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Quatro em cada dez mortes por câncer no Brasil são evitáveis

Um estudo internacional sobre mortes por câncer no mundo estima que 43,2% dos óbitos provocados pela doença no Brasil poderiam ser evitados com medidas de prevenção, diagnóstico precoce e melhor acesso ao tratamento.

A pesquisa estima que, dos casos de câncer diagnosticados no país em 2022, cerca de 253,2 mil devem resultar em morte até cinco anos após a detecção. Dessas, 109,4 mil poderiam ser evitadas.

O estudo Mortes evitáveis por meio da prevenção primária, detecção precoce e tratamento curativo do câncer no mundo faz parte da edição de março da revista científica The Lancet, uma das publicações médicas mais conceituadas internacionalmente. O artigo está disponível na internet.

O trabalho é assinado por 12 autores, oito deles vinculados à Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS) e sediada em Lyon, na França.

Os pesquisadores dividem as quase 110 mil mortes por câncer evitáveis no Brasil em dois grupos: 65,2 mil são preveníveis, ou seja, a doença poderia nem ter ocorrido, e as outras 44,2 mil são classificadas como evitáveis por diagnóstico precoce e acesso adequado a tratamento.

Tipos de câncer

O estudo publicado na The Lancet estima que 59,1% das mortes evitáveis são relacionadas aos cânceres de pulmão, fígado, estômago, colorretal e colo do útero.

Quando se observa apenas os casos de câncer que poderiam ser evitados por medidas preventivas, o maior causador do óbito é o câncer de pulmão. Foram 1,1 milhão de mortes, correspondendo a 34,6% de todas as mortes preveníveis por câncer.

Já o câncer de mama nas mulheres foi o que teve mais mortes tratáveis, ou seja, pessoas que poderiam sobreviver recebendo diagnóstico no tempo certo e acesso a tratamento adequado. Foram 200 mil, o que representa 14,8% de todas as mortes em casos tratáveis.

Combate

Os pesquisadores apontam caminhos para diminuir o número de mortes evitáveis. Um deles é a realização de campanhas e ações que diminuam a incidência do tabagismo e do consumo de álcool, além de aumento de preço desses produtos, como forma de desestimular o consumo.

O estudo direciona atenção também ao excesso de peso. “O crescente número de pessoas com excesso de peso representa desafios consideráveis para a saúde global”, apontam os autores.

Eles sugerem iniciativas como intervenções “que regulam a publicidade, a rotulagem e [majoração] de impostos sobre alimentos e bebidas não saudáveis”.

Os pesquisadores enfatizam a importância da prevenção a infecções que são associadas ao câncer, como o HPV, que é prevenível por vacinação.

Os autores apontam ainda a necessidade de focar em metas relacionadas à detecção do câncer de mama.

“Alcançar as metas da OMS de que pelo menos 60% dos cânceres de mama sejam diagnosticados nos estágios um ou dois [escala que vai até zero a cinco] e que mais de 80% dos pacientes recebam diagnóstico dentro de 60 dias após a primeira consulta”.

“São necessários esforços globais para adaptar a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer a fim de enfrentar as desigualdades nas mortes evitáveis, especialmente em países com baixo e médio IDH”, conclui o estudo.

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Entidades se unem pela equidade do acesso a testes genéticos

A personalização de tratamentos e novos medicamentos elevam a eficácia das respostas e trazem melhor qualidade de vida aos pacientes com câncer. Ainda assim, a prevenção continua a alternativa mais eficiente para superar a doença. Quanto mais cedo o câncer é descoberto e tratado, melhor é o prognóstico. A luta mais recente é para incorporação pelo SUS (Sistema Único de Saúde) do Sequenciamento de Nova Geração (NGS, na sigla em inglês), análise genética que identifica mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 associados ao risco hereditário de câncer de mama e de ovário.

A data que celebra o Dia Mundial do Câncer, 4 de fevereiro, é também um marco da luta para que exames e testes genéticos sejam acessíveis à população. A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) defende a inclusão no SUS do NGS, exame capaz de identificar centenas de doenças genéticas de forma rápida e simples e essencial à saúde preventiva.

“Mutações em genes como BRCA1 e BRCA2 aumentam o risco em até 72% para portadoras. E cerca de 10% a 25% dos casos de câncer de ovário estão associados a mutações genéticas hereditárias, com destaque para os genes BRCA1 e BRCA2”, detalha o oncologista Fernando Medina, diretor do Centro de Oncologia Campinas.

O risco de desenvolver câncer de ovário é até 46% maior para portadoras de mutação BRCA1 e até 27% mais elevado para BRCA2, contra 1,4% na população geral.

