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Secretaria de Saúde emite alerta pelo risco de dengue em 24 bairros

A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou ontem (26), o 13º Alerta Arboviroses Campinas deste ano. O documento informa que 24 bairros estão com alto risco de transmissão de dengue e, por isso, as ações de controle do mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença, a zika e a chikungunya, serão intensificadas.

Hoje (27), a  Secretaria de Saúde em parceria com o Comitê Municipal de Enfrentamento das Arboviroses e Zoonoses, realiza o 5º Mutirão de Enfrentamento às Arboviroses de 2026, que inclui visitas a imóveis para remoção de criadouros, conscientização de moradores, limpeza de bueiros e caminhão cata-treco para recolhimento de móveis e outros materiais inservíveis, nas residências.

Áreas com alto risco
– Leste:  Centro, Bosque, Cambuí.
– Noroeste:  Jardim Lisa, Residencial Colina das Nascentes, Vila do Sossego, Cidade Satélite Íris.
– Norte: Parque Via Norte, Vila Santa Isabel, CDHU Edvaldo Orsi, Jardim Mirassol.
– Sudoeste: Parque Universitário de Viracopos, Jardim Vista Alegre, Jardim Shangai, Residencial São José, Recanto do Sol.
– Sul: Jardim Campo Belo, Vila Campos Sales, Parque da Figueira, Jardim Nova Europa.
– Suleste: Jardim Paranapanema, Jardim São Fernando, Vila Lemos, Jardim Proença.

 

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Campinas registrou hoje a primeira morte por dengue do ano

A primeira morte por dengue em 2024 foi confirmada hoje (27) pela Secretaria da Saúde. Trata-se de uma senhora de 94 anos, moradora do Jardim Eulina e que foi atendida na rede privada de saúde. Ela apresentou sintomas em 30 de janeiro e o óbito foi em 12 de fevereiro. Ela teve infecção pelo sorotipo 1.

O Jardim Eulina é a região com maior incidência de casos de dengue e foi a área que mais recebeu ações neste ano para orientação de moradores e eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença.

Estatísticas

De 1º de janeiro até terça-feira, 27 de fevereiro, Campinas teve 8.543 casos confirmados de dengue. Além disso, foi registrado um caso importado de chikungunya.

O Aedes aegypti é vetor das duas doenças e, por isso, a melhor forma de prevenção é eliminar qualquer acúmulo de água que possa servir de criadouro, principalmente em latas, pneus, pratos de plantas, lajes e calhas. É importante, ainda, vedar a caixa d’água e manter fechados os vasos sanitários inutilizados.

Preocupação

Na primeira semana de fevereiro, a Saúde recebeu a confirmação dos primeiros casos de dengue na cidade causados pelos sorotipos 2 e 3 do vírus, que não circulavam desde 2021 e 2009, respectivamente. As amostras de sangue dos pacientes foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz e antes disso a metrópole só havia registrado sorotipo 1

A circulação simultânea dos sorotipos 1, 2 e 3 do vírus da dengue ocorre pela primeira vez em Campinas. Os grupos mais vulneráveis para os sorotipos 3 e 4 são crianças, adolescentes e adultos que não tiveram contato com a doença e com estes sorotipos. Há risco maior de dengue grave quando uma pessoa é infectada por tipo diferente ao anterior.

Por enquanto, não houve identificação do sorotipo 4 do vírus da dengue em Campinas. Ele não é registrado na cidade desde 2014, mas já causou infecções em outros municípios.

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Ministério da Saúde exclui RMC das vacinas contra a dengue

A Prefeitura de Campinas enviou ontem (25) um ofício ao Ministério da Saúde para reivindicar o envio de vacinas contra a dengue. A medida ocorre após a cidade ficar de fora da lista de cidades contempladas com a 1ª remessa.

“Estamos enfrentando uma guerra contra a dengue na cidade, que está com alta de casos. A vacina é mais uma aliada contra essa doença que mata. Estou recorrendo ao Ministério da Saúde para que eles avaliem os dados epidemiológicos de Campinas e possam enviar doses para a nossa cidade”, ressaltou o prefeito Dário Saadi.

A lista do Ministério da Saúde confirma a vacinação em 521 municípios de 16 estados a partir de fevereiro. Em comunicado, o governo informou que as regiões selecionadas atendem a três critérios: “municípios de grande porte, ou seja, mais de 100 mil habitantes, com alta transmissão de dengue registrada em 2023 e 2024, e com maior predominância do sorotipo DENV-2”. O público-alvo reúne crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações pela doença no País.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Campinas, a metrópole atende a maioria dos requisitos para recebimento dos imunizantes e a avaliação epidemiológica sinaliza a urgência de inclusão dela na relação de cidades. A exceção da lista é somente o indicador sobre o sorotipo DENV-2, que não circula no município desde 2021.

“Desde os últimos meses do ano passado, os dados têm mostrado aumento de 300 % em relação ao mesmo período do ano anterior e ele tem se mantido agora em 2024. Esses dados nos trazem muita preocupação com o cenário epidemiológico que enfrentaremos este ano”, explicou o coordenador do Programa de Arboviroses, Fausto de Almeida Marinho Neto.

A lista do Ministério não contemplou nenhuma das cidades da Região Metropolitana (RMC). Em São Paulo, ela abrange Guarulhos, Suzano, Gurarema, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos, Mogi das Cruzes, Poá, Arujá, Santa Isabel, Biritiba-Mirim e Salesópolis.

A primeira remessa anunciada pelo Ministério da Saúde tem 757 mil doses da vacina Qdenga (TAK-003) e chegou ao Brasil no sábado, 20 de janeiro. O lote faz parte de um total de 1,32 milhão de doses do imunizante desenvolvido pelo laboratório japonês Takeda Pharma.  Outra remessa, com mais de 568 mil doses, foi anunciada para fevereiro.

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