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Imóvel desaba e mata duas meninas na Ilha do Governador, no Rio

Um imóvel de três andares desabou na manhã desta quinta-feira (25) na Comunidade Praia da Rosa, no Tauá, Ilha do Governador, na zona norte do Rio. Duas meninas, de 11 anos e 4 anos, morreram sob os escombros. Duas pessoas foram resgatadas com vida e sem ferimentos.

Equipes do Corpo de Bombeiros da Ilha do Governador, do Grupo de Operações Especiais (Goesp) e do Grupamento de Busca e Resgate com Cães atuaram nos trabalhos de resgate das vítimas.

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Operação em Campinas interrompe loteamento ilegal em área protegida

Uma operação integrada do Grupo de Contenção da Prefeitura de Campinas identificou e interrompeu o parcelamento ilegal do solo em uma área ambientalmente protegida do município. A ação ocorreu na manhã desta sexta-feira, 17 de abril, em uma região de chácaras situada na Área de Proteção Ambiental (APA) Campo Grande, conhecida como Monte Alto.

O local já havia sido alvo de fiscalizações desde 2025, quando foram lavrados autos de infração e determinado o embargo das obras irregulares. A operação contou com a atuação conjunta da Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (Seclimas), da Secretaria de Urbanismo (Semurb), da Guarda Municipal, da Secretaria de Serviços Públicos e da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), reforçando o caráter integrado da fiscalização. As ações cumprem determinação do Ministério Público.

Durante a ação, as equipes constataram o descumprimento de uma notificação anterior que determinava a paralisação imediata das obras. Diante da irregularidade, foram adotadas novas medidas administrativas, como a instalação de placas informativas e a afixação de aviso de embargo no portão do imóvel.

A operação resultou na apreensão de materiais e equipamentos utilizados nas construções, incluindo três betoneiras, 60 sacas de cimento, vergalhões e ferramentas manuais, como pás, enxadas e cavadeiras. Segundo a fiscalização, o não cumprimento das determinações pode acarretar novas sanções administrativas e judiciais, conforme previsto na legislação vigente.

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Veículos com explosivos são apreendidos no Rio de Janeiro

Dois carros carregados com artefatos explosivos foram encontrados pela Polícia Civil, no Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (11). Os veículos estavam estacionados em frente a uma escola municipal, no bairro de Santa Cruz. Do outro lado da rua, funciona uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Segundo a Polícia Civil, os veículos foram localizados por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco). Em um deles, foram encontradas granadas. No outro, foram localizados explosivos e galões de gasolina.

Agentes do Esquadrão Antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foram acionados para neutralizar o risco e garantir a segurança da região, segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa da Polícia Civil. (Agência Brasil)

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OABRJ levará absolvição dos policiais no caso João Pedro ao STF

A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OABRJ) levará o caso da absolvição dos policiais na morte do jovem João Pedro Mattos Pinto ao Supremo Tribunal Federal. Em nota, a instituição repudiou a decisão que absolveu sumariamente os policiais.

João Pedro, que na época tinha 14 anos, levou um tiro nas costas dentro da casa de um tio, na tarde de 18 de maio de 2020, durante ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Civil fluminense na comunidade do Salgueiro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio.

A OABRJ, por meio da Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária (CDHAJ), criticou a decisão proferida pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, que absolveu sumariamente os três policiais acusados pela morte de João Pedro.

Em nota, a seccional afirmou que pedirá a reavaliação da sentença pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro para que o caso, de extrema gravidade, não seja marcado pela impunidade como a grande parte dos que envolvem letalidade policial no Brasil. Acrescentou que dará ciência da decisão ao ministro do Supremo Edson Fachin, responsável pela relatoria da ADPF 635 (ADPF das Favelas).

“O diálogo com o STF é fundamental, uma vez que a impunidade de agentes públicos é um dos principais fatores que contribuem com o negrocídio que atinge os pretos de pele, de chão e de bolso dentro das favelas e periferias do estado do Rio de Janeiro”, diz a nota.

“É fundamental cobrir de solidariedade a família de João Pedro, que tem lutado por Justiça e pela memória do menino, fazendo dessa luta uma trincheira coletiva de todos que se revoltam contra a violência policial e o cenário de absoluta desumanização perpetrado pelas forças policiais no estado do Rio de Janeiro”, diz a OABRJ. “Vale lembrar, que no estado do Rio de Janeiro, mais de um terço das mortes violentas decorrem de intervenção policial e mais de 72% das mortes por armas de fogo são de pessoas negras”.

Protestos

Os parentes do adolescente João Pedro protestaram nessa quinta-feira (11), em frente ao Tribunal de Justiça, contra a decisão judicial que absolveu os agentes envolvidos. A família esperava que o caso fosse levado a júri popular. “Essa é uma sentença sem responsabilidade nenhuma, com a família, com a sociedade. Esperamos mudança nessa situação [da absolvição]”, disse o pai de João Pedro, Neilton da Costa Pinto.

