Motor

Ford aumenta a produção nos EUA para atender à demanda mundial

A marca norte-americana Ford anunciou o aumento da produção de seus principais modelos de SUVs, picapes e vans na América do Norte para atender à forte demanda, tanto dos clientes internos como de outros mercados globais, incluindo o Brasil.

Os elétricos Mustang Mach-E, F-150 Lightning e E-Transit, além de Bronco Sport, Maverick, Transit e outros veículos a combustão fazem parte do programa, com investimentos nas fábricas.

A Ford foi a marca de automóveis mais vendida da América do Norte em fevereiro, com um crescimento de 21,9% em volume. Ela liderou os segmentos de picapes, vans e SUVs e avançou 68% nos veículos elétricos. Esse desempenho lhe rendeu 1,4 ponto porcentual a mais de participação de mercado, passando  a 13,3%.

“Tivemos um início forte de vendas em 2023 e estamos nos movendo para acelerar a produção com foco na qualidade”, disse Kumar Galhotra, presidente da Ford Blue, divisão de veículos a combustão da marca. “O aumento da produção é bom tanto para os nossos clientes como para os nossos negócios.”

O Mustang Mach-E, hoje vendido em 37 países e que também será lançado este ano no Brasil, teve a produção acelerada esta semana. A fábrica de Cuautitlán, no México, passou por mudanças e vai quase dobrar a produção horária, chegando a 210.000 unidades por ano.

O Mustang Mach-E ajudou a Ford a ser vice-líder de vendas de veículos elétricos nos EUA em 2022. O modelo também está trazendo novos clientes para a marca: mais de dois terços dos seus compradores eram proprietários de carros da concorrência.

O Bronco Sport e a Maverick são outros modelos que terão a produção aumentada este ano, com mais de 80.000 unidades adicionais para atender os clientes da América do Norte e da América do Sul.

A produção da F-150 Lightning, picape elétrica mais vendida dos EUA, será triplicada este ano para 150.000 unidades no Rouge Electric Vehicle Center, em Michigan. A F-150 a gasolina, recém-lançada no Brasil, também vai ganhar volume na fábrica do Canadá.

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Motorista que retira o conversor catalítico pode ser multado

Achando que vão melhorar o desempenho do automóvel, muitos motoristas retiram o catalisador, mesmo sendo obrigatório em todos os carros a combustão vendidos no Brasil há décadas.

A peça, que fica no sistema de escape do veículo, é responsável por transformar os gases poluentes gerados durante a queima do combustível no motor em substâncias menos agressivas ao meio ambiente.

Segundo a Umicore, uma das principais fabricantes de catalisadores automotivos do mundo, o catalizador ou conversor catalítico, é uma peça essencial para o controlar as emissões de poluentes.

O catalisador consiste em uma cápsula que contém um substrato, cerâmico ou metálico, com elementos ativos que transformam gases nocivos em água, gás carbônico e nitrogênio.

De acordo com Miguel Zoca, gerente sênior de Tecnologia aplicada da Umicore, os veículos produzidos a partir de 2014 possuem sondas de monitoramento do catalisador que retroalimentam o sistema de gerenciamento do motor com informações da combustão do combustível.

“Por isso, a retirada do catalisador, além de afetar o desempenho do motor, uma vez que o sistema de combustão é calibrado e dependente do correto funcionamento da peça, não contribui para o aumento de potência do carro, pelo contrário”, explica. “Lembrando que os automóveis produzidos a partir deste período devem seguir a fase L6 do Proconve – Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores”.

O executivo aponta que esse mito vem de décadas atrás, quando os veículos tinham o carburador como sistema de combustão. “Naquela época, o catalisador, dependendo do modelo, poderia absorver poucos cavalos da potência do carro. Mas isso ficou no século passado”, enfatiza Zoca.

Para quem prefere excluir esse componente do veículo, vale esclarecer que essa prática pode afetar não só o carro, a saúde e o meio ambiente, mas também o bolso do motorista.

As sondas de monitoramento pré e pós catalisador mandam informações da composição do gás do equipamento à ECU – Eletronic Control Unit, e assim a relação ar/combustível na injeção eletrônica é precisamente ajustada para garantir a máxima performance do motor em termos de potência, dirigibilidade, consumo e emissões.

Portanto, a retirada do catalisador ou a não substituição da peça em mal funcionamento resulta na perda de performance projetada para o veículo.

Segundo Cláudio Furlan, gerente de vendas sênior da Umicore, a retirada é catastrófica para o meio ambiente. “Esta ação transforma um veículo em conformidade com a legislação em um altamente poluidor”, pontua.

Outro agravante gerado pela ausência da peça é a inconformidade com a lei. De acordo com o artigo 230 do CTB – Código de Trânsito Brasileiro, conduzir o veículo sem equipamento obrigatório ou estando este ineficiente ou inoperante, é infração grave, que rende 5 pontos na CNH – Carteira Nacional de Habilitação do motorista e multa de R$ 195,23. Como medida administrativa, o veículo fica retido para regularização.

Inspeção 

Atualmente, a inspeção veicular não é obrigatória no Brasil, pois não há uma lei nacional regulamentada que garanta sua obrigatoriedade. Entretanto, a ação é de extrema importância para a preservação do meio ambiente e para a segurança do condutor.

