Para os pequenos, a dica é conferir “A Cigarra e a Formiga”, no sábado, 11, enquanto para os adultos o programa é assistir ao espetáculo “A Última Sessão de Freud”, dias 17, 18 e 19 de março
O Teatro Castro Mendes, em Campinas, terá uma programação variada nos próximos dias, com espetáculos para toda a família. No sábado, 11, a casa recebe o clássico infantil “A Cigarra e a Formiga”, enquanto dias 17, 18 e 19 de março, a atração será a premiada peça “A Última Sessão de Freud”. Confira abaixo os detalhes:

A Cigarra e a Formiga
A Cia. Teatral Cenarte apresenta neste sábado, 11 de março, a história A Cigarra e a Formiga, famosa fábula da literatura mundial numa montagem cheia de magia, lirismo, humor, poesia e encantamento. Será às 16h, no Teatro Municipal Castro Mendes. Os valores dos ingressos variam: inteira R$ 30,00, meia R$ 15,00 e com post do Instagram R$ 20,00.
A Cigarra e a Formiga, um dos maiores clássicos da dramaturgia para crianças, ganha uma nova versão especial nas mãos de Walter Rhis, que leva ao palco a magia da clássica história de Esopo, autor da Grécia Antiga, que também foi contada em versos pelo francês La Fontaine e teve inúmeras adaptações.
“As crianças encontram estímulo à criatividade e lições sobre solidariedade, lirismo, humor e altas doses de poesia. O espetáculo fala do encontro com o outro, com o diferente, com a aventura maior de todo o ser humano, que precisa crescer e enfrentar o mundo”, ressalta Rhis.
A criação e direção musical do ator, compositor e regente Carlos Henrique Esteves, torna o espetáculo muito mais atrativo. No elenco, Carlos Henrique no papel da Cigarra, Lu Hander é a Formiga e Moriane Perez Cordeiro, lagartinha e borboleta.

A Última Sessão de Freud
O Teatro Municipal Castro Mendes recebe, nos dias 17, 18 e 19 de março, o espetáculo A Última Sessão de Freud, montagem dirigida por Elias Andreato para o texto do premiado autor americano Mark St. Germain. A peça, que já foi vista por mais de 35 mil pessoas, estará em cartaz na sexta-feira e sábado, às 20h e domingo, às 19h. Os ingressos estão à venda no www.teatrocastromendes.com.br
A trama apresenta um encontro fictício entre Sigmund Freud (Odilon Wagner – indicado ao Prêmio APCA 2022 por este papel), o pai da psicanálise, e o escritor, poeta e crítico literário C.S.Lewis (Claudio Fontana), dois intelectuais que influenciaram o pensamento científico-filosófico da sociedade do século 20.
Durante esse diálogo, Sigmund Freud, crítico implacável da crença religiosa, e C.S. Lewis, renomado professor de Oxford, crítico literário, ex-ateu e influente defensor da fé baseada na razão, debatem, de forma apaixonada, o dilema entre ateísmo e crença em Deus.
O texto de Mark St. Germain é baseado no livro Deus em Questão, escrito pelo Dr. Armand M.Nicholi Jr. – professor clínico de psiquiatria da Harvard Medical School. Freud quer entender por que um ex-ateu, um brilhante intelectual como C.S. Lewis, pode, segundo suas palavras, “abandonar a verdade por uma mentira insidiosa” – tornando-se um cristão convicto.
“O Teatro é uma forma de arte na qual os atores apresentam uma determinada história que desperta na plateia sentimentos variados. É isso o que me interessa: despertar sentimentos e acreditar na força de se contar uma história”, comenta o diretor. “É muito prazeroso brincar de ser outro e viver a vida dessa pessoa em um cenário realista, com figurino de época, jogando com ficção e realidade. Isso é uma realização para qualquer artista de teatro. E é assim que defino essa experiência de me debruçar sobre a obra teatral de Mark St. Germain: A Última Sessão de Freud. Depois de 25 anos de sessões de psicanálise, talvez seja necessário me deixar conduzir, cada vez mais, pela paixão que tenho por meu ofício: o Teatro. A minha profissão de fé. E crer: a arte sempre nos salva de todos os perigos”, completa.
Para Odilon Wagner a experiência de interpretar Freud é fascinante: “Para um ator ter a oportunidade de representar um personagem tão intenso e profundo, que fez parte de nossa história recente, é um privilégio. A construção desse personagem me fez vibrar desde a primeira leitura, foram meses estudando sua vida e personalidade, para tentar trazer um recorte mais fiel possível do último ano de vida desse grande gênio do século 20”, revela.



