milhões. A criação do distrito exigirá recursos públicos e privados.

A criação do Hids será baseada em planejamento elaborado pelo Korean Research Institute for Human Settlement (KRIHS), custeado a fundo perdido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que apoia o projeto.

O reitor da Unicamp promete que o distrito será exemplo de sustentabilidade ambiental. “A primeira iniciativa que a Unicamp tomou foi recuperar os corredores ecológicos da região. Nós temos [na área da antiga Fazenda Argentina] ainda fauna, onça-parda, lobo-guará e uma flora bastante rica. Vamos compatibilizar a preservação do ambiente com o desenvolvimento de inovação com ciência e tecnologia”.(Agência Brasil)

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Câmara Federal faz homenagem á cidade de Campinas

A poucos dias de comemorar 250 anos, a cidade de Campinas foi ontem (03) homenageada pela Câmara de Deputados. A sessão solene foi proposta pelo deputado federal e ex-prefeito da cidade, Jonas Donizette, que também é autor da lei que torna Campinas a ‘Capital Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação’. Além do prefeito Dário Saadi e do vice, Wanderley de Almeida, vereadores, autoridades e representantes de diversos setores da cidade participaram da cerimônia, em Brasília.

“A emoção é muito forte por representar Campinas nesta sessão solene. Nossa cidade nasceu da necessidade, da fé e da paixão que todos tiveram e que têm por ela”, disse o prefeito Dário Saadi.

O prefeito também parabenizou o deputado pela iniciativa da lei, aprovada recentemente na Câmara Federal, que torna Campinas a capital nacional da inovação. “Isso, sem dúvidas, reconhece o nosso ecossitema de inovação e tecnologia e faz justiça à nossa cidade”, completou.

O vice-prefeito, Wanderley de Almeida, também se emocionou ao falar durante a cerimônia. “Essa é uma das cerimônias mais marcantes da programação do aniversário da cidade. Campinas é uma das melhores cidades deste país e é uma honra estar aqui, no centro da democracia, em um momento como este”, disse.

Jonas Donizette, que adotou Campinas há mais de 50 anos, comparou cidades com pessoas, no que diz respeito à vocação. “Eu comparo muito cidades com pessoas, porque cidades são como pessoas, cada uma com sua vocação. Tem uma que tem uma indústria do calçado, a outra tem uma cadeia produtiva em outra área e Campinas tem a vocação da ciência, da tecnologia e da inovação, por isso a denominamos assim”, disse o deputado federal.

Ainda segundo ele, muitas pessoas vêm para Campinas para estudar e decidem viver aqui. “Campinas merecia uma tese sobre a formação da sua população levando em conta as universidades. Nós agregamos pessoas que, com o tempo, vão amando Campinas e ficam na cidade”, completou o parlamentar.

Os reitores da Unicamp e da PUC-Campinas, Antonio José de Almeida Meirelles e Germano Gigacci Jr, respectivamente, também ressaltaram as vocações de Campinas. “A inovação hoje em dia é a rota para desenvolvermos a nossa sociedade com grande rapidez e intensidade”, disse o reitor da Unicamp. “Campinas é oficialmente a capital nacional da ciência, tecnologia e inovação. Não é apenas um nome descolado de uma realidade, mas um nome que está muito vinculado à história de Campinas”, falou Gigacci.

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