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Mata de Santa Genebra promove atividade gratuita sobre plantas medicinais

A Mata de Santa Genebra vai promover um curso sobre plantas medicinais, na próxima sexta-feira (27), das 9h30 às 10h30. Aberta ao público em geral, não é necessário fazer inscrição prévia. A iniciativa conta com a participação de alunos de graduação e pós-graduação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp.

Espécies

Segundo os organizadores, a proposta do encontro é orientar o público sobre a correta identificação das espécies, além de apresentar recomendações de preparo para garantir um uso seguro e eficaz. Durante a atividade, os participantes também terão a oportunidade de conhecer mais sobre o açafrão-da-terra, planta reconhecida por sua ação anti-inflamatória.

Os interessados devem chegar com pelo menos 10 minutos de antecedência à sede da Mata, localizada na Rua Mata Atlântica, 447, no Bosque de Barão. Ao final da apresentação, os participantes poderão participar de uma caminhada leve pela área verde, para ampliar o contato com a natureza.

Serviço
Apresentação sobre plantas medicinais
Data: 27 de março
Horário: 9h30
Local: Rua Mata Atlântica, 447 – Bosque de Barão, Campinas

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Banda norte-americana The Calling fará show gratuito

A banda norte-americana The Calling, marcada pelo sucesso “Wherever You Will Go”, fará um show gratuito no próximo domingo (19), na Praça Arautos da Paz, em Campinas. O evento, dentro do projeto Orbital Rock – edição Rockphonic, é uma realização da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, conta com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campinas e gestão e produção da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA).

Antes do show do The Calling, sobem ao palco as bandas Cura, Mox, Rockphonic e outros grupos, em uma celebração da cena musical local, regional e estadual. O evento acontece das 12h às 21h, incluindo todas as apresentações e o show principal da banda internacional.

The Calling

O trio, formado atualmente por Alex Band (vocal, guitarra rítmica e baixo ocasional), Daniel Damico (guitarra solo, teclados e backing vocals) e Dom Liberati (baixo), retorna ao Brasil após uma extensa turnê em 2024, que contou com mais de 20 apresentações com ingressos esgotados. O repertório promete relembrar sucessos que marcaram os anos 2000 e 2010, como “Wherever You Will Go”, “Adrienne”, “Things Don’t Always Turn Out That Way” e “Stigmatized”.

Serviço
Show da banda The Calling
Quando: 19 de outubro
Horário: das 12h às 21h
Local: Praça Arautos da Paz
Ingresso: gratuito

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Médico traz para Campinas método inovador de remoção de tumores

A “alcoolização de tumores” ou “ablação de tumores com etanol” tem sido utilizada praticada em cistos ou áreas predominantemente císticas de tireóide e parótida, além de ser indicada para tumores císticos benignos e para pacientes que não querem ou não podem fazer cirurgia.

Um procedimento inovador para a remoção de tumores tem facilitado a vida dos pacientes que não querem ou não podem fazer cirurgia, em Campinas. A alcoolização de tumores ou ablação de tumores com etanol consiste na injeção de álcool absoluto (99,9%) dentro de um tumor, que pode ser sólido, cístico (líquido) ou misto.

O médico Ademar Yamanaka, que pratica o método na cidade, conta que a primeira experiência aconteceu em 1983 no Japão, na universidade de Chiba.

Numa mesa de bar, dois médicos pesquisadores tiveram a brilhante ideia de destruir um tumor de fígado injetando álcool absoluto dentro do mesmo. Para isso, produziram experimentalmente um câncer em um coelho implantando células no animal. A seguir, injetaram álcool absoluto no tumor, guiado por ultrassom em tempo real, e comprovaram a destruição do câncer. Um ano depois, esse procedimento passou a ser utilizado para tratamento de câncer de fígado diagnosticado precocemente pelo ultrassom em humanos.

De acordo com Yamanaka, a ablação com etanol ou alcoolização tem sido praticada em cistos ou áreas predominantemente císticas de tireóide e parótida, entre outros da região do pescoço. É também indicada para tumores císticos benignos e para pacientes que não querem ou não podem fazer cirurgia. Ele acrescenta que o procedimento é realizado sem internação e com anestesia local e não deixa cicatrizes.

“Tive a honra de conhecer esses pesquisadores e toda a equipe, pois eu fazia a minha pós-graduação no mesmo local. Convivi com eles todos os dias. Estava no lugar certo, na hora certa”, diz o médico, que é graduado em Medicina pela Unicamp, com mestrado pela Chiba University e doutorado em Clínica Médica pela Unicamp.

 

 

 

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Pandemia de Aids pode acabar até 2030, diz Unaids

O fim da Aids é uma escolha política e financeira dos países e lideranças que estão seguindo esse caminho e estão obtendo resultados extraordinários, o que pode levar ao fim da pandemia de Aids até 2030. É o que mostra um novo relatório divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids).

