Rally Dakar.

Ford prepara uma Raptor para disputar o Rally Dakar 2025

Visando o próximo Rally Dakar, que será disputado na Arábia Saudita, entre os dias 3 e 17 de janeiro de 2025, a Ford Performance, divisão de carros de alto desempenho e competição da marca americana, está desenvolvendo um protótipo da picape Ford Raptor T1+.

Para esse desenvolvimento a marca conta com a experiência do piloto Carlos Sainz, “El Matador”, tetracampeão do Dakar.

“O Dakar é uma corrida insana, que tive a sorte de vencer com quatro fabricantes diferentes e meu plano agora é vencer com a Ford”, diz o piloto. “Você precisa respeitar o Dakar, senão mais cedo ou mais tarde ele vai te pegar. Mesmo que você pense que tem tudo sob controle, se você correr muito risco, você paga por isso.”

A picape conta com um motor baseado no Ford V8 5.0 Coyote, o mesmo que equipa o Mustang e a picape Ranger Raptor de rua. Pelo regulamento, não se pode mexer muito nas suas características originais e o trabalho se concentra nos coletores de admissão e escape para extrair o máximo da potência do V8.

 

Após um dia extenuante de 800 km de teste, com o objetivo de “destruir” o protótipo, o time consegue finalmente rachar em dois lugares a parte traseira do chassi da Raptor T1+, com a ajuda de um “G-Out”. Ou seja: “uma depressão ou mergulho acentuado no terreno que faz com que a suspensão do veículo seja totalmente comprimida, criando um impacto significativo de força G”.

Na etapa seguinte a picape vai testar sua resistência em um ambiente ainda mais desafiador, preparando-se para as dunas implacáveis do Dakar.

Vídeo
https://media.ford.com/content/fordmedia/fsa/br/pt/permalink.html?VideoId=6361895657112

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Marcos Baumgart abre mão de boa colocação para ajudar amigo

No ambiente extremamente competitivo do esporte a motor, cenas como a que foram vistas no meio do deserto árabe nesta quarta-feira (10) na quinta etapa do Dakar 2024, aparecem como um sopro de ar fresco.

Os brasileiros Marcos Baumgart e Kleber Cincea, da X Rally, abriram mão de um sétimo lugar no geral da etapa entre Al Hofuf e Shubaytah, na Arábia Saudita, para ajudarem o amigo e compatriota Lucas Moraes, que disputa a prova junto do navegador espanhol Armand Monleon.

Lucas e Armand capotaram por volta do quilômetro 60 da etapa, que teve 118 quilômetros cronometrados – somados os deslocamentos, um total de 645 no dia. Marcos e Kleber, que vinham em ótimo ritmo na prova – entre os dez melhores na parcial anterior -, pararam para rebocar e desvirar o carro de Moraes.

“Nunca fiz uma especial com tanta areia, e era muito fácil cometer um erro. Largamos relativamente bem e estávamos em um bom ritmo na prova, e infelizmente a gente viu o Lucas com problemas, virado”, contou Baumgart, que revelou o motivo por trás da decisão de ajudar o amigo, mas ao mesmo tempo, adversário. “Resolvemos parar para ajudar para que ele pudesse seguir com chances. Como não estamos mais competindo por um resultado na classificação geral, seguimos na prova para aprender e também para ajudar os amigos a alcançarem uma boa posição”, disse Marcos, que não completou a segunda etapa com um problema técnico, o que eliminou suas chances de poder lutar por um bom resultado final.

A dupla fechou a etapa apenas com o 32º tempo, a pouco mais de nove minutos e meio do tempo da dupla vencedora da etapa, formada por Nasser Al-Attiyah e Mathieu Baumel, também da Prodrive. Cristian Baumgart e Beco Andreotti fecharam com o 38º tempo.

Hoje quinta-feira (11), os competidores entram no desafio mais temido deste Dakar 2024: a etapa de 48 horas no Empty Quarter, ou ‘Quarto Vazio’ – a maior área contínua de areia do planeta, no deserto Rub’ al Khali, com 650 mil quilômetros quadrados de área. A sexta etapa se estende por dois dias e 572 quilômetros cronometrados de um total de 781.

Os competidores terão até ás 16 horas locais desta quinta-feira para se estabelecerem em um dos acampamentos alocados pela organização. “São vários postos espalhados por todo este trecho e ninguém pode seguir além das 16 horas. Então, vai ser uma etapa bem estratégica. Estamos levando suprimentos e também recebemos ração militar”, destacou Beco Andreotti, navegador de Cristian Baumgart. “De novo, vamos dormir em barracas. Pelo menos, agora a gente sabe como desarma-las”, riu.


