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STF julga indenização a fotógrafo que ficou cego por ação da PM em SP

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai retomar na próxima terça-feira (28) o julgamento do caso do fotojornalista Sérgio Silva, que ficou cego do olho esquerdo em razão do disparo de uma bala de borracha por um policial em uma manifestação, na capital paulista, em 2013.  

O incidente ocorreu quando Sérgio Silva fazia a cobertura jornalística da manifestação contra o aumento da tarifa no transporte público, na capital paulista, em junho de 2013. O olho atingido pela bala da PM apresentou lesões profundas, que causaram a atrofia do órgão.

A ação, em julgamento na Primeira Turma do STF, discute se o Estado de São Paulo deve indenizar o profissional.

Até o momento, há dois votos reconhecendo o direito à indenização (ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin) e um contrário (ministro Alexandre de Moraes). No dia 28, a ministra Cármen Lúcia deverá proferir seu voto. A sessão será presencial.

Está em debate o reconhecimento do direito à pensão mensal vitalícia para o fotojornalista, em valor que ainda deverá ser apurado, e a condenação do Estado de São Paulo ao pagamento de R$100 mil reais a título de danos morais.

“Treze anos não são 13 dias, nem 13 horas, nem muito menos 13 minutos. São 13 anos sofrendo o segundo ato de violência, como eu chamo, que é enfrentar um processo judiciário”, destacou Sérgio Silva. 

Em primeira e segunda instâncias, a Justiça paulista rejeitou a indenização ao profissional.

“[É] um processo judiciário que, desde o início, me condena, insiste em dizer o absurdo de que não há prova de que foi a polícia que atirou no meu olho. Insiste em defender que eu sou o único responsável por estar naquela situação, como se o papel do fotógrafo e da imprensa não fosse estar presente no local”, acrescentou. (Agência Brasil)

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Prefeitura faz parceria e realiza mil consultas oftalmológicas gratuitas

Em parceria com a Prefeitura de Campinas, clínicas oftalmológicas e médicos especialistas, vão realizar mil consultas gratuitas para pacientes na faixa etária de 15 a 40 anos. Os atendimentos começam hoje (10). A  A iniciativa faz parte do “Abril Marrom – Visão para todos”, campanha que tem o propósito de conscientizar sobre os exames para prevenção da cegueira.

As ações em Campinas devem durar todo o mês de junho. Os pacientes assistidos são os que já aguardavam por uma consulta no SUS Municipal.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria dos casos de cegueira é tratável quando diagnosticada precocemente, e 60% a 80% deles são evitáveis.

A coordenadora da Área Técnica de Especialidades, Renata Cauzzo Zingra Mariano, destacou a importância dessa parceria público-privada para ampliar o acesso aos cuidados oftalmológicos. A iniciativa visa não apenas atender à demanda existente, mas também conscientizar sobre a necessidade de exames regulares para evitar problemas de visão.

“Tivemos uma conversa entre secretaria e Associação de Oftalmologistas de Campinas para a gente fazer uma parceria público-privada para atender os pacientes neste mês. Com isso, temos um aumento da oferta para identificar os pacientes que estão necessitando de óculos e conscientizar sobre exames regulares para evitar a cegueira”, explicou.

Os médicos e instituições que já aderiram à parceria com a Secretaria de Saúde foram: Adriana Valim, Aron Guimarães, Luiz Melhado, Cleso Filho, Karla Oda, Luisa de Souza Campos, Leoncio de Souza Queiroz, Carlos Arce, Rafael Morandi, Flavio Sartori, Mila Wiermann e Heryberto Alvim, André Raad Camargo, Clínica Holanda de Freitas, Clínica Raskin, Penido Burnier, Larissa Pegorin, Luis Fernando Valente e Clínica Oftalmocenter.

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Oftalmologistas alertam para risco de suplementos com promessa de cura

A Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu ontem (07), a fabricação, distribuição, venda, promoção e o uso de suplementos alimentares que alegavam, em sua publicidade, serem capazes de tratar doenças oculares como catarata, glaucoma e degeneração macular. Em nota, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) reforçou o alerta para os riscos da comercialização de tais produtos com a promessa de cura.

O conselho chegou a receber diversos comunicados de seus associados sobre a venda de suplementos alimentares com a promessa de cura e tratamento de doenças oculares.

Nas propagandas, os responsáveis pelos produtos alegavam que a ingestão dessas substâncias teria como efeito a melhora da visão de perto e longe, da visão embaçada e da pressão ocular e da catarata, além de prevenir o surgimento e o agravamento de problemas de visão.

“A decisão da Anvisa é uma vitória importante, pois protege a população de propagandas enganosas e, principalmente, dos potenciais efeitos colaterais e da ineficácia de produtos que não auxiliarão no tratamento de doenças oculares”, avaliou, em nota, o presidente do conselho, Cristiano Caixeta Umbelino.

Propaganda enganosa

Em comunicado, a Anvisa alerta quanto às propagandas de produtos “com promessas milagrosas”, veiculadas na internet e em outros meios de comunicação, que prometem prevenir, tratar e curar doenças e agravos à saúde, além de melhorar problemas estéticos.

“Muitas vezes, esses produtos são vendidos como suplementos alimentares, ou seja, alimentos fontes de nutrientes e outras substâncias bioativas, para os quais não há nenhuma comprovação junto à agência de ação terapêutica ou estética.”

“A Anvisa não aprovou nenhuma alegação desse tipo para suplementos alimentares e a legislação sanitária proíbe expressamente que alimentos façam alegações de tratamento, cura, prevenção de doenças e agravos à saúde. Dessa forma, qualquer propaganda de suplementos alimentares que contenha esse tipo de alegação é irregular.”

Orientações ao consumidor

A agência recomenda que o consumidor não compre nem utilize suplementos alimentares que prometam agir nas situações listadas a seguir:

– Emagrecimento;

– Aumento da musculatura;

– Diminuição de rugas, celulite, estrias, flacidez;

– Melhora das funções sexuais;

– Aumento da fertilidade, melhora ou alívio de sintomas relacionados à tensão pré-menstrual, menopausa;

– Aumento da atenção e foco;

– Doenças degenerativas, como mal de Alzheimer, demência, doença de Parkinson;

– Câncer;

– Problemas de aumento da próstata e disfunção urinária;

– Problemas de visão;

– Doenças do coração, pressão alta, colesterol e triglicerídeos sanguíneos elevados;

– Melhora da glicose sanguínea, diabetes e níveis de insulina;

– Problemas gastrointestinais, como gastrite, má digestão;

– Gripe, resfriado, covid-19, pneumonia;

– Labirintite, zumbido no ouvido (tinitus);

– Distúrbios do sono, insônia.
(Agência Brasil)

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