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MIS recebe mostra que resgata 15 anos da cena musical da cidade

Por muito tempo, parte da memória da música foi construída exclusivamente nas ruas. Colados em muros, espalhados em bares, distribuídos em forma de convites e flyers, os cartazes anunciavam encontros, revelavam bandas, apresentavam artistas e ajudavam a escrever a história cultural das cidades. Muito além da divulgação de um show, tornavam-se registros de uma época, de uma cena e de uma comunidade.

É esse patrimônio visual que a exposição Eco dos Palcos resgata. De 13 de julho a 13 de agosto, o Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS Campinas) recebe uma mostra inédita com 120 cartazes de apresentações realizadas em bares e espaços culturais de Campinas e região, produzidos ao longo dos últimos 15 anos. A entrada é gratuita.

 

Idealizada pelo músico, ator e produtor cultural Rafael Smeke, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, a exposição apresenta um recorte documental da produção musical independente entre 2011 e 2026.

“Com a transição das estratégias de divulgação para plataformas digitais, muitos cartazes físicos que circulavam pela cidade (lambe-lambe, convites e flyers) perderam visibilidade, reduzidos a pequenos fragmentos de poucos centímetros nos feeds. A mostra nasce do desejo de resgatar essas peças gráficas como documentos culturais”, explica Smeke.

 

A abertura acontece em 13 de julho, data em que se celebra o Dia Mundial do Rock. A coincidência reforça a importância desse gênero na formação da cena musical campineira, mas também evidencia que os palcos sempre foram espaços de encontro entre diferentes estilos, artistas e públicos.

Seguindo esse ritmo plural, a programação de abertura acontecerá das 19h às 22h. Em uma jam session que reunirá exclusivamente músicos representados nos cartazes expostos, mais de 20 artistas irão apresentar um repertório que passeia por clássicos do rock, canções brasileiras, improvisações e diferentes influências musicais. Também haverá discotecagem comandada por Riva Rock, personagem tradicional da cena musical campineira, além de food trucks de alimentação e bebidas e feira de artes.

Grande parte das peças expostas foi criada pelo próprio Smeke, responsável por desenvolver a identidade visual de inúmeros shows da cena local. A mostra também reúne trabalhos produzidos por casas de espetáculo e outros designers, todos identificados nos painéis expositivos.

“Esta exposição é um gesto de reconhecimento àqueles que movem a noite de Campinas, músicos, produtores, casas, designers e público. Ao resgatar cartazes que circulavam pela cidade, buscamos preservar a memória visual e sonora de uma cena viva que, muitas vezes, é apagada pela efemeridade das redes. Espero que a mostra funcione como arquivo, celebração e incentivo à continuidade das práticas culturais que fizeram e fazem nossa comunidade mais rica”, afirma Smeke.

Músico desde meados da década de 1990, Smeke também construiu trajetória no teatro. Em 2002 recebeu, pela APTC (Associação dos Profissionais de Teatro de Campinas), o prêmio de Melhor Ator pela peça Homens de Papel e, em 2009, escreveu e dirigiu Odeio Teatro, apresentada no Centro de Convivência Cultural. Paralelamente, participou de diversas bandas e projetos musicais, vivência que lhe permitiu acompanhar de perto as transformações da cena artística campineira e reunir um acervo que agora se torna público.

Conheça todos os músicos que vão participar da jam session e os bares e casa de shows contemplados pela exposição: https://docs.google.com/document/d/1QsXK_8Lw3KV1ckVVwB7LXpalFrt8TYTk/edit.

Link dos os cartazes que serão expostos: https://drive.google.com/drive/folders/1gd3cjBEzPIT8C1nblg2iFGlyCgM9PnYA

Serviço
Exposição Eco dos Palcos
Quando: de 13 de julho a 13 de agosto
Onde: Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS Campinas) – Palácio dos Azulejos (Rua Regente Feijó, 859 – Centro)
Entrada: Gratuita
Horário: de terça a sexta-feira, das 9h às 18h30; sábados, das 10h às 16h. Fechado aos domingos e feriados
Abertura: 13 de julho, segunda-feira, das 19h às 22h, com jam session, discotecagem de Riva Rock, food trucks e feira de artes
Apoio: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura Municipal de Campinas, Museu da Imagem e do Som de Campinas e Sanasa.