DAKAR 2024
11-12/01: Etapa 06 – Shubaytah  > Shubaytah (48 horas) – 781/572 km
13/01: Dia de Descanso
14/01: Etapa 07 – Riyadh > Al Dawadimi – 873/483 km
15/01: Etapa 08 – Al Dawadimi > Hail – 678/458 km
16/01: Etapa 09 – Hail > Al Ula – 639/417 km
17/01: Etapa 10 – Al Ula > Al Ula – 612/371 km
18/01: Etapa 11 – Al Ula > Yanbu – 587/480 km
19/01: Etapa 12 – Yanbu > Yanbu – 328/175 km

Imagens
https://wetransfer.com/downloads/a889e44f9236b108c7388b55422448e220240110202316/d66a17

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Organização interrompe rally, mas brasileiros estão bem classificados

No que foi classificado como o dia mais caótico e perigoso da edição 2024 do Dakar até o momento, o Brasil segue bem representado e com possibilidade de conquistas inéditas na prova, que se encerrará no próximo dia 19, na Arábia Saudita.

Depois de se tornar ontem (8) o primeiro brasileiro a vencer uma especial na categoria principal nos 46 anos da corrida, Lucas Moraes e o navegador espanhol Armand Monleón enfrentaram problemas nesta terça-feira – dia que somou 299 quilômetros de trecho cronometrado.

A dupla foi a primeira a largar e, por isso, “abriu” a trilha para todo o grid, o que é considerado uma desvantagem no rally.“Nós nos perdemos antes dos 60km de prova e acho que fizemos cinco quilômetros a mais que qualquer outro carro. Demoramos para achar a trilha novamente. É difícil quando você não tem experiência. Ainda estou no meu segundo Dakar e nunca tinha largado na frente no deserto. É uma coisa que só se aprende fazendo”, detalhou Lucas Moraes, que terminou o dia em 11º na categoria Carros e continua em quarto na classificação geral do Dakar.

O piloto Lucas tem sua campanha 2024 no Dakar apoiada por Red Bull, Repsol, Strava, Oakley e Zapalla.

Superação contínua

Na categoria UTV T4, a dupla brasileira Rodrigo Varela e Enio Bozzano (Can-Am Maverick XRS Turbo) continua chamando a atenção pelas condições em que a equipe Team Brazil – formada por técnicos brasileiros e familiares – vai superando o desafio de competir com um carro improvisado e falta de peças.

Nesta terça-feira, o duo do time patrocinado pelas empresas Divino Fogão, Can-Am, Motul e Quadrijet chegou na sétima posição e subiu para o terceiro posto no resultado acumulado.

“Faltando 30km para terminar, tivemos um pneu furado. Demoramos uns seis minutos para trocar, porque o equipamento para troca rápida não é de primeira e a trava que prende o estepe está danificada. Mas é o que deu pra fazer. E estamos muito felizes com o que conseguimos até agora”, explicou Rodrigo Varela, que é o atual campeão sul-americano de Rali Raid e faz sua estreia no Dakar.

O brasileiro Cristiano Batista, que conduz um Can-Am Maverick XRS Turbo com o navegador espanhol Fausto Mota na UTV T4, é o quarto colocado. Já Marcelo Medeiros (Yamaha Raptor 700) continua firme nos Quadriciclos. Hoje, o piloto apoiado por apoiado por Mardisa/Viação Estrela/Taguatur Fiat/Sedel chegou em terceiro e manteve a mesma posição na classificação geral.

Trajetórias imprevisíveis

Em um comunicado assinado pelo comissário de provas Pedro Almeida, a organização justificou a interrupção do final da especial para os competidores da categoria Caminhões:

“Considerado o grande número de público e veículos presentes no final da especial, em uma área de dunas onde a trajetória dos competidores é difícil de prever, por razões de segurança interrompemos o percurso para todos os caminhões que chegarem ao km 273, depois das 15h10. Os competidores serão instruídos no local sobe o trajeto a ser seguido para retomar a rota o rally”. O comunicado foi assinado pelo português Pedro Almeida, secretário de prova e comissário desportivo do Dakar.

A quinta das 12 especiais do Dakar, a ser disputada nesta quarta-feira, deve ser cansativa. A corrida só começa após um longo deslocamento, de mais de 500 quilômetros. O trecho cronometrado, que é a especial propriamente dita, terá apenas 118 quilômtros. Mas marcará o retorno do comboio às enormes dunas do Empty Quarter – ou Território Abandonado, em tradução livre, denominação de uma enorme região desolada do deserto saudita.

“A maior parte dos competidores só chegará de noite ao acampamento, o que vai ser exaustivo e perigoso de verdade se você se perder no deserto”, observa Rodrigo Varela.

