Aluna se inspira em ativista durante projeto de educação antirracista

A Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) está sendo trabalhada de forma prática e sensível no Centro Educacional Irmã Maria Ângela, localizado na Vila Georgina, em Campinas. Desde abril, os alunos têm participado de atividades voltadas à representatividade negra e inclusão de pessoas com deficiência, com foco no combate ao racismo e ao capacitismo no ambiente escolar.

A iniciativa, que integra o currículo da Secretaria Municipal de Educação de Campinas, busca promover a valorização da diversidade e o reconhecimento da identidade racial desde a infância.

A professora de Educação Especial, Jennifer Moreira, destacou a importância do projeto para os alunos em sala de aula. “Desde abril nós trazemos a questão da representatividade para dentro da sala de aula, fazendo uma conexão entre deficiência e raça, sabendo que são dois grupos mais excluídos.”

Aluna com TEA 

Um dos momentos mais marcantes do projeto aconteceu com a estudante Laura Ventura, de 6 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Laura se identificou com a professora e ativista Luciana Viegas, uma mulher preta e autista que luta pelos direitos das crianças negras com TEA. “Eu gosto da Luciana porque a minha pele é parecida com a dela. Me sinto bem com isso, e quero ser igual a ela”, afirmou Laura.

O encontro entre as duas foi possível graças a uma publicação nas redes sociais feita por Jennifer, que mostrava Laura segurando uma imagem de Luciana.

“Assim que eu vi aquela foto eu soube que teria de vir conhecer a Laura e sua turma”, disse a ativista, que participou de um bate-papo com os alunos sobre inclusão, antirracismo e direitos das crianças com deficiência.

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