A partir da identificação da mutação genética, medidas redutoras de risco, como mastectomia e salpingo-ooforectomia (retirada das trompas e dos ovários), impactam significativamente a redução das chances de desenvolver a doença e aumentam de forma expressiva a expectativa de vida de pacientes.

Medina participou da consulta pública aberta pela SBM, e encerrada na última segunda-feira (2), sobre a inclusão do teste genético para câncer de mama no SUS. O oncologista justifica que a prevenção interfere positivamente nos números do tratamento no Brasil.

“Estamos falando, acima de tudo, de salvar mais vidas, mas também em oferecer condições iguais de rastreio a quem não usufrui da saúde complementar e em economia de custos na saúde, a partir de tratamentos mais assertivos e curtos”, analisou.

Hoje, o tratamento contra a doença possui importantes aliados conquistados a partir de análises genéticas, porém, boa parte desses procedimentos não é acessível à maioria da população.

“O sequenciamento de nova geração (NGS) possibilita análise simultânea de múltiplos genes. Painéis específicos para diferentes tipos de câncer identificam mutações acionáveis.  Biomarcadores moleculares como MSI, TMB e assinaturas genéticas orientam decisões terapêuticas”, esclarece o oncologista sobre a prevenção e detecção precoce das doenças. “A questão é que essas tecnologias não estão disponíveis a todos”.

Estudos recentes, segundo a SBM, mostram que os casos de câncer associados a causas hereditárias representam até 10% do total dos cânceres. Dependendo da abrangência do painel, o exame de sequenciamento de nova geração (NGS) pode custar até R$ 9 mil. Painéis Genéticos (NGS) menos complexos têm preço médio de R$ 2,5 mil.

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Bronzeamento em câmaras UV aumenta em 75% os riscos de câncer

Aquele “bronzeado rápido” pode custar caro à pele. A radiação ultravioleta (UV) das câmaras é classificada como cancerígena pela Organização Mundial de Saúde (MS). O risco de câncer de pele do tipo melanoma aumenta 75% nas pessoas que fazem uso regular do bronzeamento artificial. No Brasil, a utilização desses equipamentos com finalidade estética é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009, mas ainda há clínicas que seguem oferecendo o procedimento, amparadas por liminares da justiça.

Além do risco aumentado de câncer, o bronzeamento artificial acelera o envelhecimento da pele, causa manchas e pode gerar lesões oculares, observa o oncologista Fernando Medina, do Centro de Oncologia Campinas.

“Para um bronzeamento seguro, prefira sempre autobronzeadores e, ao sol, use fatores de proteção 30+, de amplo espectro. Reaplique a cada duas horas e evite o sol no período entre 10h e 16h. Notou pinta nova, que coça, sangra ou mudou cor ou formato? Procure avaliação. Diagnóstico precoce tem altas chances de cura”, ensina o médico.

Em abril deste ano, para conter a judicialização da oferta de bronzeamento em câmaras, a Anvisa também proibiu a fabricação no Brasil de lâmpadas fluorescentes de alta potência. Em 2009, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC/OMS) incluiu as câmaras de bronzeamento no Grupo 1 de carcinogênicas, o mesmo dos cigarros e do amianto.

A Anvisa confirma que algumas ações pontuais de Assembleias Legislativas estaduais e municipais têm aprovado, de forma irregular, o uso de câmaras de bronzeamento artificial. Esse tipo de lei municipal/estadual desrespeita a norma federal da Agência, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 56/2009.

Foi o caso, por exemplo, de João Pessoa (PB). A prefeitura local sancionou no final do ano passado a lei que permitia o funcionamento de estabelecimentos de bronzeamento artificial na cidade. Na sequência, o Ministério Público abriu investigação que confirmou a inconstitucionalidade da lei.

No início deste mês de dezembro, uma clínica de estética no Rio de Janeiro foi interditada após clientes denunciarem queimaduras provocadas pela câmara de bronzeamento artificial que funcionava clandestinamente no estabelecimento.

Estimativas

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 220 mil novos casos de câncer de pele não melanoma por ano no triênio 2023-2025 – 33% do total de diagnósticos de câncer no Brasil – e 13.620 novos casos anuais de melanoma, o tipo mais agressivo da doença. São dados que justificam a especial atenção às mensagens da campanha Dezembro Laranja.

O câncer de pele é o tumor mais prevalente em todo mundo e o que tem melhores chances de cura quando diagnosticado em fase inicial. Também é facilmente evitável, já que até 95% dos casos estão diretamente relacionados à exposição solar cumulativa e a queimaduras solares na infância e adolescência.

A taxa de incidência de melanoma nos brasileiros mais que dobrou nos últimos 20 anos. A cada 100 casos de câncer de pele, apenas cinco são melanomas, mas a doença é responsável por quatro a cada dez mortes por tumores de pele.