Resultados
Categoria Carros – 4ª Especial de 299 km, de Al Salamiya até Al Hofuf
1. Sebastian Loeb (FRA) / Fabian Lurquin (BEL) – Prodrive Hunter, 2h36min02s
2. Yazeed Al-Rajhi (SAU) / Timo Gottschalk (ALE) – Toyota Hilux Overdrive, +1min08s 3. Nasser Al-Attiyah (CAT) / Mathieu Baumel (FRA) – Prodrive Hunter, +1min22s
4. Carlos Sainz (ESP) / Lucas Cruz (ESP) – Audi RS Q e-tron E2, +04min58s
5. Guillaume de Mevius (BEL) / Xavier Panseri (FRA) – Toyota Hilux Overdrive, +05min21s
6. Stéphane Peterhansel (FRA) / Edouard Boulanger (FRA) – Audi RS Q e-tron E2, +05min59s
7. Mathieu Serradori (FRA) / Loic Minaudier (FRA) – Century CR6-T, +06min56s
8. Vaidotas Zala (LIT) / Paulo Fiuza (POR) – Mini John Cooper Works Rally Plus, +07min38s
9. Simon Vitse (FRA) / Frederic Lefebvre (FRA) – MD Optimus, +07min52s
10. Martin Prokop (TCH) / Viktor Chytka (TCH) – Ford Raptor, +08min05s
11. Mattias Ekström (SUE) / Emil Bergkvist (SUE) – Audi RS Q e-tron E2, +10min14s
12. Lucas Moraes (BRA) / Armand Monleon (ESP) – Toyota GR DKR Hilux, +11min22s

Categoria Carros – Acumulado após a 4ª Especial
1. Yazeed Al-Rajhi (SAU) / Timo Gottschalk (ALE) – Toyota Hilux Overdrive, 15h44min39s
2. Carlos Sainz (ESP) / Lucas Cruz (ESP) – Audi RS Q e-tron E2, +04min19s
3. Nasser Al-Attiyah (CAT) / Mathieu Baumel (FRA) – Prodrive Hunter, +11min03s
4. Mattias Ekström (SUE) / Emil Bergkvist (SUE) – Audi RS Q e-tron E2, +17min42s
5. Lucas Moraes (BRA) / Armand Monleon (ESP) – Toyota GR DKR Hilux, +19min31s
6. Sebastian Loeb (FRA) / Fabian Lurquin (BEL) – Prodrive Hunter, +23min50s
7. Mathieu Serradori (FRA) / Loic Minaudier (FRA) – Century CR6-T, +24min20s
8. Stéphane Peterhansel (FRA) / Edouard Boulanger (FRA) – Audi RS Q e-tron E2, +26min56s
9. Vaidotas Zala (LIT) / Paulo Fiuza (POR) – Mini John Cooper Works Rally Plus, +32min42s

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Piloto Lucas Moraes dá a primeira vitória ao Brasil no Dakar

Em mais um feito histórico para o automobilismo brasileiro, o piloto Lucas Moraes foi o vitorioso do dia na edição 2024 do Rally Dakar.

Desde a estreia do país, em 1988, na lendária aventura no deserto, que este ano acontece na Arábia Saudita, nenhum brasileiro havia conseguido chegar em primeiro lugar entre todos os competidores. Moraes disputa a principal categoria, a Carros, que reúne as equipes oficiais de fábrica e os maiores pilotos da modalidade de todo o mundo.

Em 2023, Moraes já havia conquistado o primeiro pódio brasileiro no resultado final de uma edição do Dakar, fato que lhe rendeu a participação na atual temporada.

A especial de hoje abriu a chamada “maratona”, trecho composto por duas especiais e que permite apenas duas horas na noite de hoje para eventual manutenção e preparo dos carros. Na chegada, o brasileiro foi cumprimentado pelos companheiros da equipe, agradeceu a ajuda de todos e chorou de emoção.

Acometido por uma forte gripe desde o primeiro dia do Dakar, ele também acompanha a evolução do tratamento da filha de quatro anos de idade, internada devido a um quadro de meningite.

“No começo, a condição dela nos assustou. Foi difícil, como pai, ficar aqui, mas os médicos disseram que tudo correria bem. Agora ela já está bem melhor e a previsão é de que amanhã já sai do hospital e vai pra casa. É, então, um dia duplamente feliz”, contou Moraes.

A disputa pelos 447km da especial – trecho cronometrado e válido pela corrida – foi super competitiva. Vários pilotos chegaram a ocupar a ponta, mas a briga final pela vitória envolveu Moraes, o sueco Mattias Ekstrom (Audi), o saudita e campeão mundial Yazeed Al-Rajhi (Overdrive) e o atual campeão do Dakar, Nasser Al-Athiya (Prodrive), do Qatar.

Na marca de 352km, Nasser tomou a ponta de Moraes por apenas quatro segundos. O carrarense chegou a abrir 22 segundos, mas Lucas reagiu com uma tocada vigorosa, retomou a dianteira e deu a primeira vitória ao Brasil em uma especial do Dakar. O primeiro lugar foi garantido por apenas 9s sobre o segundo colocado, a dupla sueca Mattias Ekström/Emil Bergkvist.

