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Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos, no Rio de Janeiro

A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), em sua casa, no Rio de Janeiro, aos 91 anos. A causa da morte não foi divulgada pela família.

Reverenciada com frequência como uma das damas da teledramaturgia brasileira, ela protagonizou novelas de sucesso, destacando-se nesse gênero no país desde a década de 1950.

Nascida Nilcedes Soares de Magalhães, em Pelotas (RS), em 1934, a atriz iniciou a carreira no teleteatro da TV Tupi. Sua primeira novela foi Um Lugar ao Sol, em 1959.

Ao longo de mais de seis décadas, participou de cerca de 40 produções para televisão, além de realizar trabalhos no teatro e no cinema. Ela esteve em vários longas-metragens, como o filme O Pagador de Promessas, ao lado de Leonardo Villar, que venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1962.

A atriz Glória Menezes morreu aos 91 anos nesta terça-feira (18), em sua casa, no Rio de Janeiro. Foto: Instagram/gloriamenezesoficial

Na televisão, a atriz participou de novelas como Irmãos CoragemBrega & ChiqueRainha da SucataPáginas da Vida e A Favorita.

Em 1963, durante a novela 2-5499 Ocupado, a primeira telenovela diária do país, trabalhou com Tarcísio Meira, com quem se casou no mesmo ano e manteve uma parceria artística em diversas produções. Com o marido, Glória atuou em grandes sucessos, entre as quais Sangue e AreiaRosa RebeldeEspelho Mágico e Guerra dos Sexos.

Os dois foram casados por 59 anos, até que Tarcísio Meira morreu em 12 de agosto de 2021, de covid-19.

Glória atuou no teatro e no cinema até os anos 2000. Um de seus últimos trabalhos na TV foi Totalmente Demais, de 2015, no qual interpretou a personagem Stelinha.

Glória Menezes deixa três filhos: Maria Amélia e João Paulo, de uma união anterior, e Tarcísio Filho, do casamento com Tarcísio Meira.

A família não informou até o momento onde será realizado o velório da atriz.

Perda para a cultura

Em nota, o governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, afirmou que a perda de Glória Menezes entristece a cultura e a arte do país.

“Uma grande atriz que construiu uma trajetória de mais de seis décadas nos palcos, no cinema e, principalmente, na televisão. Um dos rostos mais populares do Brasil deu vida a personagens que atravessaram gerações”.

Couto relembrou que Glória Menezes, conhecida ao longo de sua carreira por sua versatilidade e talento, interpretou mocinhas, vilãs e personagens de grande destaque. “Sua contribuição para a dramaturgia brasileira deixa um legado que permanecerá na memória do público e das novas gerações de artistas”.

O desembargador manifestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores de Glória Menezes. “Que sua história e sua arte permaneçam vivas na memória de todos”, concluiu.

O Ministério da Cultura também manifestou pesar pela morte da atriz e solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores.

“Com uma carreira que atravessou diferentes momentos da história da televisão, do teatro e do cinema no Brasil, Glória Menezes deixa um importante legado para a dramaturgia e para a memória cultural do país”, diz o texto, que narra a trajetória da atriz.

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Morre, em São Paulo, a premiada atriz Laura Cardoso aos 98 anos

A atriz Laura Cardoso morreu aos 98 anos em São Paulo. O velório começou às 8h e segue até as 14h na Funeral Home, localizada na Rua São Carlos do Pinhal, 376, bairro Bela Vista, na capital paulista.

Nascida Laurinda de Jesus Balleroni, Laura Cardoso faria 99 anos em setembro. Ao longo de sua carreira, interpretou mais de 60 personagens na televisão, incluindo dona Izaura, na novela Mulheres de Areia, Guiomar, em A Viagem, e Sinhana Coragem, em Irmãos Coragem.

As últimas aparições de Laura na televisão foram como dona Sinhá, em Sol Nascente, e como Caetana de Souza, em O Outro Lado do Paraíso, já aos 90 anos.