“A prevenção é altamente eficaz e deve ser enfatizada em campanhas educativas, especialmente para populações de risco. O acompanhamento dermatológico regular é crucial para detecção precoce, reduzindo a morbidade e a necessidade de tratamentos agressivos”, detalha o oncologista Fernando Medina.

Tipos de câncer

O câncer de pele não melanoma é o tipo mais comum de câncer de pele, caracterizado por crescimento anormal de células cutâneas, geralmente associado à exposição solar crônica. No Brasil, representa cerca de 30% de todos os cânceres diagnosticados.

“O Carcinoma Basocelular é o tipo mais comum e representa de 70% a 80% dos casos. Tem crescimento lento e raramente metastatiza”, detalha Medina. Metástase é quando o câncer se espalha para outros órgãos do corpo.

De 20% a 30% dos casos de câncer de pele não melanoma são Carcinomas Espinocelulares, que se originam nas células escamosas da epiderme, especifica Medina. “Esse é um tipo mais agressivo do que o Carcinoma Basocelular, com maior potencial de metástase, de 2% a 5%”, especifica.

O melanoma é agressivo e com alto risco de metástase. Conforme o Inca, a doença responde por até 4% das neoplasias malignas de pele e tem origem nas células produtoras de melanina (substância que determina a cor da pele). O prognóstico positivo do melanoma está diretamente ligado à detecção precoce.

Fique atento

As lesões malignas de pele normalmente têm mais de 6mm de diâmetro. É motivo de alerta sinais como pequenas feridas que não cicatrizam; crescimento da mancha; ocorrência de vermelhidão, inchaço, coceira ou sensibilidade; e mudança do aspecto ou da cor.

“A prevenção primária, com utilização de protetor solar desde e o não uso de bronzeamento artificial em câmaras, é a medida mais custo-efetiva que existe”, orienta Medina. “O Carcinoma Basocelular é tão comum hoje que virou ‘doença do dia a dia’ do dermatologista, mas o atraso no diagnóstico dos Carcinomas Espinocelulares de melanomas ainda mata desnecessariamente”, acrescenta.

O oncologista recomenda a realização de exame dermatológico anual para detecção de lesões de pele suspeitas. E lembra que a prevenção secundária envolve também o autoexame mensal da pele. No caso do melanoma, é possível se orientar pela regra ABCDE:
A = Assimetria
B = Bordas irregulares
C = Cor variada
D = Diâmetro > 6 mm
E = Evolução (mudança em semanas/meses)

“O câncer de pele é o único câncer cuja incidência e mortalidade ainda podemos reduzir drasticamente com medidas simples:  Protetor solar, evitar sol forte, exame dermatológico com dermoscopia (de preferência digital em pacientes de risco)”, finaliza Medina.

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COC oferece palestras no mês de luta contra o câncer de mama

Promover o acesso à informação e contribuir para o diagnóstico precoce são duas das metas das palestras oferecidas pelo Centro de Oncologia Campinas a empresas e instituições da Região Metropolitana de Campinas (RMC) ao longo de todo ano. Nos meses de outubro e novembro, as ações ganham impulso em razão das campanhas para prevenção dos cânceres de mama e próstata, respectivamente, os mais incidentes em mulheres e homens. A agenda de palestras está aberta aos interessados.

O programa do COC é desenvolvido por especialistas em oncologia, que visitam empresas e instituições para orientar sobre a importância da vigilância. Os profissionais esclarecem a respeito dos exames preventivos, autocuidado, sinais e sintomas, alimentação e reforçam o estilo de vida saudável como meio de prevenção das doenças.

No caso do câncer de mama, quando diagnosticado precocemente as chances de cura podem chegar aos 95%. No tratamento contra o câncer em geral, quanto mais cedo houver diagnóstico, melhores serão os resultados obtidos.

As palestras oferecidas pelo Centro de Oncologia Campinas à comunidade contribuem para a melhora da percepção sobre a importância do diagnóstico em fase inicial. A iniciativa abre a possibilidade de aprender sobre as doenças e de tirar dúvidas com profissionais da saúde, numa conversa informal construída para orientar e instruir.

“A iniciativa se concentra em promover o acesso à informação e facilitar o diagnóstico precoce, que é fundamental para aumentar as chances de cura. Durante o mês de outubro, o Centro de Oncologia intensifica suas ações, proporcionando mais atendimentos e incentivando a população feminina a realizar exames de rotina para prevenir o desenvolvimento de casos avançados de câncer de mama”, detalha o oncologista do COC Fernando Medina.

