Fernanda Torres

Escritor Marcelo Rubens Paiva é agredido em desfile de bloco em SP

O jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva, autor do livro “Ainda Estou Aqui”, foi homenageado na concentração do bloco Acadêmico do Baixo Augusta, nesse domingo (23), em São Paulo. No entanto, pouco antes do desfile, Marcelo foi agredido por um homem, que atirou contra ele uma mochila, uma lata de cerveja e uma camiseta. O jornalista, que é cadeirante, não se feriu. 

Em nota, o Ministério da Cultura (Minc) manifestou solidariedade a Marcelo. O livro dele foi a base para o filme homônimo que concorre a três indicações ao Oscar neste ano.

Conforme a nota do ministério, “é triste receber a notícia de que Marcelo, usando uma máscara da atriz Fernanda Torres, e diante dos vários motivos que temos para comemorar sua vida, resistência e obra, tenha sido alvo dessa situação. Nós, do Ministério da Cultura, repudiamos todo e qualquer ato de violência e nos solidarizamos com esse grande nome da nossa história e cultura. Seguir no festejo só mostra sua grandeza e força”, afirmou a ministra Margareth Menezes, ministra da Cultura.

“O MinC espera que esse triste episódio seja um caso isolado e que todas as pessoas sejam capazes de aproveitar essa festa de todos e para todos com alegria e respeito”, completou. (Agência Brasil – Foto reprodução)

Escritor Marcelo Rubens Paiva é agredido em desfile de bloco em SP Read More »

Domingo tem O Auto da Compadecida no Teatro Castro Mendes

Escrito em 1955 pelo pernanbucano Ariano Suassuna, O Auto da Compadecida, nos anos 2000, ganhou as telas dos cinemas com Selton Mello e Matheus Nachtergaele, interpretando Chicó e João Grilo, dois nordestinos pobres que vivem de golpes para sobreviver; e Fernanda Montenegro que fez a mãe de Jesus.

No próximo domingo (2), às 19h, a história vai ser encenada no palco do Teatro Castro Mendes, em Campinas, como parte da programação da Campanha de Popularização do Teatro.

Os ingressos estão à venda a preços especiais – R$ 20,00 a inteira e R$ 10,00 a meia entrada – no site do Teatro (https://teatrocastromendes.com.br/). A Campanha segue até 9 de fevereiro.

Os nove atores que dão vida a personagens já tão conhecidos pelo público têm deficiência intelectual e se formaram na Tadoma Escola de Artes Cênicas, no curso profissionalizante de atores. O Auto da Compadecida fez parte do TCC-Trabalho de Conclusão de Curso do grupo.

Alexandre Souzah, diretor da peça,  resume o espetáculo como “incrível” e uma grande potência artística capaz de quebrar barreiras, principalmente atitudinais. “Todo mundo que vem assistir, principalmente atores, colegas, profissionais, e quando saem, saem não encantados por serem pessoas com deficiência em cena, mas encantados de ver um espetáculo de qualidade feito por atores que estão entrando agora no mercado de trabalho”, completou.

Ainda segundo ele, o preconceito e o capacitismo existem no meio artístico e devem ser combatidos. “Durante minha trajetória trabalhando com teatro inclusivo e acessível eu tenho percebido, pelos comentários de pessoas da plateia, a quebra de barreiras e de preconceito com apenas uma hora, uma hora e meia de espetáculo. Venham se divertir e se emocionar com essa celebração da diversidade e da força humana”, convida Souzah.

Expectativas em alta

Lucas Nicodemos vai fazer o querido João Grilo e está ansioso. “Nós vamos nos apresentar no Castro Mendes e vai ser incrível, vai ser uma coisa que a gente ainda não fez fora da Tadoma. Nós estamos muito nervosos e ansiosos para apresentar nosso espetáculo para cada um de vocês”, disse o ator. “É neste domingo. Não esqueçam, que o espetáculo está maravilhoso”, convida.

Fazendo a Compadecida, Leticiah Menezes está muito animada e mal vê a hora que chegue domingo. “Eu estou muito realizada, porque O Auto da Compadecida é meu xodózinho, ainda mais naquele palcão imenso do Castro Mendes”, diz. “Vão assistir que está top demais”, convida.

