A escritora Salete Fernandes, cirurgiã-dentista que mora em Campinas e atua em Paulínia, lançou no último sábado, 25/7, durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o livro Entre Silêncios, obra que propõe uma reflexão sensível sobre a experiência feminina por meio de poemas e prosas poéticas.
Publicado pelo Selo Capitolinas, o livro foi apresentado na Casa Literária Tiwaras/Tikunas, Neomarginais e Capitolinas, durante a mesa “Texto híbrido: novos caminhos da literatura contemporânea”, mediada pela escritora Wlange Keindé. Após o debate, a autora participou de uma sessão de autógrafos, marcada pelo diálogo com leitores e pela troca de experiências.
“Participar da mesa foi uma oportunidade de conversar sobre literatura, os caminhos da escrita e os desafios percorridos por nós, autores. Compartilhar esse espaço com outros escritores e com o público ampliou ainda mais a experiência do lançamento, mostrando que a literatura ganha novos sentidos quando é vivida coletivamente”, afirma Salete.
Em sua estreia literária, a autora apresenta uma obra construída a partir de um profundo processo de escuta e reflexão sobre a vivência das mulheres. Ao longo de 101 páginas, “Entre Silêncios” aborda temas como identidade, memória, amadurecimento feminino e os processos silenciosos de reencontro consigo mesma.
Dividido em quatro partes — Silêncios, Despertares, Travessias e Permanências —, o livro utiliza as estações do ano como metáfora para representar as diferentes fases emocionais e transformações que marcam a trajetória feminina.
Segundo Salete, a ideia da obra surgiu de forma espontânea, antes mesmo da intenção de publicar um livro. A escrita nasceu da necessidade de registrar sentimentos, memórias e inquietações que fazem parte da experiência de muitas mulheres.
“A obra aborda especialmente a forma como muitas mulheres aprendem a silenciar partes de si ao longo da vida para ocupar determinados espaços e assumir múltiplos papéis. O livro nasceu dessa escuta e da tentativa de transformar essas vivências em poesia”, explica.

Para a autora, a estreia na Flip, um dos mais importantes eventos literários do Brasil, tornou o lançamento ainda mais significativo. “Levar essas reflexões para a Flip foi muito significativo, porque acredito que a literatura também é um espaço de escuta e reconhecimento. Quando um leitor se identifica com um texto, percebe que sua própria história também merece ser contada”, destaca.
Salete também ressalta que a experiência no festival foi além do lançamento da obra. “A Flip reúne diferentes vozes, perspectivas e formas de pensar a literatura. Além das mesas e da programação, o que mais me marcou foram os encontros espontâneos, as conversas e a sensação de pertencimento a uma comunidade que acredita na potência da palavra”, finaliza.
Mais informações sobre o livro podem ser encontradas nos perfis @selocapitolinas, @clubecapitolinas, @entresilencios_eversos e @saletefbersan nas redes sociais.