Nas quatro segundas-feiras do mês de outubro também serão realizadas palestras na sede do COC, abertas à comunidade. Os encontros têm início sempre às 8h30, no auditório do Centro. São discussões sobre temas relacionados ao câncer de mama, que envolvem tratamentos avançados, alimentação, direitos do paciente, rede de cuidados, saúde a longo prazo, explicações sobre radioterapia e quimioterapia, tipos de tratamento, entre outros.

“A prevenção ao câncer de mama envolve orientações sobre hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos, alimentação balanceada e controle do peso. Além disso, é essencial que as mulheres estejam atentas ao autoexame e, principalmente, realizem mamografias regulares, o principal exame para detectar alterações precoces nas mamas”, orienta Medina.

 Inscrições

Os interessados devem entrar em contato com o Centro de Oncologia Campinas, por meio do e-mail palestras@oncologia.com.br. As palestras do Outubro Rosa e do Novembro Azul se alinham a outras campanhas realizadas pelo COC para difundir a necessidade de prevenção dos cânceres de mama e de próstata.

Atividades

No dia 18 de outubro (sábado), o COC realiza a 6ª edição da Caminhada Outubro Rosa, para conscientização sobre o câncer de mama. O percurso de 2,5km tem saída e chegada na sede do COC, com várias atrações. As inscrições vão até o dia 17/10/2025 via formulário online neste link. O valor do kit é R$ 75,00. É preciso enviar o comprovante de pagamento no link da inscrição via WhatsApp (19) 99368-8704.

A retirada dos kits da caminhada ocorrerá de 16 a 18 de outubro, das 9h às 17h, na sede do COC, à rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo, Campinas.

 Programação

Dia 1/10 – Abertura da campanha, com palestra do médico Roberto de Almeida Gil, Superintendente do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a partir das 19h, na sede do Centro de Oncologia Campinas, em Barão Geraldo. Evento para convidados

Dia 2/10 – Micropigmentação paramédica gratuita de aréola e sobrancelha, com Ana Savoy e equipe do instituto Arte com Paixão. As inscrições devem ser realizadas pelo telefone (19) 3787-3400, com Rose. As vagas são limitadas e os atendimentos serão por hora marcada.

4/10 – Ação na Praça da Juventude, no Distrito do Ouro Verde. O COC estará com estande e profissionais de saúde para passar orientações sobre câncer de mama e tirar dúvidas da comunidade.

Dias 6, 13, 20 e 27 – Ciclos de palestras sobre câncer de mama na sede do COC, abertas à comunidade. Os encontros têm início sempre às 8h30, no auditório do Centro. São discussões sobre temas relacionados ao câncer de mama, que envolvem tratamentos avançados, alimentação, direitos do paciente, rede de cuidados, saúde a longo prazo, explicações sobre radioterapia e quimioterapia, tipos de tratamento, entre outros.

Dia 18/10 – 6ª edição da Caminhada Outubro Rosa, para conscientização sobre o câncer de mama. O percurso de 2,5km tem saída e chegada na sede do COC, com várias atrações. As inscrições vão até o dia 17/10/2025 via formulário online neste link. (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeu0DdQKBfFGE2uoeOghWb478rO1oi99RoiAy_pSeKtQq4aPA/viewform). O valor do kit é R$ 75,00. É preciso enviar o comprovante de pagamento da inscrição via WhatsApp (19) 99368-8704. A retirada dos kits da caminhada ocorrerá de 16 a 18 de outubro, das 9h às 17h, na sede do COC, à rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo, Campinas.

26/10 – Ação realizada pela Prefeitura de Campinas na Lagoa do Taquaral. O COC estará no estande no evento, que inclui uma caminhada, e também distribuirá material de orientação sobre câncer de mama.

Durante todo o mês de outubro – palestras em empresas e instituições para orientar e tirar dúvidas sobre o câncer de mama. Interessados podem entrar em contato o COC para agendar as palestras pelo e-mail palestras@oncologia.com.br

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Sábado sem Câncer oferece 500 atendimentos gratuitos no COC

Cerca de 72 mil brasileiros recebem a cada ano diagnóstico para câncer de próstata, o tumor que mais afeta homens, depois do câncer de pele não melanoma. Apesar de as chances de cura chegarem a 95% quando há diagnóstico precoce, mais de 17 mil morreram em decorrência da doença no Brasil em 2023. No próximo dia 30/11, o Centro de Oncologia Campinas realizará mais uma edição do Sábado sem Câncer, ação que busca reduzir o número de óbitos e elevar o percentual de detecção da neoplasia em fase inicial. Serão realizados 500 atendimentos gratuitos e, posteriormente, oferecido tratamento aos casos confirmados.

A saúde masculina enfrenta desafios específicos e riscos aumentados. Campanhas como a do Novembro Azul, de prevenção ao câncer de próstata, buscam, além do diagnóstico precoce, desmistificar exames e cuidados médicos e educar os homens sobre a importância de uma vida saudável.