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Blue Échos faz releitura de músicas clássicas para voz e guitarra elétrica

O duo Blue Échos faz releitura de obras clássicas escritas em séculos passados para piano ou cordas adaptadas com letras e arranjos originais para voz e guitarra elétrica neste final de semana em Campinas. A dupla, formada pela cantora americana Laura Kimmel e o guitarrista brasileiro Leandro Ligocki, também interpreta composições autorais que misturam o clássico com o moderno. Após a turnê na Flórida, em fevereiro, o Blue Échos começa em Campinas sua turnê pelo Brasil. Na sexta-feira, dia 12 de julho, a partir das 20h, se apresenta no Rabeca Cultural, em Sousas, e no sábado, dia 13 de julho, faz recital no Museu da Imagem e do Som (MIS), de Campinas, às 18h.

Uma composição de Johann Sebastian Bach, originalmente para orquestra de cordas, e uma obra do compositor francês impressionista Erik Satie, para piano solo, que o duo adicionou uma poesia original e transformou em canções para voz e guitarra, ganham destaque no repertório, que também terá canções próprias como “Convergências” e “Sunrise of the Soul”, e uma seleção especial de música brasileira e norte-americana. “Gostamos da música clássica e também de diversas vertentes populares, e essa afinidade nos levou a buscar nossa própria forma de criar um novo som. Essa mistura resultou em peças incríveis, com uma estrutura muito diferente”, diz Ligocki.

“Eu acredito que nós proporcionamos uma experiência musical única, com essa combinação original de timbres, poesia e estilo”, afirma Laura. O Blue Èchos tem várias composições distribuídas nos canais de streaming, como “Sky of Glass”, “Floating with You” e “The Old Garden Gate”, que têm como temas recorrentes o amor universal e a conexão humana.

Laura e Ligocki se conheceram na pandemia ao participarem de um trabalho realizado pelo professor e compositor Jônatas Manzolli, da Unicamp, de forma virtual com músicos brasileiros e internacionais, se identificaram e começaram a compor juntos, à distância. Ligocki mora em Campinas e trabalha na Orquestra Sinfônica da Unicamp. Músico versátil, toca violão, guitarra e alaúde, e atua em orquestras e bandas na cidade e em São Paulo como instrumentista, arranjador e compositor. Laura vive nos Estados Unidos, e se apresenta em recitais, óperas, teatros, cantando música clássica, eletroacústica e jazz, e já percorreu a Europa e o Japão com seu trabalho.

Serviço
Blue Échos – releituras de clássicos, jazz, música brasileira e autorais
Quando: 12 de julho (sexta-feira)
Onde: Rabeca Cultural
Avenida Dona Maria Franco Salgado, 250 – Jardim Atibaia, Sousas, Campinas
Horário: a partir das 20h
Entrada: R$ 40,00
Quando: 13 de julho (sábado)
Horário: a partir das 18h30
Onde: MIS – Museu da Imagem e do Som
Rua Regente Feijó, 859 – Centro, Campinas
Entrada gratuita

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Documetário relata a saga de um casal dono de uma banca por 56 anos

Com estreia marcada para o dia 9 de maio, às 19h30, no Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS), o documentário “O Jornaleiro – As memórias de Miro e Wolmar”, faz a reflexão de uma era em que a banca se tornou um local de encontro para a diversidade literária e como, ao longo do tempo, as mudanças tecnológicas trouxeram transformações culturais e sociais.

Além da estreia, haverá mais duas exibições direcionadas às escolas, uma, no Ceu Mestre Alceu (Jd. Florence), e outra no Centro Cultural Casarão, em Barão Geraldo. Todas as exibições contarão com a presença do casal de jornaleiros para uma roda de conversa após a exibição.

O documentário foi realizado durante a pandemia de Covid-19 em 2021, pela fotodocumentarista Fabiana Ribeiro, que é filha de casal de jornaleiros de Campinas. Ela, percebendo os conflitos e sentimentos contraditórios que os pais, aos 83 anos, enfrentavam em relação às restrições da vida pandêmica, a decisão de fechar a banca, e as memórias que eles construíram durante anos de um trabalho árduo e extenuante, decidiu pelo documentário.