“A inspeção veicular ajuda a identificar os veículos que foram alterados em relação à sua originalidade ou que não sofreram a correta manutenção. Esse procedimento protege o meio ambiente e evita a disseminação de práticas, como remapeamento do motor, extremamente danosas no contexto ambiental” enfatiza Furlan.

Cabe salientar que, mesmo não obrigatória, a inspeção veicular deve ser realizada conforme o plano de manutenção preventiva presente no manual do proprietário do veículo.

“Sempre que constatar alguma anomalia no carro, como barulho no escamento e luz acesa no painel de controle, o motorista deve recorrer ao mecânico de confiança para sanar o problema”, pondera Miguel Zoca.

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Única vitória brasileira nas 100 Milhas de Daytona vira documentário


Nascido em Serra Negra, no dia 05 de agosto de 1963 e atual morador da cidade de Campinas – Antonio Jorge Neto (Netinho) –  tem no currículo uma das maiores conquistas da motovelocidade brasileira: a esmagadora vitória nas 100 Milhas de Daytona em 1983.

Foi em 12 de março de 1983 que Antônio Jorge Neto (Netinho), deixou mais de 100 mil pessoas caladas em um dos mais emblemáticos circuitos de velocidade mundo.

Vencer as 100 Milhas de Daytona nos Estados Unidos era algo impensável para um brasileiro, naquele dia inesquecível Netinho não apenas venceu o campeão americano e piloto oficial Yamaha USA com 27 segundos de vantagem, como também bateu 16 vezes o recorde da pista para categoria 250.

Aconteceu em Daytona é o documentário produzido pela parceria Octo Works e Motostory, que mostra, através de depoimentos e de uma narrativa emocionante, as histórias por trás de uma das mais importantes conquistas da motovelocidade brasileira.

A recepção será no Centro Cultural Movimento à partir das 9h da manhã, com a realização do Domingo Clássico e a Feira de Antiguidade, além da presença do próprio Netinho, de sua motocicleta, a Yamaha TZ 250, (346 de Netinho, encontrada e recuperada), e do troféu da vitória.

A pré estréia do documentário será no dia 12 de março de 2023, exatos 40 anos desta conquista histórica, no Cine Cavalieri Orlandi, o mais antigo cinema de rua do país ainda em atividade, com mais de 80 anos de existência.

Programação:
9h às 16h: Domingo Clássico (encontro de veículos clássicos e feira de antiguidades;
10h às 13h30:  Presença de Netinho, Jacinto Sarachu, o preparador de Netinho em Daytona, fãs e amigos;
14h: Pré estreia do documentário no Cine Orlandi
Quando:  12 de março (domingo) – a partir das 9h
Onde: Antiga Estação Ferroviária – Socorro – SP
Endereço: Praça Rachid José Maluf, 83

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Acabamento, economia e desempenho são os destaques do novo GWM H6

Depois de comprar a fábrica paralisada da Mercedes-Benz em Iracemápolis, interior de São Paulo, a chinesa GWM lança o seu primeiro SUV no mercado nacional. O conglomerado aposta alto no mercado brasileiro e espera o transformar numa referência mundial.

Além do design cupê moderno, elegante e muito agressivo e o excelente acabamento, o novo Haval H6 híbrido tem dois destaques muito importantes: a economia e o preço. Sem dúvidas, é um baque na concorrência, principalmente se comparado ao Toyota Corolla Cross híbrido, seu principal concorrente.

Muito mais interessante que os veículos 100% elétricos, o Haval H6 Premium HEV, na versão de entrada, oferece a possibilidade de o motorista se deslocar por grandes distâncias, já que é um híbrido autorecarregável, que conjuga um motor à combustão 1,5 litro, turbo e um motor elétrico.


Juntos produzem 243 cavalos de potência e 54 kgfm de torque. Com esses números, o SUV é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 7,9 segundos.

O novo SUV médio H6 Premium HEV é uma excelente opção para quem mora longe dos grandes centros que já contam com alguns eletropostos ou que não podem fazer a recarga da bateria na sua garagem.

O H6 Premium HEV será vendido apenas em uma opção de acabamento, com o mesmo pacote de equipamentos e tecnologia das versões superiores. Isso quer dizer que o HEV terá condução semiautônoma (ADAS – Advanced Driver Assistance System) nível 2+.

O modelo, muito bem equipado e com muita tecnologia, conta com piloto automático adaptativo (ACC) com Stop & Go, frenagem automática de emergência (inclusive para pedestres, bicicletas e motos), frenagem automática de tráfego cruzado traseiro, monitoramento de pontos cegos, centralização de permanência de faixa, alerta de perigo de abertura de portas, reconhecimento de placas de trânsito, Auto Reverse Assistance e Parking Assist para vagas paralelas e em 45° e 90° (com controle automático de direção, freio e acelerador) com câmera 360º.

Já entre os itens de tecnologia e conforto, o H6 HEV traz update de software pela nuvem (OTA – Over The Air), controle remoto do veículo pelo celular, central multimídia de 12,3 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, comandos por voz em português, ar-condicionado de duas zonas, bancos dianteiros elétricos com ventilação, seis airbags e porta-malas com abertura elétrica por sensor de presença, entre outros. Nos primeiros modelos, o teto solar elétrico panorâmico é de série. Depois de abril será opcional e custará R$ 10 mil.