Dados levantados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) junto ao Ministério da Saúde mostram que mulheres vão ao médico mais do que homens. No primeiro semestre de 2022, foram 1,2 milhão de consultas de mulheres por ginecologistas e 200 mil de pacientes homens por urologistas.

Neste sábado (30), o COC e a rede de colaboradores oferecerão a linha preventiva completa aos primeiros 500 homens sem diagnóstico para câncer que comparecerem à sede da instituição, em Barão Geraldo. Todo o atendimento será gratuito, da avaliação clínica com exame de toque retal à coleta de sangue para o PSA. Para os casos suspeitos, a iniciativa incluirá ainda realização de exames de imagem e biópsia.

Cerca de 100 voluntários, entre médicos, enfermeiros e pessoal de apoio, trabalharão na ação. São parceiros do Centro de Oncologia Campinas na iniciativa a Próton Diagnóstico por Imagem, Labclinicas, Santa Casa de Campinas, Multipat Laboratório, médicos e convidados. Também colabora a Prefeitura Municipal de Campinas.

Podem participar homens a partir dos 40 anos de idade, sem diagnóstico para câncer de próstata. Não é preciso fazer inscrição. Basta levar, no dia da ação, um documento de identificação com foto e comprovante de endereço. O Sábado sem Câncer é aberto a interessados de Campinas e de outras cidades. Os organizadores sugerem a doação de 1kg de alimento não perecível.

Como será

O atendimento começará às 8h da manhã, quando tem início a distribuição de senhas aos participantes, e se encerrará às 13h ou antes, em caso de preenchimento das 500 vagas disponíveis. A estrutura foi preparada para que as avaliações sejam realizadas de forma ágil e eficiente.

Os participantes serão recebidos pela equipe de triagem para elaboração do cadastro. Em seguida, passarão por avaliação clínica e realizarão a coleta de sangue para o exame de PSA, que mede o nível de uma substância produzida pela próstata – o Antígeno Prostático Específico.

Em poucos dias, todos receberão o resultado dos exames e os casos suspeitos darão seguimento à avaliação. De acordo com indicação médica, serão encaminhados para a realização de exames de imagem ou biópsia, também sem custos. Os casos diagnosticados terão direito ao tratamento, com opções de cirurgia e radioterapia.

A Importância dos Exames Preventivos

Os exames regulares são fundamentais para a prevenção e detecção precoce de doenças graves. No caso do câncer de próstata, por exemplo, o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura.

“Campanhas de saúde, como o Novembro Azul, buscam desmistificar exames e cuidados médicos e educar os homens sobre a importância de uma vida saudável e da detecção precoce de doenças”, reforça o oncologista clínico do Centro de Oncologia Campinas, Fernando Medina.

Esse tipo de câncer é mais comum em homens acima dos 50 anos e é influenciado por fatores genéticos, estilo de vida e até características étnicas, sendo mais frequente em homens negros.

“Os sintomas do câncer de próstata geralmente aparecem em estágios avançados e incluem dificuldade para urinar, necessidade de urinar com frequência, especialmente à noite, e dor pélvica. Muitos homens não apresentam sintomas nas fases iniciais, o que reforça a importância de exames de rastreamento, como o toque retal e o PSA (antígeno prostático específico), especialmente a partir dos 50 anos, ou dos 45 anos para aqueles com histórico familiar ou outros fatores de risco”, indica Fernando Medina.

Serviço
O quê: Campanha Sábado sem Câncer
Quando: dia 30/11, sábado, das 8h às 13h (ou antes, caso se esgotem as 500 vagas)
Onde: Centro de Oncologia Campinas – Rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo, Campinas.
Vagas: 500 homens de todas as idades. Não é necessária inscrição prévia. O atendimento será por ordem de chegada e com distribuição de senhas individuais
Quanto: O atendimento é gratuito. Os parceiros sugerem a doação de 1kg de alimento não perecível para ser destinado a instituições de Campinas
O que levar: Documento de identificação com foto e comprovante de residência.
Público-alvo: Homens a partir dos 40 anos, sem diagnóstico para câncer de próstata

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Galleria Shopping recebe palestra sobre prevenção ao câncer de próstata

A campanha Novembro Azul ganha mais uma importante ação voltada à conscientização sobre o câncer de próstata. Nesta terça-feira, 19 de novembro, a partir das 19h, no 2º piso do Galleria Shopping, em Campinas, médicos do Centro de Oncologia Campinas destacarão que o caminho da prevenção é o principal meio para superar a doença. A palestra é gratuita e aberta a todos os interessados.

