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Guarda Municipal apreende 82 quilos de fios de cobre no Monte Cristo

A Guarda Municipal de Campinas apreendeu aproximadamente 82 quilos de fios de cobre descascados, além de uma balança de precisão, escada, três uniformes de empresa de telefonia, três cones de sinalização, celulares, dois alicates e um automóvel durante uma operação realizada em uma chácara no bairro Jardim Monte Cristo, na madrugada da última sexta-feira (24).

Um homem que estava no local foi detido e conduzido até à 2ª Delegacia Seccional, mas foi liberado pela autoridade policial e instaurado inquérito para investigação posterior da Polícia Civil.

 

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Volta às aulas sem celular: saiba como vai funcionar a nova lei

O ano letivo começa com a restrição do uso de celulares nas escolas públicas e privadas do país. A determinação é da Lei Federal 15.100, sancionada no início de janeiro deste ano, e que procura limitar o uso de dispositivos eletrônicos portáteis nas escolas públicas e privadas, tanto nas salas de aula quanto no recreio e intervalos, mas permite o uso pedagógico, ou seja, quando autorizado pelos professores.

A nova medida tem como meta proteger as crianças e adolescentes dos impactos negativos das telas na saúde mental, física e psíquica, segundo o Ministério da Educação (MEC) e já foi adotada em outros países, como França, Espanha e Dinamarca. Porém, por ser uma novidade no Brasil, a nova lei tem gerado dúvidas na comunidade escolar. Para tentar esclarecer, a reportagem preparou uma série de perguntas e respostas sobre o que a nova lei libera ou proíbe, com base em informações do MEC, do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (SinproRio) e do Instituto Alana.

Quando começa a valer a restrição dos celular nas escolas?

Já está em vigor a Lei Federal 15.100, que proibiu o uso de celulares durante as aulas, recreios ou intervalos no ensino básico (infantil, fundamental e médio). A medida foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 13 de janeiro de 2025. Para que a lei seja aplicada corretamente, o MEC prepara uma regulamentação que deve ser divulgada até o fim de fevereiro. Até lá, cabe às instituições de ensino definirem as próprias estratégias de implementação. Para isso, o ministério divulgou manuais para escolas e redes de ensino, citando casos onde a proibição já está em vigor e dados para embasar a medida.

Quais as razões para proibir o celular?

Segundo o Ministério da Educação, a medida foi tomada diante das fartas evidências sobre o impacto negativo dos dispositivos no aprendizado, na concentração e na saúde mental dos jovens. O objetivo é permitir que os alunos participem das atividades e interajam. Estudos avaliados pelo MEC apontam que o uso excessivo de telas prejudica o desempenho acadêmico, reduz a interação social e aumenta as chances de depressão e ansiedade entre os jovens.

Dados do Programa de Avaliação de Estudantes (Pisa), uma avaliação internacional, concluiu que oito em cada dez estudantes brasileiros de 15 anos assumiram ter se distraído com o celular nas aulas de matemática.

“Sabemos que o mundo digital é importante e o quanto a educação digital é também uma dimensão fundamental”, disse, em nota, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt. “Queremos otimizar o uso [dos dispositivos] e potencializar os benefícios, mas mitigando os efeitos nocivos”, completou.

A escola vai liberar tablets, no lugar dos celulares?

Não. A nova lei restringe também o uso aparelhos eletrônicos portáteis pessoais, como tablets, relógios inteligentes conectados à internet ou não nas escolas.

Como devem ser guardados os aparelhos nas escolas?

As escolas têm autonomia para definir como vai funcionar a nova lei em cada instituição e as escolas devem definir as regras junto com pais, professores e alunos. Algumas escolas do Rio de Janeiro e de São Paulo já orientam estudantes a manter os aparelhos desligados nas mochilas, mas pode haver a opção de colocar em armários individuais ou caixas coletivas.

Qual a punição para quem ligar o celular fora de hora?

O MEC explicou que cada escola deve determinar como fazer valer a lei em sala de aula em parceria com a comunidade escolar e como fiscalizar. Essa orientação também está no guia disponível na página da internet do Ministério.

Haverá multa às escolas que não cumprirem a lei?

A fiscalização do cumprimento da nova lei é uma atribuição das secretarias municipais e estaduais de educação, mas a lei não determina multas.

Quando o celular pode ser usado?

A lei permite o uso pedagógico da ferramenta. Em determinadas situações, o celular pode enriquecer as práticas de ensino, especialmente em contextos de desigualdade, onde há necessidade de desenvolver educação digital e midiática. Em muitas escolas, o celular é uma ferramenta pedagógica e o material didático é eletrônico.

Como os alunos poderão se comunicar com as famílias?

Para questões de acessibilidade, inclusão, de saúde ou emergências, o celular não foi proibido. Aqueles que precisam se comunicar com os pais para organizar a rotina familiar devem fazê-lo sob orientação e conhecimento da escola.

Qual o papel dos pais?

Nas orientações às escolas, o MEC reforça a atribuição dos pais, de modo que sejam informados sobre as regras e reforcem as medidas em casa, esclarecendo também sobre os impactos negativos do uso das telas.

“Estamos fazendo uma ação na escola, mas é importante conscientizar os pais para limitar e controlar o uso desses aparelhos fora de sala de aula, fora da escola”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.

