História do Fusca é celebrada com troca de modelos icônicos

Trinta anos de uma história que se conecta com a história do Brasil. E um legado que se mantem, representado por dois Fuscas e dois presidentes. Esse é o mote para a parceria inédita entre a Garagem Volkswagen e o Museu Carde para celebrar um dos maiores ícones da mobilidade brasileira: o Fusca. Como marco da iniciativa, as instituições lançam um filme especial que narra o encontro simbólico entre dois automóveis históricos ligados à Presidência da República e a momentos decisivos da trajetória industrial do País.

No centro da narrativa estão dois veículos que atravessaram décadas e representam diferentes capítulos do desenvolvimento do Brasil. De um lado, o Fusca Conversível utilizado pelo presidente Juscelino Kubitschek durante a inauguração da primeira fábrica da Volkswagen fora da Alemanha em 1959, em São Bernardo do Campo (SP), pertencente ao acervo do Museu CARDE. Do outro, o Fusca Itamar de chassi 001 apresentado ao presidente Itamar Franco na cerimônia que marcou a retomada da produção do modelo em 1993, preservado pela Volkswagen do Brasil na Garagem VW.

O filme criado para marcar a parceria transforma essa travessia histórica em narrativa audiovisual. Ao acompanhar o deslocamento simbólico dos dois Fuscas entre seus novos destinos temporários, a produção resgata personagens, memórias e o papel do automóvel como testemunha de transformações econômicas, industriais e sociais do Brasil. O conteúdo conecta passado e presente para mostrar como modelos históricos ultrapassam sua função original e se tornam patrimônio cultural.

“A parceria com o Museu Carde mostra como a história da Volkswagen do Brasil é também parte da história do desenvolvimento do País. O Fusca atravessou gerações, esteve presente em momentos marcantes da nossa indústria e continua despertando conexão emocional entre as pessoas. Reunir esses dois carros históricos é uma forma de preservar memória, compartilhar legado e criar novas histórias para o público brasileiro”, afirma Ciro Possobom, Presidente & CEO da Volkswagen do Brasil.

Para o Luiz Goshima, diretor do Museu Carde, a iniciativa reforça o papel dos automóveis como elementos de preservação cultural. “O Museu nasceu com o propósito de contar histórias por meio dos automóveis. Receber temporariamente o Fusca Itamar e compartilhar com a Volkswagen o Fusca que marcou a inauguração da fábrica em 1959 é uma oportunidade de conectar diferentes gerações e mostrar como esses veículos ajudam a entender momentos importantes da construção do Brasil.”

Na década de 1950, o País vivia o auge do projeto desenvolvimentista do governo de Juscelino Kubitschek, marcado pelo Plano de Metas e pela industrialização acelerada. A inauguração da fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), em 1959, foi um marco desse movimento, consolidando o Brasil como um polo relevante na produção automotiva global.

Já nos anos 1990, em um cenário de instabilidade econômica e inflação elevada, o então presidente Itamar Franco enxergava no retorno do Fusca uma forma de estimular empregos e ampliar o acesso ao automóvel popular. O modelo voltou às linhas de montagem em 1993, reforçando sua conexão com os brasileiros e sua importância histórica para o País. O exemplar preservado pela Volkswagen do Brasil corresponde ao primeiro veículo produzido nessa segunda fase e foi o mesmo apresentado ao presidente durante a cerimônia de retomada da produção.

A troca de Fuscas

Em celebração dupla, dos 30 anos do fim da produção do Fusca Itamar e quatro décadas do fim da primeira fase do Fusca em 1986, a narrativa entre a VW e o Museu Carde também dá origem a um intercâmbio histórico entre as duas instituições.

A partir de 3 de agosto, o lendário Fusca Itamar, pertencente à Garagem VW, passa a integrar temporariamente o acervo do Museu CARDE, em Campos do Jordão (SP). Em contrapartida, o Museu disponibilizará o Fusca JK para exposição na Garagem Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), em uma troca simbólica que conecta dois momentos decisivos da indústria automotiva brasileira.

O intercâmbio entre os veículos não apenas aproxima duas instituições dedicadas à preservação da história automotiva, como também proporciona ao público a oportunidade de vivenciar de perto dois ícones que atravessaram décadas e governos, mantendo-se como símbolos de simplicidade, robustez e conexão emocional com os brasileiros.

 

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