Prêmios

Com atuação no cinema, televisão e teatro Laura Cardoso recebeu vários prêmios por suas atuações.

Como atriz coadjuvante, levou o prêmio Grande Otelo em três ocasiões por sua atuação em Copacabana (2002), O Outro Lado da Rua (2005), De Onde Eu Te Vejo (2017).

Recebeu o prêmio APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte, em cinco ocasiões. Na televisão, foi laureada como Melhor Atriz por Os Apóstolos de Judas (1977) e Irmãos Coragem (1995). No cinema, levou o prêmio de Melhor Atriz por Através da Janela (2001). Por fim, levou o APCA como Melhor Atriz em Teatro por Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu (1990) e Vereda da Salvação (1993).

Pelo conjunto de sua obra, foi homenageada com o prêmio Guarani Honorário, em 2021, e o Troféu Oscarito, no Festival de Gramado, em 2023.

Também foi laureada duas vezes com o Troféu Imprensa de Melhor Atriz por sua atuação em A Noite Eterna (1963) e Moulin Rouge, a Vida de Tolouse-Lautrec (1964).

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Festival de Teatro Unimed realiza mais de 100 apresentações em 28 cidades

O teatro brasileiro ganhará novo impulso com a abertura da 3ª edição do Festival de Teatro Seguros Unimed, que terá início no próximo mês de agosto, e se estenderá até outubro de 2026. A iniciativa consolida-se no calendário cultural do país e adota um caráter de expansão interestadual inédito em sua trajetória.

Neste ano, o circuito cultural promoverá mais de 100 apresentações. A principal novidade no roteiro é a ampliação, que expandirá suas atividades por 28 cidades brasileiras, distribuídas entre três estados da região Sudeste. Além de cobrir dezenas de polos no interior e na capital de São Paulo, o evento desembarca no Espírito Santo e em Minas Gerais, incluindo as capitais.

O Festival de Teatro Seguros Unimed começa em São Paulo, com o espetáculo Querida Mamãe (28 e 30 de agosto), com Nívea Maria e Regiane Alves, e explora as complexidades e os conflitos geracionais da relação entre mãe e filha. Em Campinas, O Musical dos Musicais (29 e 30 de agosto), um tributo aos maiores sucessos do teatro mundial, reúne mais de 60 artistas, que encenam trechos de clássicos como Chicago, Wicked, Mamma Mia, Les Misérables e Hamilton.

Antes do Ano que Vem (28 e 29 de agosto), comédia estrelada por Mariana Xavier, e que aborda temas profundos como saúde mental, solidão e autocuidado usando o humor e o acolhimento, é apresentado em Franca. Marília recebe Clô Para Sempre (28 e 29 de agosto), estrelado pelo ator Eduardo Martini, que interpreta Clodovil Hernandes em um relato íntimo do estilista, abordando sua infância solitária, a moda, a televisão, sua carreira política e seus amores.

E fechando o primeiro fim de semana, Salto recebe Um Dia Muito Especial (29 e 30 de agosto), com Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall, uma adaptação do clássico filme italiano de 1938 que aborda temas como preconceito, solidão e aceitação através de uma amizade extraordinária.

A superintendente de Marketing da Seguros Unimed, Renata Ucha, destaca o orgulho de manter o projeto em crescimento contínuo. “Chegar à nossa terceira edição consecutiva reforça o compromisso da Seguros Unimed com a democratização do acesso à cultura e o bem-estar das comunidades. Transformamos este festival em um pilar de conexão social estável, demonstrando que o investimento contínuo em arte contribui para desenvolver a realidade das regiões atendidas”, afirma a executiva.

O itinerário do festival foi planejado para apresentar grandes espetáculos, que geralmente ficam restritos às capitais. De acordo com Vicente Freitas, idealizador e diretor geral do projeto, o ganho de escala interestadual representa um amadurecimento técnico para a produção.

