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Ventos de 74 km/h e chuvas fortes causam estragos em Campinas

A cidade de Campinas sofreu hoje (22) quedas de árvores, alagamentos de imóveis e de vias devido ás chuvas e ventos fortes desta segunda-feira, 22 de setembro, causou quedas de árvores, alagamentos de imóveis e de vias da cidade. O acumulado de chuvas na cidade chegou a 55,6 milímetros, sendo a maior  quantidad em Barão Geraldo.

A velocidade do vento alcançou 74 quilômetros por hora ás 14 horas, no Aeroporto de Viracopos.

Árvores 

Mais de 50 árvores cairam, sendo sete delas sobre a rede elétrica e tem outras com perigo de queda. Foram registrados alagamentos nos bairros Jardim Chapadão (Norte), Jardim Novo Flamboyant (Leste), Jardim Brasil (Norte), Cidade Satélite Íris (Noroeste) e Jardim Campo Belo (Sul). Um muro caiu no Jardim São Pedro (Região Sul).

Houve seis destelhamentos de imóveis nos bairros Vila Mimosa (Sul), 2 no Satélite Íris I (Noroeste), Jardim Monte Cristo (Sul), Jardim Santa Lúcia (Noroeste) e Jardim Cura D’ars (Sul).

A Estação BRT Piracicaba, no Corredor Ouro Verde, precisou ser desativada e alguns serviços da  Rede Mário Gatti foram afetados por conta de goteiras.  Em algumas escolas as aulas foram suspensas.

Doze equipes da Secretaria de Serviços Públicos atuam na remoção de árvores e galhos.

 

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Consultório Veterinário Móvel instalado em Barão Geraldo volta a atender

Depis do ataque de vandalismo sofrido pelo Consultório Veterinário Móvel instalado em Barão Geraldo, o atendimento foi retomado hoje (13) pela manhã. Os danos e o materiais furtados na unidade, foram resolvidos pelo Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal em tempo recorde.

A estrutura está instalada no Salão Paroquial da Igreja Santa Izabel, na rua Angelo Vicentim, 601. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 16h.

Como de costume, os atendimentos são feitos por ordem de chegada e com distribuição de senhas, não sendo necessário agendamento prévio. Para ser atendido, é preciso ter mais de 18 anos, levar documentos pessoais e comprovante de residência com endereço de Campinas.

Campinas conta com duas unidades do Consultório Veterinário Móvel que, juntas, têm capacidade para cerca de 100 atendimentos por dia. Ambas oferecem serviço itinerante e gratuito para cães e gatos de todas as regiões da cidade.

O programa tem como principal objetivo atuar na prevenção de doenças. Os animais atendidos são microchipados e recebem vacina, se houver indicação.

Mais informações podem ser obtidas no site www.portalanimal.campinas.sp.gov.br.

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Samarco é alvo de ação que pede R$ 3,6 milhões por danos às mulheres

A mineradora Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton se tornaram alvo de ação civil pública que cobra uma indenização de pelo menos R$ 3,6 milhões para reparar danos morais coletivos causados às mulheres atingidas pelo rompimento da barragem ocorrido em 2015 na cidade de Mariana (MG). No episódio, foi liberada uma avalanche de rejeitos que resultou em 19 mortes e em impactos nas dezenas de municípios mineiros e capixabas ao longo da bacia do Rio Doce.

A ação, ajuizada na Justiça Federal na última sexta-feira (21), é assinada em conjunto por seis instituições de Justiça: Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Defensoria Pública da União (DPU) e defensorias públicas dos dois estados. Elas alegam que o processo reparatório empreendido pelas três mineradoras e executado pela Fundação Renova evidenciou tratamento diferenciado conforme o gênero e violou direitos das vítimas, tanto na etapa do cadastramento como na implementação das medidas.

Além de pleitear indenização pelos danos morais coletivos, elas também querem que sejam estabelecidos valores a título de indenização individual. De acordo com nota divulgada nesta segunda-feira (24) pelo MPMG e pelo MPF, foram juntados ao processo relatórios e documentos que comprovam as alegações.

“Ação requer também, entre outros pedidos, o pagamento, pelas empresas, de indenização mínima de R$ 135.552,00 para cada mulher atingida pelos danos materiais causados pela violação sistemática aos direitos humanos e de pelo menos R$ 36 mil pelos danos morais sofridos”, diz o texto. De acordo com o MPMG e com o MPF, a ação está em consonância com o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero formulado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cujas diretrizes se tornaram obrigatórias desde 14 de março de 2023.

A reparação dos danos da tragédia se baseia em um acordo firmado entre as três mineradoras, o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo. Foram estabelecidos mais de 40 programas. O modelo implementado, com a criação da Fundação Renova para gerir todas medidas, é hoje considerado mal sucedido pelos governos envolvidos e também pelas instituições de Justiça. Passados quase nove anos, tramitam no Judiciário brasileiro mais de 85 mil processos sobre a tragédia. Negociações para repactuar o acordo em busca de uma solução para esse passivo judicial se arrastam há mais de dois anos, mas os valores ofertados pelas mineradoras ainda não atenderam as expectativas dos governos.

Assim como as três mineradoras, a Fundação Renova também é alvo da nova ação movida pelas instituições de Justiça. Procurada a Samarco afirmou que não foi notificada e que não irá comentar a questão. A Vale e a BHP Billiton também disseram que não foram notificadas. A Fundação Renova, por sua vez, informou que a entidade “não possui conhecimento da referida ação judicial e reforça seu compromisso com a reparação e compensação dos danos causados pelo rompimento da barragem”.

Cadastro

De acordo com as instituições de Justiça, embora conste no cadastro dos atingidos quantidades semelhantes homens e mulheres, houve participação reduzida das vítimas do gênero feminino nas oitivas realizadas pela Fundação Renova para levantamento de dados primários: elas representaram apenas 39% de todos as pessoas envolvidas. Além disso, somente 34% das mulheres foram listadas como responsáveis economicamente pela casa.

As instituições alegam que o cadastro é porta de entrada para os programas reparatórios, de forma que a reduzida participação na coleta de dados gera efeitos excludentes e oculta a realidade das vítimas do gênero feminino. Além disso, afirmam que a Fundação Renova adotou o conceito de família patriarcal como se fosse a única possibilidade de formação de núcleos familiares. Dessa forma, teria sido exigido de muitas mulheres a autorização dos maridos para acessar e realizar ajustes nos dados.

A necessidade de se ter um olhar atento às atingidas negras, indígenas e de comunidades tradicionais, como as quilombolas, também é destacada na ação. Além do pagamento das indenizações, as instituições signatárias querem a revisão dos dados de todas as mulheres cadastradas, mapeando as indevidas exclusões no acesso aos programas e garantindo nesses casos o pagamento retroativo e atualizado.

A ação também aponta que o processo reparatório é carente de ações afirmativas com recortes de gênero e reforça desigualdades. É citada uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), na qual foram relatados 154 casos envolvendo questões de saúde mental. Em 71,4% deles, a sobrecarga de trabalho doméstico foi informada. As instituições cobram a criação de uma matriz de danos que reconheça as atividades laborais típicas de mulheres. (Agência Brasil)

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