Com o resultado, Lucas e o navegador Armand Monleón subiram do oitavo para o quarto posto na classificação geral da prova, que é liderada pela dupla Yazeed Al-Rajhi (Arábia Saudita)/Timo Gottschalk (Alemanha).

“O Dakar é extremamente duro com o carro todo, mas os pneus sofrem demais. E poupar pneus e o carro é uma das principais estratégias para chegar bem na corrida. Não é fácil – todo mundo quebra ou tem pneus furados. Mas hoje nós conseguimos fazer uma corrida “limpa” e com boa velocidade o tempo todo. A navegação do Armand foi perfeita e permitiu que não perdêssemos tempo em nada. Vimos outros competidores perderem posição porque tiveram pneus furados, ou erraram. Nós, felizmente, conseguimos juntar todas as peças desse quebra-cabeça, o que nos deu esse resultado”, explicou o vencedor da especial de hoje, que tem apoio de Red Bull, Repsol, Strava, Oakley e Zapalla.

Mais brasileiros

Com 17 representantes, o Brasil tem neste ano sua maior delegação no Dakar. E tem tido bons resultados. A história mais curiosa do dia novamente ficou por conta da dupla Rodrigo Varela/Enio Bozzano Júnior (Can-Am Maverick XRS Turbo), que corre com um carro improvisado na categoria UTV T4 após seu equipamento ser desviado de rota por piratas no Mar Vermelho – e assim perder a data de início do evento, na última sexta-feira.

“Nós fomos desviar de uma rocha grande, íamos bater feio, mas com isso caímos em cima de uma moita gigante, e o UTV ficou preso lá, com as quatro rodas no ar”, conta Rodrigo que, junto com Enio, conseguiu liberar o veículo, para ainda terminar em sétimo no dia, caindo de segundo para quarto na classificação geral da T4.

O duo, que venceu a primeira especial da T4, no último sábado, tem apoio de Divino Fogão, Can-Am, Motul e Quadrijet e defende a equipe Team Brazil, formada por familiares e técnicos nacionais.

Marcelo Medeiros seguiu forte na categoria Quadriciclos. Foi quarto colocado hoje e ocupa a terceira posição no ranking geral da divisão.

O navegador Gustavo Gugelmin, parceiro do piloto norte-americano Austin Jones (Can-Am Maverick XRS Turbo) terminou em sexto e ocupa a mesma colocação na categoria UTV T3, destinada a protótipos. Ainda nesta divisão, a dupla Marcelo Gastaldi/Cadu Sachs (Taurus T3 Max) teve seu melhor dia no Dakar, terminando hoje em quinto e passando ao oitavo lugar na geral.

Na T4, o brasileiro Cristiano Batista e o navegador espanhol Fausto Motta (Can-Am Maverick XRS Turbo) lideraram mais da metade do dia, mas tiveram problemas e terminaram em quinto, colocando-se agora em quinto na geral.

A especial desta terça-feira (09) será a quarta das 12 previstas para o Dakar e encerrará o trecho maratona. Ela será a mais curta até o momento, com 299km de extensão. Os pilotos partem de Al Salamiya rumo a Al Hofuf, uma cidade situada no coração de um oásis extenso e exuberante, emoldurado por três milhões de tamareiras em seu entorno.

Apesar de ser a especial mais curta, também será uma das mais traiçoeiras. Segundo a organização da prova, há trechos de navegação extremamente difícil, com potencial para influenciar no resultado final da corrida.

Programação da 46ª edição do Rally Dakar

7.891 km de percurso total. Especiais somam 4,727 km
Data / locais / total do dia / especial
06/01, Etapa 01 – Al Ula –> Al Henakiyah – 414 km
07/01, Etapa 02 – Al Henakiyah –> Al Duwadimi – 431 km
08/01, Etapa 03 – Al Duwadimi –> Al Salamiya –447 km
09/01, Etapa 04 – Al Salamiya –> Al-Hofuf – 425 km
10/01, Etapa 05 – Al Hofuf –> Shubaytah – 375 km
11-12/01, Etapa 06 – Shubaytah  –> Shubaytah (48 horas) – 466 km
13/01 – Descanso
14/01, Etapa 07 – Riyadh –> Al Dawadimi – 473 km
15/01, Etapa 08 – Al Dawadimi –> Hail – 407 km
16/01, Etapa 09 – Hail –> Al Ula – 439 km
17/01, Etapa 10 – Al Ula –> Al Ula – 114 km
18/01, Etapa 11 –Al Ula –> Yanbu – 275 km
19/01, Etapa 12 – Yanbu –> Yanbu – 185 km

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