O pacote especial de pré-venda inclui dois anos de revisão grátis ou 24 mil quilômetros e direito ao Tomorrow Assistance: serviço de oficina remota GWM, que realiza o serviço no local em que o cliente indicar e ainda disponibiliza um carro de cortesia se o tempo de reparo for superior a 24 horas, proteção total contra danos da bateria do sistema híbrido, além da garantia de fábrica de série por oito anos ou 200 mil quilômetros contra defeitos de fabricação dessa bateria.

Plug-in

Além da versão de entrada autorecarregável, a Premium HEV, a marca chinesa mostrou mais duas versões: H6 Premium PHEV AWD e GT PHEV AWD.

Os dois SUVs superiores são plug-in (podem ser recarregados num eletroposto ou na corrente caseira) e contam com motor 1,5 turbo à combustão e dois motores elétricos (um em cada eixo, por isso AWD), que produzem 393 cavalos de potência e 77,7 kgfm de torque máximo.

Os PHEV aceleram de 0 a 100 quilômetros por hora em 4,8 segundos (H6 GT) ou 4,9 segundos (H6 Premium) e têm a velocidade máxima limitada em 153 quilômetros por hora.

Os dois motores elétricos são alimentados por uma bateria de 34 kWh, que dá uma autonomia de 170 quilômetros (ciclo NBR). Esse excelente powertrain é exclusivo do mercado brasileiro.

Exclusivo

A linha Haval H6 foi desenvolvida exclusivamente para o Brasil. A suspensão, que em muitos veículos importados sofre com o lamentável piso brasileiro, foi retrabalhada. Com isso se adapta melhor às condições das estradas e ruas brasileiras e fica mais ao gosto do motorista local.

O sistema de direção também sofreu modificações, com ajustes no nível de maciez da assistência elétrica e na relação de giro do volante, para tornar suas respostas mais rápidas e diretas.

A nacionalização do projeto incluiu ainda reprogramação de recursos de condução ativa e modificações no sistema de conectividade, que é 100% em português, inclusive nos comandos por voz.

O design do modelo é muito agradável, atual e bonito. O H6 Premium recebeu um pacote de acabamentos externos em black piano, formado pelas molduras das janelas, racks no teto, spoiler traseiro e frisos decorativos na traseira e nas laterais.

O Brasil também vai estrear o novo logotipo global “Haval”, que recebeu um novo grafismo e está mais compacto.  Mas o dianteiro é de gosto duvidoso. Num modelo com detalhes tão bonitos, merecia uma coisa mais elaborada.

O GT, o mais atraente, se diferencia externamente pela grade e pára-choques mais esportivos, pinças de freio e emblema GT na cor vermelha, além de todos os logotipos pretos na tampa traseira.

As rodas de 19 polegadas são diferentes para cada versão. O H6 Premium HEV tem aros pintados de preto com pneus 225/55 R19, o H6 Premium PHEV conta com rodas diamantadas com pneus 235/55 R19 e o H6 GT PHEV vem com aros pintados de preto com desenho exclusivo e pneus 235/55 R19.
Nesses dois modelos, a marca vai oferecer de graça um carregador portátil de 3,6 kW.

Conforto

O interior se destaca dos demais concorrentes pelo excelente acabamento e materiais de grande qualidade. E mais: é elegante e discreto. Muitos modelos elétricos, na tentativa de mostrar futurismo, parecem carros alegóricos.

As duas versões do H6 Premium têm revestimentos de console e portas em black piano com bancos de couro preto, enquanto o GT usa acabamentos internos que simulam fibra de carbono e revestimento de tecido suede em bancos, portas, console e painel.

Vendas

A pré-venda está sendo realizada pela página da GWM dentro do Mercado Livre, disponível neste link: www.mercadolivre.com.br/a/store/gwm. Os interessados em adquirir um H6, já no ano-modelo 2024, poderão fazê-lo deixando um adiantamento de R$ 9 mil até o dia 31 de março. Também pode ser adquirido nas concessionárias. As primeiras unidades começarão a ser entregues em abril.

Preço
Haval H6 Premium HEV – R$ 209 mil;
Haval H6 Premium PHEV – 269 mil;
Haval H6 GT PHEV – 299 mil.

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Coluna do Secco – Exemplo de bondade para quebrar preconceitos entre os povos

Exemplo de bondade para quebrar preconceitos entre os povos

 No dia 4 de novembro de 1979, estava nos Estados Unidos participando de um curso intensivo de inglês na Wayne State University, em Detroit, data que entrou para a história pela invasão e ocupação, ordenada pelo aiotolá Khomeini, da embaixada norte-americana em Teerã, por estudantes e militantes islâmicos.

Por coincidência, o nosso pequeno grupo de alunos era formado por três brasileiros, um colombiano, um libanês e três iranianos. Pela distância e desconhecimento geográfico, silêncio do professor, naturalmente para não envolver assuntos políticos que pudessem provocar alguma divergência entre os alunos e por respeito aos companheiros iranianos, ninguém abordou o tema durante o período do curso, cerca de 45 dias.

Também só agora, nesse momento de reflexão e lembrança, consigo imaginar que um jantar, organizado por um dos professores em sua casa para todo o grupo, tinha como objetivo demonstrar que estávamos reunidos para aperfeiçoamento pessoal e profissional e que nenhum episódio poderia provocar um clima que comprometesse o aproveitamento do curso.

Podem imaginar a situação constrangedora de estarmos em pleno Estados Unidos, estudando inglês em um pequeno grupo de oito pessoas e quase a metade ser de iranianos?

