Pela primeira vez na história do The Quail – A Motorsports Gathering (um dos principais e mais exclusivos eventos do segmento automotivo no mundo), um carro pertencente a um acervo brasileiro é exposto. E ainda volta de lá com um troféu: uma das estrelas exibidas no museu Carde, de Campos do Jordão (SP), a Ferrari F50, levou o prêmio máximo da categoria que celebra os 30 anos do superesportivo italiano por ser a mais exclusiva do mundo, já que este não se trata de um dos 349 exemplares destinados a clientes, mas sim do segundo de três protótipos construídos antes da produção em série.
O The Quail conquistou tal status por sua capacidade de reunir lançamentos, carros clássicos e marcas ultraexclusivas, como Koenigsegg, Pagani, Lamborghini, entre outras. Tudo em uma atmosfera que sintetiza o conceito de estilo de vida. Promovido desde 2003 no Quail Lodge & Golf Club e parte essencial da programação da Monterey Car Week, na Califórnia (EUA).
“Foi a primeira vez que o Brasil participou do The Quail como expositor. Já estávamos muito contentes por conquistarmos essa oportunidade internacional mesmo com apenas nove meses desde a abertura do Carde. Mas ganhar esse prêmio nos deixou ainda mais honrados e felizes por representar o Brasil e a nossa cultura automobilística nacional”, celebra Luiz Goshima, diretor do Carde e membro honorário da Fundação Lia Maria Aguiar.
Para garantir seu espaço no The Quail na categoria reservada para o 30° aniversário da Ferrari F50, a unidade exposta no Carde passou por um meticuloso processo de restauração. Além de único protótipo pré-série que se tem notícia, a F50 exposta no Carde chamou muita atenção também pelo estado de apresentação, mesmo diante de outras 16 unidades da F50 de cores e numerações especiais.
Um Fórmula 1 de rua
“Cinquenta anos de corrida, cinquenta anos de vitórias, cinquenta anos de trabalho duro”. Assim Luca Di Montezemolo apresentou a F50 em 6 de março de 1995, durante a 63ª edição do tradicional Salão de Genebra, na Suíça. Quantas unidades seriam produzidas da sucessora da F40? Apenas 349, uma a menos do que o mercado demandaria, garantiu a marca.
Quando pensou na F50, a Ferrari almejou um Fórmula 1 de rua. A ausência de direção hidráulica, freios ABS ou qualquer outro tipo de assistência para simular a experiência de dirigir um carro da máxima categoria do automobilismo confirma a ambição purista da marca italiana.
O chassi é todo em fibra de carbono, enquanto a caixa de câmbio (manual de seis marchas) em liga de magnésio, mesmo material aplicado nas rodas. Até o tanque, emborrachado e com design aeronáutico, é sofisticado. Todo o esforço em aliviar peso, as técnicas aerodinâmicas e o motor 4.7 V12 de 520 cv levam a F50 aos 325 km/h de velocidade máxima.





