febre amarela

Febre amarela mata mais uma pessoa na cidade de Campinas

Hoje (11) a Secretaria de Saúde de Campinas confirmou a segunda morte por febre amarela na cidade em 2025. A vitima é um senhor de 61 anos com histórico de deslocamento para a área rural de um município fora do estado de São Paulo.

O início dos sintomas foi em 12 de fevereiro e o paciente foi internado dia 16 em serviço da rede pública de Campinas. O óbito ocorreu dia 17 e a causa foi confirmada pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. O homem não tinha comprovação de vacina contra a doença.

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Campinas registra a primeira morte por febre amarela

A primeira morte por febre amarela em Campinas foi confirmada ontem (6) pela Secretaria de Saúde. O  morador de 39 anos que residia em área rural do distrito de Sousas, onde o risco de transmissão da doença é maior.

O óbito ocorreu no último dia 3 de fevereiro e diagnosticado pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. O homem de 39 anos e morador de Sousas, não tinha sido vacinado.

Ele apresentou os primeiros sintomas da doença em 21 de janeiro e procurou por assistência em saúde no Hospital Walter Ferrari, em Jaguariúna, no dia 28 daquele mês. Na ocasião apresentava sinais hemorrágicos e insuficiência renal.

O último caso humano de febre amarela silvestre contraída em Campinas havia sido de um homem em 2017, que esteve na zona rural de Sousas e conseguiu se curar.

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Secretaria de Saúde intensifica vacinação contra a febre amarela

Com o objetivo de fortalecer a imunização para quem reside em regiões onde o risco de transmissão é maior, como as áreas rurais, ou  próximas das matas, a Secretaria de Saúde de Campinas ampliou a estratégia contra a febre amarela nesta semana com a vacinação de casa em casa realizada por equipes de 26 centros de saúde (CSs).

Na semana anterior, a Secretaria de Saúde já havia iniciado um trabalho temporário para intensificar a imunização em aproximadamente 1,9 mil residentes em 11 bairros de risco para a doença: Carlos Gomes, Gargantilha, Sousas, Joaquim Egídio, Xangrilá, Recanto dos Dourados, Bananal, Village, Jardim Paranapanema, Jardim São Vicente e Parque Jambeiro.

A estratégia de vacinar de casa em casa amplia a ação e contempla locais que fazem parte da abrangência dos CSs e apresentam as condições naturais que significam maior potencial de risco para transmissão.

Porém, a orientação do Programa de Imunização é para que todos os moradores de Campinas, a partir de 9 meses, que ainda não receberam a dose, compareçam aos CSs para aplicação. Vale destacar, porém, que a vacinação é seletiva, ou seja, as pessoas a partir de 5 anos que já tomaram uma dose ao longo da vida não precisam receber outra.

“A vacinação contra febre amarela é a principal estratégia de prevenção e controle da doença, sendo essencial para a proteção da saúde. Sendo assim, a atenção deve ser redobrada para aqueles que moram, atuam ou se deslocam para onde o risco de transmissão é maior”, destacou a coordenadora do Programa de Imunização, Chaúla Vizelli.

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São Paulo confirma primeiro caso de febre amarela em humano em 2025

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo confirmou o registro do primeiro caso de febre amarela em humano este ano. Trata-se de um homem de 27 anos, morador da capital paulista.

Ele esteve em Socorro, na região de Campinas, onde também houve notificação recente de um caso de febre amarela em macaco.

O estado registrou dois casos da doença em humanos em 2024 – sendo um autóctone (com origem dentro do estado) e outro de um homem contaminado em Minas Gerais, que morreu.

O Instituto Adolfo Lutz já confirmou nove casos da doença em macacos, sendo sete na região de Ribeirão Preto, um em Pinhalzinho e o outro em Socorro.

As ações de vigilância em saúde e vacinação foram intensificadas nessas regiões, além da recomendação de cuidados para quem irá viajar para áreas de mata.

A vacina contra a doença está disponível em postos de saúde e deve ser aplicada ao menos 10 dias antes do deslocamento para regiões com casos.

Febre amarela

A febre amarela é transmitida pela picada de mosquitos silvestres. Um indicador de sua presença se dá com a morte de macacos, que também sofrem com altos índices de mortalidade quando contaminados.

O avistamento de macacos mortos deve ser informado às equipes de saúde do município.

Os sintomas iniciais da febre amarela são febre súbita, calafrios, dores intensas no corpo e cabeça, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza recorrentes. (Agência Brasil)

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Campinas adere à Campanha de Multivacinação em escolas

Campinas aderiu à Campanha de Multivacinação do Estado de São Paulo com foco nas doenças preveníveis nas escolas públicas de ensino infantil. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal das crianças de até 5 anos matriculadas na rede municipal.

Nesta segunda-feira, 18 de março, a Secretaria de Saúde começa a fazer um cruzamento de dados da Pasta e da Secretaria de Educação, considerando-se novas matrículas em 2024 e eventuais mudanças entre centros de educação infantil (CEIs) para descobrir onde há crianças com cadernetas incompletas conforme esquema definido pelo Calendário Vacinal.

Vale destacar que Campinas, no segundo semestre de 2023, realizou uma série de ações de vacinação em pelo menos 60 escolas na campanha realizada naquele ano.

“Em virtude dos esforços concentrados das equipes de saúde na epidemia de dengue, não faremos neste primeiro momento uma ação de vacinação direta nas escolas. Mas vamos fazer uma busca ativa e analisar em quais unidades de ensino há mais crianças faltosas, com esquemas incompletos, para pedir que elas enviem comunicados sobre a situação aos pais e responsáveis, e entrem em contato com eles”, explicou a coordenadora do Programa de Imunização de Campinas, Chaúla Vizelli.

A campanha tem propósito de atualizar a cobertura para as doses contra: poliomielite, meningocóccica C conjugada, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), febre amarela, pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae B), HPV (entre 9 e 14 anos), meningocócica ACWY e covid-19.

A Saúde destaca que outros imunizantes, para crianças e adolescentes, estão disponíveis.

“Os centros de saúde têm doses disponíveis e as salas de vacinação funcionam normalmente, conforme horário de cada unidade básica”, disse Chaúla, ao ressaltar que adultos também podem colocar as cadernetas em dia, caso seja necessário.

“A campanha é mais uma oportunidade de aumentar a cobertura vacinal, independente da forma de adesão”, explicou a coordenadora. Os índices de cobertura em 2023 ficaram entre 80,4% e 102,2% – neste caso inclui crianças de outras cidades imunizadas em Campinas.

 

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