Mariana Volpato

Alunos do ensino municipal vão conhecer o acelerador de partículas brasileiro

Alunos do 7º ano do Ensino Fundamental da rede municipal de ensino terão a oportunidade de mergulhar no universo científico na próxima sexta-feira (9). Serão mais de dois mil estudantes visitaram o CNPEM – Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em Campinas.

O espaço abrirá as suas portas para o evento “Ciência Aberta”, que chega em sua 6ª edição. O evento continua no sábado (10), mas desta vez para o público em geral.

Levar os estudantes das escolas municipais ao Centro é oferecer uma vivência de exploração às pesquisas que são realizadas no CNPEM, considerado um dos principais parques tecnológicos da América Latina. Além disso, os estudantes poderão ver de perto o famoso Siríus, o acelerador de partículas brasileiro.

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“O CNPEM é um lugar onde os alunos serão provocados e despertados a descobrirem a ciência, o desenvolvimento das tecnologias, e como todo esse conhecimento volta em benefícios para a população. Quem sabe por meio dessa visita descobriremos futuros pesquisadores, cientistas”, disse a coordenadora do Planejamento Estratégico da Secretaria Municipal de Educação, Mariana Volpato.

O evento também contará com diversas atividades programadas pelas unidades que integram todo o centro, nas áreas de Biociência, Nanotecnologia, Biorrenováveis e Engenharia e Tecnologia.

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Alunos da rede municipal terão isenção nas taxas do vestibulinho do Cotuca

A Secretaria Municipal de Educação vai pagar as taxas de inscrições dos estudantes da rede que quiserem prestar o vestibulinho do Colégio Técnico de Campinas, o Cotuca, no segundo semestre deste ano. A expectativa é de que pouco mais de 2 mil alunos, cursando os 9º anos do Ensino Fundamental e 8ª e 9º anos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), participem do processo seletivo.

Em 2023, 80 alunos das escolas da rede passaram no vestibulinho do Cotuca. “O nosso objetivo é estreitar essa relação entre o colégio e a rede municipal”, diz a diretora associada do Kauany Benedita Mendes Galvão também foi aluna da EMEF Corrêa de Mello.

Como forma de incentivá-los, esses estudantes visitaram a 2ª edição da ExpoCotuca realizado na última quarta-feira, dia 26, onde participaram de várias oficinas com o objetivo de conhecer os cursos técnicos oferecidos pela escola. A realização do evento é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e o Cotuca.

“Essas visitas são uma forma de incentivarmos os alunos a conhecerem a escola e entenderem que é possível estar lá”, disse a coordenadora do Planejamento Estratégico da Secretaria Municipal de Educação, Mariana Volpato.

A aluna da Emef Padre Domingos Zatti, no Parque Fazendinha, Juliane Saltos da Silva, acredita que o evento impacta a vida dos alunos. “Nós somos alunos de escolas públicas, de origem mais humilde, e muitos não têm fé no próprio futuro. Aqui podemos ter uma direção do que fazer na vida”, conta.

Oficinas

Foram oferecidas cinco opções de oficinas: enfermagem, limentos, mecatrônica, engenharia elétrica e informática. Para o orientador pedagógico da escola Domingos Zatti, Rogério de Freitas Soares, “no Cotuca eles vão conhecer uma outra realidade”, comenta.

David Brayan Rodrigues Camargo foi aluno da escola municipal Corrêa de Mello, no Parque Dom Pedro II, e, neste ano, ele começou o curso de enfermagem no Cotuca. No evento, ele atuou como monitor. “Para mim é gratificante saber que outras pessoas também se interessam em estudar numa escola tão boa, com tantas oportunidades como o Cutuca. No ano passado, eu estava nessa visita”, contou.

Kauany Benedita Mendes Galvão também foi aluna da EMEF Corrêa de Mello e, assim como David, escolheu seguir o curso de enfermagem. A estudante diz que quando estava na escola não acreditava que era possível entrar no Cotuca, mas depois “somos nós que decidimos”, afirmou.

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Programa Dignidade Menstrual chega às escolas municipais

Foi implantado hoje (28) o Programa Dignidade Menstrual pelo prefeito Dário Saadi, na Escola Municipal de Ensino Fundamental João Alves dos Santos, no Jardim Regina. Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Educação de Campinas, uma a cada quatro meninas faltam à escola quando entram no período menstrual, por não terem condições financeiras para comprar absorvente.

A rede municipal de ensino tem 10,4 mil alunas, entre 10 e 50 anos, matriculadas nas 45 escolas de Ensino Fundamental, Fumec e Ceprocamp. “É inadmissível que alunas não frequentem as escolas porque não tem condições de comprar absorvente. Isso é uma questão de dignidade”, disse o prefeito.

O Programa Dignidade menstrual vai distribuir mensalmente, por meio das escolas, dois pacotes de absorventes (diurno e noturno), por aluna. Todas elas receberão, neste primeiro momento, uma nécessaire com sabonete íntimo, lenço umedecido, além dos absorventes.

“A nossa proposta é estimular a frequência das meninas na escola durante o período menstrual”, afirmou o secretário Municipal de Educação, José Tadeu Jorge.

Ana Beatriz dos Santos Pereira disse que vê a escola como um ponto de apoio nesta questão. “Acontece de a menina não ter dinheiro, de os pais não terem recebido ainda para comprar o absorvente, elas podem vir com segurança para a escola, sem medo, porque mesmo que elas não tenham, a escola vai ajudar”, contou a aluna do 8ª ano.

Brenda Vitória Silva, estudante do 7ª ano, ressalta que o mesmo dinheiro que falta para a compra de um absorvente, a família pode não ter para comprar um alimento. “Muitas vezes essas meninas deixam de aprender por conta de algo simples de se resolver, mas para elas não são por causa da condição financeira”, avaliou.

A falta de acesso aos absorventes íntimos e a produtos de higiene pessoal, e o impedimento ao acesso a espaços de convivência, como a escola, foram determinantes para a criação do Programa Dignidade Menstrual. O investimento foi de R$ 1.189.230,00.

“Cada aluna importa para nós e se essa é uma questão que faz com que elas faltem, temos que pensar em soluções que permitam que elas participem de todas as atividades escolares. E o programa vai além. Muitas meninas têm vergonha quando estão no período menstrual, sofrem bullying e temos de tornar isso uma questão pedagógica e de todos”, explicou a coordenadora do Programa Dignidade Menstrual, Mariana Volpato.

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