Confesso que, naquela época, a minha limitada cultura internacional me fez ter um sentimento de prevenção com a cultura da República Islâmica do Irã, mesmo sendo uma das mais antigas civilizações do mundo e sucessora da Pérsia.

Mas o comportamento dos meus colegas iranianos e também do libanês, me fez mudar os meus conceitos. Todos muito respeitosos, me tratavam como míster Secco e sempre me consultavam quando o assunto envolvido fosse ocidental e desejavam algum esclarecimento.

Sobre esse relacionamento, só em uma oportunidade não pude ajudá-los e nem a mim mesmo, quando um dos professores nos deu o prazo de 30 minutos para contarmos a história de uma pessoa boa, sem utilizar esse adjetivo explicitamente.

Engraçado é que nenhum dos alunos entendeu o pedido do professor e, por isso, ninguém realizou o trabalho.

Quando o professor regressou à sala de aula e mencionou a sua tradicional saudação “meus inteligentes alunos”, demonstrou frustração ao saber que ninguém entendeu o seu pedido. Mas, como exemplo e para que entendêssemos, contou a história de um personagem fictício explicando a sua bondade, sem mencionar a palavra, conforme havia pedido.

Isso me fez lembrar de um episódio ocorrido na fase em que trabalhei no jornal O Estado de S. Paulo e vivenciei um exemplo de bondade do repórter fotográfico Ivo Barretti, que foi chefe do Departamento Fotográfico.

Na década de 1960 nem ele e eu tínhamos condições financeiras para adquirir um automóvel e, todos os dias no final do expediente, quase sempre já na madrugada, caminhávamos o percurso entre a sede do jornal, na Rua Major Quedinho, e o Largo Paissandu para tomarmos o ônibus que nos levava próximos a nossas casas.

Era dia de pagamento de salário, feito em dinheiro vivo porque não existia a atual moderna cultura da transferência eletrônica, muito mais segura e com menor trabalho.

Ao passarmos pela Rua Xavier de Toledo, próximos ao teatro Municipal, e vermos um sem-teto dormindo na calçada, o Ivo Barretti parou, tirou do bolso o envelope de pagamento e separou uma cédula de 100 cruzeiros, abaixou-se e enfiou-a no bolso do sem-teto.

Ao me ver, atônito com o seu gesto, Ivo fez o seguinte comentário: gostaria de ver a surpresa desse homem, amanhã, quando puser a mão no bolso e encontrar o dinheiro. Não vai entender nada ou achar que foi um milagre de Deus.

Então, ao me lembrar desse exemplo de bondade, pedi ao professor para apresentar, no dia seguinte, a história do Ivo Barretti, na classe para os colegas. Para minha surpresa, foram os iranianos os que mais apreciaram o gesto de Barretti e me saudaram com aplausos.

O Ivo Barretti era pai de Roberto que, por coincidência, foi um dos engenheiros da Volkswagen Caminhões, desde que a fábrica foi inaugurada nos anos iniciais da Autolatina, joint venture criada pela Ford e a Volkswagen para melhores resultados operacionais.

Depois que se aposentou, num dia em que liguei para cumprimentá-lo, Ivo em tom de lamento e desânimo, antes um repórter vibrante, me fez o seguinte comentário: “agora, minha vida é um eterno domingo, sem nada prazeroso para fazer”.

A ocupação do consulado norte-americano em Teerã, mais do que afetar as relações entre os dois países e isolar durante 444 dias 52 norte-americanos, mantidos como reféns ao longo de 444 dias, até 20 de janeiro de 1981, em apoio à Revolução Iraniana. iniciou uma crise internacional que gerou reflexos em todo o mundo. 

Tudo começou meses antes com a queda do Xá do Irá Mohammad Rezā Shāh Pahlavi, deposto em fevereiro de 1979 por revolucionários do Partido Islâmico. Depois disso, no final de outubro de 1979, o Xá exilado e doente foi internado nos Estados Unidos para tratamento de câncer. No Irã, houve um clamor imediato e tanto Khomeini quanto grupos de esquerda exigiram o retorno do Xá ao Irã para julgamento e execução.

Como não foram atendidos, no dia 4 de novembro de 1979, jovens islâmicos invadiram o complexo da embaixada e sequestraram sua equipe.

Nos Estados Unidos, analistas políticos acreditaram que essa crise foi um dos principais motivos para a derrota do presidente Jimmy Carter nas eleições presidenciais de 1980.

No Irã, a crise reforçou o prestígio do Aiatolá Khomeini e o poder político daqueles que o apoiaram e se opuseram a qualquer normalização das relações com o Ocidente. A crise também marcou o início das sanções econômicas contra o Irã, o que enfraqueceu ainda mais os laços econômicos entre os dois países.

https://soundcloud.com/user-645576547/exemplo-de-bondade-para-quebrar-preconceitos-entre-os-povos

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Brasileiro Eric Granado mantém recorde em Jerez na Moto E

Depois de cravar o recorde da pista de Jerez de la Frontera, na Espanha, na última terça-feira, Eric Granado realizou mais uma vez um grande trabalho no encerramento dos primeiros testes oficiais do Mundial de MotoE.

O brasileiro terminou o dia na segunda posição geral dos ensaios. Porém, ninguém conseguiu cravar uma volta mais veloz que a marca de 1min47s053 anotada por ele durante a atividade da quarta-feira.