As iniciativas do Novembro Azul têm como destaque a disseminação da informação de que o diagnóstico precoce promove a cura. O tratamento alcança até 95% de chances de êxito quando o tumor de próstata é detectado em fase inicial. O motivo de reforçar a necessidade de exames preventivos regulares também se baseia no fato de que, na maioria das vezes, quando surgem sintomas para o câncer de próstata é porque a doença já avançou.

A palestra é organizada em parceria com a loja Blue Lord, que realiza a campanha “A prevenção está na moda!” junto a seus clientes e a sociedade em geral.  “A Blue Lord apoia a campanha Novembro Azul com o objetivo de conscientizar seus clientes e a sociedade em geral sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de diversas doenças que afetam os homens, dentre elas, a mais prevalente, o câncer de próstata”, detalha Gustavo Frison, diretor da Blue Lord.

“Com essa iniciativa, o COC e a Blue Lord demonstram seu compromisso com a saúde masculina e inspiram outras empresas a se engajarem na causa do Novembro Azul”, observa o oncologista Fernando Medina, do Centro de Oncologia Campinas. “Unindo forças, essas duas instituições buscam promover a prevenção do câncer de próstata e incentivar o cuidado com a saúde do homem”, acrescenta.

O evento é organizado em parceria com a loja Blue Lord, com patrocínios do Outback Steakhouse, Unicred, Dahruj, UniFAJ, UniMAX e UniEduK e apoio da Prefeitura Municipal de Campinas e Galleria Shopping.

O câncer de próstata

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. No Brasil, de acordo com o Inca – Instituto Nacional de Câncer, cerca de 70 mil novos casos de câncer de próstata são diagnosticados anualmente, com uma taxa de mortalidade em torno de 15 mil óbitos por ano.

Esse tipo de câncer é mais comum em homens acima dos 50 anos e é influenciado por fatores genéticos, estilo de vida e até características étnicas, sendo mais frequente em homens negros.

“Os sintomas do câncer de próstata geralmente aparecem em estágios avançados e incluem dificuldade para urinar, necessidade de urinar com frequência, especialmente à noite, e dor pélvica. Muitos homens não apresentam sintomas nas fases iniciais, o que reforça a importância de exames de rastreamento, como o toque retal e o PSA (antígeno prostático específico), especialmente a partir dos 50 anos, ou dos 45 anos para aqueles com histórico familiar ou outros fatores de risco”, indica Fernando Medina.

Conhecer os fatores de risco significa chegar mais perto de um diagnóstico precoce da doença. Cerca de 60% dos casos ocorrem em homens negros. Nove em cada dez diagnósticos de câncer de próstata no Brasil são em homens a partir dos 55 anos de idade. História da doença na família antes dos 60 anos e sobrepeso ou obesidade também contribuem para o risco aumentado de desenvolvimento da neoplasia.

Ações do Novembro Azul

O Centro de Oncologia Campinas dedicou o mês de novembro a diferentes iniciativas de prevenção e cuidados direcionados à prevenção do câncer de próstata. Todas as segundas-feiras, especialistas realizam palestras no auditório do COC. As informações também são levadas a empresas e associações por meio do programa de palestras do COC.

Desenvolvido ao longo de todo o ano, o programa de palestras envolve orientações sobre diferentes tipos de câncer lembrados mensalmente por meio de campanhas mundiais, como mama, pele, cólon e pulmão.

No próximo dia 30 de novembro, o COC realizará em sua sede mais uma edição do Sábado sem Câncer, uma ação solidária que atenderá gratuitamente 500 homens para exames de prevenção e detecção de câncer de próstata. Não é preciso fazer inscrição. Basta comparecer à sede do COC, entre 8h e 13h, levando um documento com foto, e pegar uma senha.

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COC atenderá gratuitamente 500 homens para exame de câncer de próstata

No próximo dia 30 de novembro, o Centro de Oncologia Campinas realizará uma ação especial de atenção à saúde masculina: 500 homens serão atendidos gratuitamente para realização de exames preventivos de câncer de próstata. A saúde masculina enfrenta desafios específicos e riscos aumentados para algumas condições, como doenças cardiovasculares e câncer de próstata. Campanhas como o Novembro Azul buscam, além do diagnóstico precoce, desmistificar exames e cuidados médicos e educar os homens sobre a importância de uma vida saudável.

O COC e a rede de colaboradores oferecerão a linha preventiva completa aos primeiros 500 homens sem diagnóstico para câncer que comparecerem à sede da instituição, em Barão Geraldo. Todo o atendimento será gratuito, da avaliação clínica com exame de toque retal à coleta de sangue para o PSA. Para os casos suspeitos, a iniciativa incluirá ainda realização de exames de imagem e biópsia.