“A nossa expansão para três estados diferentes permite criar um intercâmbio de plateias e cumprir a missão de levar o teatro a palcos descentralizados, alcançando novos públicos”, detalha Freitas.

O circuito, que contou com o apoio de 24 Unimeds nas edições de 2024 e 2025, chega, em 2026, à marca de 28 apoios locais. Essa articulação coletiva materializa o interesse pela comunidade, traduzindo a união do Sistema Unimed em ações, e dá visibilidade às cooperativas que receberão as peças em suas cidades, além de conceder o direito a 10% da carga de ingressos para cada cooperativa.

A programação artística do 3º Festival de Teatro Seguros Unimed percorrerá as seguintes localidades:

  • São Paulo: Americana, Araraquara, Araras, Barretos, Botucatu, Bragança Paulista, Campinas, Franca, Jundiaí, Limeira, Marília, Mogi-Mirim, Pederneiras, Piracicaba, Ribeirão Preto, Salto, São Carlos, São José dos Campos, São José do Rio Preto, São Paulo e Sorocaba.
  • Minas Gerais: Belo Horizonte, Juiz de Fora e Uberaba.
  • Espírito Santo: Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e Vitória.

A programação oficial detalhada, com as peças adultas e infanto-juvenis, teatros locais e informações sobre a venda de ingressos será disponibilizada nos canais oficiais do evento e por meio da plataforma de ingressos do Festival de Teatro Seguros Unimed.

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Fernanda Torres é premiada pelo Critics Choice Award com “Ainda Estou Aqui”

 atriz e escritora brasileira Fernanda Torres será homenageada pelo Critics Choice Awards na categoria Atriz – filme internacional por sua atuação em Ainda Estou Aqui.

A honraria faz parte da 4ª edição do Celebration of Latino Cinema and Television, que ocorrerá no dia 22 de outubro, no Egyptian Theatre, em Hollywood, nos Estados Unidos.

“O evento homenageia performances e trabalhos de destaque, tanto na tela quanto fora dela, da indústria do entretenimento latino”, informa o Critics Choice Awards, em seu perfil no Instagram.

Nas redes sociais, a atriz comemorou o anúncio e disse que a iniciativa proposta pela associação de críticos representa “uma das principais premiações do mundo do cinema”.

Dirigido por Walter Salles, Ainda Estou Aqui é estrelado por Fernanda Torres, Fernanda Montenegro e Selton Mello e baseado no livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva.

No filme, a personagem Eunice Paiva – interpretada por Fernanda Torres – é mãe de cinco filhos e se vê obrigada a se reinventar depois que a família sofre um ato violento e arbitrário por parte do governo durante a ditadura militar.

Brasília (DF), 23/09/2024 - Cena do filme Ainda estou aqui. Foto: Alile Dara Onawale/Sony Pictures

O filme foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025. O anúncio foi feito pela Academia Brasileira de Cinema após decisão unânime da comissão de seleção.

Ainda Estou Aqui recebeu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza e foi exibido nos festivais de Toronto e de San Sebastián.

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Domingo tem comédia “PetShop – O Musicão” no Castro Mendes

O Teatro Castro Mendes recebe no domingo (7), o espetáculo “PetShop – O Musicão”, uma comédia musical idealizada, produzida e apresentada por pessoas que têm amor pelos animais. Serão três sessões: às 14h, 16h30 e 19h. Os ingressos custam R$ 100,00 podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou pelo do link abaixo. Musical narra as aventuras de animais unidos para salvar o petshop onde moram.

O espetáculo é de Vitor Rocha, dirigido e coreografado por Fernanda Chamma, a partir da idealização da atriz Julianne Daud. A ideia surgiu durante a pandemia, quando a atriz Julianne Daud ficou observando seus seis cachorros e imaginando um diálogo entre eles. Ela quis realizar um musical que retratasse esse universo e convidou o dramaturgo Vitor Rocha para criar os textos e letras.