O relatório – denominado O Caminho que põe fim à Aids – expõe dados e estudos de casos sobre a situação atual da doença no mundo e os caminhos para acabar com a epidemia de Aids até 2030, como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Segundo a entidade, esse objetivo também ajudará o mundo a estar bem preparado para enfrentar futuras pandemias e a avançar no progresso em direção à conquista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

O Unaids lidera e inspira o mundo a alcançar sua visão compartilhada de zero novas infecções por HIV, zero discriminação e zero mortes relacionadas à Aids. O programa atua em colaboração com parceiros globais e nacionais para combater a doença.

Meta:95-95-95

Países como Botsuana, Essuatíni, Ruanda, República Unida da Tanzânia e Zimbábue já alcançaram as metas 95-95-95. Isso significa que, nesses países, 95% das pessoas que vivem com HIV conhecem seu status sorológico; 95% das pessoas que sabem que vivem com HIV estão em tratamento antirretroviral que salva vidas; e 95% das pessoas em tratamento estão com a carga viral suprimida.

Outras 16 nações, oito das quais na África subsaariana – região que representa 65% de todas as pessoas vivendo com HIV – também estão perto de alcançar essas metas.

Brasil: 88-83-95

O Brasil, por sua vez, também está no caminho, com suas metas na casa de 88-83-95. Mas o país ainda enfrenta obstáculos, causados especialmente pelas desigualdades, que impedem que pessoas e grupos em situação de vulnerabilidade tenham pleno acesso aos recursos de prevenção e tratamento do HIV que salvam vidas.

Na visão da Oficial de Igualdades e Direitos do Unaids Brasil, Ariadne Ribeiro Ferreira, o movimento em casas legislativas municipais, estaduais e no Congresso Nacional de apresentar legislações criminalizadoras e punitivas que afetam diretamente a comunidade LGBTQIA+, especialmente pessoas trans, pode aumentar o estigma. “Este movimento soma-se às desigualdades, aumentando o estigma e discriminação de determinadas populações e pode contribuir para impedir o Brasil de alcançar as metas de acabar com a Aids até 2030”, diz ele.

Lideranças

“O fim da Aids é uma oportunidade para as lideranças de hoje deixarem um legado extraordinariamente poderoso para o futuro”, defende a diretora executiva do Unaids, Winnie Byanyima.

“Essas lideranças podem ser lembradas pelas gerações futuras como aquelas que puseram fim à pandemia mais mortal do mundo. Podem salvar milhões de vidas e proteger a saúde de todas as pessoas”, acrescenta.

O relatório destaca que as respostas ao HIV têm sucesso quando baseadas em uma forte liderança política com ações como respeitar a ciência, dados e evidências; enfrentar as desigualdades que impedem o progresso na resposta ao HIV e outras pandemias; fortalecer as comunidades e as organizações da sociedade civil em seu papel vital na resposta; e garantir financiamento suficiente e sustentável.

Investimentos 

O relatório do Unaids mostra, também, que o progresso rumo ao fim da Aids tem sido mais forte nos países e regiões com maior investimento financeiro. Na África Oriental e Austral, por exemplo, as novas infecções por HIV foram reduzidas em 57% desde 2010 e o número de pessoas em tratamento antirretroviral triplicou, passando de 7,7 milhões em 2010 para 29,8 milhões em 2022.

Com o apoio e investimento no combate à Aids em crianças, 82% das mulheres grávidas e lactantes vivendo com o HIV em todo o mundo tiveram acesso ao tratamento antirretroviral em 2022, em comparação com 46% em 2010, o que levou a uma redução de 58% nas novas infecções por HIV em crianças de 2010 a 2022, o número mais baixo desde a década de 1980.

Marcos legais

Segundo o relatório, o fortalecimento do progresso na resposta ao HIV passa pela garantia de que os marcos legais e políticos não comprometam os direitos humanos, mas os protejam. Vários países revogaram leis prejudiciais em 2022 e 2023, incluindo Antígua e Barbuda, Ilhas Cook, Barbados, São Cristóvão e Nevis e Singapura que criminalizavam as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo.

Financiamento

O financiamento para o HIV também diminuiu em 2022, tanto de fontes internacionais quanto domésticas, retornando ao mesmo nível de 2013. Os recursos totalizaram US$ 20,8 bilhões em 2022, muito aquém dos US$ 29,3 bilhões necessários até 2025, afirma o documento.

O relatório expõe, no entanto, que existe agora uma oportunidade para acabar com a Aids na medida em que a vontade política é estimulada por meio dos investimentos em resposta sustentável ao HIV.

Esses recursos devem ser focados no que mais importa, reforça o Unaids: integração dos sistemas de saúde, leis não discriminatórias, igualdade de gênero e fortalecimento das redes comunitárias de assistência e apoio.

“Os fatos e os números compartilhados neste relatório não mostram que o mundo já está no caminho certo, mas indicam claramente que podemos chegar lá. O caminho a seguir é muito claro”, observa a diretora executiva do Unaids, Winnie Byanyima. (Agência Brasil)

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