Carlos Arca

Mutirão contra a dengue recolhe quase 2 toneladas de lixo

Agentes de saúde visitaram 2,9 mil imóveis durante o 8º mutirão realizado pela Prefeitura de Campinas em 2024 contra a dengue. A ação ocorreu em 11 regiões da cidade no sábado (23), e recolheu 1,8 mil toneladas de resíduos durante os trabalhos para limpeza e eliminação de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença.

Os bairros percorridos foram: Parque Oziel, Gleba B, Jardim Monte Cristo, Jardim do Lago 2, Jardim Stella, Jardim Icaraí, Jardim Irajá, Jardim Santa Cruz, Jardim Bandeiras 1 e 2 e Jardim São José. Nesta última ação foram visitados 2.952 imóveis, dos quais 48% foram trabalhados com remoção de criadouros do mosquito transmissor e orientação dos moradores. Os demais estavam inacessíveis por estarem fechados, desocupados ou impedimento dos moradores.

Considerando-se todos os mutirões de 2024, pelo menos 35,4 mil imóveis já foram visitados. O número sobe para 197,3 mil quando são contabilizadas as ações diárias neste ano, e a Prefeitura também já registrou nebulização em 7,5 mil imóveis desde janeiro.

De 1º de janeiro até esta segunda-feira, 25 de março, Campinas teve 27.930 casos confirmados de dengue e quatro mortes. O município está em epidemia, declarou emergência em 7 de março, e a transmissão do vírus ocorre em todas as regiões.

Atendimentos

Os 11 Centros de Saúde de Campinas abertos no fim de semana para ampliar a assistência aos pacientes com sintomas de dengue, e reduzir a demanda por atendimentos na Rede Mário Gatti, receberam 1.195 pacientes no sábado e domingo, 23 e 24 de março. As 11 unidades básicas funcionaram em esquema especial, das 7h às 17h.

“Só por esse número a gente tem a condição de dizer que de fato acertou em abrir e estender os horários das unidades, pois senão esses pacientes estariam indo para as portas hospitalares’, avaliou a diretora de Saúde, Monica Nunes.

“Essa iniciativa da Secretaria de Saúde é muito bem-vinda para que ela desafogue a porta dos prontos-socorros e das UPAs, garantindo que os pacientes com maior gravidade sejam atendidos com maior rapidez nessas unidades. Nós, da Rede Mário Gatti, poderemos garantir um atendimento mais ágil àqueles que realmente precisam de um atendimento de urgência e emergência’, falou o diretor técnico do Hospital Mário Gatti, Carlos Arca.

Campinas está em epidemia e decretou situação de emergência em 7 de março. De 1º de janeiro até esta segunda, 25 de março, foram registrados 27.930 casos e quatro mortes.

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Mário Gatti aumenta o atendimento da radioterapia oncológica

A Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar contratou dois serviços de radioterapia para ampliar a oferta de tratamento aos pacientes da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). O contrato, de R$ 769,9 mil por seis meses, atenderá 170 pacientes, e poderá ser prorrogado. Os pacientes iniciarão o tratamento nos próximos dias.

Instalada junto ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, a Unacon é referência para radioterapia a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de Campinas, a unidade atende também pacientes de 42 municípios da área da Divisão Regional de Saúde (DRS-7).

A radioterapia estava suspensa na Unacon desde 2018, quando teve início a reforma e ampliação do prédio, e foi retomada em setembro de 2023. Nesse período, os pacientes não ficaram desassistidos, porque passaram a ser atendidos em serviços contratados pela Rede – esses contratos venceram no final do ano.

Para voltar a operar, o acelerador linear, que emite radiação utilizada para combater ou diminuir o desenvolvimento de câncer, passou por atualização, com a instalação de novos componentes e programas computadorizados, controle de qualidade, manutenção preventiva e corretiva e melhorias tecnológicas.

“Retomamos os tratamentos na Unacon em setembro, e antes, em agosto, publicamos chamamento de serviços para poder ampliar a oferta de tratamento, porque a demanda é crescente”, disse o diretor técnico do Hospital Mário Gatti, Carlos Arca.

Atualmente há 85 pacientes em tratamento e 140 em quimioterapia na unidade. Não há espera para o tratamento quimioterápico. Em radioterapia, 42 pacientes estão em fase de planejamento do procedimento e 140 passaram por consulta com o radioterapeuta e aguardam o planejamento.

Esse planejamento é realizado por meio de uma tomografia feita na mesma posição em que o paciente fará o tratamento. Com ela são realizados os cálculos de distribuição de dose para que a radiação fique na área a ser tratada.

 

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Hospital Mário Gatti amplia as tomografias realizadas em 2023

O Hospital Municipal Dr. Mário Gatti registra um aumento de 43% no volume de tomografias realizadas este ano, na comparação com 2022. A média mensal de exames em 2022 foi de 2.497 e, neste ano, está em 3.574.

“O crescimento é decorrente da ampliação da infraestrutura de exames por imagens que passou a ser ofertada à população”, afirma o diretor técnico do hospital, Carlos Arca.

Em julho de 2022, o hospital passou a operar com mais um equipamento, de 64 canais, recebido do Ministério da Saúde, após ser selecionado em um chamamento de estabelecimentos públicos ou privados sem fins lucrativos integrantes do SUS.

Além de proporcionar maior celeridade nos atendimentos e ajudar a melhorar os diagnósticos, a existência de dois tomógrafos dá ao hospital capacidade de reserva operacional para que, em caso de um deles precisar de manutenção, não haja risco de indisponibilidade de exames.

A tomografia computadorizada é uma espécie de raio-x que enxerga em 360 graus. Por isso, o exame gera imagens em fatias, que podem ser analisadas de qualquer ângulo. Ela capta imagens detalhadas que reconstroem tridimensionalmente partes do corpo e dão aos médicos uma visão fiel do esqueleto, dos pulmões, das vias aéreas, além de outros órgãos internos.

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Baixos estoques de sangue fazem Mário Gatti apelar para doações

O Hospital Municipal Dr. Mário Gatti alerta para a possibilidade de adiar cirurgias eletivas na próxima semana, em função da queda nos estoques de sangue, e apela à população para que faça doação. Os estoques do Hemocentro da Unicamp, responsável pelo fornecimento de sangue aos serviços que atendem o Sistema Único de Saúde (SUS), estão críticos.



O diretor técnico Carlos Arca informa que cirurgias de grande porte, que podem precisar de transfusão, como oncológicas e ortopédicas, poderão ser adiadas. “Ainda não precisamos reagendar procedimentos e estamos administrando o dia a dia para garantir sangue para as cirurgias de urgência. As doações são essenciais”, afirma.

O sangue tipo O+, por exemplo, tem disponibilidade para menos de um dia, quando o ideal seria acima de cinco, informa o analista executivo no Hemocentro da Unicamp, Eduardo Baungartner.

Mesmo com ações deflagradas em agosto para ampliar as doações, as doações permanecem baixas. Para um estoque estável, segundo o Baungartner, seria necessária a coleta de 300 bolsas diárias, mas a média tem sido de 80.

Apenas os tipos B+ e AB+ estão com disponibilidade acima de cinco dias, o que é ideal. Os demais têm estoque para menos de dois dias.

Onde doar em Campinas

Hemocentro
Endereço: Rua Carlos Chagas, 480, Cidade Universitária
Quando: de segunda a sábado, das 7h30 às 15h (inclusive feriados)

Hospital Mário Gatti
Endereço: Avenida Prefeito Faria Lima, 340, Parque Itália
Quando: de segunda a sábado, das 7h30 às 15h (inclusive feriados)

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