Objetos perdidos na rodoviária vão de dentadura até máquina de lavar roupa

A rotina do setor de Achados e Perdidos da Rodoviária de Campinas poderia render boas histórias. Entre os itens que já foram deixados para trás pelos passageiros estão objetos curiosos: prancha de surfe, dentadura, bicicleta, esteira de academia e até um tanquinho de lavar roupas. Tudo o que é encontrado nas dependências do terminal e entregue à administração é cuidadosamente catalogado e guardado em uma sala exclusiva para esse fim.

Mas, além das histórias inusitadas, há também os campeões de esquecimento — e esses não surpreendem: celulares, carteiras e documentos pessoais lideram o ranking dos itens mais perdidos pelos passageiros.

Os objetos ficam guardados por 60 dias, período durante o qual o dono pode recuperá-los diretamente na Administração do terminal, em dias úteis e em horário comercial. Caso não sejam retirados dentro desse prazo, os itens são doados a uma instituição devidamente autorizada.

“Muita gente não imagina a variedade de coisas que encontramos aqui. Temos desde itens de alto valor sentimental até objetos completamente inesperados. Nosso papel é garantir que tudo seja registrado e guardado com cuidado, na esperança de que o dono volte para buscar”, destaca Clair do Valle Junior, gerente do Terminal Rodoviário de Campinas.


O terminal, que recebe diariamente milhares de pessoas em trânsito, mantém o setor de Achados e Perdidos como parte de sua operação de atendimento ao público, reforçando a importância da organização e da responsabilidade com os pertences dos passageiros.

“É sempre uma surpresa entrar na sala, verificar as prateleiras e encontrar os itens deixados. Cada um deles conta uma história — e alguns realmente nos deixam imaginando como vieram parar aqui”, completa Clair.

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