Com o tempo instável no local, o dia mais uma vez começou com pista molhada e o asfalto foi secando ao longo das sessões de treino. No fim, o suíço Randy Krummenacher ficou como o mais rápido do dia, com 1min47s675, frente à marca de 1min47s735 registrada por Granado.

“Foi um ótimo teste, foi muito legal voltar a trabalhar com a LCR E-Team”, disse o brasileiro, recordista de vitórias e poles na MotoE, após o fim das atividades. “Me sinto muito confiante e bem na moto, tanto em condições de pista molhada quanto em pista seca. Mas foi apenas um primeiro contato, ainda há muita coisa para entendermos, tanto do meu lado quanto no da equipe, em como a moto funciona. Tudo é novo para nós”.

Mais testes

Resta apenas mais um ensaio antes do início da temporada, no final de semana dos dias 12, 13 e 14 de maio, em Le Mans (França). O teste será nos dias 3, 4 e 5 de abril também na Espanha, mas no Circuito da Catalunha. “Vamos continuar trabalhando para manter este ritmo no próximo teste”, observou Eric. “Nós vamos tentar melhorar o máximo possível a moto, o acerto e minha interação com o equipamento antes do início da temporada, para chegarmos prontos”.

Confira o resultado do último dia:
1. Randy Krummenacher (Suíça) Intact – 1min47.675s
2. Eric Granado (Brasil) LCR, a 0.060s
3. Nicolas Spinelli (Itália) Pons, a 0.295s
4. Miquel Pons (Espanha) LCR, a 0.630s
5. Luca Salvadori (Itália)Pramac, a 0.648s
6. Jordi Torres (Espanha) Aspar, a 0.662s
7. Alessandro Zaccone (Itália) Tech3, a 0.720s
8. Hector Garzo (Espanha) Intact, a 0.728s
9. Hikari Okubo (Japão)Tech3, a 0.793s
10. Mattia Casadei (Itália) Pons, a 0.797s
11. Matteo Ferrari (Itália) Gresini, a 1.018s
12. Kevin Manfredi (Itália) SIC58, a 1.184s
13. Kevin Zannoni (Itália) SIC58, a 2.052s
14. Tito Rabat (Espanha) Pramac, a 2.172s
15. Andrea Mantovani (Itália) RNF, a 2.412s
16. Maria Herrera (Espanha) Aspar, a 3.987s
17. Mika Perez (Espanha) RNF, a 4.494s
18. Alessio Finello (Itália) Gresini, a 4.739s

Recorde da pista (volta mais veloz do teste): Eric Granado, 1min47s053, no segundo dia.

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Coluna Fernando Calmon – Em 20 anos, 40 milhões de motores flex no Brasil

Coluna Fernando Calmon nº 1.241 — 7/3/23

Em 20 anos, 40 milhões de motores flex no Brasil

Os números são impressionantes. Desde 23 março de 2003 até agora, quando completará 20 anos de produção, foram 40 milhões de automóveis e comerciais leves fabricados e comercializados no País. Naquele dia a VW apresentou o Gol Power 1.6 Total Flex, primeiro modelo brasileiro comercializado com um motor capaz de utilizar gasolina e etanol hidratado em qualquer proporção.

Isso foi possível com o advento da injeção eletrônica e o esforço combinado entre o fabricante e dois fornecedores: Bosch e Marelli. Dez anos antes a Bosch havia começado experiências com um Omega 2-litros de sua própria frota de testes. A fornecedora italiana acabou tendo a primazia no Total Flex, apesar de ser uma empresa controlada na época pela Fiat. Necessário frisar que a ideia de um motor flexível em combustível nasceu nos EUA, em 1996.

Nestes 20 anos o motor flex no Brasil avançou bastante. Os pequenos reservatórios de gasolina para partida a frio foram substituídos por válvulas injetoras de etanol pré-aquecidas e mais recentemente com o advento dos motores de injeção direta a partida com etanol em dias frios é imediata sem nenhum outro auxílio. Com os motores turbo cada fabricante pôde escolher valores de potência e torque diferentes para etanol e gasolina com muito mais facilidade.  Hoje 83% dos veículos novos vendidos têm motores flex. O restante se divide entre gasolina, diesel e híbridos.

Agora há uma motivação ambiental ainda maior. Abastecer o tanque 100% com o combustível obtido da cana-de-açúcar significa no ciclo da produção no campo até o escapamento a emissão de apenas 37 g de CO2/km. Na Europa com o atual perfil de geração de energia para recarregar a bateria, um carro elétrico de mesmo porte emite 54 g de CO2/km.

Mesmo que os europeus consigam diminuir a emissão de CO2 em sua matriz de geração de eletricidade até 2035, quando exigirá que todos os carros novos à venda sejam elétricos, no Brasil bastaria um híbrido flex comum com bateria pequena e barata abastecido aqui com etanol para superá-los: lá, 35 g de CO2/km; aqui, 29 g de CO2/km. Um automóvel 100% a gasolina emite em torno de 135 g de CO2/km. No Brasil, um pouco menos, porque a gasolina contém 27% de etanol anidro.

Entretanto, continuam os desafios para o aumentar a produção de etanol aqui. Porém, o País reúne quatro condições inigualáveis: extensão territorial, terras cultiváveis, sol e água. Assim, pode esperar o preço dos elétricos cair até se tornarem competitivos, sem precisar impor metas.