“Como aquele casal fez coisas arrojadas, construiu relações, como a Banca do Miro, como outras tantas outras, foram além de ser um comércio, eram pontos de cultura, de encontro entre as pessoas das mais diversas comunidades”, destaca Fabiana Ribeiro.

O documentário foi contemplado pelo edital 12/2022, Cultura em Casa, do Estado de São Paulo.

Documentário

Em um relato comovente que atravessa décadas, o documentário “O Jornaleiro – As memórias de Miro e Wolmar” mergulha profundamente na história de um casal de jornaleiros, cuja jornada de 56 anos deixou uma marca memorável na comunidade de Campinas.

Com seu início em 2020, ano marcado pela chegada da pandemia de coronavírus, o filme apresenta entrevistas e depoimentos exclusivos de Miro e Wolmar, proprietários de uma das bancas de jornais mais icônicas do coração da cidade; a Banca do Miro. O longo e emblemático legado do casal, que gerenciou a banca de jornais e revistas no centro da cidade, é agora imortalizado na tela, oferecendo um olhar íntimo sobre suas vidas e os desafios que enfrentaram.

A narrativa do documentário mergulha nos eventos que levaram ao fechamento temporário da banca durante a pandemia, não apenas como um acontecimento econômico, mas como o fim de uma era. Miro e Wolmar testemunharam as mudanças ao redor, servindo como faróis na comunidade e deixando uma marca permanente nas vidas dos habitantes locais ao longo das décadas.

Ao longo dos anos, Miro e Wolmar não apenas forneceram jornais e revistas à comunidade, mas também foram testemunhas das transformações que moldaram a região central da cidade. O documentário não apenas explora a história da banca, mas também o impacto que esse pequeno negócio teve na vida das pessoas ao longo do tempo. E como a região central sofreu mudanças.

“Através de entrevistas sinceras, imagens históricas e memórias pessoais do casal, o documentário busca capturar a essência de suas vidas e o papel vital que desempenharam na comunidade”, acrescenta Fabiana.

Serviço
Documentário ” O Jornaleiro – As memórias de Miro e Wolmar”
Data: estreia: 9 de maio (quinta-feira)
Horário: 19h30
Local: Mis Campinas
Endereço: Rua Regente Feijó, 859 – Centro – Campinas
Entrada Gratuita

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No feriado MIS de Campinas vai exibir o curta “Sempre o mesmo”

O curta-metragem “Sempre o mesmo” escrito por Arnon Hochman, dirigido por João Folharini e produzido pela Habitante Filmes, produtora campineira, terá exibição de pré-estreia no Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS), na quarta-feira (1º), às 19h30, com entrada gratuita. O projeto é realizado com o patrocínio da Fundo de Investimentos Culturais de Campinas – FICC 2022 da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

No dia da pré-estreia, além da exibição do curta, haverá a presença de membros da equipe para um bate-papo após a exibição. As filmagens foram realizadas em Joaquim Egídio e contaram com uma equipe majoritariamente formada por profissionais do interior paulista. O curta apresenta uma história comovente sobre memória, identidade e família.

Sinopse 

Alberto (interpretado por Ton Crivelaro) é um senhor de 75 anos que luta contra o Alzheimer. Ele vive com seu filho Sérgio (Marcelo Argenta), que o ajuda nas tarefas domésticas e em seus exercícios de preservação da memória. Através de antigos documentos e fitas VHS, Alberto faz mais do que acessar lembranças. Ele se abre a reflexões sobre seu comportamento e sua personalidade, eventualmente compreendendo algo capaz de mudar a perspectiva de toda a sua vida. Algo que agora parece óbvio, mas que ele aprenderá novamente todos os dias.

Serviço
Curta-metragem “Sempre o mesmo”
Data: 01/05/2024 (quarta-feira)
Horário: 19h30
Local: Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS)
Endereço: rua Regente Feijó, 859, Centro, Campinas
Entrada gratuita

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Para quem quer descansar, Campinas tem diversas opções

Para quem não curte o carnaval, pode aproveitar as diversas opções em Campinas e descansar. As opções vão desde passeio nos parques da cidade, assistir aos filmes em cartaz no MIS – Museu da Imagem e do Som e até uma aventura entre as estrelas.