Sonho

Julia Barbosa vai dar vida à mulher do padeiro, que no cinema se chamava Dorinha e era interpretada pela Denise Fraga. Ela sempre sonhou em ser atriz, mas a falta de projetos inclusivos fez o sonho ser adiado. Depois da frustração de não passar em um vestibular que não tinha provas adaptadas, ela foi uma das inspirações para o curso da Tadoma para pessoas com deficiência e, segundo ela, deu certo. “A apresentação no Castro Mendes vai ser uma experiência muito legal e muito divertida também. Espero que todo mundo goste”.

Elenco

Com direção de Alexandre Souzah e Rodrigo Rocha, a peça conta com Carlos Mesquita, Henrique Tacarambi, João Pedro Costa, Julia Barbosa, Leticiah Menezes, Lucas Nicodemos, Rafael Atkinson Carvalho, Rafael Rocha e Vitor Gonçalves..

Serviço
Campanha de Popularização do Teatro de Campinas
O Auto da Compadecida
Quando: domingo, 2 de fevereiro
Que horas: 19h
Onde: Teatro Castro Mendes
Ingressos: https://teatrocastromendes.com.br/

Domingo tem O Auto da Compadecida no Teatro Castro Mendes Read More »

Cinema brasileiro celebra indicações de “Ainda Estou aqui” ao Oscar

As três indicações de Ainda Estou Aqui ao Oscar – melhor filme, melhor filme estrangeiro e melhor atriz – foram muito celebradas no Brasil. De atrizes consagradas a críticos de cinema, de famosos a anônimos, não faltou quem ficasse feliz com o grande feito deste filme brasileiro, dirigido por Walter Salles.

Uma delas foi a atriz Fernanda Montenegro, que já foi indicada ao Oscar de melhor atriz em 1999, por Central do Brasil, filme que também teve direção de Salles. Desta vez, ela tem uma razão ainda mais especial para celebrar: a indicada ao Oscar de melhor atriz neste ano de 2025 foi sua filha Fernanda Torres, que interpretou a protagonista Eunice Paiva em Ainda Estou Aqui.

“Eu, Fernanda Montenegro e Fernando Torres – onde quer que ele esteja – estamos felizes e realizados, em estado de aleluia, pelas indicações de Fernanda Torres e Walter Salles ao importante prêmio do Oscar. Um ganho cultural para o Brasil. Meu coração de mãe em estado de graça”, escreveu nas redes sociais.

Em entrevista, o crítico de cinema Chico Fireman, sócio na distribuidora Michiko Filmes, responsável pelo lançamento no Brasil do filme Sol de Inverno, destacou o fato de Ainda Estou Aqui ter conquistado um feito inédito: foi a primeira vez que um filme brasileiro conquistou indicação na categoria de melhor filme, em 97 anos do prêmio.

“É imenso para o Brasil e para o cinema brasileiro. Joga os holofotes para nossa arte como nunca aconteceu. Estamos falando de visibilidade e não de importância em si. O cinema brasileiro não precisa do aval internacional, mas quando ele vem ajuda e muito. As pessoas vão se interessar mais pelo filme, pelo diretor, pela atriz e pelos filmes brasileiros como um todo. Coloca a gente no mapa de uma outra forma, com uma outra projeção”, defende.

O crítico ressaltou que a conquista se torna ainda mais impactante porque o enredo  ajuda a trazer reflexões sobre as violências provocadas pela ditadura militar brasileira. “As indicações, de uma certa maneira, também são por causa disso. O tema político, tão universal neste momento da história do mundo, tem tocado muito as pessoas, inclusive fora do país”.

Para Fireman, também foi muito simbólica a indicação de Fernanda Torres ao Oscar de melhor atriz, feito que já havia sido conquistado por sua mãe. “É um ciclo completo fechado”.

Um marco

Já para Sérgio Machado, diretor e roteirista de filmes como Cidade Baixa e Abril Despedaçado, o filme representa um marco para a cultura brasileira.

“Vi o Ainda Estou Aqui nascer. É um marco no cinema e na cultura brasileira. Não apenas pelas indicações, que são importantíssimas, nem pelos prêmios que estão vindo e virão muito mais. Mas porque marca um reencontro dos brasileiros com os nossos filmes. E que lindo ver isso acontecer com uma obra que trata de assuntos tão fundamentais e que revisita o nosso passado sombrio. Ver o Waltinho, a Nanda e a equipe maravilhosa que fez o filme – amigos tão queridos – tendo o reconhecimento que merecem me traz uma felicidade que não consigo nem descrever”, comemora.