Cerca de 100 voluntários, entre médicos, enfermeiros e pessoal de apoio, trabalharão na ação. São parceiros do Centro de Oncologia Campinas na iniciativa a Próton Diagnóstico por Imagem, Labclinicas, Santa Casa de Campinas, Multipat Laboratório, médicos e convidados. Também colabora a Prefeitura Municipal de Campinas.

Podem participar homens a partir dos 40 anos de idade, sem diagnóstico para câncer de próstata. Não é preciso fazer inscrição. Basta levar, no dia da ação, um documento de identificação com foto e comprovante de endereço. O Sábado sem Câncer é aberto a interessados de Campinas e de outras cidades.

O atendimento começará às 8h da manhã, quando tem início a distribuição de senhas aos participantes, e se encerrará às 13h ou antes, em caso de preenchimento das 500 vagas disponíveis. A estrutura foi preparada para que as avaliações sejam realizadas de forma ágil e eficiente.

Os participantes serão recebidos pela equipe de triagem para elaboração do cadastro. Em seguida, passarão por avaliação clínica e realizarão a coleta de sangue para o exame de PSA, que mede o nível de uma substância produzida pela próstata – o Antígeno Prostático Específico.

Em poucos dias, todos receberão o resultado dos exames e os casos suspeitos darão seguimento à avaliação. De acordo com indicação médica, serão encaminhados para a realização de exames de imagem ou biópsia, também sem custos. Os casos diagnosticados terão direito ao tratamento, com opções de cirurgia e radioterapia.

Exames Preventivos

Os exames regulares são fundamentais para a prevenção e detecção precoce de doenças graves. No caso do câncer de próstata, por exemplo, o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura.

“Campanhas de saúde, como o Novembro Azul, buscam desmistificar exames e cuidados médicos e educar os homens sobre a importância de uma vida saudável e da detecção precoce de doenças”, reforça o oncologista clínico do Centro de Oncologia Campinas, Fernando Medina.

Novembro Azul é uma campanha de conscientização e prevenção do câncer masculino, com foco especial no câncer de próstata e, em menor escala, no câncer de testículo.

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 70 mil novos casos de câncer de próstata são diagnosticados anualmente, com uma taxa de mortalidade em torno de 15 mil óbitos por ano.

Esse tipo de câncer é mais comum em homens acima dos 50 anos e é influenciado por fatores genéticos, estilo de vida e até características étnicas, sendo mais frequente em homens negros.

“Os sintomas do câncer de próstata geralmente aparecem em estágios avançados e incluem dificuldade para urinar, necessidade de urinar com frequência, especialmente à noite, e dor pélvica. Muitos homens não apresentam sintomas nas fases iniciais, o que reforça a importância de exames de rastreamento, como o toque retal e o PSA (antígeno prostático específico), especialmente a partir dos 50 anos, ou dos 45 anos para aqueles com histórico familiar ou outros fatores de risco”, indica Fernando Medina.

Novembro Azul

O Sábado sem Câncer do Centro de Oncologia Campinas, além de contribuir para a prevenção e diagnóstico do câncer de próstata, também tem a missão de conscientizar os homens sobre importantes questões de saúde. As mensagens da campanha incluem as seguintes orientações:
– Necessidade de realizar exames preventivos regularmente (principalmente PSA e toque retal a partir dos 50 anos, ou antes, caso haja histórico familiar);
– Estar atento a qualquer sintoma e procurar um médico em caso de anomalias, como dores ou inchaços;
– Adotar hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física e controle do peso.

“Essas iniciativas buscam não apenas conscientizar, mas também oferecer o suporte prático e clínico necessário para garantir que os homens estejam atentos à saúde prostática e recebam o tratamento adequado o mais cedo possível”, conclui Fernando Medina.

SERVIÇO
O quê: Campanha Sábado sem Câncer
Quando: dia 30/11, sábado, das 8h às 13h (ou antes, caso se esgotem as 500 vagas)
Onde: Centro de Oncologia Campinas – Rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo, Campinas.
Vagas: 500 homens de todas as idades. Não é necessária inscrição prévia. O atendimento será por ordem de chegada e com distribuição de senhas individuais
Quanto: O atendimento é gratuito. Os parceiros sugerem a doação de 1kg de alimento não perecível para ser destinado a instituições de Campinas.
O que levar: Documento de identificação com foto e comprovante de residência.
Público-alvo: Homens a partir dos 40 anos, sem diagnóstico para câncer de próstata

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Simpósio realizado pelo COC discute introdução da protonterapia no Brasil

Trazer para o Brasil a técnica mais avançada e precisa de radioterapia existente no mundo é o desafio proposto pelo “1º Simpósio de Protonterapia – Radioterapia do Próximo Século”, a ser organizado pelo Centro de Oncologia Campinas (COC) no próximo dia 27 de novembro, com colaboração do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais). Introduzir a protonterapia no país, ação determinante para o avanço no tratamento do câncer, depende de articulações entre diferentes órgãos e da criação de uma política específica para coordenar o processo, questões que serão amplamente abordadas pelos renomados participantes do simpósio.

