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Ceprocamp ajuda gêmeas a entrarem em universidades públicas

As gêmeas e ex-alunas do Ceprocamp – Centro de Educação Profissional de Campinas (Ceprocamp), Marcela e Júlia dos Santos (18 anos) realizaram um grande sonho: foram aprovadas juntas em universidades públicas renomadas — Marcela em Educação Física na Unicamp – Universidade Estadual de Campinas e Júlia em Física na UFSCar – Universidade Federal de São Carlos.

Marcela e Júlia se inscreveram no Ceprocamp, respectivamente nos cursos de inglês e técnico de administração, com o objetivo de ampliarem suas oportunidades no mercado de trabalho. Durante as aulas, Marcela manifestou para a professora Juliana Morais o desejo de prestar vestibular para ingressar na faculdade.

“As aulas eram super didáticas e interativas, a professora me motivou e apoiou quando eu disse que queria fazer o Enem, além de ter dado algumas dicas sobre o funcionamento da prova”, diz Marcela.

O sonho sempre foi estudar Educação Física na Unicamp, mas era muito difícil de realizá-lo por conta da grande concorrência em uma das universidades mais requisitadas do país. Júlia sempre gostou dos estudos das ciências naturais, o que a ajudou na hora de optar pelo curso de Física. Mas graças às notas obtidas pelas duas no Enem – Exame Nacional do Ensino Médio, as irmãs conseguiram a tão sonhada aprovação.

De acordo com Marcela, o curso de inglês do Ceprocamp ajudou muito durante a realização do exame. “Fui aprovada na Unicamp pelo Programa de Formação Interdisciplinar Superior (Profis), que destina uma vaga para a maior nota no Enem de cada escola pública, que foi o meu caso. Dentre as áreas de conhecimento da prova, meu desempenho foi melhor em Linguagens, que tinha justamente o conteúdo que aprendi no Ceprocamp”, diz. Sua irmã Júlia também conquistou a vaga a partir da nota obtida no Enem.

A professora do curso de inglês do Ceprocamp, Juliana Morais Belo, destaca que Marcela era uma aluna tímida, mas sempre muito participativa e curiosa. “Marcela gostava das aulas que traziam reflexões históricas e culturais. Ela é a gigante que sempre vi em sala de aula e agora tem um leque muito maior de oportunidades”, afirma.

Para Júlia, viver esse momento com a irmã é ainda mais especial. “Nós só estudávamos na escola, porque eu e ela trabalhamos, então o tempo era muito corrido. Nossa parceria sempre foi perfeita e com certeza ajudou a dar um gás para fazer a prova”, completa.

 

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Programa Dignidade Menstrual chega às escolas municipais

Foi implantado hoje (28) o Programa Dignidade Menstrual pelo prefeito Dário Saadi, na Escola Municipal de Ensino Fundamental João Alves dos Santos, no Jardim Regina. Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Educação de Campinas, uma a cada quatro meninas faltam à escola quando entram no período menstrual, por não terem condições financeiras para comprar absorvente.

A rede municipal de ensino tem 10,4 mil alunas, entre 10 e 50 anos, matriculadas nas 45 escolas de Ensino Fundamental, Fumec e Ceprocamp. “É inadmissível que alunas não frequentem as escolas porque não tem condições de comprar absorvente. Isso é uma questão de dignidade”, disse o prefeito.

O Programa Dignidade menstrual vai distribuir mensalmente, por meio das escolas, dois pacotes de absorventes (diurno e noturno), por aluna. Todas elas receberão, neste primeiro momento, uma nécessaire com sabonete íntimo, lenço umedecido, além dos absorventes.

“A nossa proposta é estimular a frequência das meninas na escola durante o período menstrual”, afirmou o secretário Municipal de Educação, José Tadeu Jorge.

Ana Beatriz dos Santos Pereira disse que vê a escola como um ponto de apoio nesta questão. “Acontece de a menina não ter dinheiro, de os pais não terem recebido ainda para comprar o absorvente, elas podem vir com segurança para a escola, sem medo, porque mesmo que elas não tenham, a escola vai ajudar”, contou a aluna do 8ª ano.

Brenda Vitória Silva, estudante do 7ª ano, ressalta que o mesmo dinheiro que falta para a compra de um absorvente, a família pode não ter para comprar um alimento. “Muitas vezes essas meninas deixam de aprender por conta de algo simples de se resolver, mas para elas não são por causa da condição financeira”, avaliou.

A falta de acesso aos absorventes íntimos e a produtos de higiene pessoal, e o impedimento ao acesso a espaços de convivência, como a escola, foram determinantes para a criação do Programa Dignidade Menstrual. O investimento foi de R$ 1.189.230,00.

“Cada aluna importa para nós e se essa é uma questão que faz com que elas faltem, temos que pensar em soluções que permitam que elas participem de todas as atividades escolares. E o programa vai além. Muitas meninas têm vergonha quando estão no período menstrual, sofrem bullying e temos de tornar isso uma questão pedagógica e de todos”, explicou a coordenadora do Programa Dignidade Menstrual, Mariana Volpato.

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