“Essas indicações e a marca histórica de o Brasil integrar a categoria de melhor filme no Oscar são de mérito da obra e atuação de Walter Salles e Fernanda Torres, grandes representantes da riqueza cultural do Brasil na cinematografia mundial e devem ser celebrados por toda a indústria audiovisual brasileira. É um marco de valorização da nossa indústria e reconhecimento da qualidade de nosso cinema. Viva Ainda Estou Aqui e viva o cinema brasileiro!”, celebra Joana Henning, CEO do Estúdio Escarlate, responsáveis por filmes como Monica e Sequestro do Voo 375.

Copa do Mundo

Em entrevista, Renata de Almeida, diretora da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, lembrou que a primeira apresentação do filme no Brasil aconteceu dentro do festival, ocorrido em outubro do ano passado.

“Isso [a indicação ao Oscar] é uma maravilha não só para o filme, mas para todo o cinema brasileiro, até para o cinema latino-americano. Quando eu vi o filme, achei que ele ia fazer história mesmo. Conversei com o Walter e falei a ele sobre a complexidade dos personagens. São muitos personagens e esse não é um filme simples de se fazer. A gente está fazendo história e ele ter escolhido a Mostra para a estreia do filme foi muito bacana. A gente ficou muito emocionada. Era um filme que precisava ser feito”, destaca.

 

“Além da excelência do filme – porque o Walter é um diretor que busca sempre a excelência e que é perfeccionista – tem esse fato que é histórico: um filme que traz temas que ainda são muito sobre o passado, mas que são temas que são também sobre o nosso presente e o nosso futuro”, acrescentou.

Para a diretora da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o filme também teve o poder de resgatar o orgulho brasileiro e aquele clima de torcida, com as pessoas comemorando como se fosse uma vitória da seleção brasileira em Copa do Mundo.

“Essas indicações provocaram essa emoção toda e a gente vê a cultura e o cinema nesse lugar do esporte, que tem muito esse lugar da torcida. O filme conquistou esse lugar de orgulho, ainda mais por tudo o que o Brasil passou recentemente, com as perseguições contra o cinema e a cultura brasileira. Agora vemos o cinema sair desse lugar e ir para um lugar onde as pessoas têm orgulho. É muito bonito a gente colocar a nossa cultura, o nosso cinema, nesse lugar também”.

Indicado

Ainda Estou Aqui é um filme baseado em uma autobiografia, de mesmo nome, escrita por Marcelo Rubens Paiva. A trama retrata o desaparecimento do político Rubens Paiva, pai de Marcelo Rubens Paiva, durante a ditadura militar brasileira.

O foco da trama é Eunice Paiva. Casada com Rubens Paiva e mãe de cinco filhos, ela passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso, torturado e assassinado por agentes da ditadura.

Na manhã desta quinta-feira (23), o filme recebeu três indicações. A primeira delas foi ao Oscar de melhor filme estrangeiro, repetindo o feito de O Pagador de Promessas (1963), O Quatrilho (1996), O que é Isso, Companheiro? (1998) e Central do Brasil (1999). Neste ano, o filme concorre com A Garota da Agulha (Dinamarca), Emilia Pérez (França), A Semente do Fruto Sagrado (Alemanha) e Flow (Letônia).

Na indicação de melhor atriz, Fernanda Torres concorre com Cynthia Erivo, Karla Sofía Gascón, Mikey Madison e Demi Moore. Já na categoria de melhor filme, os concorrentes são Anora, O Brutalista, Um Completo Desconhecido, Conclave, Duna: Parte 2, Emilia Pérez, Nickel Boys, A Substância e Wicked.

“Agora, tudo é batalha. Em filme internacional, Emilia Pérez é o franco favorito. Teve 13 indicações, quase um recorde geral – e um recorde para filmes estrangeiros. Então é meio complicado enfrentar esse favoritismo. Tem uma reação contrária a este filme pela comunidade LGBT e dos mexicanos, o que pode nos favorecer se o negócio ficar muito grande. Mas é difícil mensurar isso”, explicou o crítico Chico Fireman.

“Em melhor atriz, a Demi Moore tem uma narrativa de comeback muito forte e o filme é popular mas, ao mesmo tempo, estar num body horror (A Substância) não deixa o caminho tão fácil assim. Nisso, a Fernanda, uma interpretação mais clássica, sóbria, unanimemente elogiada, pode surpreender. Mas é raríssimo acontecer um prêmio para uma estrangeira nesta categoria. Foram apenas duas em 97 anos de Oscar. Em melhor filme, a indicação acho que já é um grande prêmio. Mas, enfim, agora é uma nova votação. As coisas ficam meio zeradas”, acrescentou.