Eficiente no tratamento contra vários tipos de câncer, a protonterapia usa um feixe de prótons para destruir as células cancerígenas. O tratamento causa danos menores aos tecidos saudáveis em comparação à radioterapia convencional e possui inúmeros outros benefícios, como maior dose de radiação no tumor e menos efeitos colaterais.

“Muitos seriam os pacientes com câncer beneficiados pela protonterapia, especialmente os que apresentam casos complexos e os pediátricos. A capacidade de direcionar a radiação com alta precisão permite atingir o tumor com maior dose e minimizar danos aos tecidos circundantes. Isso é particularmente importante em tumores próximos a órgãos vitais ou em crianças, cujos riscos de efeitos colaterais a longo prazo são maiores”, explica o oncologista Fernando Medina, do Centro de Oncologia Campinas.

A estimativa é que existam em todo mundo apenas 115 centros de protonterapia. O alto custo, tanto para implantação do serviço quanto do tratamento, a complexidade da técnica e a necessidade de treinamento específico da equipe envolvida são os principais impeditivos para a aplicação da tecnologia no Brasil. Nos Estados Unidos, o gasto médio da terapia de prótons em um paciente pediátrico pode chegar a R$ 400 mil. Dessa forma, apesar de possuir registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2017, a terapia é inexistente no Brasil.

Fernando Medina destaca que trazer a protonterapia para o país é crucial ao avanço do tratamento do câncer, mas a iniciativa, lembra o médico, depende essencialmente do envolvimento de diferentes órgãos.

“A articulação entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Ciência e Tecnologia, por exemplo, é fundamental para garantir que a implementação da protonterapia seja realizada de forma estratégica, considerando tanto os aspectos de saúde pública quanto o desenvolvimento científico e tecnológico do país”, observa.

 Simpósio

Para que todas as abordagens essenciais à protonterapia sejam realizadas, o “Simpósio de Protonterapia – Radioterapia do Próximo Século” contará com a presença de alguns dos profissionais mais conceituados das áreas de radioterapia, física, oncologia e tecnologia para tratar variadas questões (ver programação).

A diversidade de temas é necessária dada a importância da proposta que acompanha o simpósio, que é a de acelerar a criação do serviço de protonterapia no Brasil. A terapia com prótons oferece vantagens significativas em relação à radioterapia convencional, como:

Precisão: A capacidade de direcionar a radiação com alta precisão permite atingir o tumor com maior dose, minimizando danos aos tecidos saudáveis circundantes. Isso é particularmente importante em tumores próximos a órgãos vitais ou em crianças, onde o risco de efeitos colaterais a longo prazo é maior.

Redução de efeitos colaterais: A menor irradiação de tecidos saudáveis diminui a probabilidade de complicações como inflamações, fibrose e desenvolvimento de tumores secundários.

Melhora na qualidade de vida: A redução dos efeitos colaterais contribui para uma melhor qualidade de vida dos pacientes durante e após o tratamento.

Protonterapia

A protonterapia utiliza um sistema de terapia por feixe de prótons, que é a mais avançada tecnologia de radioterapia disponível no mundo para tratamento de diversos tipos de câncer. A terapia mostrou-se especialmente eficiente no tratamento de casos pediátricos (por minimizar danos futuros), cabeça, sistema nervoso central, pescoço, fígado, pulmão, próstata e gastrointestinais.

Atualmente, somente 1% dos pacientes submetidos à radioterapia tem acesso ao tratamento com prótons, quando mais de 20% deles poderiam ser diretamente beneficiados com o uso dessa tecnologia.

Trata-se de uma técnica mundialmente utilizada, sobretudo por permitir o tratamento de tumores com menos efeitos colaterais e por sua eficiência para inibir a ocorrência de tumores secundários em comparação aos sistemas tradicionais de radioterapia, como o acelerador de elétrons.

O primeiro centro da América Latina para tratamento com protonterapia está sendo construído na Argentina. O físico Gustavo Santa Cruz, um dos responsáveis pela implantação, estará no Simpósio do COC para falar do projeto argentino, custos e acessibilidade da tecnologia.

Participantes do Simpósio do COC
Físico PhD Gustavo Santa Cruz
Dra Camila Salata
Físico-médico Fernando Bacchin
Físico PhD Antonio José Roque da Silva
Eng.  James Citadini
Eng.  Júlio Oliveira
Físico Daniel Henrique Uzueli
Dr.  Michael Jenwei Chen
Dr. Caio Marcelo Jorge
Deputado Federal Paulo Folletto

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