Serviço
“PetShop – O Musicão”
Data: 7 de abril (domingo)
Horário: 14h, 16h30 e 19h
Local: Teatro Castro Mendes
Endereço: Rua Conselheiro Gomide, 62, Vila Industrial
Venda de ingressos na bilheteria do teatro ou pelo link: https://teatrocastromendes.com.br/evento/petshop_o_musicao_maestro_producoes_artisticas_e_culturais_teatro_municipal_jose_de_castro_mendes_48647

 

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Morre no Rio de Janeiro, aos 83 anos, a atriz Aracy Balabanian

A atriz Aracy Balabanian morreu na manhã desta segunda-feira (7), no Rio de Janeiro, aos 83 anos. A confirmação foi feita pela Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul da cidade. A causa da morte não foi revelada.

“A Clínica São Vicente lamenta a morte da paciente Aracy Balabanian e se solidariza com a família e amigos por essa irreparável perda”, diz o hospital, ao informar não ter autorização da família para divulgar mais detalhes.

A artista é dona de uma carreira de cerca de 50 anos, com participação em mais de 30 novelas e peças de teatro. Além disso, ficou marcada pelo programa Sai de Baixo, da TV Globo.

Filha de uma família de origem armênia, Aracy Balabanian nasceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em 22 de fevereiro de 1940. Na adolescência, cultivava o sonho de ser atriz. Ainda na época de escola, quando morava em São Paulo, entrou para o Teatro Paulista do Estudante.

Aos, 18 anos, Balabanian passou para duas faculdades, Escola de Arte Dramática de São Paulo e Ciências Sociais, na Universidade de São Paulo (USP). Mas deu razão à vocação e terminou apenas a de Arte Dramática, mesmo contrariando pai, que não queria que ela se tornasse a atriz.

A partir de 1963, aos 23 anos, iniciou a participação de espetáculos do Teatro Brasileiro de Comédia, entre eles, Os Ossos do Barão. Ainda na década de 50, começou a trajetória na TV. Em 1965, trabalhou em Marcados pelo Amor, na TV Record. Em seguida, fez novelas na extinta TV Tupi.

Nos anos 70, Aracy Balabanian estreou na TV Globo. A primeira novela foi O Primeiro Amor, em 1972. No ano seguinte, trabalhou no programa infantil Vila Sésamo.

A maior parte da trajetória artística dela foi na emissora carioca, ao mesmo tempo em que se apresentava também em peças teatrais. Entre 1986 e 1988 trabalhou na TV Manchete, voltando à Globo, em 1989, para fazer Que Rei Sou Eu.

Dona Armênia

O sotaque e alguns costumes da família de origem armênia ajudaram a forjar a personalidade de dona Armênia, papel de destaque de Balabanian na novela Rainha da Sucata (1990). A aceitação do público foi tão grande que a personagem voltou na novela Deus nos Acuda (1992).

“Eu aprendi a ler e a escrever, e declamava em armênio, porque começaram a fazer isso comigo [ensinar] muito cedo. Meu pai e minha mãe me ensinavam poemas, que eu declamava”, lembrou a atriz em entrevista ao Programa Sem Censura, TV Brasil, em 2015.

No programa, ela lembrou que recitava os poemas em festas que reuniam outras famílias de origem armênia. “Aí os velhos choravam, então eu percebi que fazia as pessoas se comoverem, bem pequenininha”, contou. “Isso eu fui cobrar meu pai mais tarde, ele me incentivou [na carreira artística]”, brincou.

O sucesso mais duradouro de Aracy Balabanian é a socialite Cassandra, do humorístico Sai de Baixo (1996-2002). O programa de TV era gravado no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, com a presença de plateia, o que fazia com que os artistas levassem ao ar cenas repletas de improvisação. Muitas vezes, a atriz não segurava o riso no meio dos diálogos.

O último trabalho na televisão foi em 2019, no especial de fim de ano Juntos a Magia Acontece.

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