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Árvores da Praça do Coco colocavam em perigo os frequentadores

Documento assinado pelo professor Demóstenes Ferreira da Silva Filho, da área de Silvicultura Urbana do Departamento de Ciências Florestais da Esaq – Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo, atestou a necessidade da retirada das duas árvores na Praça do Coco, em Barão Geraldo. O laudo foi encomendado pela Prefeitura de Campinas após a extração das árvores  na semana passada.

O parecer avaliou os dados presentes nos laudos 7.391 e 7.392 sobre as condições das árvores da espécie Ficus benjamina. De acordo com o documento, a permanência das árvores na Praça do Coco, em “péssimo estado geral”, representaria um risco contínuo para os frequentadores do espaço. Isso se deve a uma combinação de falhas estruturais e biológicas nas árvores, que estavam em um local de grande circulação de pessoas.

O documento aponta características que comprovam essa conclusão:

– Fragilidade estrutural: as duas árvores tinham uma estrutura de “forquilha em V”, com vários galhos saindo dessas inserções, o que caracteriza extrema fragilidade associada a uma baixa resistência, favorecendo a ruptura sob ação de vento, chuva ou sobrecarga.
– Comprometimento da base (colo e tronco): uma das árvores apresentava processo de biodeterioração severo e seca, além do agravamento por sinais de infestação de cupins. A outra tinha tronco com lenho seco e em avançado processo de biodeterioração. Segundo o professor, o colo e o tronco são a base de sustentação da árvore; sua falência indica risco iminente de tombamento.
– Instabilidade do solo: com 22 metros de altura, uma das árvores apresentava raízes afloradas com leve levantamento do solo, indicando possível deslocamento, o que mostra que as raízes já não conseguiam mais sustentar a árvore de forma segura.
– Interferência externa: já a outra árvore, de 21 metros, apresentava interferência direta com a fiação primária, conforme o documento, “adicionando um sério risco elétrico em caso de queda de galhos sobre a rede”.

O secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, explicou que o pedido feito a um órgão externo e autônomo tem o objetivo de dirimir quaisquer dúvidas. “A Esalq-USP é uma instituição reconhecida pela sua seriedade e rigor nos assuntos referentes ao meio ambiente. O parecer ratifica o laudo feito por nós e aponta que tomamos a decisão correta para preservar a segurança e integridade das pessoas.”

O parecer traz ainda fotos que detalham as falhas nas árvores verificadas nos dois laudos da Prefeitura, como evidências de colapso fisiológico e irreversível para a integridade mecânica dos exemplares.

Outro ponto abordado pelo documento é o comportamento da copa das árvores e o risco de galhos secos. Segundo o parecer, os laudos mostram de forma categórica que a copa das duas árvores estava seca e, nestas condições, as suas características eram muito diferentes de copas saudáveis. “Galhos secos perdem a elasticidade, apresentam tensão nas forquilhas, além de apresentarem um risco imprevisível de queda”, diz o documento.

Por fim, o parecer da Esalq-USP afirma que “os laudos apresentam dados visuais e textuais que comprovam a fragilidade de galhos e grave risco para a integridade das copas dessas duas árvores e, consequentemente, para a população”.

 

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Justiça mantém condenação de 50 anos a ex-deputada Flordelis

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negou, por unanimidade, recurso de apelação da ex-deputada federal Flordelis e manteve sua condenação a 50 anos de prisão. Ela foi considerada culpada pela participação no assassinato de seu marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019.

As condenações de Flordelis são por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, uso de documento falso e associação criminosa armada, segundo o TJRJ.

Os desembargadores também decidiram manter as condenações, pela participação no mesmo crime, de Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica de Flordelis; de Adriano dos Santos Rodrigues, filho biológico da ex-parlamentar; e de Carlos Ubiraci Francisco da Silva, filho afetivo.

A 2ª Câmara Criminal também decidiu anular a absolvição, pelo Tribunal do Júri de Niterói, de outras três pessoas acusadas de participar do crime: Rayane dos Santos, neta biológica da ex-deputada; Marzy Teixeira e André Luiz de Oliveira, ambos filhos adotivos. Eles serão submetidos a novo julgamento pelo júri. (Agência Brasil)

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TSE multa influenciadora da JP em R$ 30 mil por ofensa a Janja

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (7), por 6 a 1, multar a influenciadora digital Pietra Bertolazzi, que foi comentarista da rádio Jovem Pan durante as eleições de 2022, em R$ 30 mil por disseminar informações falsas sobre a primeira-dama Janja da Silva. 

Os ministros julgaram uma representação apresentada pela coligação Brasil da Esperança, do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, marido de Janja. Segundo a representação contra a comentarista, durante a campanha eleitoral ela comparou a hoje primeira-dama a Michele Bolsonaro, esposa do adversário Jair Bolsonaro.

“Enquanto você tem ali a Janja abraçando o [sic] Pablo Vittar e fumando maconha, fazendo sei lá o quê, você tem uma mulher impecável representando a direita, os valores, a bondade, a beleza (…): Michelle [Bolsonaro]”, disse Bertolazzi.

Em sequência, a comentarista disse que, em evento de campanha organizado por Janja, havia somente “um monte de artista maconhista [sic] que não sabe pra onde vai, da onde vem, com uma ânsia enorme por brilho falso e dinheiro falso, todos querendo abraçar a Janja, porque é esse tipo de valor que ela demonstra, ao contrário da Michele”.

Para a maioria dos ministros do TSE, as declarações foram destinadas a influir no processo eleitoral, visando atingir o candidato Lula, mesmo que indiretamente, motivo pelo qual cabe punição imposta pela Justiça Eleitoral.

“Acusar uma pessoa de ser maconheira não é algo que pode ser tido como uma crítica relevante”, disse o ministro Floriano de Azevedo Marques, cujo voto prevaleceu no julgamento. “Nenhuma dúvida que aqui se trata de conteúdo eleitoral”, afirmou a ministra Cármen Lúcia.

Vice-presidente do TSE, Cármen Lúcia destacou ainda o tom sexista da fala. “O discurso de ódio é diferente entre homens e mulheres. Contra os homens, é de uma natureza. Contra a mulher, é sexista, de costumes, extremamente violento, desqualificando para atingir a família”, disse.

O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, também votou pela condenação. “Não resta nenhuma dúvida de que era uma campanha negativa descarada. Ao ofender a mulher do então candidato Lula, hoje primeira-dama, a ofensa realizada partia das ideias de uma pauta de costumes exatamente para colocar a preferência sobre um candidato”, disse ele.

Os ministros Nunes Marques, Raul Araújo e André Ramos Tavares também votaram em favor da condenação. Ficou vencida a ministra Isabel Galotti, para quem as ofensas não tiveram gravidade suficiente para afetar o pleito eleitoral.

A Agência Brasil tenta contato com a influenciadora Pietra Bertolazzi para comentar o caso. (Agência Brasil)

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