Observação dos astros

O Observatório Municipal de Campinas “Jean Nicolini” oferece a possibilidade de conferir o Planeta Júpiter, além da Nebulosa da Orion, Constelações de Verão e outros objetos celestes por meio de telescópios. Tudo acompanhado por uma equipe técnica que fará explicações e contará algumas curiosidades.

O espaço fica no Pico das Cabras, no distrito de Joaquim Egídio, com acesso por uma estrada de terra. O Observatório tem sessões às sextas e domingos para o público em geral. Neste fim de semana, excepcionalmente, o local será aberto somente na sexta-feira, 9 de fevereiro, a partir das 17h. Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 a meia-entrada.

Cinema gratuito

Já o MIS Campinas reserva uma programação especial para sexta, sábado e domingo, dias 9, 10 e 11 de fevereiro. O filme “Jango” será apresentado na sexta-feira a partir das 19h30 na Sala de Cinema Glauber Rocha, que fica no Palácio dos Azulejos. O documentário brasileiro é de 1984 e retrata o período entre 1961 e 1964, durante o governo João Goulart.

No sábado, 10 de fevereiro, o MIS prepara duas sessões. A primeira será às 16h com o filme chinês “Terra Amarela”, também de 1984. Depois, às 19h30, é a vez de “Cisne Negro”, produção de 2010 vencedora do Oscar de Melhor Filme.

No domingo, 11 de fevereiro, a sessão começa às 16h com o clássico “Gilda” (1946) em preto e branco. Segunda, 12, e terça, 13 de fevereiro, o museu estará fechado. A sala de cinema é refrigerada com ar-condicionado e possui 72 lugares. A entrada é de graça.

Natureza 

Campinas conta ainda com 25 parques públicos, com estrutura para caminhadas, piqueniques e, em alguns casos, até academia a céu aberto. No Bosque dos Jequitibás, o visitante pode encontrar uma variedade de árvores nativas e animais dos mais diversos, desde macacos, aves, hipopótamo, antas e jaguatirica. O parque é o único da cidade que fecha às segundas-feiras para cuidado adequado dos bichos.

Os demais espaços públicos estarão abertos normalmente durante o período de carnaval. A entrada é gratuita. (Confira a lista de parques e horários abaixo).

Serviço

Observatório Municipal de Campinas “Jean Nicolini”

Dia 09/02/2024 (sexta-feira): Planeta Júpiter já ficando baixo no oeste, com possibilidade de observação somente até as 20h30; M42 – Nebulosa da Orion; 47 Tucanae; Caldwell 92 – Eta Carina; M45 Plêiades, Constelações de Verão – Orion; Áries; Touro; Cocheiro (Estrela Capela); Gêmeos; Câncer; Cão maior (Estrela Sírius).

Ingresso
R$ 10,00 (inteira)
R$ 5,00 (meia entrada)

Mais informações sobre meia entrada e isenção no Decreto nº 19.177/2016

Museu da Imagem e do Som (MIS) Campinas 

09/02 – Jango (1984) – 19h30 – 12 anos

Direção de Sílvio Tendler

Brasil, 114 min. Colorido. Original em português.

Curadoria: Cineclube Outubro

 

10/02 – Terra Amarela (1984) – 16h – 14 anos

Direção de Chen Kaige

China, colorido, 89 min., legendado

Cine Verve

Curadoria: Danilo Dias de Freitas e Tanael Cesar Cotrim

 

10/02 – Cisne Negro (2010) – 19h30 – 18 anos

Direção de Darren Aronofsky

EUA, 108 min. Colorido, legendado.

Ciclo Novos Clássicos

Curadoria Ricardo Pereira

 

11/02 – Gilda (1946) – 16h – 12 anos

Direção de Charles Vidor

EUA, 110 min. P&B, legendado

Cineclube Grandes Cenas

Curadoria de Luiz Figueiredo e Claudia Bortolato

 

 

 

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