Para o consultor Ricardo Abreu “o programa já em vigor, RenovaBio, é a forma de incentivar o aumento da produção de biocombustíveis por meio do mecanismo de créditos de carbono e a busca de padrões mais exigentes de redução das emissões de gases de efeito estufa em toda a cadeia. A produção de etanol de cana de segunda geração e também a partir do milho tende a aumentar a oferta, diminuindo a sazonalidade e equilibrando o mercado”.

 

Em fevereiro vendas reagem, mas mercado continua fraco

 

Apesar do mês de Carnaval, desastres causados pelas fortes chuvas no litoral de São Paulo e em outras localidades, houve ritmo ligeiramente melhor do que o esperado. A média diária de vendas em fevereiro (7.200 unidades) foi melhor que a de janeiro (6.500 unidades). Nos dois primeiros meses deste ano foram emplacados 272,2 mil veículos leves e pesados: 5,2% a mais que o primeiro bimestre de 2022.

No ano passado a indústria sofria pesadas perdas de produção pela escassez mundial de semicondutores em consequência da epidemia. Em 2023, previa-se uma melhora, porém a crise ainda atingiu algumas fábricas no mês passado. O cenário para os próximos meses permanece incerto. Os fabricantes se queixam de taxas altas nos juros de financiamento e dificuldades de aprovação de cadastros em razão do aumento da inadimplência.

Entretanto há outro sinal, desta vez de fraqueza. A produção no primeiro bimestre foi apenas 0,8% maior e mesmo assim o estoque total nas fábricas e concessionárias continuou aumentando: de 39 para 40 dias. Assim, existem unidades para pronta entrega para quase todos os modelos. A Fenabrave informou que o mercado de usados ainda mostra sustentação e crescimento de 5% sobre 2022.

Márcio Leite, presidente da Anfavea, espera em junho próximo a conclusão de estudos para a segunda fase do Rota 2030. “Esta sinalização é essencial para indústria planejar nova rodada de investimentos no País”, sinalizou.


ALTA RODA

 

NÃO É de hoje o interesse da BYD em produzir no Brasil, limitado no momento à montagem de ônibus elétricos em Campinas (SP). O atalho natural da marca chinesa voltou-se à fábrica da Ford em Camaçari (BA), fechada em 2021. Mas há um fato relevante: a companhia americana não fechou o negócio, embora possa fazê-lo em breve. O presidente da República vai à China no fim do mês e talvez isso aconteça. A posição oficial: “Com objetivo de esclarecer informações equivocadamente divulgadas por vários veículos de comunicação, dando como concluída a venda das instalações na Bahia, a Ford comunica que continua ativamente em processo de negociação com potencial comprador e, portanto, a venda não foi concluída. Informações futuras sobre este tema serão comunicadas, a depender do progresso das negociações.” A outra parte também se manifestou: “Em sequência ao protocolo de intenções assinado com o Governo da Bahia, a BYD vem desenvolvendo diversos estudos junto a autoridades daquele estado, considerando inclusive potenciais unidades que possam abrigar uma planta na região. Porém, tudo ainda depende de avaliações e negociações para a conclusão do processo final. Assim que isso ocorrer, a BYD emitirá um comunicado oficial com todas as informações”.

ARGO TREKKING com motor de 1,3 L e câmbio automático CVT de sete marchas pode não oferecer um desempenho marcante, porém suficiente no trânsito urbano e só razoável em estradas. A potência (107 cv) é 9% maior do que quando utiliza gasolina e isso se sente claramente. Boa posição de guiar, embora só ofereça regulagem do volante em altura (do desagradável tipo “queda-livre”). Assistência elétrica da direção e o acerto de suspensões (vão livre do solo 20 mm maior) destacam-se. O Trekking, automático mais barato do mercado, oferece apenas dois airbags. Porta-malas de 300 L é mediano no seu segmento. Aceita espelhamento (com fio) para Android Auto e Apple CarPlay, mas a tela de 7 pol. é pequena.

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Nesta época de temporais é muito importante ter os pneus em boas condições

 

Quando um empresa trabalha no desenvolvimento de um pneu de moto ou carro, um dos quesitos mais importantes que é levado em consideração é o seu desempenho na chuva. Para isso, anos de trabalho de engenharia são investidos, que definem parâmetros como técnicas de construção, material utilizado, desenho da banda de rodagem entre outros. Todos os aspectos são fundamentais para que um bom resultado seja alcançado. Para orientar os motoristas, procuramos o especialista Roberto Falkenstein, da Pirelli.

“Dirigir nas ruas das cidades ou estradas pode ser muito prazeroso, mas em condições de chuva, é necessário aumentar a atenção e garantir que os pneus estejam corretamente calibrados para funcionarem adequadamente. De início, é importante verificar a pressão correta de seu veículo. Você pode encontrar essa informação no manual ou, no caso dos carros, no bocal do tanque de combustível ou na coluna do batente da porta do motorista. É essencial fazer a calibragem dos pneus a frio e semanalmente para obter o resultado ideal”, diz Roberto Falkenstein, consultor da área de tecnologias inovativas da Pirelli.

Também é importante verificar o TWI, marcação no fundo dos sulcos dos pneus que informa sobre seu desgaste, para garantir que eles não estejam a ponto de serem substituídos.

