poliomielite

A partir de amanhã muda esquema vacinal contra pólio em Campinas

A Secretaria de Saúde de Campinas altera a partir deste sábado, 28 de setembro, o esquema vacinal contra a poliomielite. A medida ocorre porque nesta sexta-feira, 27, chega ao fim o ciclo de aplicação da vacina oral (VOPb), conhecida como gotinha, que será substituída por dose única do imunizante inativado (VIP) injetável a partir de 4 de novembro.

A Secretaria a segue orientação determinada pelo Ministério da Saúde, a partir de critérios epidemiológicos, evidências científicas sobre a vacinação e recomendações internacionais.

Como fica durante a transição?

As aplicações da VIP permanecem iguais no esquema primário:
Aos 2 meses: 1ª dose; aos 4 meses: 2ª dose; e aos 6 meses: 3ª dose.

Já o reforço com aplicações da VOPb para crianças aos 15 meses (primeira dose) e aos 4 anos (segunda dose) serão feitas pelos centros de saúde (CSs) até esta sexta, 27. A partir de 4 de novembro, o novo esquema prevê apenas dose única da VIP aos 15 meses.

Com isso, entre 28 de setembro e 3 de novembro não haverá vacinação de reforço após esquema primário.

“Este intervalo é necessário para que todas as cidades brasileiras recolham os imunizantes VOPb e, com isso, o processo de transição seja realizado de forma segura”, explicou a coordenadora do Programa de Imunização de Campinas, Chaúla Vizelli.

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Centros de Saúde vão abrir sábado para atender casos de dengue e vacinar

Doze centros de saúde de Campinas funcionam das 7h às 13h deste sábado, 1 de junho, para, principalmente, atender pacientes com sintomas de dengue e aplicar as vacinas que garantem proteção contra a doença, a gripe e a poliomielite.
O imunizante contra a dengue é aplicado em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A dose contra a gripe é para todas as pessoas a partir de 6 meses de idade.

Já a campanha contra pólio é direcionada para todas as crianças de até 4 anos. O objetivo é reforçar a assistência à população diante do contexto de epidemia. Os centros de saúde que funcionam neste sábado são:

  • Florence
  • Valença
  • São Quirino
  • Aurélia
  • Aeroporto
  • Capivari
  • DIC I
  • Santa Lúcia
  • Santo Antônio
  • Vista Alegre
  • União de Bairros
  • Ipê

Confira os endereços dos centros de saúde no link: https://campinas.sp.gov.br/secretaria/saude/pagina/centros-de-saude.
As informações sobre vacinas estão na página: https://campinas.sp.gov.br/sites/vacina/inicio.

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Campinas adere à Campanha de Multivacinação em escolas

Campinas aderiu à Campanha de Multivacinação do Estado de São Paulo com foco nas doenças preveníveis nas escolas públicas de ensino infantil. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal das crianças de até 5 anos matriculadas na rede municipal.

Nesta segunda-feira, 18 de março, a Secretaria de Saúde começa a fazer um cruzamento de dados da Pasta e da Secretaria de Educação, considerando-se novas matrículas em 2024 e eventuais mudanças entre centros de educação infantil (CEIs) para descobrir onde há crianças com cadernetas incompletas conforme esquema definido pelo Calendário Vacinal.

Vale destacar que Campinas, no segundo semestre de 2023, realizou uma série de ações de vacinação em pelo menos 60 escolas na campanha realizada naquele ano.

“Em virtude dos esforços concentrados das equipes de saúde na epidemia de dengue, não faremos neste primeiro momento uma ação de vacinação direta nas escolas. Mas vamos fazer uma busca ativa e analisar em quais unidades de ensino há mais crianças faltosas, com esquemas incompletos, para pedir que elas enviem comunicados sobre a situação aos pais e responsáveis, e entrem em contato com eles”, explicou a coordenadora do Programa de Imunização de Campinas, Chaúla Vizelli.

A campanha tem propósito de atualizar a cobertura para as doses contra: poliomielite, meningocóccica C conjugada, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), febre amarela, pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae B), HPV (entre 9 e 14 anos), meningocócica ACWY e covid-19.

A Saúde destaca que outros imunizantes, para crianças e adolescentes, estão disponíveis.

“Os centros de saúde têm doses disponíveis e as salas de vacinação funcionam normalmente, conforme horário de cada unidade básica”, disse Chaúla, ao ressaltar que adultos também podem colocar as cadernetas em dia, caso seja necessário.

“A campanha é mais uma oportunidade de aumentar a cobertura vacinal, independente da forma de adesão”, explicou a coordenadora. Os índices de cobertura em 2023 ficaram entre 80,4% e 102,2% – neste caso inclui crianças de outras cidades imunizadas em Campinas.

 

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OMS alerta para aumento de casos de sarampo e reforça vacinação

A OMS – Organização Mundial da Saúde alertou para o aumento de casos de sarampo no mundo e reforçou a importância da vacinação para prevenir a disseminação da doença.

“Os casos de sarampo estão aumentando. É uma das doenças mais transmissíveis. Se uma pessoa se contamina, quase todos ao seu redor vão pegar o vírus, se não estiverem vacinados. Para proteger sua criança, garanta que as vacinas estejam em dia.”

Nas últimas semanas, países como México, Estados Unidos, Reino Unido e Portugal emitiram alertas após a confirmação de casos, com o óbito de uma criança de 19 meses na província de Salta, na Argentina.