“A verdade é que eles entraram em uma casa onde só tinha jovens adolescentes brincando e efetuaram vários disparos de arma de fogo. Não tem como um agente público entrar em uma casa onde só tem adolescente, efetuando mais de 70 disparos, sem ter intenção de matar”, destacou.

Três policiais, Mauro José Gonçalves, Maxwell Gomes Pereira e Fernando de Brito Meister, foram denunciados pelo Ministério Público em 2022, por homicídio duplamente qualificado. Mas na última quarta-feira (10), a juíza Juliana Bessa Ferraz Krykhtine os absolveu sumariamente. A magistrada, após analisar as provas e depoimentos, entendeu que os agentes agiram em legítima defesa.

Anistia Internacional também criticou a decisão. Para a Anistia, ela transmite a ideia de impunidade nos casos de mortes decorrentes de ações policiais em favelas.

“[A absolvição] envia a mensagem de que as favelas são territórios de exceção onde qualquer morte provocada pela ação da polícia permanecerá impune”, diz a Anistia Internacional, em nota divulgada quarta-feira (10). (Agência Brasil)

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Taça das Favelas começa neste sábado com 49 times

A 4ª edição da Taça das Favelas começa amanhã (11) a partir 8h na Praça de Esportes Argemiro Roque, no  São Bernardo.  O campeonato é uma iniciativa da CUFA – Central Única das Favelas, com  apoio da Prefeitura de Campinas, da Secretaria de Esportes e Lazer e da EPTV.

Neste ano,  3.117 atletas se inscreveram para participar dos jogos. Serão 16  equipes femininas e 33 equipes masculinas. A primeira rodada ocorre logo após a abertura do campeonato com disputa entre seis equipes masculinas.

Segundo o secretário municipal de Esportes e Lazer, Fernando Vanin, o torneio representa a inclusão esportiva de Campinas. “É uma oportunidade única para as comunidades mostrarem a sua força no futebol e disputar uma vaga na etapa estadual do campeonato”, comenta.

Os jogos serão disputados sempre aos finais de semana, na Praça Argemiro Roque, que fica na avenida João Batista Morato do Canto, 390, no São Bernardo. No domingo, dia 19, estão previstas partidas de duas equipes femininas e quatro masculinas. A tabela pode ser conferida no Instagram @tacadasfavelascampinas.

A data de encerramento do campeonato será no dia 23 de junho, no Estádio Brinco de Ouro, com as finais do feminino, às 8h, e na sequência a decisão do masculino.

Como nas edições anteriores, a Taça das Favelas de Campinas é disputada no sistema eliminatório e em caso de empate no tempo normal, a vaga é definida nas cobranças de penalidades máximas.

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Operação da PF investiga tráfico internacional de armas para o Rio

Agentes da Polícia Federal (PF) foram às ruas na manhã desta quinta-feira (4) para apurar a prática de tráfico internacional de armas de fogo e acessórios de origem dos Estados Unidos. A Operação Ficção ou Realidade investiga ainda comércio clandestino de material bélico a facções criminosas e milícias do Rio de Janeiro.

Informações obtidas pela Receita Federal foram o ponto de partida para as investigações da Delegacia de Repressão a Crimes contra Patrimônio e ao Tráfico de Armas da Superintendência da PF no Rio de Janeiro. As apurações identificaram a participação de um grupo que importava material bélico de forma irregular.

De acordo com a PF, autoridades policiais dos Estados Unidos apreenderam, em janeiro deste ano, em Miami, uma quantidade expressiva de material bélico que estava prestes a ser enviado clandestinamente ao Brasil.

“Na ocasião, foram apreendidos: 261 carregadores de alta capacidade, geralmente utilizados por milicianos e traficantes para exercer domínio territorial, visto que comportam até 90 munições de grosso calibre e alto poder destrutivo; e 88 acessórios de conversão de armas de fogo chamados de Kit Roni, que conferem maior estabilidade e precisão ao armamento, assim como transformam armas semiautomáticas em armas automáticas ou que disparam rajadas de tiros”, informou a PF em nota.

As investigações apuraram ainda que a quadrilha contratou uma empresa do segmento de efeitos cinematográficos para armazenar clandestinamente os armamentos, com a justificativa de que estava “lidando com materiais de efeito não lesivo, destinados ao serviço de show pirotécnico, de maneira que não levantasse suspeita sobre a atividade criminosa”.

Os policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro, em endereços residenciais dos suspeitos localizados nas cidades do Rio de Janeiro, de Curitiba e Maringá, no Paraná.

De acordo com a PF, os investigados responderão pelos crimes de tráfico internacional e comércio clandestino de armas de fogo e acessórios, além de associação criminosa. Se forem condenados, poderão receber pena de até 31 anos de reclusão.

“A operação foi intitulada Ficção ou Realidade devido à hipótese criminal investigada quanto à influência e dissimulação praticada, através da empresa do ramo de efeitos cinematográficos, no tráfico e comércio clandestino de arma de fogo”, concluiu a nota. (Agência Brasil)

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