O material do ministério destaca ainda como efeitos negativos do uso inadequado das telas atrasos no desenvolvimento e na linguagem, miopia, problemas no sono e sobrepeso, citando pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Quais os benefícios esperados com a medida?

Segundo o presidente do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (SinproRio), Elson Simões de Paiva, a medida favorece a socialização dos jovens. “A socialização deles está sendo feita através de celular, mais de pessoa com pessoa. Então, é importante o uso do celular ser mais controlado dentro das escolas”, disse ele, cobrando também mais esclarecimentos por parte das redes públicas de ensino sobre como as novas medidas serão aplicadas.

Há recomendações para as crianças pequenas?

Na infância, há uma preocupação extra, depois do anúncio de afrouxamento da moderação de conteúdos por plataformas. O pesquisador Pedro Hartung, diretor de Políticas e Direitos das Crianças do Instituto Alana disse que os menores estão mais suscetíveis agora a crimes no ambiente digital.

“Estamos falando, por exemplo, de um crescimento de imagens advindas de violência contra a criança, que podem ser utilizadas, inclusive, para ameaçá-las”, destacou. “Um crescimento, por exemplo, de cyberbullying, e da exposição não autorizada da imagem e informações pessoais, ou a conteúdos que ou representam ou são mesmo tratamento cruel e degradante, discurso de ódio, incitação e apologia a crimes”.

Para creche e pré-escola, o MEC recomenda atividades desplugadas, priorizando experiências que estimulem a criatividade, a interação e o desenvolvimento motor das crianças. Nos ensinos fundamental e médio, a recomendação é sempre priorizar, quando possível, o uso de dispositivos digitais da própria escola. (Texto e fotos Agência Brasil)

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Ação policial na área central recupera 18 celulares e prende um foragido

Uma força-tarefa envolvendo forças de segurança de Campinas e órgãos administrativos da Prefeitura realizou uma operação na área central de Campinas na tarde de ontem (13). A operação resultou na apreensão de 18 aparelhos celulares que estavam irregulares. As equipes fiscalizaram 77 estabelecimentos comerciais, entre bares, lojas, bancas de camelôs e um depósito. Oito pensões foram vistoriadas e seis notificadas por falta de alvará de funcionamento. Um homem que era foragido da Justiça foi capturado.

Durante a ação, foi realizada uma blitz de trânsito para verificação de carros e motos. Um total de 61 veículos foram recolhidos ao pátio. A ação teve como objetivo reforçar a segurança no Centro da cidade, intensificando o patrulhamento e combatendo atividades criminosas. O foco da operação também foi realizar fiscalizações em estabelecimentos comerciais.

Participaram da operação equipes da Guarda Municipal, Polícia Militar (8º BPM-I), Polícia Civil, Secretaria de Urbanismo, Setec, Procon e Emdec.

O ponto de partida foi o 8º BPM-I, no Bonfim, de onde as equipes se dividiram em grupos para atuar simultaneamente em diferentes áreas do Centro. Foram montados bloqueios policiais, com verificação de pessoas e situações suspeitas, além de conferência de documentação, como alvarás e licenças de funcionamento.

“Essa operação representa a integração das forças de segurança e dos órgãos administrativos de Campinas, proporcionando mais eficiência e agilidade, tanto na segurança, quanto ao trabalho de fiscalização. Este trabalho conjunto permite efetividade, leva a sensação de segurança à população que mora, circula e passa pelo Centro, mostrando que as autoridades estão comprometidas em combater atividades ilícitas”, afirmou o Superintendente de Ações Especiais da Guarda Municipal, Gilberto Alves, que participou da operação.

 

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Comércios de celulares são fiscalizados, mas apenas uma pessoa é presa

A Operação Check Imei, realizada na região central de Campinas na manhã desta quinta-feira, 18 de janeiro, vistoriou 28 estabelecimentos de venda e manutenção de celulares e resultou na prisão em flagrante de um comerciante, que tinha em sua loja um telefone celular que foi roubado na rodoviária em setembro do ano passado. Durante a ação, 62 pessoas foram abordadas.

O trabalho integrado reuniu Guarda Municipal, Polícia Civil, Polícia Militar e Secretaria de Urbanismo da Prefeitura de Campinas com o objetivo de  coibir os crimes de roubo, furto e receptação de celulares e também para fiscalizar estabelecimentos que comercializam e consertam estes aparelhos.

“O foco é combater os receptadores. Se não tem receptador, também não tem criminosos que praticam os furtos e os roubos”, destaca o delegado do Departamento de Investigações Criminais (DEIC), José Carlos Fernandes.

Entre os 28 locais vistoriados, 16 foram intimados pela Secretaria Municipal de Urbanismo a regularizar a documentação, sendo que quatro não tinham alvará e nem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e foram notificados a encerrar as atividades.

“Os responsáveis têm um prazo de cinco dias para entrar com o recurso na Secretaria de Urbanismo. Caso não o façam, os locais serão lacrados”, explica o coordenador de fiscalização da pasta, Emílio Carlos Albieri.

A comandante da Guarda Municipal de Campinas, Maria de Lourdes Soares, dá um conselho para a população: “Não adquira celular sem procedência, ou de origem duvidosa, com preços muito abaixo do mercado, que esta mercadoria pode ser de origem criminosa”. “Inclusive, o fato de adquirir um produto que seja fruto de roubo ou de furto também é um crime”, alerta.
A Operação Check Imei envolveu 72 policiais e 41 viaturas.

 

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