No Brasil, o Centro de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul emitiu um alerta após confirmar um caso importado de sarampo no estado. O paciente é um menino de 3 anos que chegou ao município de Rio Grande no dia 27 de dezembro, procedente do Paquistão, país com circulação endêmica da doença.

Diante da confirmação, a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul reforçou, em nota, a recomendação de aplicação da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças a partir de 1 ano e até os 59 anos, conforme calendário nacional de vacinação.

“Com a suspeita, foi realizado bloqueio vacinal seletivo nos familiares, vizinhos e profissionais da saúde. A criança está bem e seus familiares não apresentaram sintomas. O município segue monitorando atendimentos por febre, exantema e tosse ou coriza ou conjuntivite, sem nenhuma identificação de caso suspeito.”

O esquema vacinal completo do sarampo consiste em duas doses até os 29 anos, ou uma dose para adultos de 30 a 59 anos. Em crianças, a vacinação deve ocorrer aos 12 e aos 15 meses. Profissionais de saúde devem receber duas doses, independentemente da idade. Em situações de bloqueio vacinal, a imunização seletiva é recomendada para todos com idade acima de 6 meses.

A doença

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, especialmente grave em menores de 5 anos, imunodeprimidos e desnutridos e extremamente contagiosa, que infecta nove a cada 10 pessoas suscetíveis após exposição ao vírus.

A doença é transmitida de forma direta, por meio de secreções, ao tossir, espirrar ou falar. Casos suspeitos devem ficar em isolamento respiratório e fazer uso de máscara cirúrgica desde o momento da triagem nos serviços de saúde.

Eliminação

À Agência Brasil, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, lembrou que o sarampo era uma doença controlada no Brasil até 2016, quando o país recebeu a certificação de eliminação do vírus em território nacional. Após um grande surto da doença em 2017 e em 2018, com mais de 40 mil casos registrados, o Brasil perdeu a certificação e voltou a ser um país endêmico, onde o sarampo circula livremente.

“Estamos sem registro de casos desde junho de 2022, em busca da recertificação dessa eliminação. Ainda falta melhorar nossas coberturas vacinais, alguns indicadores de vigilância. Já recebemos um status não de país endêmico, mas de país com pendência de recertifcação pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em novembro de 2023.”

Segundo Kfouri, o que causa preocupação é o aumento recente no número de casos da doença em diversos países. Ao comentar o caso da criança proveniente do Paquistão, o especialista avaliou que o alerta do governo gaúcho é válido.

“É um caso importado, obviamente, não adquirido aqui no nosso território, mas que nos traz esse alerta. Primeiro, da importância da vigilância, de estarmos atentos a qualquer caso suspeito, importado, para que a entrada de um caso aqui não se multiplique e não se torne outros casos secundários, uma cadeia de transmissão e um novo surto.”

Kfouri destacou que são importantes a vigilância de casos suspeitos e a investigação oportuna. “E, claro, vacinação dos contactantes desses indivíduos suspeitos e nossas coberturas vacinais elevadas para que, mesmo com essa frequente e possível entrada de pessoas com sarampo no país, isso não se traduza em novos surtos aqui entre nós”. (Agência Brasil)

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Ministério da Saúde libera R$ 151 milhões para apoiar vacinação

As ações de multivacinação de crianças e adolescentes em todo o país vão receber incentivos financeiros do Ministério da Saúde, que vai destinar mais de R$ 151 milhões a estados e municípios.

“O recurso faz parte das ações de microplanejamento, voltado para a realização de diagnóstico e ações locais para ampliar a vacinação”, informou a pasta.

A medida – anunciada pela ministra Nísia Trindade, durante o 37º Congresso Nacional das Secretarias Municipais de Saúde, em Goiânia – consta da Portaria nº 844, de 14 julho de 2023, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (18).

De acordo com o documento assinado pela ministra, a transferência dos recursos ocorrerá em duas etapas: a primeira, com 60% do valor total, e a segunda após o fechamento das ações de microplanejamento. Do total, R$ 13 milhões serão destinados aos estados e R$ 138 milhões vão para os municípios.

“No microplanejamento, o Ministério da Saúde trabalha com estados e municípios para melhorar o planejamento das ações de vacinação.

Equipes da pasta vão aos estados participar das ações deste método, como a análise da situação dos dados (características geográficas, socioeconômicas e demográficas locais), definição de estratégias de vacinação (intra e extramuro), seguimento e monitoramento das ações e avaliação de todo o processo da vacinação para o alcance das metas”, diz a nota divulgada pelo Ministério da Saúde.

Acrescenta que a vacinação nas escolas, a busca ativa de não vacinados, a vacinação em qualquer contato com serviço de saúde, a vacinação extramuros, a checagem da caderneta de vacinação e a intensificação da vacinação em áreas indígenas estão entre as estratégias que podem ser adotadas através do microplanejamento pelos municípios.

Multivacinação  

A multivacinação já foi antecipada no Amazonas, no Acre e no Amapá. A escolha dos estados busca conter doenças já eliminadas no Brasil, diante da queda das coberturas vacinais registrada nos últimos anos.

O alerta é ainda maior pelo risco de reintrodução da poliomielite, doença que foi notificada em março deste ano no Peru, em região de fronteira. Roraima, Maranhão e Pará serão os próximos estados a receber a multivacinação. A previsão é que as ações nas unidades de saúde desses estados comecem no mês de agosto, informou o Ministério da Saúde. (Agência Brasil)

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