Para Renata de Almeida, o filme tem chances de conquistar o primeiro Oscar brasileiro.

“Se está aí concorrendo é porque tem chance. Acho que tem chance como filme estrangeiro. Na categoria de melhor filme, acho que é mais difícil. Mas a Fernanda também tem chance. Ela está fantástica no filme, e além disso, ela tem esse carisma todo. E eles estão se dedicando muito, muito, para a promoção do filme [no exterior]. Mas eu acho que a gente já tem que comemorar desde hoje porque eles fizeram um filme lindo”.

Cinema brasileiro celebra indicações de “Ainda Estou aqui” ao Oscar Read More »

Fernanda Torres leva Globo de Ouro por atuação em Ainda Estou Aqui

O cinema brasileiro vive um momento histórico. A atriz Fernanda Torres recebeu nesta segunda-feira (6), em Los Angeles, nos Estados Unidos, o prêmio Globo de Ouro de melhor atriz na categoria Drama.

A premiação, entregue pela primeira vez a uma brasileira, é um reconhecimento ao trabalho de Fernanda no filme Ainda Estou Aqui. Na produção, ela interpreta a advogada Eunice Paiva, viúva de Rubens Paiva, deputado federal assassinado pela ditadura militar em 1971.

Fernanda concorria com grandes estrelas de Hollywood como Nicole Kidman, Angelina Jolie, Tilda Swinton, Pamela Anderson e Kate Winslet.

Há 25 anos, Fernanda Montenegro, mãe de Fernanda Torres, disputou a mesma categoria pela atuação em Central do Brasil. Ela não venceu, mas o filme ganhou o Globo de Ouro na categoria melhor filme estrangeiro.

“Isso é uma prova que a arte dura na vida, até durante momentos difíceis pelos quais a Eunice Paiva passou e com tanto problema hoje em dia no mundo. Esse é um filme que nos ajudou a pensar em como sobreviver em tempos como esses. Então, para a minha mãe, para a minha família, para os meus filhos e para todos, muito obrigada ao Golden Globes”, disse Fernanda, ainda durante o discurso de agradecimento.

Tanto Ainda Estou Aqui como Central do Brasil foram dirigidos pelo cineasta Walter Salles.

Este ano, na categoria de melhor filme estrangeiro, o Globo de Ouro ficou com a produção francesa Emilia Pérez.  descobertas e ganham vida no piano

Fernanda Torres leva Globo de Ouro por atuação em Ainda Estou Aqui Read More »

Fernanda Torres é premiada pelo Critics Choice Award com “Ainda Estou Aqui”

 atriz e escritora brasileira Fernanda Torres será homenageada pelo Critics Choice Awards na categoria Atriz – filme internacional por sua atuação em Ainda Estou Aqui.

A honraria faz parte da 4ª edição do Celebration of Latino Cinema and Television, que ocorrerá no dia 22 de outubro, no Egyptian Theatre, em Hollywood, nos Estados Unidos.

“O evento homenageia performances e trabalhos de destaque, tanto na tela quanto fora dela, da indústria do entretenimento latino”, informa o Critics Choice Awards, em seu perfil no Instagram.

Nas redes sociais, a atriz comemorou o anúncio e disse que a iniciativa proposta pela associação de críticos representa “uma das principais premiações do mundo do cinema”.

Dirigido por Walter Salles, Ainda Estou Aqui é estrelado por Fernanda Torres, Fernanda Montenegro e Selton Mello e baseado no livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva.

No filme, a personagem Eunice Paiva – interpretada por Fernanda Torres – é mãe de cinco filhos e se vê obrigada a se reinventar depois que a família sofre um ato violento e arbitrário por parte do governo durante a ditadura militar.

Brasília (DF), 23/09/2024 - Cena do filme Ainda estou aqui. Foto: Alile Dara Onawale/Sony Pictures

O filme foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025. O anúncio foi feito pela Academia Brasileira de Cinema após decisão unânime da comissão de seleção.

Ainda Estou Aqui recebeu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza e foi exibido nos festivais de Toronto e de San Sebastián.

Fernanda Torres é premiada pelo Critics Choice Award com “Ainda Estou Aqui” Read More »

Rolar para cima