Isso é especialmente importante durante essa época do ano, já que é fundamental que os pneus consigam drenar bem a água. Se tiver qualquer dúvida com relação a isso, é só procurar por um profissional qualificado para que ele assegure que o seu pneu esteja bom.

“Outro ponto que merece atenção é o cuidado com a suspensão e freios do veículo. Ter um carro bem alinhado e uma roda bem balanceada pode fazer total diferença. Durante a condução, também, é crucial um cuidado extra. Em caso de chuvas intensas, reduza a velocidade, aumente a distância em relação aos outros veículos e mantenha a atenção constante. Evite mudanças bruscas de direção, frenagem ou aceleração. Quanto mais cautela, melhor”, completa Roberto.

A combinação de alto volume de chuvas, bem como poças de água, sujeira e óleo de outros veículos, podem criar condições propícias para a aquaplanagem. Se ocorrer, para evitar acidentes é fundamental manter as mãos firmes no volante sem esterçar, pois durante a aquaplanagem o carro não vai obedecer ao volante.

O condutor não pode nem acelerar ou frear, deixando o veículo retornar naturalmente ao controle. Se a chuva estiver muito forte, não pare no acostamento ou acione o pisca-alerta enquanto estiver em movimento. Procure um posto de gasolina ou outro tipo de local seguro assim que possível.

Embora as chuvas possam assustar alguns motoristas, é importante enfrentá-las com atenção e respeito. Com os pneus corretos e bem calibrados em um veículo revisado, o resultado será um desempenho de alto nível aliado a máxima segurança.

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Número de mulheres pilotando motocicletas cresceu 76,5% em dez anos

Conduzir uma motocicleta é uma ação que cresce a cada dia entre as mulheres brasileiras. De acordo com dados do Denatran – Departamento Nacional de Trânsito, analisados pela Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, hoje 8.884.345 pessoas do gênero feminino possuem carteira de habitação na categoria A. Em 2013, havia 5.034.139 habilitadas. No comparativo, há um crescimento de 76,5% em nove anos.

Com esse tipo de carteira de motorista, é possível conduzir veículos de duas ou três rodas, com ou sem carro lateral.

Apesar desse crescimento bastante expressivo, elas ainda são minoria e representam 24% dos habilitados. Em 2013, esse índice era de 20,2%. Dentre os fatores atribuídos para o aumento de condutoras está o empoderamento feminino.

Este é, aliás, o lema da administradora de empresas Érika Di Iório, de 50 anos, moradora da cidade de Belém (PA). Quem a vê hoje, com um modelo de alta cilindrada, não imagina que até pouco tempo, essa mineira de Belo Horizonte, apesar da vontade, não se sentia apta a conduzir uma motocicleta. Essa história ganhou um novo capítulo durante uma viagem a Brasília.

“Fui com meu marido até uma concessionária. Quando vi uma motocicleta, foi paixão à primeira vista. Comprei, mesmo sem ter a carteira de habilitação”, relembra.

De volta para casa, se matriculou numa moto escola. “As primeiras voltas de moto eram restritas ao meu condomínio. Depois de um tempo fiquei mais confiante. Mas sempre digo que andar de motocicleta é uma superação constante”, diz ela que é uma das integrantes da Confraria Harleyros do Pará.

Assim como Erica, a amazonense de Itacoatiara e costureira, Waldesta de Oliveira Costa, de 42 anos, também adotou a motocicleta como estilo de vida. O início aconteceu por obra do acaso.

Inscrita no concurso “Rainha do Rio Madeira”, ela conquistou o primeiro lugar e ganhou um modelo 50 cc. A partir daí, não largou o guidão. Quando se mudou para a capital amazonense, em 1992, Waldesta conta que havia poucas mulheres motociclistas na cidade.

“Pilotava um modelo de alta cilindrada e isso, na época, chamava a atenção. Até desconfio que era a única motociclista da cidade”, diverte-se.

Numa de suas andanças, recebeu – e, é claro, aceitou – o convite para integrar um motoclube. Até que, em 2017, decidiu fundar “As Amazonas”, o primeiro exclusivo para mulheres.

Hoje o grupo conta com cerca de 20 integrantes. “Somos unidas pela paixão pelas duas rodas e queremos incentivar outras a descobrirem essa sensação de liberdade”, afirma.

Profissão

Com muitos quilômetros na bagagem, Josilda Maria Maciel (46 anos) e Karime Abrão (42) transformaram o amor pelas motocicletas em profissão.

Nascida em Tracunhaém, cidade do interior de Pernambuco, Josilda fez parte da primeira turma do curso de Motofretista, promovido pelo SEST/SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte). “Éramos eu e mais uma garota”, relembra.

No início, fazer entregas representava uma forma de garantir uma renda extra até que se transformou na principal fonte de sustento. “Quando comecei na profissão, usava aqueles guias impressos para chegar nos endereços. Hoje temos o GPS que facilita muito a nossa vida”, compara. “Ainda existe preconceito, mas acredito que avançamos bastante e, com muita competência, conquistamos nosso espaço”, destaca.

Paulista de Ribeirão Preto, Karime tem opinião semelhante. “Provamos nossa capacidade”, diz, orgulhosa. “No primeiro dia de trabalho, até chorei porque não conseguia chegar a um endereço e entregar um documento”, relembra, aos risos. “Mas, sou persistente. Nasci para encarar e superar desafios”, ressalta.

