A “alcoolização de tumores” ou “ablação de tumores com etanol” tem sido utilizada praticada em cistos ou áreas predominantemente císticas de tireóide e parótida, além de ser indicada para tumores císticos benignos e para pacientes que não querem ou não podem fazer cirurgia.
Um procedimento inovador para a remoção de tumores tem facilitado a vida dos pacientes que não querem ou não podem fazer cirurgia, em Campinas. A alcoolização de tumores ou ablação de tumores com etanol consiste na injeção de álcool absoluto (99,9%) dentro de um tumor, que pode ser sólido, cístico (líquido) ou misto.

O médico Ademar Yamanaka, que pratica o método na cidade, conta que a primeira experiência aconteceu em 1983 no Japão, na universidade de Chiba.
Numa mesa de bar, dois médicos pesquisadores tiveram a brilhante ideia de destruir um tumor de fígado injetando álcool absoluto dentro do mesmo. Para isso, produziram experimentalmente um câncer em um coelho implantando células no animal. A seguir, injetaram álcool absoluto no tumor, guiado por ultrassom em tempo real, e comprovaram a destruição do câncer. Um ano depois, esse procedimento passou a ser utilizado para tratamento de câncer de fígado diagnosticado precocemente pelo ultrassom em humanos.
De acordo com Yamanaka, a ablação com etanol ou alcoolização tem sido praticada em cistos ou áreas predominantemente císticas de tireóide e parótida, entre outros da região do pescoço. É também indicada para tumores císticos benignos e para pacientes que não querem ou não podem fazer cirurgia. Ele acrescenta que o procedimento é realizado sem internação e com anestesia local e não deixa cicatrizes.
“Tive a honra de conhecer esses pesquisadores e toda a equipe, pois eu fazia a minha pós-graduação no mesmo local. Convivi com eles todos os dias. Estava no lugar certo, na hora certa”, diz o médico, que é graduado em Medicina pela Unicamp, com mestrado pela Chiba University e doutorado em Clínica Médica pela Unicamp.