Habilitações

A faixa etária que concentra o maior número de habilitações, tanto para homens como para mulheres, é a que vai dos 31 a 40 anos. No total, elas somam 7.790.504 motociclistas e eles totalizam 11.871.802 habilitados.

Em segundo lugar, estão as pessoas com idades entre 41 e 50 anos. O gênero feminino responde por 6.520.793 habilitações e o masculino por 10.774.078 das carteiras na categoria A. Na terceira colocação, está o público acima 60 anos: são 3.988.122 mulheres motociclistas e 11.068.970 homens.

De acordo com dados do IBGE/Denatran, no Brasil existe uma mulher habilitada a conduzir uma motocicleta a cada oito pessoas do gênero feminino.

Perfil

Levantamento das associadas da Abraciclo revela que os homens são os principais compradores de motocicletas e foram responsáveis por 62% dos contratos fechados em 2022. Em 2012, esse índice era de 74%.

Na análise de preferência por modelos, a motoneta é a categoria mais procurada pelas mulheres (69%). O uso das scooters é maior entre os homens (60%).

 

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Bicampeão de Le Mans, campineiro André Negrão volta às pistas

Apesar da temporada 2023 do WEC – Mundial de Endurance da FIA começar no dia 17 de março, o piloto brasileiro entra na pista de Sebring, nos Estados Unidos,  nos dias 11 e 12, para uma bateria de testes oficiais. O histórico traçado da Flórida também foi o local da vitória que levou o brasileiro André Negrão, da equipe Alpine, a liderar a classificação geral de 2022 até a última etapa do Mundial, tornando-se vice-campeão na prova de encerramento.

O prólogo, como é chamada essa sessão oficial de testes livres, marcará ainda o retorno de André Negrão à categoria LMP2, na qual foi campeão mundial no torneio de 2018-2019. Talvez até mais importante, foi na LMP2 que André venceu duas vezes a principal corrida do mundo – as 24 Horas de Le Mans – nas temporadas de 2018 e 2019.

Mas nos ensaios de Sebring, o piloto da Alpine concentrará atenção no entrosamento com seus novos companheiros – o britânico Olli Caldwell e o mexicano Memo Rojas. A meta equipe francesa é, ainda, encontrar bases sólidas para o desenvolvimento de acertos a serem utilizados durante o ano.

Adaptação

“Nosso último teste foi em Portugal, ainda no começo de fevereiro, por isso essa aclimatação será importantíssima antes da primeira etapa”, disse Negrão. “Depois de nosso treino em Portugal, os carros embarcaram para os Estados Unidos de navio e vamos vê-los novamente apenas na pista, em Sebring. Obviamente comecei minha readaptação ao LMP2, um carro que tem menos eficiência aerodinâmica e pneus que possuem menos aderência que os da categoria Hypercar, que utilizei até o ano passado”, lembra ele, que foi vice-campeão da Hypercar em 2022.

“A gente quer dar continuidade à base do trabalho que já foi iniciada. O Memo é um piloto muito experiente de Endurance. Já o Olli vem de categorias tipo Fórmula e provavelmente vai demorar um pouco para entender o nosso mundo. Mas minha primeira impressão dele foi muito boa, acho que ele tende a se adaptar facilmente”, completou.

Alpine A470

Sobre seu novo carro, André se sente confiante. “Em linhas gerais, o A470 é muito semelhante ao modelo que a Alpine usava anteriormente, com chassi Oreca e motor Gibson”, avalia o brasileiro.

“Na verdade, ele agora ficou até um pouco mais lento em função de algumas mudanças aerodinâmicas e de motor. Mas isso é efeito do BoP (balance of performance, ou equilíbrio de desempenho em tradução livre) promovido pela FIA. Essas modificações foram feitas por que a ideia é que não sejamos mais rápidos que os Hypercars”, explica.

Para André, o grande desafio da Alpine será traduzir em velocidade o comportamento dos novos pneus Goodyear. “No meu entender o foco de todo mundo será entender os pneus”, prevê. “Eu, por exemplo, nunca andei com esses compostos da Goodyear.

A primeira vez foi nos testes em Portugal, mas foi muito pouco ainda. Precisamos de muito mais quilometragem. E estes pneus são bem diferentes dos Michelin com os quais me acostumei em 2021 e 2022. Teremos muito trabalho com isso”, conclui o bicampeão de Le Mans.

Temporada 2023
Data / Pista / País / Duração
17/03 – Sebring – EUA – 1000 milhas
16/04 – Portimão – Portugal – 6 horas
29/04 – Spa-Francorchamps – Bélgica – 6 horas
11/06 – Le Mans – França – 24 horas
09/07 – Monza – Itália – 6 horas
10/09 – Fuji – Japão – 6 horas
04/11 – Sakhir – Bahrein – 8 horas

Equipe Alpine Renault
Pilotos
André Negrão, 30 anos, Brasil
Olli Caldwell, 20 anos, Inglaterra
Memo Rojas, 41 anos, México

Carro Alpine A470
Chassi: Oreca 07 (França), fibra de carbono
Motor: Gibson GK-428 (Inglaterra), 4,2 litros, V8 naturalmente aspirado, gasolina, 603cv
Eletrônica: Cosworth (Inglaterra)
Câmbio: Xtrac Transmission (Inglaterra), 6 velocidades
Tanque: 75 litros, padrão FIA FT3

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